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Crônica

O Banquete dos Aliados

Na política, a lealdade costuma durar menos que um ciclo eleitoral.

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Foto: Reprodução / Youtube / The Intercept

A MÃO QUE TE AFAGA É A MESMA QUE TE APEDREJA. ( A.A)

Os aliados caminham juntos enquanto a música toca, enquanto os aplausos ecoam, enquanto as pesquisas sorriem como vitrines iluminadas.

Mas basta o primeiro tropeço — uma frase mal colocada, um áudio vazado, um silêncio interpretado como culpa — para que o salão mude de temperatura. O que antes era abraço vira distância calculada. O companheiro de ontem reaparece vestido de comentarista moral.

Foi assim com Flávio Bolsonaro.

O áudio caiu no chão da República como um copo de cristal em um jantar de família poderosa: não importa apenas o barulho da queda, mas a velocidade com que os convidados fingem não conhecer o dono da taça.

E então Romeu Zema surgiu.

Sem hesitação, sem cerimônia, chamou o episódio de “um tapa na cara dos brasileiros de bem”.

A frase veio afiada, dessas que parecem menos indignação e mais reposicionamento estratégico. Porque política também é isso: a arte de perceber quando o navio começa a inclinar e decidir rapidamente em qual lado do convés permanecer.

Os antigos parceiros tornam-se juízes severos justamente porque conhecem os corredores internos do poder. Sabem onde a ferrugem começou. Sabem quais portas estavam fechadas. Sabem o cheiro do incêndio antes da fumaça alcançar o público.

No fundo, a cena revela uma velha verdade brasileira: em tempos de força, muitos querem sentar à mesa; em tempos de desgaste, começa o festival dos talheres abandonados.

E a política segue. Não como um templo de convicções eternas, mas como uma arena onde aplausos e pedradas frequentemente nascem das mesmas mãos.

Tem gente demais valorizando e exaltando dinheiro e poder.

NÃO É SOBRE POLÍTICA.

OS BRINDES DE HOJE 15/05 DIA DO ASSISTENTE SOCIAL,VÃO PARA TODAS (OS)OS PROFISSIONAIS DESSA ÁREA. Em especial a minha competente e muito amada filha JANE MORAES e “in memory”ao meu grande amigo CARLOS COSTA,onde você estiver! A importância do Serviço Social vai muito além do atendimento assistencial. Ele é o guardião da coesão social. Sem ele, a sociedade corre o risco de se fragmentar, deixando para trás aqueles que mais precisam de apoio. Valorizar o Serviço Social é, acima de tudo, acreditar que nenhum ser humano é descartável e que a justiça é o alicerce de uma sociedade FORTE e mais JUSTA.