STF mantém condenação de desembargador preso por estuprar a neta em Manaus
O ministro Dias Toffoli do Supremo Tribunal Federal (STF) manteve a condenação do desembargador aposentado Rafael de Araújo Romano por estuprar a própria neta. Ele se entregou à polícia na sexta-feira (20/03), em Manaus, para cumprir pena em regime fechado.
A decisão assinada pelo ministro negou o pedido da defesa para suspender a prisão e anular o trânsito em julgado do processo, etapa em que não há mais possibilidade de recorrer.
Os advogados alegavam que ainda havia recurso pendente e que a execução da pena violaria o direito de esgotamento dos recursos.
Ao analisar o caso, o ministro Toffoli entendeu que não houve erro que justificasse a intervenção da Corte. Ele destacou que o tipo de ação apresentada pela defesa só pode ser usado quando há relação direta entre o ato questionado e decisões anteriores do Supremo, o que não ficou comprovado no caso.
Com isso, o STF manteve válidos todos os atos do processo, incluindo a condenação e o início do cumprimento da pena.
Além da prisão, a Justiça determinou que órgãos competentes avaliem a perda do cargo público e a possível cassação da aposentadoria do desembargador.
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