Secretário de Segurança diz que polícia ‘destruiu’ a FDN no Amazonas, considerada a terceira maior facção do país
O secretário de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), coronel Vinícius Almeida, afirmou que as forças de segurança do estado conseguiram ‘destruir’ a facção criminosa Família do Norte (FDN), considerada a terceira maior facção do país, ficando atrás apenas do Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC).
“O que nós fizemos com a Família do Norte? Destruímos a Família do Norte. A Família do Norte acabou e acabou no nosso governo”, disse o secretário, nesta sexta-feira (27/03), durante o lançamento do Anuário de Segurança Pública do Amazonas 2025,.
Na ocasião, o secretário destacou que o grupo, que teve origem no Amazonas, foi combatido de forma direta pelas autoridades locais. “A semente do mal que nasceu no Amazonas, nós fomos lá e destruímos”, afirmou, ao reforçar que a facção deixou de atuar com a mesma força no estado.
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— Portal Em Tempo (@portalemtempo) March 27, 2026
Família do Norte (FDN)
Criada em 2007 dentro do sistema prisional de Manaus, a Família do Norte surgiu inicialmente como uma forma de resistência à expansão do Primeiro Comando da Capital (PCC). A organização foi estruturada por lideranças como José Roberto Fernandes Barbosa, conhecido como “Zé Roberto”, João Pinto Carioca, o “João Branco”, e Gelson Carnaúba, chamado de “Mano G”.
Ao longo dos anos, a FDN se consolidou como uma das principais facções da região Norte, com forte atuação no tráfico internacional de drogas, incluindo cocaína, skunk e haxixe, além de envolvimento em crimes como comércio ilegal de armas, lavagem de dinheiro e extorsão.
A FDN ganhou destaque nacional após o massacre no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus, ocorrido entre 1º e 2 de janeiro de 2017 durante uma aliança da FDN com o CV para acabar com o PCC. O ataque foi considerado uma das maiores chacinas do sistema prisional brasileiro, resultando na morte de 56 detentos, ocorrido pela disputa do controle das rotas de tráfico de drogas na região amazônica.
Após a chacina, a FDN enfraqueceu com o rompimentos de alianças com o CV e a transferência de lideranças para presídios federais. Esses fatores, somados às ações das forças de segurança, contribuíram para a perda de força do grupo, segundo autoridades.
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