Motorista de app se finge de PM, comete roubos, estupro e acaba preso em Manaus

A Polícia Civil cumpriu nessa segunda-feira (02) um mandado de prisão preventiva contra um motorista de aplicativo. Ele é investigado por se passar por policial civil para cometer roubos na avenida das Torres, em Manaus.

De acordo com a delegada Benvinda Gusmão, o suspeito utilizava o próprio veículo para se aproximar das vítimas, mas não realizava os crimes durante corridas. Ele descia do carro, cobria o rosto com uma camisa, se identificava falsamente como policial civil e, sob grave ameaça com arma de fogo, subtraía os pertences.

Crime mais grave

O caso mais grave ocorreu na madrugada do dia 23 de janeiro, quando o investigado abordou um casal de amigos em um ponto de encontro na avenida das Torres. Na ocasião, ele anunciou o assalto, roubou os bens das vítimas e estuprou a jovem, de 22 anos, no próprio local.

A denúncia chegou ao 6º DIP por meio do disque-denúncia, após registro na Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher (DECCM). A partir das diligências, os policiais identificaram outra vítima que relatou abordagem semelhante.

No dia 2 de fevereiro, o suspeito abordou um mototaxista na mesma via, repetindo o modus operandi: apresentou-se como policial civil e roubou os pertences da vítima.

Prisão e apreensões

Durante as investigações, a polícia identificou o veículo utilizado nas ações criminosas e confirmou que o homem atuava como motorista de aplicativo. Além disso, as autoridades também constataram que ele já responde a outros processos judiciais, incluindo estupro de vulnerável.

A Justiça autorizou a prisão preventiva e mandado de busca e apreensão na residência do investigado, localizada no Conjunto Viver Melhor, bairro Lago Azul, zona norte da cidade. No local, os policiais apreenderam o veículo usado nos crimes, roupas utilizadas nas abordagens e um simulacro de arma de fogo.

O suspeito responderá por roubo majorado e estupro e permanecerá à disposição da Justiça. As investigações continuam para identificar possíveis outras vítimas.