Amazonas
Moradores do Lago do Piranha denunciam conflitos fundiários e problemas ambientais em comunidade de Autazes
Liderança comunitária não é uma ação de caridade — é um compromisso com a construção de melhorias para a coletividade, buscando soluções para os problemas existentes.
Esse deveria ser o foco de toda liderança eleita. Porém, segundo denúncias de moradores da comunidade Bom Jesus, localizada no Lago do Piranha, no interior de Autazes, a realidade vivida pelos comunitários seria bem diferente.
De acordo com os relatos, em vez de buscar benefícios e soluções para a população local, a liderança comunitária estaria perseguindo moradores descendentes de povos originários, assentados legalmente pelo INCRA por meio do projeto “Terra Legal”.
As denúncias apontam ainda suposta tentativa de apropriação de terras, além de desmatamento e derrubada de árvores centenárias, incluindo castanheiras, para formação de áreas de pastagem em terrenos que, segundo os comunitários, não pertencem ao responsável pelas ações.
Moradores também denunciam a ausência de fiscalização sobre problemas estruturais da comunidade. Entre as situações citadas estão fossas biológicas a céu aberto e estouradas, com resíduos escorrendo e contaminando os rios de onde é captada a água consumida pela única escola e pelo pequeno posto de saúde existente na localidade.
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