Polícia
Foto de piratas envolvidos em assalto a embarcação no AM é divulgada
Fotos de homens fortemente armados que circulam em grupos de redes sociais estão provocando apreensão entre comunidades ribeirinhas do Amazonas. As imagens são atribuídas a suspeitos de integrar o grupo conhecido como “piratas dos rios”. De acordo com moradores, os criminosos atuam na calha do Médio Solimões, entre a Foz do Japurá, a região do Guariba e a sede de Maraã.
De acordo com relatos, o grupo é de altamente periculoso, pois utilizam armamento de grosso calibre. As informações também apontam que os suspeitos possuem envolvimento no ataque contra um ferryboat registrado na noite de quinta-feira (10), próximo a Alvarães, no interior do estado.
Entre os homens identificados nas imagens estão Eliabe Queiroz Pereira, conhecido como “Branco”, e Antônio Filho Neto da Silva, o “Cacique”.
Conforme denúncias que acompanham as fotografias, “Branco” seria natural da comunidade Paracuuba e Moura, no Rio Copeá, próximo ao Rio Tambaqui. As suspeitas apontam para seu envolvimento a um roubo de embarcação que, inclusive, contou com a participação do irmão e do cunhado dele.
As informações divulgadas por fontes locais também relacionam os suspeitos a integrantes de grupos criminosos com atuação na região de Coari. Entre os nomes citados estão indivíduos conhecidos pelos apelidos de “Walcelino Telles LN”, “Tiago TG” e “Vitão”.
Outro suspeito mencionado é “Bruno Playboy”, apontado como integrante das mesmas incursões pelos rios. As imagens também mostram Erick Peruano, que, de acordo com as informações divulgadas, já cumpriu pena em Coari e tem ligação com o mesmo grupo.
Intimidação e ameaça
Ademais, moradores também citam um homem identificado apenas como “Tom”. Eles afirmam que o suspeito intimida e ameaça famílias de comunidades da região.
As identidades e os vínculos atribuídos aos suspeitos ainda não tiveram confirmação as autoridades. Todavia, os materiais que circulam nas redes sociais auxiliarão as forças de segurança nas investigações. Portanto, isso exigirá aumento no reforço do patrulhamento da malha hidroviária do Médio Solimões.