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Exclusivo: advogado acusado de agredir e ameaçar de morte a companheira é preso em Manaus

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Exclusivo: advogado acusado de espancar e ameaçar de morte a companheira é preso em Manaus

Manaus – Um grave caso de violência doméstica chocou a capital amazonense. Na noite da última quinta-feira (29/10), a polícia prendeu em flagrante o advogado Ewerton da Cruz Gonzaga. O advogado acusado de agredir e ameaçar de morte a companheira acabou detido em Manaus. Ele responderá pelas pesadas acusações de lesão corporal, injúria e ameaça de morte contra a sua parceira, uma jovem de apenas 20 anos. Na prática, a prisão revelou o triste histórico de um relacionamento abusivo. Segundo a denúncia, a relação era marcada por um ciúme obsessivo, controle excessivo e agressões que se intensificavam rapidamente com o consumo de álcool. Consequentemente, as autoridades de segurança encaminharam o caso para a Delegacia Especializada em Crimes contra a Mulher (DECCM), Plantão dos Vulneráveis.

O histórico de violência no relacionamento

Em seguida, o depoimento detalhado prestado pela vítima revelou os bastidores sombrios da relação conjugal. A jovem relatou às autoridades policiais que ela e o advogado mantinham uma união estável há aproximadamente oito meses, sem filhos em comum. Contudo, a vítima afirmou que a relação possuía um padrão preocupante de instabilidade emocional e violência física frequente.

Além disso, o boletim de ocorrência descreve um grave episódio ocorrido em junho de 2026. A confusão começou nas proximidades do Clube do Bombeiro, localizado no bairro Aleixo. Na ocasião, uma discussão motivada por ciúmes fez com que Ewerton ofendesse a companheira com palavras de baixo calão. Ele chamou a jovem de “puta” e “vagabunda”. Posteriormente, a situação escalou de forma muito violenta quando o casal retornou ao apartamento onde moravam, no bairro Flores. No imóvel, o suspeito teria desferido um forte tapa no peitoral da vítima, arremessando-a contra o sofá, além de proferir socos na região da costela.

As agressões recorrentes e o controle obsessivo

Paralelamente, durante estas primeiras agressões de junho, o homem tomou o celular da jovem de forma bruta. Ele pretendia checar as suas mensagens particulares e continuou a proferir pesadas ofensas verbais. Apesar das promessas de mudança que se seguiram na época, a vítima relatou que o advogado passou a traí-la e a humilhá-la constantemente, inclusive expulsando-a de casa em algumas ocasiões ao longo dos meses.

Segundo a denúncia, as agressões físicas voltaram a ocorrer no mês de agosto, logo após o casal retornar de uma festa de aniversário. Na ocasião, Ewerton irritou-se profundamente por descobrir que a companheira havia desabafado com terceiros sobre as repetidas violências sofridas no lar. Dessa forma, o suspeito agrediu a jovem novamente com socos na costela e tapas no rosto, e atirou-a contra o sofá da sala.

O ápice das agressões e a prisão em flagrante

Por outro lado, o estopim definitivo que levou à prisão imediata ocorreu na própria quinta-feira (29/10). Segundo o relato policial, o dia amanheceu com brigas porque a vítima teria visto Ewerton a admirar outra mulher numa academia de ginástica no dia anterior. Consequentemente, as intensas discussões estenderam-se até às 13h, momento exato em que o advogado perdeu totalmente o controle emocional. Ele desferiu um forte soco na boca da jovem, segurou-a pelo pescoço contra a parede e ameaçou matá-la “de porrada”. O agressor afirmou, num claro tom de ameaça, que ela fazia um verdadeiro inferno na sua vida.
Por volta das 17h, numa tentativa desesperada de impedir que a vítima pedisse ajuda externa, Ewerton tomou o celular dela e trancou-se no banheiro. Sentindo extremo pavor e profunda vulnerabilidade, a jovem conseguiu contatar uma conhecida através de outro meio de comunicação. A colega é investigadora da Polícia Civil e acionou imediatamente a Polícia Militar. A corporação enviou de pronto a viatura 1130 da 12ª Companhia Interativa Comunitária (CICOM) ao local para intervir e resgatar a mulher.

Apreensão de bens e o pedido de medida protetiva

Por fim, a cronologia dos documentos oficiais mostra que a guarnição policial chegou ao apartamento às 19h50 da quinta-feira (29/10). Os agentes conduziram o casal em total segurança até à sede da DECCM. O escrivão colheu e finalizou o depoimento oficial da vítima às 21h36 do mesmo dia. Com o suspeito detido, que apresentava algumas escoriações na mão, a polícia realizou a apreensão de diversos itens para investigação:

  • Duas carteiras funcionais oficiais da OAB;
  • Cartões de crédito em nome do suspeito;
  • Uma carteira de identidade maçônica;
  • Um relógio de couro, um telemóvel iPhone e outros pertences pessoais do agressor.

Em suma, a vítima formalizou o desejo expresso de representação criminal contra o agressor e solicitou medidas protetivas de urgência com base na Lei Maria da Penha. O Auto de Prisão em Flagrante foi então remetido rapidamente ao Poder Judiciário (Vara de Garantias Custódia da Capital). A Justiça formalizou a autuação e distribuiu o processo no sistema na sexta-feira (30/10). O espaço deste portal permanece aberto para que Ewerton da Cruz Gonzaga ou a sua equipa de defesa apresentem a sua versão oficial dos fatos relatados.