Pesquisa entrevistou 2.002 pessoas com 16 anos ou mais , em 147 cidades
— Rio de Janeiro
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2024/K/t/a07ZKCTfOALAEHCZ4Seg/33077018-rio-de-janeiro-rj-01-04-1964-revolucoes-brasil-revolucao-de-31-de-marco-de-1964-g.webp)
Pesquisa Datafolha publicada neste sábado mostra que a maioria dos brasileiros desconsidera a data que marcou o início de 21 anos de ditadura militar no país em 31 de março de 1964. De acordo com o instituto, 63% dos entrevistados desprezam a efeméride enquanto 28% não veem motivo para comemoração. Outros 9% não souberam responder. A enquete foi feita entre os dias 19 e 20 de março.
- Bela Megale: A ordem de Lula sobre como tratar os 60 anos do golpe militar
- 60 anos do golpe: podcast usa inteligência artificial para reconstituir diálogos de Geisel
- 60 anos do golpe: lançamentos em diferentes formatos, de quadrinhos a troca de cartas, contam história da ditadura
- Rússia: Jornalista que cobriu julgamentos e filmou última audiência de Navalny é presa por ‘extremismo’
- Bala perdida : Saiba quem era mãe de seis filhos morta em ação da PM, em Santos (SP)
O Datafolha aponta para uma mudança na opinião dos eleitores brasileiros nesta pesquisa em relação a questão feita em abril de 2019, quando registrou 36% dos entrevistados afirmando que a data deveria ser celebrada, ante 57% que sugeriam o desprezo e 7% que não sabiam opinar.
Quando analisado o ponto de vista de adesão política, a pesquisa mostra que 58% dos bolsonaristas autodeclarados dizem que a data deve ser desprezada enquanto para 33%, é preciso celebrar. Já no partido do ex-presidente, o PL, os índices caem para 51% e 39%, respectivamente.
Golpe de 1964 é tema de mostra na ABI
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2024/A/M/IHJnhgSzeH2CmmSVy8Uw/kombi-e-jipe-do-jornal-ultima-hora-depredados-durante-manifestacao.-rio-de-janeiro-1-de-abril-de-1964.-foto-arquivo-agencia-o-globo.jpg)
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2024/H/c/D5fwYxToyoZWAylSTwrA/primeiras-horas-da-depredacao-do-predio-da-une-na-praia-do-flamengo.-rio-de-janeiro-1-de-abril-de-1964.-cpdoc-jornal-do-brasil.-imagem-gentilmente-cedida-pelo-jornal-do-brasil.-contato-cpdoc-jb.com.br.jpg)
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2024/k/0/RxpxmGQQKaI5c03bAqMA/marcha-da-vitoria-nas-ruas-do-rio-de-janeiro.-02-de-abril-de-1964.-agencia-o-globo.jpg)
Entre os petistas, 68% querem o desprezo à data do golpe e 26%, o elogio ao 31 de março. Entre os que que se declaram neutros na polarização, 60% defendem desprezar e 26%, celebrar.
Quando analisados os estratos socieconômicos, a pesquisa destaca uma exceção entre os índices homogêneos: os 2% mais ricos da amostra, que ganham 10 salários mínimos ou mais por mês, são os que mais defendem o desprezo (80%) ante a celebração (20%).
O Datafolha entrevistou, em 147 cidades, 2.002 pessoas com 16 anos ou mais. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais para mais ou menos.
Atos golpistas de 8 de janeiro
Pesquisa Datafolha publicada nesta sexta-feira mostra que 63% dos brasileiros são contrários à concessão de anistia para responsáveis pelo 8 de janeiro de 2023. Na ocasião, apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes, em Brasília, numa reação à derrota do então candidato à reeleição para o adversário, Luiz Inácio Lula da Silva, do PT.
Segundo o instituto, 31% dos entrevistados são a favor do perdão para réus e condenados pelo caso. Outros 2% se disseram indiferentes, e 4% não opinaram. A pesquisa mostrou ainda que 65% dos ouvidos consideram os ataques nos prédios dos Três Poderes no dia 8 de janeiro um ato de vandalismo. Para outos 30%, as invasões e depredações foram uma tentativa de golpe.
Para 65% dos brasileiros, a invasão de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro às sedes dos Poderes em Brasília, em 8 de janeiro de 2023, foi um ato de vandalismo, revela a pesquisa Datafolha mais recente. Para 30%, a ação que causou destruição de patrimônios históricos foi uma tentativa de golpe de Estado.
