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Polícia

Militares tinham acesso exclusivo a joias sauditas de Bolsonaro em fazenda de Piquet

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Guilherme Paladino

Dupla de militares responsável pelo acervo de Bolsonaro após sair da Presidência revelou detalhes do armazenamento em fazenda de ex-piloto de Fórmula 1

www.brasil247.com - Jair Bolsonaro e joias
Jair Bolsonaro e joias (Foto: REUTERS | Reprodução)

247 – Em depoimentos prestados à Polícia Federal, dois militares que foram nomeados para assessorar Jair Bolsonaro (PL) após sua saída da Presidência revelaram que eles são os únicos autorizados a acessar o local onde foram armazenados dois kits de joias sauditas na fazenda do ex-piloto de Fórmula 1 Nelson Piquet em Brasília. Eles ainda afirmaram que não existe nenhum registro escrito sobre o manuseio das joias, informa o colunista Aguirre Talento do UOL.

O coronel da reserva do Exército Marcelo da Costa Câmara é ‘assessor de confiança’ de Bolsonaro e recebeu a tarefa de cuidar de seu acervo pessoal após o fim de seu mandato, tendo designado o tenente do Exército Osmar Crivelatti para auxiliá-lo nessa função. Eles foram os responsáveis por buscar os kits de joias em momentos diferentes para devolvê-los ao TCU.

Segundo os militares, o acervo pessoal de Bolsonaro é composto por mais de 9 mil objetos que ocupam cerca de 200 m² de espaço em um depósito na Fazenda Piquet. O acervo é armazenado sem custo na fazenda em um local arejado e sem umidade.  “Não há controle de acesso ao local, mas apenas o depoente e Marcelo possuem esse acesso”, pontuou Crivelatti.

Os dois kits de joias foram armazenados separadamente dos demais itens do acervo, por serem de possível “interesse” maior do ex-presidente. Esse procedimento foi realizado pelos servidores do Gabinete Adjunto de Documentação Histórica durante o processo de catalogação do material para armazenamento. “Os técnicos do GADH separaram alguns itens mais sensíveis que pudessem ser do interesse do presidente Bolsonaro e informaram ao depoente e ao Marcelo Câmara”, explicou Crivelatti.