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Política

Batalhas agravam desgaste entre grupos de oposição dentro do PTB, Patriota e Pros, que deverá ter comando definido em julgamento no TJDFT

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Em crises internas, três partidos terão futuro decidido pela Justiça

Batalhas agravam desgaste entre grupos de oposição dentro do PTB, Patriota e Pros, que deverá ter comando definido em julgamento no TJDFT

Nelson Jr./Ascom/TSE
A menos de um mês de vencer o prazo para filiações de quem pretende ser candidato, PTB, Patriota e Pros estão com o seu destino nas mãos do Poder Judiciário por causa de disputas internas pelo comando das agremiações. Trocas de acusações envolvem supostos desvios do fundo partidário, suspeita de falsificação de assinaturas e até tentativa de vender partidos.

A insegurança causada pela judicialização das disputas internas dos partidos, que ficam sujeitos a mudar de comando e de rumo a depender das decisões do Judiciário, pode levar à desfiliação em massa de pré-candidatos, antes do dia 2 de abril. Por isso, eles se refugiariam em outras siglas no prazo de filiação para a disputa eleitoral.

Tensão

Batalhas judiciais do PTB, Patriota e Pros deixam esses partidos ainda mais no limbo, já que as disputas internas aumentam a tensão para vencer a cláusula de barreira, exigida para se ter acesso ao fundo partidário e à propaganda gratuita em rádio e TV, sem os quais há mais risco de extinção. É o que ocorreu com PHS, PPL e PRP, incorporados pelo Podemos, PCdoB e Patriota, respectivamente.

Com dez deputados federais e três senadores, o Pros enfrenta guerra interna que se arrasta por mais de dois anos e poderá ser definida na terça-feira (8/3), com a retomada do julgamento de dois recursos de apelação na 8ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT). O julgamento se iniciou em 9 de fevereiro, quando houve pedido de vista.

A ala comandada pelo presidente nacional do Pros, Eurípedes Júnior, fundador do partido em 2013 e que foi vereador em Planaltina de Goiás, no Entorno do DF, tem divergência com uma ala interna ligada a Marcus Vinicius de Holanda, ex-secretário de comunicação da sigla. Eurípedes o acusa de liderar invasão da sede e de forjar reunião do diretório nacional, com possível falsificação de assinatura, para destituí-lo do cargo. O motivo seria suposto desvio do fundo partidário.