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Família de professor esfaqueado 9 vezes em Manaus pede justiça

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Família de professor esfaqueado 9 vezes em Manaus pede justiça

A família do professor Vinicius Siqueira Figueiredo, de 23 anos, foi à Delegacia Especializada em Apuração de Atos Infracionais (Deaai), na manhã desta quinta-feira (27). Na ocasião, eles acompanharam as investigações sobre o ataque sofrido pelo jovem durante uma aula de reforço em Manaus. Abalados, os familiares pediram justiça e a responsabilização do adolescente de 15 anos apontado como autor do esfaqueamento.

O pai de Vinicius, emocionado, afirmou que o filho é seu único filho e que não consegue sequer assistir às imagens do ataque. Segundo ele, Vinicius trabalha há cerca de dois anos dando aulas particulares para ajudar nas despesas enquanto cursa a universidade.

“Meu coração está destroçado. É o meu único filho”, afirmou o pai ao falar sobre o momento vivido pela família.

O genitor também disse que decidiu comparecer à delegacia para tomar todas as medidas possíveis dentro da lei. Assim, o responsável pelo ataque sofrerá as consequências.

Todavia, para a família, o mais importante neste momento é a recuperação de Vinicius. O pai contou que sentiu alívio ao saber que o filho estava vivo após o levarem ao hospital.

“Quando o médico falou que ele está vivo, para mim foi o suficiente”, relatou, ainda emocionado.

Defesa cobra responsabilização

A advogada Carol Frota, que representa Vinicius e os familiares, afirmou que a família busca justiça e medidas legais para responsabilizar o adolescente pelo ato.

Segundo a defesa, o professor foi surpreendido enquanto trabalhava e sofreu nove golpes de faca. Além disso, a advogada afirmou que o adolescente levou a arma branca até o local e que as imagens das câmeras de segurança eclarecerão a dinâmica do ataque.

A defesa também pediu a localização e apresentação do adolescente às autoridades e defendeu a adoção das medidas previstas na legislação para o caso.

Carol Frota afirmou ainda que a família pretende buscar reparação pelos danos físicos, psicológicos e morais provocados pela violência sofrida pelo professor.

Suposta falta de socorro

Outro ponto levantado pela representante da família envolve o momento posterior ao ataque. Segundo a advogada, uma testemunha teria relatado que o pai do adolescente foi ao local, retirou o filho e não teria prestado socorro a Vinicius, que estava ferido.

Ainda conforme o relato apresentado pela defesa, o atendimento ao professor partiu de um médico-dentista que estava nas proximidades e ouviu os gritos. Entretanto, a informação sobre uma possível omissão de socorro ainda merece apuração das autoridades. Portanto, essa versão não apresenta, neste momento, uma conclusão oficial da investigação.

Ataque aconteceu durante aula de reforço

O crime aconteceu na quarta-feira (26), por volta das 18h18, no estabelecimento Reforço Exatas, localizado no bairro Nossa Senhora das Graças, zona Centro-Sul de Manaus.

Segundo familiares, Vinicius estava dando aula individual ao adolescente de 15 anos. Ele escrevia em um quadro branco quando teria sido surpreendido pelas costas.

As câmeras de segurança do estabelecimento registraram o momento do ataque.

Após o ataque, Vinicius recebeu atendimento do Samu e o encaminharam ao Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto. Posteriormente, os médicos optaram pela transferência ao Hospital Check-Up, onde ele permanece internado.

De acordo com a defesa, os golpes não atingiram órgãos vitais e o professor está fora de perigo. Todavia, a vítima ainda aguarda avaliação médica para verificar se houve alguma perfuração interna.

Vítima em estado de choque

Além dos ferimentos físicos, a defesa afirmou que Vinicius está bastante abalado emocionalmente após o episódio. Segundo a advogada, o professor apresenta medo e insegurança e estaria enfrentando as consequências psicológicas da violência.

A família e os amigos também ficaram profundamente impactados com o caso e acompanham a recuperação do jovem.

Nota baixa motivou tentativa de homicídio

Durante a coletiva, a advogada também afirmou que uma das hipóteses tem a ver com a nota baixa do adolescente. Contudo, apenas uma investigação apurada determinará o real motivo da tentativa de assassinato.

Questionada sobre o comportamento do adolescente, a advogada afirmou que professoras que prestaram depoimento teriam descrito o jovem como uma pessoa retraída e reclusa.

Carol Frota também ressaltou que não é possível afirmar que o adolescente tenha qualquer transtorno psiquiátrico sem uma avaliação profissional.

Como o suspeito tem 15 anos, o caso é tratado como ato infracional e está sendo apurado pela Deaai. A Polícia Civil ouvirá as testemunhas, familiares e responsáveis pelo estabelecimento, além de analisar as imagens de segurança e demais elementos que esclareçam as circunstâncias do ataque.

Por fim, a família de Vinicius segue acompanhando o caso e afirma que continuará buscando justiça e responsabilização dentro da lei.

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