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Morte de Geovana Costa Martins: acusados irão a júri em Manaus
A Justiça do Amazonas decidiu levar Camila Barroso da Silva e Antônio Chelton Lopes de Oliveira ao Tribunal do Júri pela morte e tortura da babá Geovana Costa Martins, de 20 anos. O crime aconteceu em Manaus e causou forte comoção entre familiares e moradores da capital.
Apesar da decisão, a Justiça ainda não definiu a data do julgamento. Por isso, a mãe da vítima, Márcia Costa, cobra agilidade do Poder Judiciário. Além disso, a família continua aguardando uma resposta definitiva sobre o caso, dois anos após a morte da jovem.
Processo avança para o Tribunal do Júri
Com a decisão de pronúncia, o processo avançou para a etapa que antecede o julgamento em plenário. Agora, acusação e defesa precisam cumprir os procedimentos necessários para preparar a sessão.
Nesse momento, as partes podem apresentar as testemunhas que pretendem ouvir durante o júri e solicitar novas diligências. Depois disso, a Justiça poderá definir a data do julgamento.
No Tribunal do Júri, os jurados vão analisar as provas, os depoimentos e os argumentos apresentados pela acusação e pela defesa. Ao final, o Conselho de Sentença decidirá se os réus devem responder criminalmente pelos fatos apontados no processo.
Situação dos acusados
Atualmente, Camila Barroso cumpre prisão domiciliar. A Justiça autorizou a medida levando em consideração sua condição de mãe de uma criança com deficiência.
Por outro lado, Antônio Chelton permanece preso no sistema penitenciário. Além dos dois acusados que irão a júri popular, as investigações apontaram um terceiro suspeito de participação no crime. No entanto, ele continua foragido.
Relembre o caso Geovana
Geovana Costa Martins tinha 20 anos e trabalhava como babá na residência de Camila Barroso, no bairro Petrópolis, na Zona Sul de Manaus.
Segundo as investigações, a jovem teria sido atraída para o imóvel com a promessa de emprego. Entretanto, a apuração policial apontou que ela passou por situações de exploração e teria sido impedida de deixar a residência.
Além disso, a investigação apontou que Geovana sofreu agressões antes de morrer. Após o desaparecimento, equipes localizaram o corpo da jovem em uma área de mata no bairro Tarumã-Açu, na Zona Oeste de Manaus, em 20 de agosto de 2024.
As autoridades também investigaram suspeitas de tortura e outras formas de violência contra a vítima. Paralelamente, familiares levantaram a possibilidade de que Geovana tenha sofrido coação para transportar entorpecentes. Essa hipótese integra as informações apuradas sobre o caso.
Família cobra data do julgamento
Enquanto isso, Márcia Costa continua pedindo uma definição sobre a data do Tribunal do Júri. No dia 20 de agosto de 2026, a família completou dois anos da morte de Geovana sem uma data definida para o julgamento.
Dessa forma, o próximo passo depende da conclusão dos procedimentos de preparação do júri. Somente depois dessa etapa, a Justiça poderá estabelecer a data para que os acusados sejam julgados pelos jurados.