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Polícia

‘Casinha’ pode ter levado à prisão de PM no caso Denarc

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'Casinha' pode ter levado à prisão de PM no caso Denarc

O cabo da Polícia Militar Bruno Everson Pinto dos Santos divulgou um áudio em que nega qualquer participação no crime e afirma que foi vítima de uma armação. Ontem (24), as forças de segurança efetuaram sua prisão por envolvimento na morte do investigador da Polícia Civil Luciano Carvalho de Sena.

Na gravação, o policial diz que não possui ligação com o tráfico de drogas e acusa agentes da Polícia Civil de colocarem entorpecentes em sua picape para incriminá-lo. Até o momento, a corporação não se pronunciou sobre as declarações.

No áudio, Bruno Everson afirma que acreditava estar ajudando um amigo conhecido como “Peixe”, sem saber que ele participou do confronto. O policial também relata que decidiu esconder o veículo após receber informações de que policiais civis pretendiam atirar contra o carro. Em seguida, segundo sua versão, apresentou-se espontaneamente na Delegacia Geral acompanhado de um advogado.

Ainda na gravação, o cabo sustenta que colocaram os cinco tabletes de drogas encontrados na picape após sua apreensão. Apesar da alegação, a Polícia Civil investiga se o entorpecente faz parte de um suposto esquema de desvio de drogas apreendidas em operações policiais; prática é conhecida como “arrocho”.

Bruno Everson foi preso por porte ilegal de arma de fogo e adulteração de sinal identificador de veículo automotor. Além disso, ele ressponde a procedimento administrativo instaurado pela Polícia Militar.

Morte do agente

O caso teve início na sexta-feira (24). Na ocasião, o investigador Luciano Carvalho de Sena, de 44 anos, morreu durante uma operação do Departamento de Investigação sobre Narcóticos (Denarc), no bairro Alvorada, zona Centro-Oeste de Manaus.

De acordo com a Polícia Civil, o agente levou disparos durante uma troca de tiros com suspeitos investigados por tráfico de drogas. Ele chegou a receber socorro, mas não resistiu aos ferimentos.

As investigações apontam os suspeitos utilizaram a picape, registrada em nome do cabo, durante a fuga e abandonaram após o confronto. Imagens de câmeras de segurança registraram parte da ação, enquanto a Polícia Civil identificou Rafael Pereira Freitas como autor dos disparos que mataram o investigador. O suspeito foi localizado no sábado (25), no distrito de Novo Remanso, em Itacoatiara, reagiu à abordagem policial e morreu durante o confronto.

A Polícia Civil segue investigando a origem dos entorpecentes encontrados na picape, a possível existência de um esquema de desvio de drogas e o envolvimento de cada investigado na morte do policial civil.