<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Viúva - Portal Pelo Amor de Deus</title>
	<atom:link href="https://portalpeloamordedeus.com/palavras-chaves/viuva/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://portalpeloamordedeus.com</link>
	<description>Com Nonato Silva</description>
	<lastBuildDate>Mon, 03 Nov 2025 15:10:54 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9.4</generator>

<image>
	<url>https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2026/04/logo-2026pad.webp?fit=32%2C32&#038;ssl=1</url>
	<title>Viúva - Portal Pelo Amor de Deus</title>
	<link>https://portalpeloamordedeus.com</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
<site xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">195120778</site>	<item>
		<title>Ativista e viúva de Marighella, Clara Charf morre aos 100 anos</title>
		<link>https://portalpeloamordedeus.com/ativista-e-viuva-de-marighella-clara-charf-morre-aos-100-anos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Portal Pelo Amor de Deus]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Nov 2025 15:10:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[anos]]></category>
		<category><![CDATA[aos]]></category>
		<category><![CDATA[ativista]]></category>
		<category><![CDATA[Charf]]></category>
		<category><![CDATA[Clara]]></category>
		<category><![CDATA[Manaus]]></category>
		<category><![CDATA[Marighella]]></category>
		<category><![CDATA[Morre]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portal Pelo Amor de Deus]]></category>
		<category><![CDATA[portalpeloamordedeus]]></category>
		<category><![CDATA[Viúva]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://portalpeloamordedeus.com/ativista-e-viuva-de-marighella-clara-charf-morre-aos-100-anos/</guid>

					<description><![CDATA[A ativista brasileira Clara Charf, viúva de Carlos Marighella, morreu nesta segunda-feira (3), aos 100 anos, de causas naturais. Ela estava hospitalizada havia alguns dias e foi intubada, segundo comunicado da Associação Mulheres Pela Paz, da qual era fundadora e presidenta. Para a organização, Clara “deixa um legado de lutas pelos direitos humanos e equidade [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div>
<p><strong>A ativista brasileira Clara Charf, viúva de Carlos Marighella, morreu nesta segunda-feira (3), aos 100 anos, de causas naturais. Ela estava hospitalizada havia alguns dias e foi intubada, segundo comunicado da Associação Mulheres Pela Paz, da qual era fundadora e presidenta</strong>.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/11/Ativista-e-viuva-de-Marighella-Clara-Charf-morre-aos-100.png?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/11/Ativista-e-viuva-de-Marighella-Clara-Charf-morre-aos-100.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Para a organização, Clara “deixa um legado de lutas pelos direitos humanos e equidade de gênero”. E continua:</p>
<blockquote>
<p>“Clara foi grande. Foi do tamanho dos seus 100 anos. Difícil dizer que ela apagou. Porque uma vida com tamanha luminosidade fica gravada em todas e todos que tiveram o enorme privilégio de aprender com ela. Vá em paz, querida guerreira.”</p>
</blockquote>
<p>Clara foi uma mulher à frente de seu tempo e teve de se reinventar e vencer enormes obstáculos ao longo de sua vida, principalmente aqueles ligados a seu companheiro, que foi perseguido e morto pela ditadura militar.</p>
<p><strong>Na década de 1940, Clara se tornou comissária de bordo, mas desde muito cedo – aos 16 anos – participava ativamente da vida política do país. Entrou para o Partido Comunista Brasileiro e, em 1947, se casou com Marighella. Assim como ele, ela também foi perseguida e presa pelo governo ditatorial</strong>.</p>
<p><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaoRTgrInlqYLSk59B2M" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">&gt;&gt; Siga o canal da <strong>Agência Brasil </strong>no WhatsApp</a></p>
<p>Após a morte de seu marido, Clara foi para o exílio, inicialmente em Cuba. Devido à perseguição, ela viveu dez anos fora do país, retornando em 1979, durante a anistia. No retorno ao Brasil, Clara atuou fortemente na luta pelos direitos das mulheres, pela liberdade e por uma sociedade mais justa e igualitária.</p>
<p><strong>Em 2005, Clara Charf passou a coordenar no Brasil o movimento Mulheres pela Paz ao Redor do Mundo, que nasceu na Suíça. A ideia foi promover a indicação coletiva de mil mulheres para o Prêmio Nobel da Paz de 2005. No Brasil, seria preciso escolher 52 mulheres ativistas</strong>.</p>
<div class="dnd-widget-wrapper context-medio_4colunas type-image atom-align-right">
<div class="dnd-atom-rendered"><!-- scald=431106:medio_4colunas {"additionalClasses":""} --><br />
            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/11/Ativista-e-viuva-de-Marighella-Clara-Charf-morre-aos-100.jpeg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília (DF) 16/07/2025 - Carlos Mariguella e Clara Charf.&#13;&#10;Foto: Carlos Mariguella/Arquivo Pessoal" title="Carlos Mariguella/Arquivo Pessoal"/><br />
        <noscript><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/11/Ativista-e-viuva-de-Marighella-Clara-Charf-morre-aos-100.jpeg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília (DF) 16/07/2025 - Carlos Mariguella e Clara Charf.&#13;&#10;Foto: Carlos Mariguella/Arquivo Pessoal" title="Carlos Mariguella/Arquivo Pessoal"/></noscript><br />
    <!-- END scald=431106 --></div>
<p><h6 class="meta"><!--copyright=431106-->Carlos Marighella, Clara Charf e família &#8211; Foto: <strong>por pCarlos Mariguella/Arquivo Pessoal</strong><!--END copyright=431106--></h6>
</p>
</div>
<p>Clara era a mais velha de três irmãos, nasceu em Maceió (Alagoas), depois que os pais, judeus russos, fugiram da Europa. O pai, Gdal, trabalhou como mascate. Mesmo assim, Clara conseguiu aprender inglês e piano. A família mudou-se para Recife onde a comunidade judaica já havia se estabelecido. Na capital pernambucana, a matriarca Ester morreu de tuberculose com apenas 40 anos de idade. </p>
<p><strong>Diante das dificuldades da família, a filha mais velha foi para o Rio de Janeiro com 20 anos de idade. Filiou-se ao Partido Comunista em 1946, onde, conheceu Marighella</strong>. Clara foi vender jornal em um bonde, mas seu pai não viu com bons olhos essa atividade, nem depois o namoro com o comunista não-judeu. Graças ao conhecimento do idioma inglês, conseguiu uma vaga para ser comissária de bordo.</p>
<p>A união do casal fez com que ambos lutassem juntos em ideais de transformação do Brasil durante a ditadura.</p>
<p><strong>Após o exílio, ela foi candidata a deputada estadual, em 1982, pelo Partido dos Trabalhadores. Teve 20 mil votos, mas não se elegeu, o que não a impediu de continuar sua luta por um Brasil mais igualitário e justo.</strong></p>
<p>Clara Charf deixa um imenso legado com projetos de conscientização pelos direitos das mulheres, batalha que travou ao longo de sua vida.</p>
<p>      <!-- Relacionada --></p>
<p>            <!-- Relacionada -->
    </div>
<p>Com Informações da Agência Brasil<br />
https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2025-11/ativista-e-viuva-de-marighella-clara-charf-morre-aos-100-anos</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">101863</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Viúva de militante morto pela ditadura receberá indenização</title>
		<link>https://portalpeloamordedeus.com/viuva-de-militante-morto-pela-ditadura-recebera-indenizacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Portal Pelo Amor de Deus]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Aug 2025 23:19:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[ditadura]]></category>
		<category><![CDATA[Indenização]]></category>
		<category><![CDATA[Manaus]]></category>
		<category><![CDATA[militante]]></category>
		<category><![CDATA[Morto]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[pela]]></category>
		<category><![CDATA[Portal Pelo Amor de Deus]]></category>
		<category><![CDATA[portalpeloamordedeus]]></category>
		<category><![CDATA[receberá]]></category>
		<category><![CDATA[Viúva]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://portalpeloamordedeus.com/viuva-de-militante-morto-pela-ditadura-recebera-indenizacao/</guid>

					<description><![CDATA[A família do militante José Carlos Mata Machado, o Zé Carlos, morto durante a ditadura militar, vai receber R$ 590 mil por danos morais. A indenização será paga pela União após o desfecho do processo judicial que se arrastava na Justiça Federal em Minas Gerais. O valor será recebido pela viúva de Zé Carlos, Maria [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div>
<p>A família do militante José Carlos Mata Machado, o Zé Carlos, morto durante a ditadura militar, vai receber R$ 590 mil por danos morais. <strong>A indenização será paga pela União após o desfecho do processo judicial que se arrastava na Justiça Federal em Minas Gerais.</strong><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/08/Viuva-de-militante-morto-pela-ditadura-recebera-indenizacao.png?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/08/Viuva-de-militante-morto-pela-ditadura-recebera-indenizacao.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p><strong>O valor será recebido pela viúva de Zé Carlos, Maria Madalena Prata Soares, de 78 anos de idade.</strong> A sentença que determinou o pagamento saiu em 2023, quando foram completados 50 anos do assassinato, que ocorreu em 1973.</p>
<p>A ação de indenização foi proposta em 1999 pelo escritório Diamantino Advogados Associados, que representa a família. Após os recursos serem rejeitados, a ação entrou na fase de cumprimento da sentença, que já foi concluída.</p>
<p><strong>O militante foi torturado e morto em 28 de outubro de 1973, no Recife, no Destacamento de Operações de Informações &#8211; Centro de Operações de Defesa Interna (Doi-Codi).</strong></p>
<p>Militante da Ação Popular Marxista-Leninista (APML), Zé Carlos já havia sido preso durante o Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE), em Ibiúna (SP), em 1968, quando passou 8 meses nas celas do Departamento de Ordem Política e Social (Dops), de Belo Horizonte.</p>
<p>O jovem chegou a ocupar a vice-presidência da UNE, após ser presidente do Centro Acadêmico do curso de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em que ingressou em 1964 como primeiro colocado no vestibular.</p>
<p><strong>Na avaliação do advogado Eduardo Diamantino, representante da viúva, a justiça foi feita, embora tenha demorado para ser concretizada.</strong></p>
<p>“É notável a demora para um desfecho. Ainda que tardia, foi feita justiça à família. Há vasta jurisprudência no sentido de que são imprescritíveis as ações indenizatórias por atos contra os direitos fundamentais praticados por agentes do Estado”, afirmou.</p>
<p>      <!-- Relacionada --></p>
<p>            <!-- Relacionada -->
    </div>
<p>Com Informações da Agência Brasil<br />
https://agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noticia/2025-08/viuva-de-militante-morto-pela-ditadura-recebera-indenizacao</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">97331</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Juiz federal determina pensão vitalícia para viúva de Vladimir Herzog</title>
		<link>https://portalpeloamordedeus.com/juiz-federal-determina-pensao-vitalicia-para-viuva-de-vladimir-herzog/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Portal Pelo Amor de Deus]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Feb 2025 15:26:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[determina]]></category>
		<category><![CDATA[Federal]]></category>
		<category><![CDATA[Herzog]]></category>
		<category><![CDATA[Juiz]]></category>
		<category><![CDATA[Manaus]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Pará]]></category>
		<category><![CDATA[Pensão]]></category>
		<category><![CDATA[Portal Pelo Amor de Deus]]></category>
		<category><![CDATA[portalpeloamordedeus]]></category>
		<category><![CDATA[Vitalícia]]></category>
		<category><![CDATA[Viúva]]></category>
		<category><![CDATA[Vladimir]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://portalpeloamordedeus.com/juiz-federal-determina-pensao-vitalicia-para-viuva-de-vladimir-herzog/</guid>

					<description><![CDATA[O juiz federal Anderson Santos da Silva, da 2ª Vara Federal Cível de Brasília, determinou por meio de decisão liminar (provisória e urgente) o pagamento mensal de R$ 34.577,89 a Clarice Herzog, viúva do jornalista Vladimir Herzog, que foi assassinado por agentes da ditadura militar em outubro de 1975. O valor deve ser pago como [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div>
<p>O juiz federal Anderson Santos da Silva, da 2ª Vara Federal Cível de Brasília, determinou por meio de decisão liminar (provisória e urgente) o pagamento mensal de R$ 34.577,89 a Clarice Herzog, viúva do jornalista Vladimir Herzog, que foi assassinado por agentes da ditadura militar em outubro de 1975.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/02/Juiz-federal-determina-pensao-vitalicia-para-viuva-de-Vladimir-Herzog.png?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/02/Juiz-federal-determina-pensao-vitalicia-para-viuva-de-Vladimir-Herzog.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>O valor deve ser pago como reparação econômica pelo eventual reconhecimento de Herzog como anistiado político. Tal reconhecimento ainda não ocorreu, apesar da constatação da perseguição sofrida pelo jornalista, conforme processos conduzidos pelas Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos e Comissão Nacional da Verdade.</p>
<p>O assassinato de Herzog pelas mãos de agentes da repressão estatal, que chegou a ser simulado como suicídio, foi reconhecido também pela Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) em 2018, quando o Brasil foi condenado por não ter esclarecido a contento as circunstâncias da morte do jornalista.</p>
<p>“Em suma, diante das fartas evidências a respeito da detenção arbitrária, da tortura e da execução extrajudicial de Vladimir Herzog, o pedido autoral de reconhecimento da sua condição de anistiado político, com as suas consequências legais, apresenta plausibilidade jurídica”, escreveu o juiz responsável pelo caso.</p>
<p>O magistrado justificou a urgência da decisão reparação econômica em prestações mensais vitalícias com o fato de a viúva do jornalista já ter 83 anos de idade e sofrer de Alzheimer em estágio avançado. Ele abriu prazo para que a União conteste a decisão.</p>
<p>A defesa de Clarice requereu também mais de R$ 2 milhões em pagamentos retroativas dos últimos cinco anos, mas esse pedido ainda não foi analisado pelo juiz. Ele afirmou que mesmo o valor da pensão mensal poderá ser reavaliado após a instrução regular do processo.</p>
<p>Em nota, o Instituto Vladimir Herzog e a família do jornalista comemoraram a liminar, destacando que ela “acontece no marco de 50 anos desse crime e de incansável luta de Clarice por justiça para Vlado”.</p>
<p>Não há prazo certo para que o julgamento de mérito, definitivo, sobre o caso, que tramita no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1).</p>
<h2>Relembre</h2>
<p>Assassinado em uma cela das dependências do Destacamento de Operações de Informações &#8211; Centro de Operações de Defesa Interna (antigo Doi-Codi), órgão de repressão e da prática de torturas à época do regime militar, Herzog teve seu atestado de óbito forjado como “suicídio”, fraude que seria desconstruída anos depois.</p>
<p>Herzog havia sido preso por sua ligação com o Partido Comunista Brasileiro (PCB). Torturado e morto, a alegação oficial foi a de que teria se enforcado com um cinto em sua cela. Fotos forjadas chegaram a ser divulgadas. No entanto, em 1978 a Justiça brasileira decidiu pela condenação da União pelo crime.</p>
<p>Vlado Herzog nasceu em 1937, na Croácia (antiga Iugoslávia), morou na Itália e veio ao Brasil em 1942. Naturalizou-se brasileiro, mudou seu nome para Vladimir, morou em São Paulo e começou a trabalhar como jornalista em 1959. Passou por veículos como<em> BBC</em>, quando morou em Londres, pelo jornal <em>O Estado de São Paulo</em> e pela <em>TV Cultura</em>, da qual era diretor de telejornalismo no momento de sua morte.</p>
<p>Também foi professor de telejornalismo na Fundação Armando Álvares Machado (FAAP) e Escola de Comunicações e Artes da USP.</p>
<p>      <!-- Relacionada --></p>
<p>            <!-- Relacionada -->
    </div>
<p>Com Informações da Agência Brasil<br />
https://agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noticia/2025-02/juiz-federal-determina-pensao-vitalicia-para-viuva-de-vladimir-herzog</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">87153</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Viúva de Bruno Pereira está preocupada com criminalidade no Vale do Javari</title>
		<link>https://portalpeloamordedeus.com/viuva-de-bruno-pereira-esta-preocupada-com-criminalidade-no-vale-do-javari/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redator]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Jul 2022 01:01:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Bruno Pereira]]></category>
		<category><![CDATA[Criminalidade]]></category>
		<category><![CDATA[Preocupação]]></category>
		<category><![CDATA[Vale do Javari]]></category>
		<category><![CDATA[Viúva]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://portalpeloamordedeus.com/?p=50753</guid>

					<description><![CDATA[Brasil &#8211; A Comissão Externa do Senado que apura as causas do aumento da criminalidade e de atentados na Região Norte ouviu hoje (14) duas pessoas próximas ao indigenista Bruno Pereira que, ao lado do jornalista britânico Dom Phillips, foi assassinado no dia 5 de junho. Tanto a esposa de Bruno, Beatriz Matos, como o [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Brasil &#8211; A Comissão Externa do Senado que apura as causas do aumento da criminalidade e de atentados na Região Norte ouviu hoje (14) duas pessoas próximas ao indigenista Bruno Pereira que, ao lado do jornalista britânico Dom Phillips, foi assassinado no dia 5 de junho.</p>
<p>Tanto a esposa de Bruno, Beatriz Matos, como o líder indígena e ex-coordenador da União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja), Jader Marubo, manifestaram preocupação com a retomada das mesmas atividades criminosas que, supostamente, causaram as duas mortes.</p>
<p>Durante a audiência, os convidados disseram que o trabalho que vinha sendo desenvolvido pelo indigenista e pela Univaja representavam “problema” para grupos criminosos com interesses em explorar riquezas da Terra Indígena Vale do Javari, bem como para políticos da região.</p>
<p>Jader Marubo disse que Bruno se orgulhava de lutar pela proteção dos índios isolados e dos povos indígenas do Vale Javari. Ele lembrou da atuação do indigenista para que os índios tivessem direito de voto e que ele teria denunciado casos de políticos que compravam votos de ribeirinhos na região, motivo pelo qual também teria recebido ameaça de morte.</p>
<p>“A partir do momento em que ele vestiu a camisa, e com a boa vontade de lutar pelo território, o Bruno acabou mexendo com pessoas poderosas da nossa região. São pessoas que lutam para ter poder. São políticos, comerciantes, narcotraficantes, pescadores, caçadores e garimpeiros, que estão invadindo nossa terra pela parte sul, com dragas que podem fazer extinção em massa de nossas regiões de pesca. Eles estão adentrando em um território onde existem muitos índios isolados”, relatou a liderança indígena.</p>
<p><strong>Exoneração</strong></p>
<p>Companheira de Bruno Pereira, a antropóloga Beatriz Matos, que também atua no Vale do Javari, lembrou que seu marido assumiu a coordenação geral de índios isolados da Funai em um momento em que as ameaças e invasões se intensificaram. Entre as ações coordenadas por Bruno, ela cita o desmantelamento de balsas de garimpo no sul da Terra Indígena Vale do Javari.</p>
<p>“Logo depois de realizar essa ação ele recebeu, de uma hora para outra, o aviso de exoneração. Isso foi em 2019. Na sequência, assumiu um coordenador ligado a missões religiosas, de instituições que têm interesse contrário à politica do não contato. Pelo contrário, buscam contato com os isolados”, disse.</p>
<p>Bruno foi então designado a voltar ao antigo posto, na frente de proteção do Vale do Javari, em uma unidade específica da Funai. “Ele e outros colegas tinham suas vidas sob ameaça. Ele entendeu que começaria a ter perseguições na própria Funai, o que de fato acabou acontecendo”, acrescentou Beatriz.</p>
<p>Diante da situação, Bruno pediu licença não remunerada e assumiu uma assessoria para a qual foi convidado pela Univaja, por entender ter, ali, mais condições de dar sequência ao trabalho.</p>
<p><strong>Poder público</strong></p>
<p>A proteção dessas áreas e desses povos é um trabalho que, segundo Marubo, deveria ser feito pelo Estado Brasileiro. “No entanto, foi a ausência do Estado o que fez com que a União dos Povos Indígenas do Vala do Javari vestisse a camisa e fosse lutar para proteger nosso território. Só que essa luta nos fez colocar um alvo em nossas costas”, disse.</p>
<p>Segundo Marubo, as medidas de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) “não têm garantido nem a lei nem a ordem na região”. “Chegou o contingente da Força Nacional e chegaram alguns funcionários da Funai, mas não houve melhoria. O que acabou acontecendo foi perseguição, na Funai, a funcionários que trabalham no local, para que não falassem, dizendo que eles poderiam pagar com a própria vida”, relatou.</p>
<p>O trabalho da entidade, segundo o ex-coordenador da Univaja, tem sido dificultado pela falta de apoio do poder público federal. “Não temos polícia ambiental e a Polícia Federal tem um pequeno efetivo, insuficiente para a região. Depois da morte deles, achamos que a criminalidade iria parar, mas quando baixou a poeira das forças militares que lá estavam, a coisa voltou ao normal”, disse. “Sabemos o poder das pessoas que fazem parte dessas organizações criminosas e sabemos como eles podem atuar. Todos têm medo”.</p>
<p>Como a situação não está melhorando na região, a liderança indígena avalia que assassinatos como os ocorridos podem acontecer novamente. “Eu e outros líderes e funcionários estamos em uma lista dos criminosos para sermos mortos. Não vai acontecer amanha; daqui a uma semana; ou daqui a um mês, mas vai acontecer caso nada seja feito”, alertou.</p>
<p><strong>Nações Unidas</strong></p>
<p>A liderança indígena informou que, até o momento, com relação à cobrança manifestada em junho pelas Nações Unidas para que o governo federal reforçasse a segurança dos povos indígenas e da floresta, “nenhuma providência foi adotada”, e que nem mesmo foi feita “uma manifestação de solidariedade por parte do governo federal ou da Funai”.</p>
<p>“Em nenhum momento tivemos qualquer palavra de apoio do presidente da Funai, desde que tudo aconteceu. Sequer temos embarcações para deslocamento. A Funai não disponibilizou recursos para isso, e sem logística não teremos êxito no trabalho de proteção do Vale do Javari, que tem 8,5 milhões de hectares. Que governo é esse que não protege seu território?”, questionou a liderança indígena.</p>
<p>Beatriz Matos acrescentou o poder público não apenas deixou de apoiar, mas trabalhou contra seus próprios servidores. “O presidente da Funai inclusive fez acusações contra seu funcionário, em vez de tomar para si a investigação, a proteção e a indignação. É indignante a falta de apoio que tivemos da esfera federal desse país. É indignante porque tivemos manifestação até mesmo do primeiro-ministro britânico”, disse ela ao lamentar que nenhum representante do governo federal sequer foi no funeral do Bruno ou enviou palavras de condolências.</p>
<p>“A luta de defesa da floresta e das condições desses povos indígenas, que são responsáveis pela biodiversidade brasileira, não tem sido respeitada. O trabalho para cuidar desses territórios, exercido pelos povos indígenas, tem sido cada vez menos respeitado. Enquanto o mundo reconhece o valor e a importância desse trabalho, nosso país o reconhece cada vez menos. Muito pelo contrário: criminaliza esse trabalho”, complementou Beatriz ao informar que a situação tem causado indignação entre diversos servidores da Funai.</p>
<p>Segundo a antropóloga Beatriz Matos, dois meses após o assassinado de Bruno e de Dom, não há, até o momento, qualquer plano de execução emergencial sendo implementado para segurança de funcionários, movimentos indigenistas ou dos indígenas no Vale do Javari.</p>
<p>“Eles estão desprotegidos nesse lugar, que é o lugar de vida deles e de seus antepassados há milênios, antes mesmo de ter o Brasil. O tamanho desse absurdo é inominável”, disse.</p>
<p><strong>Governo federal</strong></p>
<p>A Fundação Nacional do Índio (Funai) esclareceu que não procede a informação de que o servidor licenciado Bruno Pereira teria sido perseguido dentro da instituição.</p>
<p>“Cumpre informar, ainda, que os cargos em comissão e as funções de confiança são de livre nomeação e exoneração por parte do gestor, e devem atender às exigências do Decreto nº 9.727, de 15 de março de 2019, que regulamenta critérios, perfil profissional e procedimentos gerais a serem observados para a ocupação dos cargos de Direção e Assessoramento Superiores (DAS) e as Funções Comissionadas do Poder Executivo (FCPE)”, informou a Funai.</p>
<p>Em reunião na terça-feira (12) com uma comitiva de servidores da Funai, o secretário executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Antonio Ramirez Lorenzo, que participou do encontro como ministro interino da pasta, disse que nos próximos dias mais agentes da Força Nacional de Segurança Pública devem chegar à região do Vale do Javari.</p>
<p>O encontro foi solicitado pelo presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara dos Deputados, Orlando Silva (PCdoB-SP). Segundo informações divulgadas pela comissão, no encontro, Lorenzo também informou que existe o compromisso de tentar viabilizar um concurso público para a Funai ainda em 2022.</p>
<p>Fonte: Agência Brasil</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">50753</post-id>	</item>
	</channel>
</rss>
