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	<title>Taís Araújo - Portal Pelo Amor de Deus</title>
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		<title>QUATRO ANOS INFERNAIS: Lázaro Ramos e Taís Araújo avaliam governo Bolsonaro</title>
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		<pubDate>Thu, 07 Apr 2022 23:18:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
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					<description><![CDATA[Brasil &#8211; Lázaro Ramos tem motivos a comemorar e também a lamentar. Seu longa de estreia na direção, &#8220;Medida Provisória&#8221;, chega aos cinemas nacionais na próxima semana, trazendo a história de um Brasil distópico sob um governo autoritário no qual os negros são expulsos do país e enviados para viver na África. O que é [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Brasil &#8211; Lázaro Ramos tem motivos a comemorar e também a lamentar. Seu longa de estreia na direção, &#8220;Medida Provisória&#8221;, chega aos cinemas nacionais na próxima semana, trazendo a história de um Brasil distópico sob um governo autoritário no qual os negros são expulsos do país e enviados para viver na África. O que é só ficção, porém, se aproxima da dura realidade quando casos reais de racismo ganham as notícias diariamente.</p>
<p>&#8220;O filme vem de uma peça de 2011 e o roteiro ficou pronto em 2015. A gente pensava &#8216;vamos criar uma distopia do futuro que a gente não quer que aconteça para alertar a sociedade&#8217;. Infelizmente, várias coisas aconteceram. É culpa da realidade&#8221;, pontua Lázaro, em papo com Splash. Vale lembrar que o filme enfrentou grande resistência do governo e da Ancine para ser liberado em grande circuito nacional.</p>
<p><strong>Governo Bolsonaro</strong></p>
<p>No longa, Taís Araújo dá vida a Capitu, médica que se vê separada à força do marido Antonio (Alfred Enoch), quando a medida provisória é aplicada no país. Em um ano decisivo de eleições e com tantas pautas em jogo, como Taís percebe a possibilidade de um novo futuro pós-governo Bolsonaro?</p>
<p>&#8220;A mudança está nas nossas mãos. Não foram quatro anos difíceis. Foram infernais, foram um pesadelo. Desespero, aumento da miséria. A gente andou para trás a galope. Não dá para continuar. O poder está nas mãos do povo&#8221;, acredita.</p>
<p>Lázaro concorda que as eleições deste ano são a oportunidade de mudar a história do Brasil, ou pelo menos dar um pontapé inicial. &#8220;Espero que a gente tenha consciência e faça uma escolha diferente. Na última eleição, tinham 11 ou 13 candidatos e o Brasil escolheu isso. O Brasil experimentou um gosto muito amargo, um gosto perverso&#8221;, lamenta sobre os anos de governo Bolsonaro.</p>
<p>&#8220;Estou ansioso para conseguir ter esperança. Não sei se tenho. Estou fazendo, contribuindo, levando discussões. Não sei se dá para ficar só na esperança, precisamos agir. Falam que o Brasil é o país do futuro. Chega. O Brasil tem que ser o país do agora. A gente precisa fazer uma escolha diferente senão só piorará&#8221;, pede Lázaro.</p>
<blockquote><p>É cansativo, mas é importante. Eu como mulher negra, mãe de duas crianças negras, não posso deixar que o cansaço me abata e que o medo me paralise. Essa é minha pauta. Vai me cansar, mas eu vou continuar.</p></blockquote>
<p style="text-align: right;">reforça Taís sobre seu papel político como artista</p>
<p><strong>Por trás das câmeras</strong></p>
<p>Depois de &#8220;Medida Provisória&#8221;, rodado em 2019, Lázaro já dirigiu outro filme para o Prime Video e vive intensamente sua nova fase da carreira, oficialmente fora da Globo. &#8220;No começo, foi apavorante&#8221;, admite. &#8220;Eu não queria dirigir, Taís [Araújo] que me convenceu. Depois, virou algo de muito prazer. Entendi que tinha como contribuir. Estou caminhando para uma carreira dupla&#8221;, festeja.</p>
<p>&#8220;Não estou aqui só para ser mais um. Quero fazer a diferença. Espero que as pessoas que assistam a esse filme se sensibilizem, entendam que não é uma luta só de uma parte da sociedade. Todo mundo pode fazer sua parte&#8221;, conclui.</p>
<p>Fonte: Uol Splash</p>
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