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		<title>Número de sindicalizados no Brasil para de cair e chega a 9,1 milhões</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Nov 2025 13:11:27 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O número de trabalhadores sindicalizados no Brasil interrompeu uma trajetória de mais de dez anos de queda e ganhou 812 mil pessoas em 2024. Dessa forma, o percentual de sindicalizados chega a 8,9% dos 101,3 milhões de trabalhadores ocupados. Com o acréscimo, o país registrou 9,1 milhão de pessoas associadas a sindicatos de trabalhadores em [&#8230;]]]></description>
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<p>O número de trabalhadores sindicalizados no Brasil interrompeu uma trajetória de mais de dez anos de queda e ganhou 812 mil pessoas em 2024. Dessa forma, o percentual de sindicalizados chega a 8,9% dos 101,3 milhões de trabalhadores ocupados.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/11/Numero-de-sindicalizados-no-Brasil-para-de-cair-e-chega.png?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/11/Numero-de-sindicalizados-no-Brasil-para-de-cair-e-chega.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p><strong>Com o acréscimo, o país registrou 9,1 milhão de pessoas associadas a sindicatos de trabalhadores em 2024, avanço de 9,8% em relação a 2023, quando eram 8,3 milhões. Mas o contingente ainda está bem abaixo dos 14,4 milhões de 2012 – recuo de 36,8% em 12 anos.</strong></p>
<p>A constatação está em edição especial da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta quarta-feira (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). </p>
<p>A pesquisa traz dados anuais desde 2012, com exceção de 2020 e 2021, por causa da pandemia de covid-19, que inviabilizou a coleta de dados. Em 2012, os sindicalizados representavam 16,1% dos ocupados.</p>
<p><strong>Trajetória da proporção de sindicalizados</strong>:</p>
<p>2012: 16,1%</p>
<p>2013: 16,0%</p>
<p>2014: 15,7%</p>
<p>2015: 15,7%</p>
<p>2016: 14,8%</p>
<p>2017: 14,2%</p>
<p>2018: 12,4%</p>
<p>2019: 11,0%</p>
<p>2022: 9,2%</p>
<p>2023: 8,4%</p>
<p>2024: 8,9%</p>
<h2>Efeito reforma trabalhista</h2>
<p><strong>Ao comentar a trajetória de queda até 2023, o analista da pesquisa, William Kratochwill, nota a relação entre o ano de 2017, quando começou a ficar mais acentuada a queda no número de sindicalizados e a reforma trabalhista, aprovada naquele ano.</strong></p>
<blockquote>
<p>“Os dados mostram uma correlação forte entre a <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2017/lei/L13467.htm" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">implantação da lei</a> e a queda do percentual de pessoas sindicalizadas”, aponta.</p>
</blockquote>
<p>Uma das mudanças provocadas pela reforma foi o fim da contribuição sindical obrigatória. </p>
<p>Sobre o aumento de 2023 para 2024, Kratochwill acredita em uma recuperação da percepção dos trabalhadores sobre o papel dos sindicatos.</p>
<blockquote>
<p>“O número de sindicalizados chegou a um valor muito baixo e, talvez, as pessoas estejam começando a verificar novamente a necessidade de se organizar, lutar pelos direitos dos trabalhadores, e isso se dá muito por meio do sindicato”, afirma.</p>
</blockquote>
<h2>Mais velhos</h2>
<p><strong>Ao detalhar o saldo positivo de 812 mil sindicalizados entre filiações e desfiliações de 2024, o IBGE percebe que, de cada dez trabalhadores que se sindicalizaram, oito estavam na faixa etária a partir de 30 anos</strong>.</p>
<p>No grupo de 40 a 49 anos de idade estão 32% dos trabalhadores que se filiaram no ano passado.</p>
<blockquote>
<p>“Talvez seja uma recuperação daquelas pessoas que um dia já tenham sido sindicalizadas e retornaram”, sugere Kratochwill.</p>
</blockquote>
<p>Já o grupo de 14 a 19 anos representa apenas 0,7% do saldo de 812 mil sindicalizados. Outro dado que mostra menor presença dos jovens nos sindicatos é que, enquanto a taxa nacional é de 8,9% dos trabalhadores ligados aos sindicatos, na faixa de 14 a 19 anos é de 1,6%. No grupo de 20 a 29 anos, de 5,1%.</p>
<blockquote>
<p>“Não há ainda uma grande renovação dos quadros de associação a sindicato”, destaca o analista.</p>
</blockquote>
<h2>Setores</h2>
<p><strong>O IBGE divide os trabalhadores em dez grupamentos de atividade e constatou que, de cada dez sindicalizados, três (30,9%) atuam no grupamento administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais.</strong></p>
<p>Em seguida, figuram os grupamentos indústria (16,4% dos sindicalizados) e informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (13,3%).</p>
<p>Observando categoria a categoria, a pesquisa mostra que o grupamento administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais é o que tem maior parcela de sindicalizados (15,5%).</p>
<p><strong>Confira a taxa de associação por grupamento:</strong></p>
<p>&#8211; Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais: 15,5%</p>
<p>&#8211; Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura: 14,8%</p>
<p>&#8211; Indústria geral: 11,4%</p>
<p>&#8211; Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas: 9,6%</p>
<p>&#8211; Transporte, armazenagem e correio: 8,3%</p>
<p>&#8211; Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas: 5,6%</p>
<p>&#8211; Alojamento e alimentação: 4,2%</p>
<p>&#8211; Construção: 3,6%</p>
<p>&#8211; Outros serviços: 3,4%</p>
<p>&#8211; Serviços domésticos: 2,6%</p>
<p><strong>O pesquisador do IBGE lembra que o setor público sempre teve maior participação na sindicalização. Dessa forma, ele acredita que “quem entra para o setor público acaba tendo uma tendência maior [de se sindicalizar]”, diz.</strong></p>
<h2>Escolaridade</h2>
<p>A Pnad mostra que entre os trabalhadores com nível superior completo, a taxa chega a 14,2%, acima do patamar do país como um todo (8,9%).</p>
<p>Entre os ocupados que têm ensino médio completo e superior incompleto, a taxa é 7,7%. Entre os com fundamental completo e médio incompleto, 5,7%.</p>
<blockquote>
<p>&#8220;O esclarecimento que se dá por meio do nível de instrução pode favorecer movimentos no sindicalismo”, avalia Kratochwill.</p>
</blockquote>
<h2>Tipo de contrato</h2>
<p><strong>Os dados mostram que empregados no setor público têm taxa de sindicalização de 18,9% ─ mais que o dobro da média nacional.</strong> Em seguida aparecem os empregados com carteira assinada (11,2%). No grupo dos trabalhadores por conta própria, apenas 5,1% são filiados. Entre os sem carteira de trabalho assinada, a taxa é de 3,8%.</p>
<blockquote>
<p>“Além de não ter todos os seus benefícios sociais, a segurança social, o trabalhador informal ainda carece de um meio de luta pelas melhorias do mercado de trabalho”, constata Kratochwill.</p>
</blockquote>
<h2>Homens e mulheres</h2>
<p>O IBGE aponta que, desde 2012, tem diminuído a diferença entre homens e mulheres no universo sindical.</p>
<p><strong>Em 2012, eles eram 61,3% do total e elas, 38,7%. Doze anos depois, a relação é de 57,6% homens e 42,4% mulheres.</strong></p>
<p>Observando pela taxa de associação, em 2012 a parcela de homens sindicalizados era 16,9%. A de mulheres, 14,9%. Ambas perderam força até 2024, quando a dos homens ficou em 9,1% e a das mulheres em 8,7%.</p>
<p>Isso representa que a diferença entre os dois sexos passou de 2 pontos percentuais para 0,4. Em 2022, a participação entre elas (9,3%) chegou a superar a deles (9,1%).</p>
<p><strong>De acordo com William Kratochwill, no intervalo de 12 anos, as mulheres “largaram” menos a sindicalização e, agora, estão acompanhando o aumento no número de associados.</strong></p>
<h2>Cooperativismo</h2>
<p>O levantamento revela que o país vivencia trajetória de queda no número de empregadores ou trabalhadores por conta própria associados a cooperativas, organização econômica e social em que as pessoas podem se agrupar de forma voluntária e buscar negócios mais democráticos e participativos.</p>
<p>Em 2012 eram 1,5 milhão de pessoas, o que representava 6,3% dos trabalhadores ocupados. Em 2024 esse contingente somava 1,3 milhão (4,3% dos trabalhadores), o menor já registrado na série histórica.</p>
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    </div>
<p>Com Informações da Agência Brasil<br />
https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2025-11/numero-de-sindicalizados-no-brasil-para-de-cair-e-chega-91-milhoes</p>
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