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		<title>Saber amazônico: tacacazeiras são agora patrimônio cultural do Brasil</title>
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		<pubDate>Wed, 26 Nov 2025 12:11:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[No fim da tarde, em uma boa cuia, um tacacá servido quentinho, nas cidades amazônicas, é um prato indispensável. Feito de produtos da mandioca, camarão seco e jambu, a planta do tremor, a iguaria tem origem indígena e é preparada pelas tacacazeiras. Agora, o ofício dessas cozinheiras, guardiãs da receita, foi considerado patrimônio cultural do [&#8230;]]]></description>
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<p><strong>No fim da tarde, em uma boa cuia, um tacacá servido quentinho, nas cidades amazônicas, é um prato indispensável. Feito de produtos da mandioca, camarão seco e jambu, a planta do tremor, a iguaria tem origem indígena e é preparada pelas tacacazeiras. Agora, o ofício dessas cozinheiras, guardiãs da receita, foi considerado patrimônio cultural do país pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Cultural Nacional (Iphan).</strong><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/11/Saber-amazonico-tacacazeiras-sao-agora-patrimonio-cultural-do-Brasil.png?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/11/Saber-amazonico-tacacazeiras-sao-agora-patrimonio-cultural-do-Brasil.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Em geral, as receitas de tacacá são segredos de família passados de geração em geração. Cada uma tem seu jeito de equilibrar alcalinidade da goma e acidez do tucupi, temperados com chicória, alfavaca e até alho, variando em cada barraca.</p>
<p>A partir do registro como patrimônio, agora cabe ao Iphan a elaboração de um plano de salvaguarda para esse bem. A medida deve incluir formas de divulgação gastronômica, gestão dos pequenos negócios, acesso a matérias primas e melhoria dos pontos de venda.</p>
<p><strong>Com 71 anos, tia Naza, de Manaus, conta que aprendeu a fazer o prato com a avó e a mãe. Faz 15 anos que a venda do produto é sua principal fonte de renda.</strong></p>
<h2>Orgulho</h2>
<p>&#8220;O tacacá sempre existiu na minha vida, eu vendia no fim da tarde, depois do trabalho, em frente de casa. Formei dois netos advogados, dois médicos e um jornalista&#8221;, contou Maria de Nazaré. &#8220;Todos me ajudaram a servir o tacacá na banquinha&#8221;, lembrou. Nazaré esteve em Brasília esta semana e participou de reunião do Iphan onde comemorou a decisão. &#8220;Ser tacacazeira é ter orgulho dos nossos ingredientes únicos. A culinária amazônica é viva, potente e merece ser celebrada&#8221;, afirmou.</p>
<p>Com o passar dos anos, o caldo de tacacá aceitou variações. É servido com caranguejo, pipoca e até na versão vegana, com palmito ou azeitona. Também não é necessário mais procurar uma barraca na rua para sorver. Aplicativos entregam o prato em qualquer lugar.</p>
<p><strong>As tacacazeiras garantem que, no isopor, também é bom. &#8220;Há quem diga que, se não for na cuia, não tem o mesmo sabor e eu sou uma delas, prefiro ir na banca, em uma das esquinas de Belém, onde estão os mais tradicionais, e experimentar&#8221;, ponderou a feirante Jaqueline Soares Fonseca, em vídeo, sobre o tacacá. O material foi exibido na reunião do Conselho Consultivo do Iphan.</strong></p>
<h2>Pesquisa</h2>
<p>Para tornar o ofício de tacacazeira patrimônio cultural, o Iphan organizou um projeto de pesquisa e documentação sobre a tradição envolvida no preparo do prato e os saberes relacionados, desde a compra dos ingredientes até a comercialização. O trabalho foi realizado em parceria com a Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa). A equipe esteve em sete estados documentando e ouvindo as cozinheiras sobre o registro como patrimônio cultural.</p>
<blockquote>
<p>No dossiê que fundamentou a decisão de inscrever o ofício no Livro dos Saberes, o Iphan explicou que as tacacazeiras são &#8220;detentoras de saberes e segredos&#8221; e dão continuidade &#8220;não apenas aos modos de fazer de um elaborado prato, mas a formas de sociabilidade&#8221;. Essas mulheres também são responsáveis por passar  adiante, passo a passo, um &#8220;conhecimento exclusivo&#8221;, de modo que a prática não se perca&#8221;, complementa o dossiê.</p>
</blockquote>
<p><strong>O tacacá é tipicamente indígena, mas sua comercialização foi registrada no final do século 19, com a expansão urbana na amônia e a escassez de trabalho. Nesses momentos, mulheres passaram a vender alimentos na rua como estratégia de sobrevivência, conciliando o cuidado com a casa e o sustento.</strong></p>
<p>O trabalho da Ufopa de documentação do tacacá contou com apoio de uma emenda parlamentar do senador Jader Barbalho (MDB-PA). Ele comemorou a decisão do Iphan. &#8220;O tacacá é muito mais do que um prato. É o sabor do Pará servido em cuia&#8221;, afirmou, em nota.</p>
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    </div>
<p>Com Informações da Agência Brasil<br />
https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2025-11/saber-amazonico-tacacazeiras-sao-agora-patrimonio-cultural-do-brasil</p>
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		<title>Escola Mundo do Saber em Manaus integra acolhimento emocional e ensino acadêmico pós-pandemia</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Nov 2025 15:02:59 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Quatro anos após a pandemia, escolas brasileiras ainda registram impactos na saúde emocional das crianças. Estudos apontam aumento de ansiedade, dificuldades de socialização e mudanças de humor, reforçando a necessidade de práticas que considerem a criança integralmente. Em Manaus, a Escola Mundo do Saber se destaca ao integrar de forma estruturada o trabalho socioemocional, socioambiental [&#8230;]]]></description>
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<p>Quatro anos após a pandemia, escolas brasileiras ainda registram impactos na saúde emocional das crianças. Estudos apontam aumento de ansiedade, dificuldades de socialização e mudanças de humor, reforçando a necessidade de práticas que considerem a criança integralmente.</p>
<p>Em Manaus, a Escola Mundo do Saber se destaca ao integrar de forma estruturada o trabalho socioemocional, socioambiental e o ensino acadêmico desde a Educação Infantil. De acordo com a diretora geral, Jeane Lima, “quando existe acolhimento, a criança se expande. Ela está segura, feliz e aberta para aprender com mais amplitude”.</p>
<p>O projeto da escola inclui rotinas que fazem cada criança se sentir vista e amparada, atividades semanais para desenvolver empatia e autorregulação, e projetos como hortinha, cultura maker, desfralde e alimentação saudável. O currículo também abrange aulas de inglês, robótica e práticas de pensamento lógico e criatividade.</p>
<p>Além disso, a psicóloga Anna Flávia Azevedo reforça a importância do acompanhamento contínuo, fortalecendo vínculo, autoconhecimento e expressão emocional, com orientação próxima às famílias. Pais relatam melhorias significativas no comportamento, segurança emocional e autonomia das crianças.</p>
<p>O Centro Educacional Mundo do Saber, que atende do Berçário ao Ensino Fundamental I, oferece ambiente seguro, afetivo e estimulante. A instituição integra rigor acadêmico com desenvolvimento socioemocional. Por fim, a escola também promove saúde emocional e aprendizado integral, preparando as crianças para etapas futuras com confiança, equilíbrio e propósito.</p>
</div>
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