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	<title>raciais - Portal Pelo Amor de Deus</title>
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		<title>PGR pede suspensão da lei de Santa Catarina que proibiu cotas raciais</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Jan 2026 21:45:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O procurador-geral da República, Paulo Gonet, enviou nesta quinta-feira (29) ao Supremo Tribunal Federal (STF) parecer para garantir a suspensão da Lei 19.722 de 2026 de Santa Catarina, que proibiu a reserva de cotas raciais para ingresso de estudantes em instituições de ensino que recebem verbas públicas do estado.  Aprovada pela Assembleia Legislativa e sancionada pelo governador [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div>
<p>O procurador-geral da República, Paulo Gonet, enviou nesta quinta-feira (29) ao Supremo Tribunal Federal (STF) parecer para garantir a suspensão da <a href="https://leisestaduais.com.br/sc/lei-ordinaria-n-19722-2026-santa-catarina-dispoe-sobre-a-vedacao-da-adocao-de-cotas-e-outras-acoes-afirmativas-pelas-instituicoes-de-ensino-superior-publicas-ou-que-recebam-verbas-publicas-no-ambito-do-estado-de-santa-catarina" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Lei 19.722 de 2026</a> de Santa Catarina, que proibiu a reserva de cotas raciais para ingresso de estudantes em instituições de ensino que recebem verbas públicas do estado. <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2026/01/PGR-pede-suspensao-da-lei-de-Santa-Catarina-que-proibiu.png?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2026/01/PGR-pede-suspensao-da-lei-de-Santa-Catarina-que-proibiu.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Aprovada pela Assembleia Legislativa e sancionada pelo governador Jorginho Melo (PL), a lei já está suspensa por uma decisão liminar do Tribunal e Justiça de Santa Catarina (TJSC).</p>
<p>A norma permite a reserva de vagas somente para pessoas com deficiência, alunos oriundos de escolas públicas ou com base em critérios exclusivamente econômicos.</p>
<p>No parecer, Gonet diz que a política de cotas já foi validada em diversos julgamentos do Supremo.</p>
<p>“A urgência do provimento cautelar está evidenciada, por sua vez, pela possibilidade de aplicação da norma aos processos seletivos em curso ou que vierem a ser abertos no início do ano acadêmico, capaz de gerar efeitos jurídicos irreversíveis ou de difícil reversão”, disse. </p>
<p><a href="https://whatsapp.com/channel/0029VaoRTgrInlqYLSk59B2M" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">&gt;&gt; Siga o canal da <strong>Agência Brasil</strong> no WhatsApp</a></p>
<p>O procurador também ressaltou que a decisão do Supremo é necessária mesmo diante da liminar concedida pelo TJSC.</p>
<p>“A despeito de os efeitos da lei atacada já estarem suspensos por decisão proferida em ação direta no TJSC, o acolhimento da medida cautelar requerida nestes autos é necessário, dado que, havendo coexistência de jurisdições constitucionais, a ação estadual deve ser suspensa até o julgamento final pelo STF”, completou.</p>
<p>No STF, a proibição das cotas no estado é questionada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), pelo PSOL, a União Nacional dos Estudantes (Une) e a Educafro. O relator do caso é o ministro Gilmar Mendes.</p>
<p>      <!-- Relacionada --></p>
<p>            <!-- Relacionada -->
    </div>
<p>Com Informações da Agência Brasil<br />
https://agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noticia/2026-01/pgr-pede-suspensao-da-lei-de-santa-catarina-que-proibiu-cotas-raciais</p>
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		<title>Justiça de SC suspende lei que proibiu cotas raciais nas universidades</title>
		<link>https://portalpeloamordedeus.com/justica-de-sc-suspende-lei-que-proibiu-cotas-raciais-nas-universidades/</link>
		
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		<pubDate>Tue, 27 Jan 2026 20:09:10 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A Justiça de Santa Catarina decidiu nesta terça-feira (27) suspender a lei estadual que proibiu a reserva de cotas raciais para ingresso de estudantes em instituições de ensino que recebem verbas públicas do estado. A medida suspende a eficácia da Lei 19.722/2026, que foi aprovada pela Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (Alesc) e [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div>
<p><strong>A Justiça de Santa Catarina decidiu nesta terça-feira (27) suspender a lei estadual que proibiu a reserva de cotas raciais para ingresso de estudantes em instituições de ensino que recebem verbas públicas do estado.</strong><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2026/01/Justica-de-SC-suspende-lei-que-proibiu-cotas-raciais-nas.png?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2026/01/Justica-de-SC-suspende-lei-que-proibiu-cotas-raciais-nas.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>A medida suspende a eficácia da Lei 19.722/2026, que foi aprovada pela Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (Alesc) e sancionada pelo governador Jorginho Melo.</p>
<p>A norma permite a reserva de vagas somente para pessoas com deficiência, alunos oriundos de escolas públicas ou com base em critérios exclusivamente econômicos.</p>
<p><strong>A decisão foi proferida pela desembargadora Maria do Rocio Luz Santa Ritta e atendeu ao pedido de suspensão feito pelo diretório estadual do PSOL.</strong></p>
<p>A magistrada entendeu que a lei deve ser suspensa porque o Supremo Tribunal Federal (STF) já reconheceu a constitucionalidade das ações afirmativas de cotas raciais nas universidades.</p>
<p><strong>“A proibição legislativa genérica e desvinculada de avaliação concreta de necessidade ou adequação revela-se, ao menos em juízo de cognição sumária, dissonante da interpretação constitucional já consolidada”, disse a desembargadora.</strong></p>
<p>O caso também foi parar no Supremo. Ontem, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e outras entidades protocolaram ações de inconstitucionalidade contra a proibição de cotas no estado. </p>
<p>Mais cedo, o ministro Gilmar Mendes, relator dos processos, deu prazo de 48 horas para o governo de Santa Catarina se manifestar sobre a validade da lei.</p>
<p>      <!-- Relacionada --><br />
            <!-- Relacionada -->
    </div>
<p>Com Informações da Agência Brasil<br />
https://agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noticia/2026-01/justica-de-sc-suspende-lei-que-proibiu-cotas-raciais-nas-universidades</p>
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		<item>
		<title>Governo de SC tem 48 horas para explicar lei que barra cotas raciais</title>
		<link>https://portalpeloamordedeus.com/governo-de-sc-tem-48-horas-para-explicar-lei-que-barra-cotas-raciais/</link>
		
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		<pubDate>Tue, 27 Jan 2026 13:56:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu prazo de 48 horas para que o governo de Santa Catarina envie mais informações e esclarecimentos sobre a nova legislação que proíbe cotas raciais para ingresso em universidades do estado.  Relator do tema, o ministro deu o mesmo prazo para que a Assembleia Legislativa de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div>
<p><strong>O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu prazo de 48 horas para que o governo de Santa Catarina envie mais informações e esclarecimentos sobre a nova legislação que proíbe cotas raciais para ingresso em universidades do estado. </strong><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2026/01/Governo-de-SC-tem-48-horas-para-explicar-lei-que.png?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2026/01/Governo-de-SC-tem-48-horas-para-explicar-lei-que.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Relator do tema, o ministro deu o mesmo prazo para que a Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) explique a nova lei, que proíbe a reserva de cotas raciais para ingresso de estudantes em qualquer instituição de ensino que recebem verbas públicas do estado.</p>
<p><strong>O ministro justificou a urgência “ante a notícia de processos seletivos em andamento potencialmente afetados pela legislação estadual impugnada”, porém sem fazer menção a algum certame em específico. </strong></p>
<p>A <a href="https://portal.doe.sea.sc.gov.br/repositorio/2026/20260122/Jornal/22681-A.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Lei 19.722/2026</a> foi aprovada pela Alesc em dezembro e sancionada pelo governador Jorginho Melo na última sexta-feira (23). Desde então, a oposição em SC acionou a Justiça Federal contra a nova legislação. </p>
<p>No Supremo, a constitucionalidade da nova lei foi questionada por partidos como PSOL e PT, bem como pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), União Nacional dos Estudantes (Une), Coalizão Negra por Direitos e Educafro – associação que luta pela inclusão de negros, em especial, e pobres em geral, em universidades públicas ou particulares, com bolsa de estudo. </p>
<h2>Entenda</h2>
<p><strong>De acordo com a lei, universidades públicas estaduais e outras instituições de ensino superior que recebem recursos do governo do estado ficam proibidas de adotarem políticas de reserva de vagas ou qualquer forma de cota ou ação afirmativa, </strong>como vagas suplementares e medidas congêneres.</p>
<p><strong>A proibição vale para o ingresso de estudantes e de funcionários nos quadros, incluindo professores.</strong></p>
<p>A lei admite exceções, como a reserva de vaga por critérios exclusivamente econômicos, para pessoas com deficiência e estudantes vindos da rede pública estadual.</p>
<p><strong>As punições previstas para quem descumprir a nova legislação são multa de R$ 100 mil por edital e corte de repasses públicos.</strong></p>
<p>Uma das instituições afetadas pelo texto é a Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), que tem cerca de 14 mil alunos distribuídos em mais de 60 cursos de graduação e em mais de 50 programas de mestrados e doutorados.</p>
<p><strong>A proibição de cotas não vale para instituições federais, como a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).</strong></p>
<h2>Lei federal</h2>
<p>A Lei de Cotas vigora no âmbito federal desde 2012 (<a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12711.htm" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Lei nº 12.711/2012</a>) e prevê 50% das vagas em universidades e institutos federais para estudantes que cursaram integralmente o ensino médio em escolas públicas, incluindo critérios de renda, raça (pretos, pardos, indígenas e quilombolas) e pessoas com deficiência.</p>
<p>Em alguns estados, como no Rio de Janeiro, há leis específicas para universidades estaduais.</p>
<p>Em 2012, o STF decidiu pela constitucionalidade da política de cotas para negros e indígenas nas universidades. Os ministros julgaram o caso da Universidade de Brasília (UnB), que foi a primeira instituição federal a implementar políticas de ação afirmativa para estudantes negros e indígenas.</p>
<p>“A regra tem o objetivo de superar distorções sociais históricas, com base no direito à igualdade material e no princípio da proporcionalidade”, define o resultado do julgamento.</p>
<p> </p>
<p>      <!-- Relacionada --></p>
<p>            <!-- Relacionada -->
    </div>
<p>Com Informações da Agência Brasil<br />
https://agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noticia/2026-01/governo-de-sc-tem-48-horas-para-explicar-lei-que-barra-cotas-raciais</p>
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		<item>
		<title>Entidades vão ao STF para barrar lei de SC que proíbe cotas raciais</title>
		<link>https://portalpeloamordedeus.com/entidades-vao-ao-stf-para-barrar-lei-de-sc-que-proibe-cotas-raciais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Portal Pelo Amor de Deus]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Jan 2026 22:15:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e outras entidades protocolaram nesta segunda-feira (26) ações de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal (STF) para suspender a lei de Santa Catarina que proíbe a reserva de cotas raciais para ingresso de estudantes em instituições de ensino que recebem verbas públicas do estado. Além da OAB, a norma [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div>
<p><strong>A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e outras entidades protocolaram nesta segunda-feira (26) ações de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal (STF) para suspender a lei de Santa Catarina que proíbe a reserva de cotas raciais para ingresso de estudantes em instituições de ensino que recebem verbas públicas do estado.</strong><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2026/01/Entidades-vao-ao-STF-para-barrar-lei-de-SC-que.png?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2026/01/Entidades-vao-ao-STF-para-barrar-lei-de-SC-que.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Além da OAB, a norma também é questionada pelo PSOL, pela União Nacional dos Estudantes (Une) e pela Educafro, associação que luta pela inclusão de negros, em especial, e pobres em geral, em universidades públicas ou particular, com bolsa de estudo.</p>
<p>Confira mais informações sobre o assunto no <em>Repórter Brasil Tarde</em>, da <strong>TV Brasil</strong></p>
<p><iframe title="Repórter Brasil Tarde, 26/01/2026" width="740" height="416" src="https://www.youtube.com/embed/Qa5XR-AF1EA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>As entidades pretendem suspender a <a href="https://portal.doe.sea.sc.gov.br/repositorio/2026/20260122/Jornal/22681-A.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Lei 19.722/2026</a>, que foi aprovada pela Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (Alesc) e sancionada pelo governador Jorginho Melo.</p>
<p><strong>A norma permite a reserva de vagas somente para pessoas com deficiência, alunos oriundos de escolas públicas ou com base em critérios exclusivamente econômicos.</strong></p>
<p>Para a OAB, o Supremo já validou a constitucionalidade de políticas afirmativas para ingresso de estudantes por meio de cotas raciais.</p>
<p>&#8220;A vedação absoluta imposta pela lei estadual, ao proibir, em bloco, qualquer medida diferenciada voltada à promoção da igualdade material no acesso às funções públicas em universidades, ignora a complexidade das desigualdades e impõe uma concepção rigidamente formalista, já superada pelo constitucionalismo democrático contemporâneo&#8221;, afirmou a OAB. </p>
<p><strong>As demais entidades acrescentaram que a Corte também definiu que o país tem o dever de combater o racismo estrutural.</strong></p>
<blockquote>
<p>&#8220;O risco está na manutenção de eficácia dessa lei, o que poderá trazer prejuízos irreversíveis às universidades e, principalmente, à população negra e indígena de Santa Catarina e de todo o país&#8221;, argumentaram. </p>
</blockquote>
<p><strong>As ações serão relatadas pelo ministro Gilmar Mendes. Não há prazo para decisão. </strong></p>
<p> </p>
<p>      <!-- Relacionada --></p>
<p>            <!-- Relacionada -->
    </div>
<p>Com Informações da Agência Brasil<br />
https://agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noticia/2026-01/entidades-vao-ao-stf-para-barrar-lei-de-sc-que-proibe-cotas-raciais</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>Deputados de SC proíbem cotas raciais em universidades estaduais</title>
		<link>https://portalpeloamordedeus.com/deputados-de-sc-proibem-cotas-raciais-em-universidades-estaduais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Portal Pelo Amor de Deus]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Dec 2025 18:30:46 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (Alesc) aprovou projeto de lei que proíbe cotas raciais em universidades estaduais. A proibição vale para o ingresso de estudantes e de funcionários nos quadros. O Projeto 753/2025, de autoria do deputado Alex Brasil (PL), não cita textualmente cotas raciais, mas não as inclui nas reservas de vagas que [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div>
<p>A Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (Alesc) aprovou projeto de lei que proíbe cotas raciais em universidades estaduais. A proibição vale para o ingresso de estudantes e de funcionários nos quadros.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/12/Deputados-de-SC-proibem-cotas-raciais-em-universidades-estaduais.png?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/12/Deputados-de-SC-proibem-cotas-raciais-em-universidades-estaduais.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>O <a href="http://portalelegis.alesc.sc.gov.br/proposicoes/zVaPo/tramitacoes" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Projeto 753/2025</a>, de autoria do deputado Alex Brasil (PL), não cita textualmente cotas raciais, mas não as inclui nas reservas de vagas que ficam autorizadas.</p>
<blockquote>
<p>“Ficam excluídas dessa proibição as reservas de vagas a pessoas com deficiência (PCD), a reserva baseada em critérios exclusivamente econômicos e a de estudantes oriundos de instituições estaduais públicas de ensino médio”.</p>
</blockquote>
<p>A proibição de outras cotas se aplica também a instituições que recebem verbas públicas no âmbito do estado.</p>
<p><strong>Uma das instituições afetadas pelo texto é a Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), que tem cerca de 14 mil alunos distribuídos em mais de 60 cursos de graduação e em mais de 50 mestrados e doutorados.</strong></p>
<h2>Projeto</h2>
<p><strong>O projeto impõe multa de R$ 100 mil para editais que não respeitarem a vedação e o procedimento administrativo disciplinar contra agentes públicos por ofensa ao princípio da legalidade.</strong></p>
<p>Na justificativa da matéria, o deputado Alex Brasil afirma que a adoção de cotas fundadas em outros critérios, que não o estritamente econômico ou de origem estudantil em escolas públicas, “suscita controvérsias jurídicas e pode colidir com os princípios da isonomia e da impessoalidade, ao criar distinções que não necessariamente refletem situações de desvantagem”.</p>
<p><strong>Antes da votação, o autor criticou o surgimento de outros tipos de ação afirmativa, como população transsexual e refugiados. “Cotas para tudo que é coisa que se imaginar”</strong>.</p>
<blockquote>
<p>“O mérito daquela pessoa que precisa estudar, que precisa realmente se dedicar para conseguir uma vaga, estava sendo deixado de lado”, disse.</p>
</blockquote>
<p>Na visão do deputado, o projeto de lei valoriza quem realmente precisa de cota.</p>
<p>“Pode ser filho de pai negro, pode ser filho de pai branco”, completou.</p>
<h2>Votação simbólica</h2>
<p><strong>A votação do projeto de lei no plenário da Alesc ocorreu de forma simbólica, ou seja, sem registro dos votos no painel de votação. Mas a mesa diretora da Casa citou nominalmente os sete deputados que se opuseram à matéria:</strong></p>
<p>Padre Pedro Baldissera (PT)</p>
<p>Fabiano da Luz (PT)</p>
<p>Neodi Saretta (PT)</p>
<p>Marquito (Psol)</p>
<p>Dr. Vicente Caropreso (PSDB)</p>
<p>Paulinha (Podemos)</p>
<p>Rodrigo Minotto (PDT)</p>
<p>A Alesc tem 40 parlamentares. Dois não estavam presentes no plenário.</p>
<h2>Oposição</h2>
<p><strong>Em discurso, o deputado Fabiano da Luz afirmou que o projeto de lei não promove justiça ou igualdade, “mas sim um apagamento”.</strong></p>
<blockquote>
<p>“As cotas raciais não são privilégios, são instrumentos de uma correção da desigualdade histórica profunda que ainda estrutura o Brasil e que, infelizmente, prova que também estrutura Santa Catarina”, declarou.</p>
</blockquote>
<p>De acordo com o Censo 2022, <a href="https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/38719-censo-2022-pela-primeira-vez-desde-1991-a-maior-parte-da-populacao-do-brasil-se-declara-parda" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">pretos e pardos</a> representam 55,5% da população. No caso de Santa Catarina, os dois grupos somam 23,3%. </p>
<p>O petista lembrou que pessoas negras (pretos e pardos) recebem cerca de 40% menos que as brancas.</p>
<p>“Há ampla base científica mostrando que raça e renda operam juntas, como fatores de exclusão, inclusive no acesso ao ensino superior”.</p>
<p><strong>Segundo ele, “fingir que isso não existe é escolher a cegueira institucional”.</strong></p>
<p>Fabiano da Luz considera que o projeto de lei é “retrógrado e envergonha Santa Catarina” e levantou dúvidas sobre a constitucionalidade da matéria.</p>
<p>“Vai ser tema de ação judicial e vai ser feio esta Casa ter mais uma vez na Justiça um projeto anulado pela inconstitucionalidade”.</p>
<p><strong>Para passar a valer, o projeto precisa ser sancionado pelo governador Jorginho Mello, do PL, mesmo partido do autor da proposta.</strong></p>
<p>A<strong> Agência Brasil</strong> pediu comentários sobre o posicionamento do governador, mas não recebeu retorno até a conclusão da reportagem.</p>
<h2>Âmbito federal</h2>
<p>A proibição de cotas não vale para instituições federais, como a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).</p>
<p>No âmbito federal vigora a Lei de Cotas, com reserva de vaga para minorias. Em alguns estados, como no Rio de Janeiro, há leis específicas para universidades estaduais.</p>
<p><strong>Estudos apontam que a política de cotas transformou um dos espaços mais elitizados da sociedade brasileira, a universidade, democratizando o acesso.</strong></p>
<p>Em julgamento no ano de 2012, o <a href="https://www.stf.jus.br/arquivo/cms/publicacaoBOInternet/anexo/link_download/casos_relevantes/pt/ADPF_186.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Supremo Tribunal Federal</a> (STF), Corte máxima da Justiça no país, decidiu pela constitucionalidade da política de cotas para negros e indígenas nas universidades. </p>
<blockquote>
<p>“A regra tem o objetivo de superar distorções sociais históricas, com base no direito à igualdade material e no princípio da proporcionalidade”, diz o resultado do julgamento.</p>
</blockquote>
<p>      <!-- Relacionada --></p>
<p>            <!-- Relacionada -->
    </div>
<p>Com Informações da Agência Brasil<br />
https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2025-12/deputados-sc-proibem-cotas-raciais-em-universidades-estaduais</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>SC: Assembleia proíbe cotas raciais em universidades estaduais</title>
		<link>https://portalpeloamordedeus.com/sc-assembleia-proibe-cotas-raciais-em-universidades-estaduais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Portal Pelo Amor de Deus]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Dec 2025 16:36:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Assembleia]]></category>
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		<category><![CDATA[Universidades]]></category>
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					<description><![CDATA[A Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (Alesc) aprovou projeto de lei que proíbe cotas raciais em universidades estaduais. A proibição vale para o ingresso de estudantes e de funcionários nos quadros. O Projeto 753/2025, de autoria do deputado Alex Brasil (PL), não cita textualmente cotas raciais, mas não as inclui nas reservas de vagas que [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div>
<p>A Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (Alesc) aprovou projeto de lei que proíbe cotas raciais em universidades estaduais. A proibição vale para o ingresso de estudantes e de funcionários nos quadros.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/12/SC-Assembleia-proibe-cotas-raciais-em-universidades-estaduais.png?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/12/SC-Assembleia-proibe-cotas-raciais-em-universidades-estaduais.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>O <a href="http://portalelegis.alesc.sc.gov.br/proposicoes/zVaPo/tramitacoes" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Projeto 753/2025</a>, de autoria do deputado Alex Brasil (PL), não cita textualmente cotas raciais, mas não as inclui nas reservas de vagas que ficam autorizadas.</p>
<blockquote>
<p><strong>“Ficam excluídas dessa proibição as reservas de vagas a pessoas com deficiência (PCD), a reserva baseada em critérios exclusivamente econômicos e a de estudantes oriundos de instituições estaduais públicas de ensino médio”.</strong></p>
</blockquote>
<p>A proibição de outras cotas se aplica também a instituições que recebem verbas públicas no âmbito do estado.</p>
<p><strong>Uma das instituições afetadas pelo texto é a Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), que tem cerca de 14 mil alunos distribuídos em mais de 60 cursos de graduação e em mais de 50 mestrados e doutorados.</strong></p>
<h2>O projeto</h2>
<p><strong>O projeto impõe multa de R$ 100 mil para editais que não respeitarem a vedação e o procedimento administrativo disciplinar contra agentes públicos por ofensa ao princípio da legalidade.</strong></p>
<p>Na justificativa da matéria, o deputado Alex Brasil afirma que a adoção de cotas fundadas em outros critérios, que não o estritamente econômico ou de origem estudantil em escolas públicas, “suscita controvérsias jurídicas e pode colidir com os princípios da isonomia e da impessoalidade, ao criar distinções que não necessariamente refletem situações de desvantagem”.</p>
<p><strong>Antes da votação, o autor criticou o surgimento de outros tipos de ação afirmativa, como população transsexual e refugiados. “Cotas para tudo que é coisa que se imaginar”</strong>.</p>
<blockquote>
<p>“O mérito daquela pessoa que precisa estudar, que precisa realmente se dedicar para conseguir uma vaga, estava sendo deixado de lado”, disse.</p>
</blockquote>
<p>Na visão do deputado, o projeto de lei valoriza quem realmente precisa de cota.</p>
<blockquote>
<p>“Pode ser filho de pai negro, pode ser filho de pai branco”, completou.</p>
</blockquote>
<h2>Votação simbólica</h2>
<p><strong>A votação do projeto de lei no plenário da Alesc ocorreu de forma simbólica, ou seja, sem registro dos votos no painel de votação. Mas a mesa diretora da Casa citou nominalmente os sete deputados que se opuseram à matéria:</strong></p>
<p>Padre Pedro Baldissera (PT)</p>
<p>Fabiano da Luz (PT)</p>
<p>Neodi Saretta (PT)</p>
<p>Marquito (Psol)</p>
<p>Dr. Vicente Caropreso (PSDB)</p>
<p>Paulinha (Podemos)</p>
<p>Rodrigo Minotto (PDT)</p>
<p>A Alesc tem 40 parlamentares. Dois não estavam presentes no plenário.</p>
<h2>Oposição</h2>
<p><strong>Em discurso, o deputado Fabiano da Luz afirmou que o projeto de lei não promove justiça ou igualdade, “mas sim um apagamento”.</strong></p>
<blockquote>
<p>“As cotas raciais não são privilégios, são instrumentos de uma correção da desigualdade histórica profunda que ainda estrutura o Brasil e que, infelizmente, prova que também estrutura Santa Catarina”, declarou.</p>
</blockquote>
<p>De acordo com o Censo 2022, <a href="https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/38719-censo-2022-pela-primeira-vez-desde-1991-a-maior-parte-da-populacao-do-brasil-se-declara-parda" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">pretos e pardos</a> representam 55,5% da população. No caso de Santa Catarina, os dois grupos somam 23,3%. </p>
<p>O petista lembrou que pessoas negras (pretos e pardos) recebem cerca de 40% menos que as brancas.</p>
<blockquote>
<p>“Há ampla base científica mostrando que raça e renda operam juntas, como fatores de exclusão, inclusive no acesso ao ensino superior”.</p>
</blockquote>
<p><strong>Segundo ele, “fingir que isso não existe é escolher a cegueira institucional”.</strong></p>
<p>Fabiano da Luz considera que o projeto de lei é “retrógrado e envergonha Santa Catarina” e levantou dúvidas sobre a constitucionalidade da matéria.</p>
<blockquote>
<p>“Vai ser tema de ação judicial e vai ser feio esta Casa ter mais uma vez na Justiça um projeto anulado pela inconstitucionalidade”.</p>
</blockquote>
<p><strong>Para passar a valer, o projeto precisa ser sancionado pelo governador Jorginho Mello, do PL, mesmo partido do autor da proposta.</strong></p>
<p>A<strong> Agência Brasil</strong> pediu comentários sobre o posicionamento do governador, mas não recebeu retorno até a conclusão da reportagem.</p>
<h2>Âmbito federal</h2>
<p>A proibição de cotas não vale para instituições federais, como a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).</p>
<p>No âmbito federal vigora a Lei de Cotas, com reserva de vaga para minorias. Em alguns estados, como no Rio de Janeiro, há leis específicas para universidades estaduais.</p>
<p><strong>Estudos apontam que a política de cotas transformou um dos espaços mais elitizados da sociedade brasileira, a universidade, democratizando o acesso.</strong></p>
<p>Em julgamento no ano de 2012, o <a href="https://www.stf.jus.br/arquivo/cms/publicacaoBOInternet/anexo/link_download/casos_relevantes/pt/ADPF_186.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Supremo Tribunal Federal</a> (STF), corte máxima da Justiça no país, decidiu-se favorável à constitucionalidade da política de cotas para negros e indígenas nas universidades. </p>
<blockquote>
<p>“A regra tem o objetivo de superar distorções sociais históricas, com base no direito à igualdade material e no princípio da proporcionalidade”, diz o resultado do julgamento.</p>
</blockquote>
<p>      <!-- Relacionada --></p>
<p>            <!-- Relacionada -->
    </div>
<p>Com Informações da Agência Brasil<br />
https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2025-12/sc-assembleia-proibe-cotas-raciais-em-universidades-estaduais</p>
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		<item>
		<title>Cotas raciais da Uerj completam 22 anos e mudam trajetórias de vida</title>
		<link>https://portalpeloamordedeus.com/cotas-raciais-da-uerj-completam-22-anos-e-mudam-trajetorias-de-vida/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Portal Pelo Amor de Deus]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Dec 2025 11:46:21 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[completam]]></category>
		<category><![CDATA[cotas]]></category>
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		<category><![CDATA[trajetórias]]></category>
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		<category><![CDATA[Vida]]></category>
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					<description><![CDATA[&#8220;Eu tenho muita clareza de que a cota transforma”, afirmou Henrique Silveira, ex-estudante cotista da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj). “Ela me permitiu deixar de ser um menino atrás de uma carroça, um burro sem rabo, para hoje estar à frente da gestão pública&#8221;, completou Henrique, atual subsecretário de Tecnologias Sociais da prefeitura do Rio. [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div>
<p>&#8220;Eu tenho muita clareza de que a cota transforma”, afirmou Henrique Silveira, ex-estudante cotista da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj). “Ela me permitiu deixar de ser um menino atrás de uma carroça, um burro sem rabo, para hoje estar à frente da gestão pública&#8221;, completou Henrique, atual subsecretário de Tecnologias Sociais da prefeitura do Rio.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/12/Cotas-raciais-da-Uerj-completam-22-anos-e-mudam-trajetorias.png?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/12/Cotas-raciais-da-Uerj-completam-22-anos-e-mudam-trajetorias.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Foi refletindo sobre a própria trajetória que ele, nascido em Imbariê, um distrito pobre, na Baixada Fluminense, fez um balanço sobre a importância em sua vida da política de ação afirmativa da Uerj. <strong>Com mais de duas décadas de existência, o sistema de cotas da universidade passará por uma segunda revisão legislativa em 2028</strong>, quando vence a lei aprovada em 2018.</p>
<p><strong>A instituição discute uma nova fase da medida, conectando egressos e mapeando a trajetória profissional deles</strong>. Por isso, na última semana de novembro, reuniu ex-estudantes na reitoria da instituição.<strong> A Uerj foi pioneira na adoção de cotas sociais e raciais no vestibular, em 2003.</strong></p>
<p><strong>Henrique estava entre esses jovens. Ele é egresso do curso de geografia, que iniciou em 2006. E, assim como outros, avaliou a política como determinante.</strong></p>
<p>&#8220;Eu sou esse sujeito pobre, da baixada, como tantos outros aqui, que sempre trabalhou ajudando o pai em tudo, mas com a clareza da necessidade de estudar&#8221;, disse. Ao ter a oportunidade de entrar na universidade, se agarrou a ela. </p>
<blockquote>
<p>&#8220;Eu sou o tipo de transformação, de mobilidade social, que essa política é capaz de dar, de tirar um cara de trás de uma carroça, colocar na universidade e oferecer-lhe uma vida melhor&#8221;, contou Henrique. Quando menino, ele usava a carroça trabalhando com entrega de material de construção.</p>
</blockquote>
<p><strong>No evento da Uerj, a dentista Maiara Roque lembrou o dia que passou no vestibular, em 2013, e os desafios iniciais de uma cotista negra</strong>. Antes, a bolsa estudantil era curta, não podia ser acumulada com outros benefícios, e os auxílios, mais restritos.</p>
<div class="dnd-widget-wrapper context-grande_6colunas type-image atom-align-left">
<div class="dnd-atom-rendered"><!-- scald=446401:grande_6colunas {"additionalClasses":""} --><br />
            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/12/Cotas-raciais-da-Uerj-completam-22-anos-e-mudam-trajetorias.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Rio de Janeiro (RJ), 27/11/2025 – A dentista Maiara Roque participa do 1º Encontro de Cotistas Egressos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil" title="Fernando Frazão/Agência Brasil"/><br />
        <noscript><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/12/Cotas-raciais-da-Uerj-completam-22-anos-e-mudam-trajetorias.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Rio de Janeiro (RJ), 27/11/2025 – A dentista Maiara Roque participa do 1º Encontro de Cotistas Egressos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil" title="Fernando Frazão/Agência Brasil"/></noscript><br />
    <!-- END scald=446401 --></div>
<p><h6 class="meta">A dentista Maiara Roque participa do 1º Encontro de Cotistas Egressos da Uerj &#8211;<strong> Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil</strong><!--END copyright=446401--></h6>
</p>
</div>
<p>Mesmo tendo ingressado dez anos depois da primeira turma, ela ainda enfrentou questionamentos. &#8220;Depois que você entra, você adquire um sentimento de pertencimento, que você merece esse lugar&#8221;, disse. &#8220;Eu pensava: &#8216;não queriam que eu estivesse aqui, mas estou, vou fazer valer'&#8221;, contou. No início, a política de cotas raciais nas universidades sofreu críticas e questionamentos sobre a capacidade dos alunos. Depois, pesquisas mostraram que não havia diferença de rendimento entre os estudantes cotistas e não cotistas.</p>
<p>As cotas também aceleraram a redução da diferença entre pretos, pardos e brancos com ensino superior. <strong>Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 11,7% dos estudantes pretos e 12,3% dos pardos tinham nível superior, em 2022. As taxas cresceram, mas ainda são menos da metade da observada entre pessoas brancas, 25,8%.</strong></p>
<p>Maiara cursou quatro anos de odontologia, curso com dedicação integral, com o apoio da mãe, cuidadora de idosos. Ela afirmou que o ingresso na Uerj transformou sua forma de ver o mundo e moldou sua atuação profissional. Depois de ter atendido no sistema prisional e na rede básica de saúde, a dentista montou um consultório, na Penha, onde se criou.</p>
<blockquote>
<p>&#8220;Eu acho que, de certa forma, estou devolvendo para minha comunidade essa oportunidade&#8221;, disse. &#8220;E a gente encontra pessoas muito à vontade com uma doutora que é negra, que é do bairro e que não faz julgamentos&#8221;, afirmou Maiara.</p>
</blockquote>
<p><strong>Na Universidade Estadual do Rio de Janeiro, ao contrário das federais, a política de ingresso para cotistas negros cruza os dados de autodeclaração racial com os socioecônomicos</strong>. A intenção é permitir que pessoas de camadas sociais menos favorecidas acessem o ensino superior. Por esse modelo, 32 mil estudantes ingressaram na instituição.</p>
<p>Com o passar dos anos, no entanto, <strong>os estudantes avaliam que o recorte socioeconômico é uma barreira que precisa ser derrubada</strong>. Hoje, o corte é R$ 2.277 de renda bruta por pessoa na família e é considerado um valor muito baixo, sobretudo, para cursos de pós-graduação.</p>
<p>Também oriundo de um pré-vestibular popular, David Gomes ingressou por cotas, em história, na Uerj, em 2011. Ele disse que, para um aluno de escola pública, morador do Complexo da Penha – região onde uma operação policial deixou 122 mortos em outubro –, a oportunidade significou uma perspectiva de  vida.</p>
<blockquote>
<p>&#8220;Eu vejo que algumas pessoas que cresceram onde eu cresci não têm uma vida como eu tenho, fizeram caminhos diferentes, enfim, vejo o que eu consegui aprender aqui, o estudo me fez trilhar uma trajetória acadêmica e profissional que significou outras oportunidades&#8221;, destacou o ex-cotista.</p>
</blockquote>
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<div class="dnd-atom-rendered"><!-- scald=446406:grande_6colunas {"additionalClasses":""} --><br />
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        <noscript><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/12/1765021581_115_Cotas-raciais-da-Uerj-completam-22-anos-e-mudam-trajetorias.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Rio de Janeiro (RJ), 27/11/2025 – O historiador David Gomes participa do 1º Encontro de Cotistas Egressos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil" title="Fernando Frazão/Agência Brasil"/></noscript><br />
    <!-- END scald=446406 --></div>
<div class="dnd-caption-wrapper">
<p>O historiador David Gomes participa do 1º Encontro de Cotistas Egressos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) &#8211; Foto: <strong>Fernando Frazão/Agência Brasil</strong><!--END copyright=446406--></p>
</div>
</div>
<p>Ativista pelos direitos humanos, <strong>David defende que a Uerj abandone a exigência de critério socioeconômico para ingresso por cotas</strong>. &#8220;A grande questão hoje, na pós-graduação, é o recorte de renda. Temos que enfrentar essa discussão, porque a pessoa, por exemplo, que se forma, em direito, medicina, até uma professora, na verdade, ela não se encaixa nesse recorte, é baixo&#8221;, explicou. Ele ponderou, no entanto, que, na graduação, opiniões são divergentes, tanto para considerar um recorte maior quanto para levar em conta a inscrição do candidato no Cadastro Único de Programas Sociais.</p>
<p>Como primeiro passo para discutir a política de cotas na Uerj, egressos defendem a coleta e a difusão de dados sobre o impacto da política, o que começa por meio da montagem da rede de ex-alunos, como faz a universidade. <strong>Como geógrafo, Henrique ressaltou a importância dos dados para definir políticas públicas</strong>.</p>
<p>Ele pediu também a redução da burocracia para comprovar o perfil socioeconômico, além do apoio a pré-vestibulares populares, projeto que conhece de perto. Além de ter sido aluno, ele ajudou a financiar uma rede de cursinhos na baixada, quando coordenou a organização da sociedade Casa Fluminense.</p>
<p>&#8220;O pré-vestibular foi o local que eu tive clareza da minha condição de negro&#8221;, disse, ao acrescentar que, &#8220;no Brasil, você não nasce negro, você torna-se negro”. “Fiz vestibular em 2005, era um daqueles &#8216;não quero cota&#8217;, mas ali eu tomei consciência que era meu direito&#8221;, completou.</p>
<p><strong>A política de ações afirmativas da Uerj foi definida pela Lei 8.121, de 2018. Ela destina 20% das vagas dos cursos de nível superior para cotas raciais, contemplando também indígenas e quilombolas. Já para concorrer na cota para estudantes de escolas públicas, outros 20% das cotas, é preciso ter concluído o ensino médio integralmente na rede.</strong></p>
<p>A lei também permite acumular a bolsa-auxílio com outras, como a bolsa de iniciação científica, o que, na avaliação dos egressos, melhorando as condições de permanência.</p>
<p>      <!-- Relacionada --></p>
<p>            <!-- Relacionada -->
    </div>
<p>Com Informações da Agência Brasil<br />
https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2025-12/cotas-raciais-da-uerj-completam-22-anos-e-mudam-trajetorias-de-vida</p>
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