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	<title>quadrinhos - Portal Pelo Amor de Deus</title>
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		<title>Vestibular da USP vai cobrar obras indígenas e quadrinhos</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Jan 2026 21:24:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A Universidade de São Paulo (USP) divulgou as obras de literatura para leitura obrigatória que será cobrada dos vestibulandos nos exames de 2030 a 2033. A lista traz mudanças em relação aos autores do ciclo 2026-2029 e amplia gêneros literários e a origem dos autores. A nova relação foi aprovada em reunião do Conselho de Graduação [&#8230;]]]></description>
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<p>A Universidade de São Paulo (USP) divulgou as obras de literatura para leitura obrigatória que será cobrada dos vestibulandos nos exames de 2030 a 2033. A lista traz mudanças em relação aos autores do ciclo 2026-2029 e amplia gêneros literários e a origem dos autores.<img decoding="async" src="https://portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2026/01/Vestibular-da-USP-vai-cobrar-obras-indigenas-e-quadrinhos.png" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/><img decoding="async" src="https://portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2026/01/Vestibular-da-USP-vai-cobrar-obras-indigenas-e-quadrinhos.gif" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p><strong>A nova relação foi aprovada em reunião do Conselho de Graduação da universidade, por unanimidade, e traz o retorno de obras de teatro como referência, gênero que esteve de fora nos últimos exames, além de incluir os quadrinhos, por meio de uma g<em>raphic novel</em> (romance gráfico).</strong></p>
<p><strong>Será a primeira vez que os autores indígenas serão cobrados na Fuvest, com a obra <em>Originárias: uma Antologia Feminina de Literatura Indígena</em>, uma coletânea de contos de Trudruá Dorrico e Maurício Negro, no biênio 2030-2031, e <em>Fantasmas</em>, de Daniel Munduruku, para 2032-2033.</strong></p>
<blockquote>
<p>&#8220;Temos a preocupação de trazer visões mais contemporâneas, abordando um espectro de problemas mais amplo e favorecendo a avaliação comparativa entre escolas literárias e as próprias obras&#8221;, explicou o diretor executivo da Fundação para o Vestibular (Fuvest) Gustavo Monaco.</p>
</blockquote>
<p>A abordagem, que tem sido o tom tanto na Fuvest quanto em outros vestibulares e no próprio Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), vem de uma percepção que Monaco resume como a de que o conhecimento é fracionado apenas por razões didáticas. Ele destaca a importância de os estudantes que chegam à universidade serem capazes de estabelecer relações entre essas concepções e narrativas diferentes.</p>
<p>A ampliação também impacta a correção das questões. A banca de português é a maior da Fuvest, pois todos os candidatos da segunda fase fazem a prova, e são cerca de 30 mil pessoas. Metade das questões envolve literatura, e a correção delas cabe a professores da USP, doutorandos, ex-alunos de doutorados e alunos de pós-doutorado. <strong>Com a ampliação, cresce a complexidade das perguntas, e também das respostas.</strong></p>
<p>&#8220;Tem sido mais comum, durante a correção, que surjam debates, pois algumas respostas trazem novas formas de pensar os temas, com abordagens que levam a pensar novas formas de comparação&#8221;, comenta Monaco.</p>
<p>A lista amplia a retomada de autores masculinos, já que as obras cobradas entre 2026 e 2028 tinham somente autoras, e manterá a paridade de gêneros. </p>
<h2>Confira a lista de obras:</h2>
<p><strong>Lista de livros 2030 e 2031</strong></p>
<ul>
<li><em>Laços de Família</em>, Clarice Lispector (contos)</li>
<li><em>Originárias: uma Antologia Feminina de Literatura Indígena</em>, Trudruá Dorrico e Maurício Negro (contos)</li>
<li><em>A Moratória</em>, Jorge Andrade (teatro)</li>
<li><em>Uma Faca só Lâmina</em>, João Cabral de Melo Neto (poesia)</li>
<li><em>Beco do Rosário</em>, Ana Luiza Koehler (<em>graphic novel</em>)</li>
<li><em>Esaú e Jacó</em>, Machado de Assis (romance)</li>
<li><em>Memorial do Convento</em>, José Saramago (romance)</li>
<li><em>A Ilha Fantástica</em>, Germano Almeida (romance)</li>
<li><em>Quarto de Despejo</em>, Carolina Maria de Jesus (romance)</li>
</ul>
<p><strong>Lista de livros 2032 e 2033</strong></p>
<ul>
<li><em>Laços de Família</em>, Clarice Lispector (contos)</li>
<li><em>Orfeu da Conceição</em>, Vinicius de Moraes (teatro)</li>
<li><em>Uma Faca só Lâmina</em>, João Cabral de Melo Neto (poesia)</li>
<li><em>Beco do Rosário</em>, Ana Luiza Koehler (graphic novel)</li>
<li><em>Úrsula</em>, Maria Firmina dos Reis (romance)</li>
<li><em>Esaú e Jacó</em>, Machado de Assis (romance)</li>
<li><em>O Plantador de Abóboras</em>, Luís Cardoso (romance)</li>
<li><em>Casa de Família</em>, Paula Fábrio (romance)</li>
<li><em>Fantasmas</em>, Daniel Munduruku (romance)<br /> </li>
</ul>
<p>      <!-- Relacionada --></p>
<p>            <!-- Relacionada -->
    </div>
<p>Com Informações da Agência Brasil<br />
https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2026-01/vestibular-da-usp-vai-cobrar-obras-indigenas-e-quadrinhos</p>
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		<title>Escolas de SP usam quadrinhos, conversas para ensino da história afro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Portal Pelo Amor de Deus]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 30 Nov 2025 15:41:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
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					<description><![CDATA[Redes de ensino de todo o país adaptaram os currículos e processos formativos para cumprir a  legislação brasileira desde o ano de 2003, que tornou obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira nas escolas da educação infantil ao ensino médio, mas questões religiosas e a falta de diálogo ainda representam um entrave, mesmo com mais [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div>
<p><strong>Redes de ensino de todo o país adaptaram os currículos e processos formativos para cumprir a </strong> <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/l10.639.htm" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">legislação brasileira desde o ano de 2003</a>, que tornou obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira nas escolas da educação infantil ao ensino médio<strong>, mas questões religiosas e a falta de diálogo ainda representam um entrave, mesmo com mais de 20 anos</strong>. <img decoding="async" src="https://portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/11/Escolas-de-SP-usam-quadrinhos-conversas-para-ensino-da-historia.png" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/><img decoding="async" src="https://portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/11/Escolas-de-SP-usam-quadrinhos-conversas-para-ensino-da-historia.gif" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Em pleno mês da Consciência Negra, por exemplo, uma escola da rede pública paulista presenciou a entrada de policiais armados após um pai ter chamado os agentes pelo fato de a filha ter feito um desenho de orixá em uma atividade escolar. O caso foi criticado pelos pais, comunidade escolar e políticos.</p>
<p>Para atender à legislação, as escolas na capital paulista são abastecidas om obras com temática étnico-racial. Segundo a Secretaria Municipal de Educação de São Paulo, foram adquiridos 700 mil exemplares em 2022, entre obras infantis, juvenis e adultas.</p>
<p>As unidades também passam por processos formativos e contam com documentos de referência, como o documento “Orientações Pedagógicas: Povos Afro-brasileiros”, que traz diretrizes para subsidiar práticas de valorização das histórias e culturas afro-brasileiras, indígenas e migrantes. </p>
<p>“As ações são acompanhadas pelo Núcleo de Educação para as Relações Étnico-Raciais (NEER), responsável por apoiar as unidades educacionais na implementação de práticas antirracistas e na integração desse acervo ao Currículo da Cidade”, informou a secretaria à <strong>Agência Brasil</strong>, em nota.</p>
<p>No âmbito estadual, as orientações ao corpo docente ocorrem pelo Programa Multiplica Educação Antirracista, conduzido pela Coordenadoria de Educação Inclusiva (COEIN) e da EFAPE (Escola de Formação e Aperfeiçoamento dos Profissionais da Educação). Desde 2024, 6,8 mil professores passam pela formação sobre cultura e religiosidade africanas. </p>
<p>“Essa implementação assegura que os conteúdos sejam incorporados à rotina escolar como parte essencial da formação histórica e cultural dos estudantes”, explicou a Seduc-SP. </p>
<h2>&#8220;Eu não trabalho religião, eu ensino cultura&#8221;</h2>
<p>Há mais de duas décadas, a professora Núbia Esteves leciona geografia para estudantes dos ensinos fundamental e médio. Premiada por sua atuação na preservação da memória escolar e do bairro onde se localiza a EMEF Solano Trindade, no Jardim Boa Vista, periferia da zona oeste de São Paulo, ela aplica o ensino da cultura afrodescendente em sua disciplina e em projetos interdisciplinares.</p>
<blockquote>
<p>“Eu não trabalho religião. Eu trabalho os orixás fora da questão religiosa, considerando a questão cultural. Abordo os arquétipos culturais, a mitologia, com uma mitologia comparada”, explica.</p>
</blockquote>
<p>Nas aulas da docente, os alunos aprendem como os orixás expressam características humanas e comparados a símbolos de outras crenças, como a proximidade entre Iansã e a deusa grega Atena, entre Oxum e Afrodite, entre Xangô e Zeus.</p>
<p>“Acabo fazendo um debate, porque povos tão diferentes criam mitos tão parecidos. E incluo o tema na concepção que estes povos têm sobre, por exemplo, a importância da preservação do meio ambiente e da importância que ele tem para a humanidade. Mostro como orixás que protegem o mar (Iemanjá), as matas (Oxóssi) e outros elementos da natureza”. </p>
<p>Outra estratégia da docente é o uso de quadrinhos ou registros audiovisuais. “Dá para trabalhar com literatura, ler trechos de Pierre Verger ou Reginaldo Prandi, por exemplo, e aí criar quadrinhos e cordéis. Uma vez um aluno criou um quadrinho que era um orixá, conversando com um deus grego. É dessa maneira que eu começo a trabalhar, uso os quadros do Caribé, de mestre Didi e aí eu vou trazendo isso, sem trabalhar necessariamente a relação deles com as religiões”, conta a professora.</p>
<p>Rodas de conversa também fazem parte do currículo, momento de reflexão dos alunos sobre ética, convivência e valores individuais.</p>
<p>No entanto, a professora Núbia Esteves relata que já foi questionada por estudantes, por estaria tratando de religião em sala. </p>
<p>“Falo para eles que não é essa questão, que o trabalho com os orixás é uma forma cultural e não religiosa. Apresento eles como parte da história, da arte, da literatura, da formação do Brasil, e que é uma herança que veio do continente africano, junto com as pessoas. Do mesmo jeito que a escola estuda a mitologia grega, as lendas indígenas, os santos em festas populares, também a gente pode trabalhar com os símbolos africanos, e que isso (essa resistência) foi construído nas pessoas na questão racial, dentro do racismo, que foi um projeto para que a gente demonizasse tudo que é africano, o que a gente não pode fazer”, pondera.</p>
<p>A cultura de origem religiosa é central para construção de uma educação antirracista, destaca.</p>
<p>“Eu posso trabalhar São João nas festas juninas, dentro de uma cultura popular, Santo Antônio também, nas obras barroco, isso não significa que eu estou falando de religião. Posso falar de todos esses símbolos e não necessariamente falar de religião, e que é importante a gente conhecer, porque a gente vai conhecendo a cultura de um outro povo, a gente vai descolonizando e vai desmistificando e vai sendo menos racista”, conclui a docente. </p>
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    </div>
<p>Com Informações da Agência Brasil<br />
https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2025-11/escolas-de-sp-usam-quadrinhos-conversas-para-ensino-da-historia-afro</p>
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