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		<title>Caminhos da Reportagem mostra perigos para jovens na internet</title>
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		<pubDate>Mon, 11 Aug 2025 17:51:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Nesta segunda-feira (11), a TV Brasil exibe, às 23h, um novo episódio do programa Caminhos da Reportagem que tem como tema a Adolescência conectada ao perigo. A atração analisa a relação que grupos na internet mantêm com o aumento de casos de crianças e adolescentes envolvidos com crimes. No Brasil, 95% das crianças e adolescentes entre 9 e [&#8230;]]]></description>
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<p>Nesta segunda-feira (11), a <strong>TV Brasil</strong> exibe, às 23h, um novo episódio do programa <em>Caminhos da Reportagem</em> que tem como tema a <em>Adolescência conectada ao perigo</em>. <strong>A atração analisa a relação que grupos na internet mantêm com o aumento de casos de crianças e adolescentes envolvidos com crimes.</strong><img decoding="async" src="https://portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/08/Caminhos-da-Reportagem-mostra-perigos-para-jovens-na-internet.png" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/><img decoding="async" src="https://portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/08/Caminhos-da-Reportagem-mostra-perigos-para-jovens-na-internet.gif" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p><strong>No Brasil,</strong> 95% das crianças e adolescentes entre 9 e 17 anos estão conectados, cerca de 25 milhões de jovens<strong>. </strong>Apesar de plataformas digitais como <strong>Discord (13+), TikTok (14+), Instagram/Facebook (16+) e X/Twitter (18+)</strong> tenham faixas etárias indicadas, o acesso ainda é livre e sem fiscalização.</p>
<p>Para Thiago Tavares, presidente da SaferNet Brasil, ONG que atua na defesa e promoção dos direitos humanos na internet, os <strong>problemas começam desde desafios virtuais até comportamentos de risco.</strong></p>
<blockquote>
<p>“Por meio de um celular, eles podem acessar conteúdos de extrema violência, se conectar com criminosos e até serem recrutados para o cometimento de crimes bárbaros”, alerta.</p>
</blockquote>
<p>Ao <strong>Caminhos da Reportagem</strong>, a psiquiatra Gianna Guiotti explica que há um desejo de pertencimento. “o adolescente se submete a atitudes prejudiciais porque quer ser aceito”. Já a médica Evelyn Eisenstein, da Sociedade Brasileira de Pediatria, acrescenta que as redes sociais são como uma espécie de “droga digital”.</p>
<p>O programa traz casos reais que ilustram essa situação. <strong>Por exemplo, em 2022, um jovem de 18 anos, ex-aluno de uma escola de Vitória (ES), planejou um ataque articulado em grupos online. “Começou a se vestir de preto, se trancava no quarto conectado à internet e ficou mais irritado”, lembra a mãe.</strong></p>
<p>Timpa, jovem negro de origem humilde, foi cooptado por grupos extremistas. “Me pegaram no discurso de ‘homem beta’. Culpavam as mulheres por tudo. Só depois percebi que havia racismo, neonazismo e ameaças. Quando tentei sair, recebi ameaças graves e tive problemas de saúde”, relata.</p>
<h2>Atenção aos sinais</h2>
<p>O procurador de Justiça do Ministério Público do Rio Grande do Sul, Fábio Costa Pereira, defende que os <strong>pais precisam observar os sinais</strong>.</p>
<blockquote>
<p>“Acham que o filho é quieto, que só joga no quarto, mas não estranham ele passar seis ou sete horas seguidas isolado”, diz. </p>
</blockquote>
<p><strong>No Ministério da Justiça, o Ciberlab, um <em>hub</em> de segurança cibernética, monitora crimes virtuais 24 horas por dia</strong>. “Já vimos meninos obrigarem meninas a se mutilarem com estiletes e marcarem o nome deles nas partes íntimas. É perverso”, afirma Alessandro Barreto, coordenador do laboratório.</p>
<p>Em São Paulo, a delegada Lisandrea Colabuono ressalta que “o <em>cyberbullying</em>, que muitos minimizam, é o gatilho para automutilações”.</p>
<p><strong>Nos últimos seis meses, o núcleo paulista monitorou 300 alvos e salvou mais de 120 vítimas.</strong> Luiza Teixeira, especialista da Unicef, evidencia que existem ferramentas eficazes para detectar e remover conteúdos de abuso, “mas falta uma legislação que obrigue o uso”.<strong> Para ela, “as big techs têm responsabilidade nisso.</strong></p>
<h2>Capacitação e diálogo</h2>
<p>Após <strong>ataques a escolas no Rio Grande do Su</strong>l, o Ministério Público passou a capacitar educadores para identificar sinais de risco.</p>
<blockquote>
<p>“Houve um caso em que a diretora agiu após uma capacitação. O aluno, que sofria bullying e apresentava comportamento estranho, foi atendido a tempo”, relata Fábio Costa.</p>
</blockquote>
<p><strong>Isolamento repentino e interesse por violência são sinais que merecem atenção</strong>. “Mudanças de comportamento, transtornos do sono, da alimentação, vida sedentária, problemas de saúde mental, irritabilidade e agressividade. Iisso tudo acende uma luz de alerta”, enfatiza a pediatra Evelyn Eisenstein.</p>
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    </div>
<p>Com Informações da Agência Brasil<br />
https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2025-08/caminhos-da-reportagem-mostra-perigos-para-jovens-na-internet</p>
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