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	<title>ONGs - Portal Pelo Amor de Deus</title>
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		<title>ONGs e oposição contestam números de governo venezuelano</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Jan 2026 17:13:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[sO presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, anunciou na noite de terça-feira (13) que mais de 400 pessoas foram libertadas do sistema prisional venezuelano. A medida abrange àquelas consideradas presos políticos pela oposição. O governo destacou a medida como uma ação para distensionar a crise política e promover a convivência pacífica no país. [&#8230;]]]></description>
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<p>sO presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, anunciou na noite de terça-feira (13) que mais de 400 pessoas foram libertadas do sistema prisional venezuelano. A medida abrange àquelas consideradas presos políticos pela oposição. O governo destacou a medida como uma ação para distensionar a crise política e promover a convivência pacífica no país. A decisão é resultado de uma série de tensões internas e externas, incluindo a invasão militar dos Estados Unidos e a captura de Nicolás Maduro.</p>
<p>Rodríguez explicou que entre os libertados estão 160 pessoas que saíram no final de dezembro de 2024, e o restante deixou as prisões após a captura de Maduro. O governo afirma que essa libertação é um gesto unilateral para favorecer a paz e a reconciliação no país.</p>
<p>No entanto, a oposição política e organizações independentes de direitos humanos contestaram esses números. Grupos como o Fórum Penal, que monitora a situação dos detidos na Venezuela, afirmaram que o número real de libertações seria muito inferior ao divulgado pelo governo. De acordo com essas entidades, apenas entre 60 e 70 presos realmente ganharm liberdade. Portanto, outros continuam detidos por motivos políticos, com cerca de 800 pessoas ainda em cativeiro.</p>
<p>Líderes oposicionistas, como o deputado Luís Florido, cobraram a divulgação da lista completa dos presos libertados para verificar a veracidade dos números apresentados pelo governo. Ele destacou que o número de 400 libertações não condiz com as informações levantadas por grupos civis e organizações internacionais.</p>
<p>ONGs e observadores internacionais pedem transparência e a publicação da lista de todos os libertados. Eles argumentam que, sem essas informações, é impossível comprovar se a medida do governo visa realmente uma distensão política ou se há outros interesses por trás da liberação desses presos.</p>
<p>Rodríguez, por sua vez, se manteve firme na posição. Ela acredita que a libertação de pessoas presas por “crimes contra a Constituição” é resultado de um ato deliberado. Portanto, ela prevê novas libertações.</p>
<p>A oposição, porém, questiona o caráter unilateral da ação e a verdadeira motivação por trás dessa medida, especialmente em um contexto de intensificação da crise política no país.</p>
<p> </p>
</div>
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		<title>Bois exportados vivos: ONGs denunciam precariedade e riscos ambientais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Portal Pelo Amor de Deus]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Dec 2025 20:09:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
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					<description><![CDATA[Há três semanas, o navio Spiridon II foi autorizado a desembarcar quase três mil vacas na Turquia, depois de meses de impasse. O país havia se recusado a receber a embarcação por falhas sanitárias e de identificação dos animais. Foram relatadas carcaças empilhadas no convés, mau cheiro de fezes e urina, escassez de água e [&#8230;]]]></description>
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<p>Há três semanas, o navio Spiridon II foi autorizado a desembarcar quase três mil vacas na Turquia, depois de meses de impasse. O país havia se recusado a receber a embarcação por falhas sanitárias e de identificação dos animais. <strong>Foram relatadas carcaças empilhadas no convés, mau cheiro de fezes e urina, escassez de água e alimento</strong>.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/12/Bois-exportados-vivos-ONGs-denunciam-precariedade-e-riscos-ambientais.png?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/12/Bois-exportados-vivos-ONGs-denunciam-precariedade-e-riscos-ambientais.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p><strong>Esse é o exemplo mais recente de problemas que envolvem o comércio de animais vivos, segundo a Mercy for Animals. A organização sem fins lucrativos participou nesta quinta-feira (11) de audiência pública sobre o tema, na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados, em Brasília</strong>.</p>
<p>“O ambiente artificial do navio, a agitação do mar, as temperaturas elevadas e a superlotação, entre outros fatores, causam estresse físico e psicológico nos animais. Isso deprime seu sistema imunológico e favorece o desenvolvimento de doenças, principalmente infecciosas”, denuncia George Sturaro, diretor de relações governamentais e políticas públicas da Mercy For Animals no Brasil.</p>
<blockquote>
<p>“As condições precárias de higiene no interior dos navios e a ausência de assistência médico-veterinária adequada agravam a situação”, complementa.</p>
</blockquote>
<p><strong>Sturaro também aponta para os riscos ambientais desse tipo de comércio. Um deles é o risco maior de naufrágios, já que a maior parte das embarcações é muito antiga e não foi projetada para transportar os animais. Também há o problema da poluição</strong>.</p>
<p>“Fezes e urina caem dos caminhões abarrotados de animais ao longo do caminho até o porto, impregnando com forte mau-cheiro o ar dos municípios onde ocorrem os embarques”, diz o diretor da ONG.</p>
<blockquote>
<p>“Essa poluição do ar tem consequências graves não apenas para a saúde pública, mas também para a economia local, pois perturba o comércio, o turismo e os afazeres diários das pessoas. Por esse motivo, os municípios de Santos e Belém deixaram o circuito de exportação de animais vivos.”</p>
</blockquote>
<h2>Audiência pública</h2>
<p>A audiência pública em Brasília foi requerida pela deputada federal Duda Salabert (PDT-MG) e também teve a participação do Grupo de Trabalho Animal da Frente Parlamentar Ambientalista, do Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal, da Gaia Libertas, da Agência de Notícias de Direitos Animais e do Movimento Nacional Não Exporte Vidas.</p>
<p><strong>Dados do Comex Stat – portal ligado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços – indicam que o Brasil é o maior exportador de animais vivos do mundo</strong>. Em novembro de 2025, o país bateu o próprio recorde com 952 mil bois embarcados durante todo o ano. Se a média mensal for mantida, deve ultrapassar a marca de um milhão ao fim de dezembro.</p>
<p><strong>Dois projetos de lei no Congresso Nacional se debruçam sobre o tema e focam na tributação como forma de desestímulo à exportação dos animais</strong>. O Projeto de Lei Complementar 23/2024, da deputada federal Luciene Cavalcante (PSOL-SP) pretende alterar a Lei Kandir (LC 87/96), para vetar isenções de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS)<strong> na</strong> <strong>exportação de animais vivos</strong>. O Projeto de Lei 786/2024, do deputado federal Nilto Tatto (PT-SP), dispõe sobre a incidência do imposto de exportação sobre as operações relativas a animais vivos.</p>
<p><strong>No Executivo, a direção de Proteção Animal do Ministério do Meio Ambiente tem feito manifestações técnicas contra a exportação e participado de ações no Judiciário em defesa dos direitos dos animais.</strong></p>
<p>A diretora Vanessa Negrini cita um dos obstáculos recentes promovidos por uma emenda da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) ao Projeto de Lei 347/2003, que trata da proteção à fauna silvestre.</p>
<blockquote>
<p>“A redação dessa emenda cria ameaças de retrocesso à legislação. É proposta a criação de um regime jurídico de exceção, que fragiliza a tutela penal de proteção dos animais. Ao excluir as atividades produtivas da incidência protetiva da lei dos crime ambientais, essa emenda indica que práticas agropecuárias causadoras de dor e sofrimento evitável sejam reinterpretadas como atos regulares”, alerta Negrini.</p>
</blockquote>
<h2>Mudança global</h2>
<p>Segundo a Mercy for Animals, o fim da exportação de animais vivos por mar é uma tendência global, que ganhou força nos últimos anos. <strong>Em 2018, a Índia proibiu a atividade. A Nova Zelândia e o Reino Unido fizeram o mesmo em 2021 e 2024, respectivamente. Em 2022, Alemanha e Luxemburgo proibiram a exportação de animais vivos para países localizados fora da União Europeia.</strong></p>
<p>Em 2024, a Austrália, historicamente o principal fornecedor de animais vivos para o mercado internacional, anunciou o fim da prática para ovinos. Na Argentina e no Equador, tramitam projetos de lei que visam proibir a exportação de animais vivos. Um projeto será apresentado também no Uruguai, país que já suspendeu a exportação de animais vivos em 2025 devido a impactos negativos sobre a economia.</p>
<blockquote>
<p>“O Brasil está na contramão da tendência global. Mesmo da perspectiva econômica, a exportação de animais vivos não faz sentido, pois exporta empregos e transfere para o exterior as atividades das cadeias produtivas da carne e do couro que mais agregam valor. Isso impacta negativamente na geração de renda e na captação de impostos”, diz George Sturaro.</p>
</blockquote>
<p>O estudo <em>Análise dos Impactos Socioeconômicos da Proibição da Exportação de Bovinos Vivos no Brasil</em> revela que a transição para a exportação de carne processada geraria valor agregado adicional de até R$1,9 bilhão, com expansão do emprego formal entre até 7.200 postos de trabalho e crescimento da arrecadação tributária em até R$ 610 milhões.</p>
<p><strong>O estudo é de autoria dos pesquisadores Maira Luiza Spanholi, da Universidade do Estado de Mato Grosso (UEMG), e Carlos Eduardo Frickmann Young, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).</strong></p>
<p>“Além de reduzir a oferta e aumentar o preço da matéria prima no mercado doméstico, a exportação de bois vivos prejudica as exportações de carne bovina refrigerada quando ambas têm por destino o mesmo país importador, o que é bastante comum”, diz George Sturaro.</p>
<p>“É importante destacar que, se o Brasil proibir a exportação de animais vivos, nenhum país conseguirá a médio prazo ocupar o seu lugar, dado o volume das exportações brasileiras. Nesse cenário, o mais provável é que os importadores incrementem suas compras de carne refrigerada”, afirma.</p>
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    </div>
<p>Com Informações da Agência Brasil<br />
https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2025-12/bois-exportados-vivos-ongs-denunciam-precariedade-e-riscos-ambientais</p>
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