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	<title>massacre - Portal Pelo Amor de Deus</title>
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		<title>Operação supera massacre do Carandiru em violações, diz deputada</title>
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					<description><![CDATA[A presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Dani Monteiro, comparou a Operação Contenção, que já contabiliza 119 mortos, ao massacre do Carandiru. “Se esses dados se confirmarem, tem uma violação maior que o Carandiru. Então, se torna a maior violação cometida pelo Estado na história [&#8230;]]]></description>
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<p>A presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Dani Monteiro, comparou a Operação Contenção, que já contabiliza 119 mortos, ao massacre do Carandiru.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/10/Operacao-supera-massacre-do-Carandiru-em-violacoes-diz-deputada.png?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/10/Operacao-supera-massacre-do-Carandiru-em-violacoes-diz-deputada.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>“Se esses dados se confirmarem, tem uma violação maior que o Carandiru. Então, se torna a maior violação cometida pelo Estado na história da nossa redemocratização”, declarou Dani, nesta quarta-feira (29), durante atendimento da comissão para acompanhar os desdobramentos da ação policial nos complexos do Alemão e da Penha, em parceria com diversas instituições.</p>
<p>A parlamentar explicou que, de acordo com a ciência, ações que resultam em mais de seis mortos podem ser consideradas chacinas.</p>
<p>O Massacre do Carandiru ocorreu em 2 de outubro de 1992, quando uma intervenção da Polícia Militar do estado de São Paulo, visando conter uma rebelião na Casa de Detenção de São Paulo (Carandiru), causou a morte de 111 detentos.</p>
<p><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaoRTgrInlqYLSk59B2M" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">&gt;&gt; Siga o canal da <strong>Agência Brasil </strong>no WhatsApp</a></p>
<p><strong>A parlamentar destacou que a Organização das Nações Unidas (ONU) pediu esclarecimentos ao Estado brasileiro sobre a megaoperação no Rio de Janeiro</strong>. &#8220;[O governo brasileiro] tem um longo lastro de julgamentos e condenações por violações de direitos humanos, exatamente em operações como a que ocorreu ontem” comentou.</p>
<h2>Investigação prévia</h2>
<p>A presidente da comissão afirmou que operações policiais, como a efetuada ontem, deveriam ser precedidas de uma investigação para que se possa dizer se as pessoas mortas eram de fato envolvidas com o crime organizado.</p>
<blockquote>
<p>“O mínimo que a gente deveria era já ter essa investigação prévia atestando que aquelas pessoas eram envolvidas no crime organizado do território”.</p>
</blockquote>
<p><strong>A deputada acrescentou que se os policiais usassem câmeras corporais seria possível confirmar uma reação violenta da parte dos traficantes, o que justificaria o uso escalonado da força policial. </strong>“Esses dois elementos que eu trago, que são as câmeras corporais e a investigação prévia, não ocorreram.”</p>
<p>Dani Monteiro está no Complexo da Penha onde acompanha o deslocamento dos familiares e dos corpos. &#8220;Para ter, minimamente, a autópsia dos corpos e que a gente comece a fazer investigação se todos essas pessoas mortas tinham mandados de busca pela polícia, já tinham investigações criminais. O que a polícia conseguiu reconstruir da vida delas que confirmasse esse envolvimento com o crime organizado?”. Para a deputada, o que há são especulações.</p>
<p>A parlamentar avalia que o governador não tem como confirmar o que tem dito à mídia, que todos os mortos eram envolvidos com o tráfico. “É uma violação dos direitos humanos. Mas, hoje, o que ele fala é leviano. Ele não tem essa confirmação”.</p>
<p>O governador do estado disse na manhã de hoje que pode &#8220;tranquilamente classificar de criminosos&#8221; todos os mortos, com exceção de quatro policiais.</p>
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        <noscript><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/10/Para-deputada-faltaram-investigacoes-e-cameras-corporais-em-operacao.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Rio de Janeiro (RJ), 29/10/2025 - Familiares chegam ao Detran para se cadastrar para recinhecimento dos corpos&#13;&#10;Após resgate de dezenas de corpos são trazidos por moradores para a Praça São Lucas, na Penha, zona norte do Rio de Janeiro. Operação Contençao.&#13;&#10;Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil" title="Tânia Rêgo/Agência Brasil"/></noscript><br />
    <!-- END scald=442303 --></div>
<p><h6 class="meta">Familiares chegam ao Detran para se cadastrar para reconhecimento dos corpos &#8211; <strong>Tânia Rêgo/Agência Brasil</strong><!--END copyright=442303--></h6>
</p>
</div>
<h2>Suporte</h2>
<p><strong>Equipes da Comissão de Direitos Humanos estão dando suporte aos familiares dos mortos.</strong> <strong>Dani Monteiro informou que não há executivos do governo do estado na favela. Quem está tirando os corpos da mata e dos becos e levando para o Instituto Médico-Legal (IML) são os moradores locais. </strong>A presidente da comissão ressalta a importância de que seja feita perícia no local, exame de balística.</p>
<p>Nessa terça-feira (28), a comissão oficiou o Ministério Público do Estado, a Polícia Civil, a Polícia Militar e o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), responsável pelo comitê de monitoramento da ADPF 635, solicitando informações urgentes sobre o planejamento, a execução e as responsabilidades pela ação. O documento pede ainda especial atenção ao uso da força no contexto da operação.</p>
<p>“O que vimos no Alemão e na Penha é o retrato de um Estado que perdeu qualquer limite&#8221;, disse a presidente da comissão em nota divulgada na manhã desta quarta-feira.  &#8220;Virar a madrugada contando corpos não pode ser rotina de um Estado de direito sem pena de morte. O Rio precisa de justiça, não de chacinas eleitoreiras fantasiadas de operação policial”, completou a nota.</p>
<p>A Comissão de Direitos Humanos manifestou também solidariedade aos familiares dos policiais mortos, reafirmando que todas as vidas importam e que a violência não pode ser política pública de governo.</p>
<p>      <!-- Relacionada --></p>
<p>            <!-- Relacionada -->
    </div>
<p>Com Informações da Agência Brasil<br />
https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2025-10/operacao-supera-massacre-do-carandiru-em-violacoes-diz-deputada</p>
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		<title>Operação pode superar massacre do Carandiru em violações, diz deputada</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Oct 2025 18:41:13 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (CDDHC), Dani Monteiro, comparou a Operação Contenção, que já contabiliza cerca de 120 mortos, ao massacre do Carandiru. “Se esses dados se confirmam, tem uma violação maior que o Carandiru. Então, se torna a maior violação cometida [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div>
<p>A presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (CDDHC), Dani Monteiro, comparou a Operação Contenção, que já contabiliza cerca de 120 mortos, ao massacre do Carandiru.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/10/Operacao-pode-superar-massacre-do-Carandiru-em-violacoes-diz-deputada.png?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/10/Operacao-pode-superar-massacre-do-Carandiru-em-violacoes-diz-deputada.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>“Se esses dados se confirmam, tem uma violação maior que o Carandiru. Então, se torna a maior violação cometida pelo Estado na história da nossa redemocratização”, declarou Dani. A parlamentar explicou que acima de seis mortos, pelo quantitativo da ciência, já pode ser considerado uma chacina.</p>
<p>O Massacre do Carandiru foi uma chacina que ocorreu no Brasil, em 2 de outubro de 1992, quando uma intervenção da Polícia Militar do Estado de São Paulo, visando conter uma rebelião na Casa de Detenção de São Paulo (Carandiru), causou a morte de 111 detentos.</p>
<p>A declaração foi feita nesta quarta-feira (29) durante atendimento da comissão nos complexos do Alemão e da Penha, em parceria com diversas instituições, para acompanhar os desdobramentos da Operação Contenção, que resultou em cerca de 120 mortos.</p>
<p><strong>Dani Monteiro destacou que, nesta quarta-feira, o Estado brasileiro foi demandado pela Organização das Nações Unidas (ONU) para esclarecimentos sobre o ocorrido no Rio de Janeiro</strong>. &#8220;[O governo brasileiro] tem um longo lastro de julgamentos e condenações por violações de direitos humanos, exatamente em operações como a que ocorreu ontem” comentou.</p>
<h2>Investigação prévia</h2>
<p>A presidente da CDDHC da Alerj afirmou que operações policiais, como a efetuada ontem, deveriam ser precedidas de uma investigação para que se possa dizer se as pessoas mortas eram de fato envolvidas com o crime organizado.</p>
<blockquote>
<p>“O mínimo que a gente deveria era já ter essa investigação prévia atestando que aquelas pessoas eram envolvidas no crime organizado do território”.</p>
</blockquote>
<p><strong>A deputada acrescentou que se houvesse câmeras corporais, se poderia, inclusive, confirmar se houve reação violenta da parte dos traficantes, o que justificaria o uso escalonado da força policial. </strong>“Esses dois elementos que eu trago, que são as câmeras corporais e a investigação prévia, não ocorreram”.</p>
<p>Dani Monteiro se encontra no território acompanhando o deslocamento dos familiares e dos corpos. &#8220;Para ter, minimamente, a autópsia dos corpos e que a gente comece a fazer investigação se todos essas pessoas mortas tinham mandados de busca pela polícia, já tinham investigações criminais. O que a polícia conseguiu reconstruir da vida delas que confirmasse esse envolvimento com o crime organizado?”. Para a deputada, o há são especulações.</p>
<p>A parlamentar avalia que o governador não tem como confirmar o que tem dito à mídia, que todos os mortos eram envolvidos com o tráfico. “É uma violação dos direitos humanos. Mas, hoje, o que ele fala é leviano. Ele não tem essa confirmação”. O governador do estado disse na manhã de hoje que pode &#8220;tranquilamente classificar de criminosos&#8221; todos os mortos, com exceção de quatro policiais.</p>
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<p><h6 class="meta">Familiares chegam ao Detran para se cadastrar para reconhecimento dos corpos &#8211; <strong>Tânia Rêgo/Agência Brasil</strong><!--END copyright=442303--></h6>
</p>
</div>
<h2>Suporte</h2>
<p><strong>Equipes da Comissão de Direitos Humanos estão dando suporte aos familiares dos mortos.</strong> <strong>Dani Monteiro informou que não há executivos do governo do estado na favela. Quem está tirando os corpos da mata e dos becos e levando para o Instituto Médico Legal (IML) são os moradores locais. </strong>A presidente da Comissão ressalta a importância de que seja feita perícia no local, exame de balística. aberto.</p>
<p>Nessa terça-feira (28), a comissão oficiou o Ministério Público do Estado, a Polícia Civil, a Polícia Militar e o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), responsável pelo comitê de monitoramento da ADPF 635, solicitando informações urgentes sobre o planejamento, a execução e as responsabilidades pela ação. O documento pede ainda especial atenção ao uso da força no contexto da operação.</p>
<p>“O que vimos no Alemão e na Penha é o retrato de um Estado que perdeu qualquer limite&#8221;, disse a presidente da comissão em nota divulgada na manhã desta quarta-feira.  &#8220;Virar a madrugada contando corpos não pode ser rotina de um Estado de direito sem pena de morte. O Rio precisa de justiça, não de chacinas eleitoreiras fantasiadas de operação policial”, completou a nota.</p>
<p>A CDDHC manifestou também solidariedade aos familiares dos policiais mortos, reafirmando que todas as vidas importam e que a violência não pode ser política pública de governo.</p>
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    </div>
<p>Com Informações da Agência Brasil<br />
https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2025-10/operacao-pode-superar-massacre-do-carandiru-em-violacoes-diz-deputada</p>
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		<title>Ativistas denunciam massacre em ação policial no Rio</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Oct 2025 15:28:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Ativistas que acompanharam a retirada de mais de 60 corpos de uma área de mata no Complexo do Penha, um dia após a maior operação policial realizada no Rio de Janeiro, classificam o evento como uma “chacina” e um “massacre” promovidos por forças de segurança.  O empreendedor Raull Santiago, nascido no Morro do Alemão, foi um [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div>
<p><strong>Ativistas que acompanharam a retirada de mais de 60 corpos de uma área de mata no Complexo do Penha, um dia após a maior operação policial realizada no Rio de Janeiro, classificam o evento como uma “chacina” e um “massacre” promovidos por forças de segurança. </strong><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/10/Ativistas-denunciam-massacre-em-acao-policial-no-Rio.png?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/10/Ativistas-denunciam-massacre-em-acao-policial-no-Rio.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>O empreendedor Raull Santiago, nascido no Morro do Alemão, foi um dos primeiros a noticiar o encontro dos corpos. Ele usou transmissões ao vivo pelas suas redes sociais.</p>
<blockquote>
<p>“Essa é a face da cidade maravilhosa, que é capital na América Latina quando a gente pensa em turismo. E eu amo a minha cidade, o meu estado, a minha favela, mas há esses momentos em que a desigualdade grita, o poder direciona o seu ódio e traz na prática mais brutal possível o seu recado para quem vive em comunidades como a nossa”, lamentou.</p>
</blockquote>
<h2>Contagem</h2>
<blockquote>
<p>“Infelizmente, pela minha realidade, eu já estou acostumado a ver corpos, baleados, estraçalhados. Mas, [com] isso aqui, eu nunca vou me acostumar”, disse Raull Santiago sobre o choro das mães diante dos corpos de seus filhos.</p>
</blockquote>
<p>Nessa terça-feira (28), dia da operação, 64 mortos foram confirmados, incluindo quatro policiais. No entanto, pelo menos outros 70 corpos foram retirados por moradores de áreas de mata. Seis foram localizados no Complexo do Alemão e deixados no Hospital Estadual Getúlio Vargas durante a noite, e outros 64 foram encontrados no Complexo da Penha e reunidos em uma praça da comunidade, de onde foram recolhidos posteriormente pelo Corpo de Bombeiros. </p>
<p>Se não houver duplicidade nos números e se todos os corpos encontrados realmente tiverem sido vítimas da operação, o saldo total pode passar de 130. </p>
<p>“Tanto essas execuções, quanto os policiais que morreram, tudo isso [significa] marcos históricos que gritam a ineficiência da política de segurança pública do Rio de Janeiro. Ou, pior que isso, a eficiência dela, a forma como ela é desenhada, estruturada, pensada e aplicada para lidar com algumas vidas&#8221;, afirmou Santiago.</p>
<blockquote>
<p>&#8220;Da favela para dentro, tiro, porrada, bomba, invasão, desrespeito, chacina, massacre. Em outros endereços, o tratamento é quase vip”, criticou. </p>
</blockquote>
<h2>Responsabilização</h2>
<p>O presidente da organização não governamental Rio de Paz, Antônio Carlos Costa, também acompanhou a retirada dos corpos nesta manhã e pediu responsabilização do governador do estado do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, pela tragédia. Ele lembrou, entretanto, que esse episódio se assemelha a muitos outros já ocorridos no estado. </p>
<p>“O que há de novo nesse massacre? Apenas a sua extensão, a quantidade de mortos… O que não há de novo é essa política de segurança pública, a destruição da vida do morador de comunidade. Quando ouvimos as respostas sobre a operação, ouvimos o que foi falado há 40, 50 anos atrás&#8221;, lamentou.</p>
<blockquote>
<p>&#8220;As causas desse gravíssimo problema social já foram elucidadas, mas por que medidas tão óbvias não são implementadas? Porque falta vontade política. Porque quem morre são os moradores de comunidades e porque são eleitos homens que conseguem chegar aos mais altos postos com o discurso do “bandido bom é bandido morto”, completou o presidente da ONG Rio de Paz. </p>
</blockquote>
<p>O governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro, tem defendido a megaoperação. Segundo ele, a ação foi planejada ao longo de seis meses, como resultado de mais de um ano de investigações, contou com o aval do Poder Judiciário e foi acompanhada pelo Ministério Público do estado. </p>
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<p>Dezenas de corpos foram levados por moradores para a Praça São Lucas, na Penha, zona norte do Rio &#8211; Foto: <strong>Tomaz Silva/Agência Brasil</strong><!--END copyright=442298--></p>
</div>
</div>
<p>      <!-- Relacionada --></p>
<p>            <!-- Relacionada -->
    </div>
<p>Com Informações da Agência Brasil<br />
https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2025-10/ativistas-denunciam-massacre-no-rio-0</p>
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		<item>
		<title>Depois de cinco meses, massacre de Paraisópolis tem nova audiência</title>
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		<pubDate>Sat, 01 Feb 2025 23:19:15 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Na sexta audiência de instrução do caso do Massacre de Paraisópolis, nessa sexta-feira (31), a defesa dos policiais militares (PM) acusados atribuiu a responsabilidade pelas mortes das vítimas às condições do espaço em que foi realizado o Baile da DZ7. O intervalo entre essa audiência e a anterior foi de cerca de cinco meses, tempo criticado pelas [&#8230;]]]></description>
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<p>Na sexta audiência de instrução do caso do Massacre de Paraisópolis, nessa sexta-feira (31), a defesa dos policiais militares (PM) acusados atribuiu a responsabilidade pelas mortes das vítimas às condições do espaço em que foi realizado o Baile da DZ7. O intervalo entre essa audiência e a anterior foi de cerca de cinco meses, tempo criticado pelas famílias dos nove jovens mortos em 1º de dezembro de 2019.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/02/Depois-de-cinco-meses-massacre-de-Paraisopolis-tem-nova-audiencia.png?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/02/Depois-de-cinco-meses-massacre-de-Paraisopolis-tem-nova-audiencia.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Desde o incidente, os familiares das vítimas têm organizado manifestações na comunidade de Paraisópolis e nos dias das audiências, pedindo justiça, com a responsabilização dos 12 policiais acusados de homicídio, e mais agilidade no processo. Ontem, eles permaneceram novamente diante dos portões do Fórum Criminal da Barra Funda, zona central da capital paulista, onde as audiências estão sendo feitas. </p>
<p>Nesta fase do processo, será definido se os policiais irão a júri popular. A audiência teve como objetivo colher o depoimento de dez testemunhas, todas indicadas pelos agentes. Além de enfatizar o espaço onde o baile <em>funk </em>foi feito, a defesa dos agentes de segurança, ao questionar as testemunhas, explorou a formação e o preparo que fazem dentro da corporação para atuar em situações como a desse caso.</p>
<p>Nas primeiras audiências de instrução, a defesa dos policiais deu mais destaque à causa da morte das vítimas, sustentando que teria sido resultado de pisoteamentos. Esse fator era um contraponto à suspeita de que os jovens morreram por asfixia mecânica, o que foi apontado por uma biomédica do Centro de Antropologia e Arqueologia Forense (Caaf) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e poderia ser um aspecto central do processo, desfavorável aos policiais. Os familiares dos jovens acreditam que eles foram encurralados propositalmente pelos agentes em uma viela.</p>
<p>Ouvido ontem, o tenente da PM Diego Felício Novaes, ao ser indagado pela defesa dos colegas de corporação, disse que o lugar onde o baile foi realizado não era adequado, porque não foi feito para comportar a quantidade de pessoas que foi à festa. Durante o depoimento, ele insistiu em afirmar que a situação do episódio foi excepcional, pelo fato de a equipe não estar previamente preparada para lidar com o caos que se formou, com uma &#8220;multidão desordenada&#8221; no dia do baile, mesmo com treinamentos.</p>
<p>Segundo Novaes e a defesa dos réus, a equipe da PM chegou ao endereço e foi surpreendida por duas pessoas que entraram, em uma moto, em meio às pessoas da festa, com armas de fogo. Isso e uma suposta hostilização contra eles, com o arremesso de objetos como garrafas, teria gerado a reação de fazer o grupo de pessoas recuar, para que ficasse protegido. </p>
<h2>Uso de granadas e morteiro</h2>
<p>Uma das ferramentas usadas na ocasião foi a granada. Diego disse que não existe uma regra já estipulada de quantidade de armas não letais, como é o caso de granadas, o que é feito com base na experiência dos policiais em campo. &#8220;[A quantidade de granadas]não foi exagerada, foi adequada&#8221;, resumiu.</p>
<p>Conforme citou um dos advogados que representam os policiais, houve rumores de que a equipe chegou a utilizar um morteiro, equipamento que serve para lançar granadas a curtas distâncias desenvolvido e empregado na Primeira Guerra Mundial. Ao ser perguntado se poderia explicar o que é um morteiro, indicou não saber do que se trata. &#8220;Morteiro? É um equipamento de festa, de luz e som?&#8221;, devolveu ao advogado o PM, que acrescentou que ele e seus colegas, a equipe convocada para dar reforço à primeira, estavam &#8220;muito preocupados&#8221; com sua própria vulnerabilidade e que, apesar das capacitações que os ensinam a como agir nessas circunstâncias, na prática é outra coisa. Novaes negou, porém, ter visto qualquer um dos colegas feridos.</p>
<p>Outra testemunha ouvida ontem, o capitão da PM Lailton de Paula Souza disse que &#8220;a prioridade é que a equipe esteja protegida&#8221;. Acrescentou que casos do Rio de Janeiro servem de exemplo para mostrar o que acontece quando os policiais vão desarmados. &#8220;Simplesmente apanharam dos integrantes da turba&#8221;, afirmou Souza, que foi encarregado de produzir um relatório sobre o ocorrido para a Corregedoria da Polícia Militar de São Paulo, órgão que tem como finalidade apurar casos em que há suposto abuso de autoridade.</p>
<p>Diego Felício Novaes respondeu que teriam a mesma conduta se o chamado fosse &#8220;um bloquinho de carnaval em Vila Madalena&#8221;, bairro de classes média e alta da capital. Nesse momento, houve um burburinho e, em seguida, a promotora Luciana André Jordão Dias contestou a pergunta de um dos advogados de defesa dos policiais, por ele ter, segundo ela, induzido a resposta do agente, favorável aos colegas de corporação.</p>
<p>A opção pelo emprego de armas não letais, na perspectiva da promotoria, não garantiu plenamente a segurança de todos do local, pelo contrário. &#8220;A ação com armas não letais preservou a integridade física das pessoas?&#8221;, perguntou ela a Souza.</p>
<p>&#8220;Ninguém morreu&#8221;, respondeu ele, após uma pausa. &#8220;E as nove pessoas&#8221;?, rebateu a promotora, que imediatamente recebeu inúmeras manifestações de objeção por parte dos advogados dos réus e dos próprios réus.</p>
<h2>Local da morte dos jovens</h2>
<p>Um ponto levantado pelos advogados de acusação, que representam os familiares das vítimas e pedem a responsabilização dos policiais militares, diz respeito a um suposto direcionamento dos agentes à viela em que os jovens morreram. O advogado Dimitri Sales viu contradição no que alegou, em seu relatório, o capitão Souza. </p>
<p>Sales estranhou o fato de o capitão não ter ido a fundo nas informações sobre a viela para a qual os jovens teriam sido orientados, na hora do tumulto, e em que teriam sido executados pelos agentes, asfixiados, já que ficaram amontoados em um espaço minúsculo. Para o advogado, não faz sentido que as pessoas do pancadão preferissem vielas a ruas mais amplas para se proteger. </p>
<p>Sales perguntou ao capitão por que falta detalhamento, inclusive, de imagens da viela no relatório que assinou e que foi feito em duas semanas. &#8220;Porque não me foi pedido analisar as rotas de fuga.&#8221;</p>
<h2>Massacre</h2>
<p>Doze policiais militares são acusados de matar nove jovens em operação realizada durante o Baile da DZ7, de funk, na favela de Paraisópolis, em São Paulo. Ocorrido na noite de 1º de dezembro de 2019, o episódio ficou conhecido como Massacre de Paraisópolis. A decisão da Justiça agora é se eles irão a júri popular.</p>
<p>Além dos policiais acusados de cometer os homicídios, outro responde por colocar pessoas da festa em risco. O crime é imputado ao agente porque teria soltado explosivos durante a operação, aumentando o tumulto no local.</p>
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    </div>
<p>Com Informações da Agência Brasil<br />
https://agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noticia/2025-02/depois-de-cinco-meses-massacre-de-paraisopolis-tem-nova-audiencia</p>
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