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	<title>Luta - Portal Pelo Amor de Deus</title>
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	<title>Luta - Portal Pelo Amor de Deus</title>
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		<title>Adolescente estuprada em Itacoatiara luta pela vida</title>
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		<pubDate>Sat, 24 Jan 2026 23:03:10 +0000</pubDate>
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</div></div>
<div class="penci-entry-content entry-content">
<p>Uma adolescente de 17 anos foi encontrada desacordada em uma área de mata na Vila de Novo Remanso, distrito de Itacoatiara (AM), no dia 2 de janeiro, e segue internada em estado grave no Hospital e Pronto-Socorro João Lúcio, em Manaus. A jovem foi vítima de estupro e permanece em coma, com sequelas neurológicas graves.</p>
<p>De acordo com informações, ela apresentava hematomas pelo corpo e sinais de violência sexual. Próximo ao local, foi encontrada uma faca que, segundo pessoas próximas à família, seria da residência. A adolescente estava desaparecida desde 31 de dezembro e foi localizada pelo próprio padrasto, que já prestou depoimento e passou a ser investigado.</p>
<p>Após o resgate, a jovem recebeu atendimento inicial no Hospital José Mendes, em Itacoatiara, antes de ser transferida para Manaus, onde permanece em tratamento especializado.</p>
<p>A Polícia Civil abriu inquérito para apurar as circunstâncias do desaparecimento e do crime, coletou imagens de câmeras de segurança e investiga o caso. Até o momento, o agressor não foi identificado nem preso. A família pede justiça.</p>
<p> </p>
</div>
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		<title>Lula cita feminicídios e cobra luta de homens contra a violência</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Portal Pelo Amor de Deus]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Dec 2025 21:05:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
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					<description><![CDATA[O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou-se nesta terça-feira (2) sobre os casos recentes de feminicídios que chocaram o país e cobrou dos próprios homens uma resposta para mudar a cultura de violência de gênero que predomina na sociedade. A declaração foi dada durante um evento em Ipojuca (PE), região metropolitana do Recife, que [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div>
<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou-se nesta terça-feira (2) sobre os casos recentes de feminicídios que chocaram o país e cobrou dos próprios homens uma resposta para mudar a cultura de violência de gênero que predomina na sociedade. A declaração foi dada durante um evento em Ipojuca (PE), região metropolitana do Recife, que marcou o lançamento das obras de expansão da capacidade operacional da Refinaria Abreu e Lima (Rnest).    <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/12/Lula-cita-feminicidios-e-cobra-luta-de-homens-contra-a.png?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/12/Lula-cita-feminicidios-e-cobra-luta-de-homens-contra-a.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<blockquote>
<p>&#8220;Queria fazer um discurso para nós, homens. O que está acontecendo na cabeça desse animal, que é tido como a espécie animal mais inteligente do planeta Terra, para tanta violência? Eu acordei domingo [30] para tomar café e, no café, a Janja [primeira-dama] começou a chorar. De noite, vendo o Fantástico [da TV Globo], a Janja voltou a chorar. Ontem [segunda], ela voltou a chorar&#8221;, disse o presidente.</p>
</blockquote>
<p>O presidente disse que a primeira-dama lhe pediu uma &#8220;luta mais dura&#8221; para enfrentar a violência de homens contra mulheres. Ele citou alguns dos episódios de violência mais trágicos registrados nos últimos dias.</p>
<blockquote>
<p>&#8220;Essa semana teve um cara que pegou duas pistolas na mão e descarregou contra a mulher. Teve um outro que matou a mulher grávida com três filhos, tocou fogo na casa. Teve um outro que atropelou a mulher a arrastou ela [por] um quilômetro. Essa mulher vai sobreviver com as duas pernas amputadas. A pergunta que eu faço é a seguinte: o Código Penal brasileiro tem pena para fazer justiça a um animal irracional como esse?&#8221;, questionou.</p>
</blockquote>
<p> </p>
<p>Dois dos casos citados por Lula ocorreram na capital paulista. Em um deles, um homem fugiu após atirar por pelo menos seis vezes, e usando duas armas, contra sua ex-companheira em uma pastelaria em que ela trabalhava na zona Norte de São Paulo, na manhã desta segunda-feira (1º). Ele não aceitava o fim do relacionamento. O outro crime, também uma tentativa de feminicídio, foi praticado Douglas Alves da Silva, de 26 anos, que atropelou e arrastou Tainara Souza Santos, 31 anos, na manhã de sábado (29), também na zona norte da capital paulista. Ela teve as pernas amputadas após ter sido arrastada embaixo do veículo por cerca de um quilômetro, e segue internada em um hospital da cidade. </p>
<p>Já no Recife, um homem de 39 anos foi preso em flagrante, também no sábado, suspeito de provocar um incêndio que matou sua esposa, grávida, e os quatro filhos do casal.</p>
<p>&#8220;Cada um de nós, homens, precisamos ser o professor do outro. Cada um de nós temos que educar nossos filhos, cada um de nós temos que educar nossos companheiros. Se você não está bem com sua companheira, por favor, seja grande, não bata nela, se separe dela. Se ela não gosta de você, ela não é obrigada a ficar com você, deixa ela cuidar da vida dela. Não aprisione essa pessoa, não seja malvado, não seja ignorante. Porque, pensando bem, não existe pena para punir um cara desse, porque até a morte é suave. É preciso que haja um movimento nacional dos homens, contra os animais que batem, que judiam, que maltratam as mulheres&#8221;, prosseguiu Lula.</p>
<p><strong>Feminicídio é o homicídio de uma mulher cometido em razão do seu gênero, caracterizado por violência doméstica e familiar, menosprezo ou discriminação contra a condição feminina.</strong> É considerado a expressão máxima da violência de gênero e ocorre frequentemente como desfecho de um histórico de agressões, podendo ser motivado por ódio, inferiorização ou sentimento de posse sobre a vítima<strong>. No Brasil, é considerado um crime hediondo e, quando tipificado como qualificador do homicídio, a pena é de reclusão de 12 a 30 anos.</strong></p>
<p>Desde janeiro, 207 mulheres foram mortas somente no estado de São Paulo, vítimas de feminicídio. Em outubro, foram 22 vítimas desse tipo de crime e outras 5.838 mulheres que sofreram lesão corporal dolosa.</p>
<h2>Conscientização masculina  </h2>
<p>Ainda em seu discurso, o presidente citou o fato de ter sido criado pela mãe, junto com outros cinco irmãos, e educado a jamais agir com violência em relação às mulheres. Lula pediu lição de caráter, dignidade e respeito por parte dos homens, e reforçou o apelo por campanha masculina coletiva de enfrentamento da violência de gênero.</p>
<blockquote>
<p>&#8220;A partir de agora, eu estou num movimento dos homens que vão começar a conscientizar esse país de que homem não nasceu para bater em mulher, para estuprar criança ou fazer violência. Levante a mão quem está comigo nessa luta. Nós vamos fazer uma campanha forte&#8221;, enfatizou.</p>
</blockquote>
<h2>Refinaria</h2>
<p>Considerada a refinaria mais moderna da Petrobras, a Rnest receberá investimentos de cerca de R$ 12 bilhões para a conclusão do Trem 2 e outras atividades de manutenção do Trem 1, o que deve adicionar 130 mil barris por dia de capacidade de processamento da planta. A estimativa é de que a refinaria alcance, ao fim do projeto, em 2029, 260 mil barris diários. De acordo com a estatal, deverá atender 17% da demanda nacional de diesel, mas também produzirá gasolina, GLP e nafta.</p>
<p>      <!-- Relacionada --></p>
<p>            <!-- Relacionada -->
    </div>
<p>Com Informações da Agência Brasil<br />
https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2025-12/lula-cita-feminicidios-e-cobra-luta-de-homens-contra-violencia</p>
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		<title>Após 18 anos de luta, ocupação no centro do Rio é regularizada</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Portal Pelo Amor de Deus]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 22 Nov 2025 12:16:54 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A Ocupação Manuel Congo, do Movimento Nacional de Luta pela Moradia, localizada no Centro do Rio de Janeiro, é oficialmente inaugurada neste sábado (22), após 18 anos de luta pela regularização. A ocupação, que abriga 42 famílias, fica em um edifício de dez andares na Rua Alcindo Guanabara, número 20, no centro do Rio de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div>
<p>A Ocupação Manuel Congo, do Movimento Nacional de Luta pela Moradia, localizada no Centro do Rio de Janeiro, é oficialmente inaugurada neste sábado (22), após 18 anos de luta pela regularização.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/11/Apos-18-anos-de-luta-ocupacao-no-centro-do-Rio.png?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/11/Apos-18-anos-de-luta-ocupacao-no-centro-do-Rio.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p><strong>A ocupação, que abriga 42 famílias, fica em um edifício de dez andares na Rua Alcindo Guanabara, número 20, no centro do Rio de Janeiro</strong>. É vizinha de parede da Câmara Municipal e está a poucos passos do Theatro Municipal e da Biblioteca Nacional.</p>
<p><strong>As obras de requalificação do prédio foram financiadas pelo Programa Minha Casa Minha Vida – Entidades. Neste sábado, as 42 famílias assinam titulação coletiva</strong>.</p>
<p>O programa, que é uma linha do Minha Casa Minha Vida, é voltado para a concessão de financiamento subsidiado a famílias organizadas por meio de entidades privadas sem fins lucrativos para produção de unidades habitacionais urbanas, com recursos do Fundo de Desenvolvimento Social.</p>
<p>Segundo o Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM), a <strong>Manuel Congo se tornou uma referência nacional por ser a primeira ocupação do país contratada na modalidade de Requalificação/Retrofit e tende a ser a primeira também com titulação coletiva no contexto urbano</strong>.</p>
<blockquote>
<p>“Essa titulação coletiva, que contraria a individualização de propriedades, faz parte de um debate do MNLM pela desmercantilização da moradia e para que essa conquista não acabe, por meio de locação e venda, nas mãos do mercado imobiliário”, diz o movimento em nota.</p>
</blockquote>
<p>A Ocupação dispõe de um restaurante, que gera trabalho e renda para parte das famílias, e está iniciando um projeto de instalação de energia solar, com apoio da <strong>Elo/Caixa Econômica Federal, com objetivo de produzir de energia limpa e redução dos custos para as famílias</strong>.</p>
<p>O sábado é de festa, a programação começa às 12h e conta com feijoada, música, memória e solenidade de assinatura do documento de titulação. O movimento informa que o dia 22 de novembro torna-se &#8220;um dia histórico para os movimentos populares e todos/as que lutam e esperançam uma outra concepção de cidade e sociedade”.</p>
<p>      <!-- Relacionada --></p>
<p>            <!-- Relacionada -->
    </div>
<p>Com Informações da Agência Brasil<br />
https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2025-11/apos-18-anos-de-luta-ocupacao-no-centro-do-rio-e-regularizada</p>
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		<item>
		<title>COP: proteção ambiental e luta indígena são indissociáveis, diz Fachin</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Portal Pelo Amor de Deus]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Nov 2025 18:47:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
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					<description><![CDATA[O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Edson Fachin, afirmou nesta quinta-feira (13) que o esforço de proteção ambiental no Brasil é indissociável da luta dos povos indígenas. “Eis que a resistência e a existência dos povos indígenas em nosso território não podem ser dissociadas da proteção [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div>
<p><strong>O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Edson Fachin, afirmou nesta quinta-feira (13) que o esforço de proteção ambiental no Brasil é indissociável da luta dos povos indígenas.</strong><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/11/COP-protecao-ambiental-e-luta-indigena-sao-indissociaveis-diz-Fachin.png?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/11/COP-protecao-ambiental-e-luta-indigena-sao-indissociaveis-diz-Fachin.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<blockquote>
<p>“Eis que a resistência e a existência dos povos indígenas em nosso território não podem ser dissociadas da proteção ambiental”, enfatizou Fachin</p>
</blockquote>
<p>A fala do ministro ocorreu em discurso na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), em Belém. </p>
<p>Fachin mencionou a luta indígena ao enumerar decisões do Supremo em prol da proteção ao meio ambiente. <strong>Ele incluiu na lista a decisão para desobstrução e desintrusão de terras indígenas demarcadas, tomada em 2019 pelo plenário. </strong></p>
<p>Atualmente, o Supremo conduz um processo de conciliação contestado pelos principais representantes dos grupos indígenas, com o objetivo de resolver o impasse em torno do marco temporal das terras indígenas. A teoria prega que os povos originários só teriam direito a permanecer em terras que efetivamente ocupassem no momento da promulgação da Constituição, em 1988. </p>
<p>O plenário do Supremo já julgou a ideia como inconstitucional, mas logo em seguida o Congresso aprovou lei para instituir o marco temporal no país. No lugar de novamente decidir sobre o assunto, o relator, ministro Gilmar Mendes, optou pela conciliação, da qual participam dezenas de representantes de órgãos dos três poderes. </p>
<p>Não há estimativa clara de quando o processo deverá ser concluído nem quais serão os resultados, já que as principais entidades representativas dos povos indígenas, como a Articulação do Povos Indígenas do Brasil (Apib) se retiraram das discussões. </p>
<h2>Direitos humanos </h2>
<p><strong>No discurso, Fachin observou ser um dever de todos proteger as mais variadas formas de vida, mas salientou em especial “os direitos das populações atingidas por eventos climáticos extremos, e também a defesa de defensores e defensoras de direitos ambientais”. </strong></p>
<p>Em outro momento, o ministro defendeu “pensar de forma universal e agir localmente” e afirmou que juízes e <strong>juízas são “guardiões dos direitos ambientais e, portanto, dos direitos humanos”. </strong></p>
<p>No discurso, Fachin apontou o “financiamento climático” como tema central da COP30 e citou o julgamento sobre o Fundo Clima, em que o Supremo proibiu o governo de contingenciar verbas para proteção ambiental.</p>
<p>Outro julgamento citado foi o que trata de incêndios florestais no Pantanal e Amazônia, em que o Supremo mandou o governo elaborar planos e montar estruturas de combate às chamas. </p>
<p><strong>Tais julgamentos, na visão de Fachin, refletem a orientação do Supremo em julgar sempre “in dubio pro clima”. Isto é, na dúvida, a Corte busca escolher caminho que menos contribua para as mudanças climáticas, segundo o ministro. </strong></p>
<p>Fachin discursou ao lado do presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Hermann Benjamin, considerado um dos maiores especialistas em direito ambiental do país. Eles abriram na COP30 o Dia da Justiça, do Clima e dos Direitos Humanos, painel voltado para as implicações judiciais das mudanças climáticas. </p>
<p>Com extensa programação, a COP30 ocorre de 11 a 21 de novembro, em Belém. Entre essas datas, a cidade foi oficialmente declarada como capital do país. </p>
<p> </p>
<p>      <!-- Relacionada --></p>
<p>            <!-- Relacionada -->
    </div>
<p>Com Informações da Agência Brasil<br />
https://agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noticia/2025-11/cop-protecao-ambiental-e-luta-indigena-sao-indissociaveis-diz-fachin</p>
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		<item>
		<title>Marcha das Mulheres Indígenas defende luta contra a violência</title>
		<link>https://portalpeloamordedeus.com/marcha-das-mulheres-indigenas-defende-luta-contra-a-violencia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Portal Pelo Amor de Deus]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Aug 2025 23:40:41 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Violência]]></category>
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					<description><![CDATA[Entre cantos de luta de diferentes etnias e manifestações de protestos, a 4ª Marcha das Mulheres Indígenas percorreu o Eixo Monumental e a Esplanada dos Ministérios, em Brasília, na tarde desta quinta-feira (7). Segundo a organização, o evento contou com mais de sete mil pessoas. O tema foi &#8220;Nosso corpo, nosso território: somos as guardiãs [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div>
<p><strong>Entre cantos de luta de diferentes etnias e manifestações de protestos, a 4ª Marcha das Mulheres Indígenas percorreu o Eixo Monumental e a Esplanada dos Ministérios, em Brasília, na tarde desta quinta-feira (7). Segundo a organização, o evento contou com mais de sete mil pessoas. O tema foi &#8220;Nosso corpo, nosso território: somos as guardiãs do planeta&#8221;.</strong><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/08/Marcha-das-Mulheres-Indigenas-defende-luta-contra-a-violencia.png?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/08/Marcha-das-Mulheres-Indigenas-defende-luta-contra-a-violencia.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Entre as reivindicações, manifestos defenderam principalmente a demarcação de terra, contra violências de gênero nos territórios e também em relação ao projeto que flexibiliza licenças ambientais (PL 2159, criticado como “PL da Devastação”). Críticas à lei do marco temporal também estavam nas palavras, em diferentes idiomas, e nas faixas e cartazes em português que levavam na caminhada. </p>
<p><strong>A ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, fez eco às principais pautas de reivindicações das mulheres presentes. “Seguimos juntas pelo bem viver indígena”, afirmou. Ela estava acompanhada da atriz Alessandra Negrini. Elas seguravam uma faixa com o texto pedindo proteção ao corpo e ao território indígena. </strong></p>
<h2>“Protagonistas”</h2>
<p>Participaram do evento indígenas residentes em todos os biomas brasileiros.</p>
<blockquote>
<p>“É o momento de mostrar que nós somos as próprias protagonistas da nossa história. A luta nossa é pela vida e pelo não desmatamento das florestas”, disse a ativista e artista indígena Weena Tikuna, de 36 anos, do território Umariaçu, em Tabatinga, no Amazonas. </p>
</blockquote>
<p>Weena e outras mulheres argumentavam que é necessário reduzir imediatamente a devastação que tem as mudanças climáticas como consequência imediata.</p>
<p><strong>Também na manifestação, a indígena Aline Ikpeng, que vive no Parque Indígena do Xingu, no Mato Grosso, levava no colo sua bebê de menos de um ano. Ela disse que viajou para Brasília para lutar pelas futuras gerações. “Nós estamos sendo massacrados, a mata e os animais [estão] desaparecendo”, lamentou. </strong></p>
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<div class="dnd-atom-rendered"><!-- scald=433208:cheio_8colunas --><br />
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        <noscript><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/08/Marcha-das-Mulheres-Indigenas-defende-luta-contra-a-violencia.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília (DF), 07/08/2025 - Passeata da 4ª Marcha das Mulheres Indígenas. Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil" title="Antonio Cruz/Agência Brasil"/></noscript><br />
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<p><!--copyright=433208-->Mais de sete mil pessoas participaram da manifestação em Brasília -Foto: <strong>Antonio Cruz/Agência Brasil</strong><!--END copyright=433208--></p>
</div>
</div>
<h2>Homologação </h2>
<p><strong>Durante a semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou o decreto de homologação de mais três Terras Indígenas. </strong></p>
<p><strong>Foram reconhecidas as Terras Indígenas Pitaguary, Lagoa Encantada e Tremembé de Queimadas, todas no estado do Ceará. Agora, são 16 territórios indígenas homologados nos últimos dois anos. </strong></p>
<p>Segundo o governo, os territórios reconhecidos foram definidos com base no estágio avançado dos processos administrativos e o tempo de espera pelo reconhecimento de seus direitos territoriais.</p>
<p>      <!-- Relacionada --></p>
<p>            <!-- Relacionada -->
    </div>
<p>Com Informações da Agência Brasil<br />
https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2025-08/marcha-das-mulheres-indigenas-defende-luta-contra-violencia</p>
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		<title>Povo tem que conhecer história de luta, diz Lula sobre 2 de julho</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Portal Pelo Amor de Deus]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Jul 2025 20:55:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[conhecer]]></category>
		<category><![CDATA[diz]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
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					<description><![CDATA[O presidente Luiz Inácio Lula da Silva exaltou, nesta quarta-feira (2), a participação do povo na independência do país e defendeu que a população conheça a história do Brasil além das versões oficiais. Ele esteve em Salvador (BA), onde participou das celebrações pelos 202 anos da Independência do Brasil. “Estou querendo incentivar a produção de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div>
<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva exaltou, nesta quarta-feira (2), a participação do povo na independência do país e defendeu que a população conheça a história do Brasil além das versões oficiais. Ele esteve em Salvador (BA), onde participou das celebrações pelos 202 anos da Independência do Brasil.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/07/Povo-tem-que-conhecer-historia-de-luta-diz-Lula-sobre.png?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/07/Povo-tem-que-conhecer-historia-de-luta-diz-Lula-sobre.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<blockquote>
<p>“Estou querendo incentivar a produção de uns dez filmes históricos do Brasil para que o povo conheça a história que foi motivadora de muita luta nesse país e de muita conquista, que ninguém sabe. Porque o pessoal só sabe a história que é contada oficialmente”, disse, em entrevista à TV Bahia, antes do evento comemorativo na capital baiana.</p>
</blockquote>
<p><strong>Lula lembrou que a <a href="https://x.com/LulaOficial/status/1940419393491550630" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">independência do Brasil</a> foi um processo de batalhas populares em diversos estados, consolidada na Bahia</strong>.</p>
<p>“Eu digo que pela mesma porta que entraram, eles [os portugueses] saíram. E foi a Bahia que fez esse marco. É uma festa que comemora a bravura do povo baiano e, sobretudo, de três mulheres que tiveram muito importância aqui na Bahia”, disse, em referência à Maria Felipa de Oliveira, Maria Quitéria e Joana Angélica, heroínas na luta contra os portugueses.</p>
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<p>Em 2 de julho de 1823, os movimentos populares da Bahia expulsaram, de forma definitiva, as tropas de Portugal que ainda resistiam à independência do país, declarada no ano anterior, em 7 de setembro, por Dom Pedro II.</p>
<p><strong>Nessa terça-feira (1º), o presidente encaminhou ao Congresso Nacional projeto de lei para tornar 2 de julho o Dia Nacional da Consolidação da Independência do Brasil.</strong></p>
<blockquote>
<p>“Tem muita importância para a Bahia porque é valorizar a história do povo baiano e muita importância para o país, porque você vai colocar isso nos livros de história do Brasil. Vai colocar no livro didático que você distribui nas escolas, para as crianças e para o ensino médio”, argumentou.</p>
</blockquote>
<p><strong>Segundo Lula, a proposta não é criar um novo feriado nacional, apenas reconhecer o marco do dia 2 de julho.</strong></p>
<p>      <!-- Relacionada --></p>
<p>            <!-- Relacionada -->
    </div>
<p>Com Informações da Agência Brasil<br />
https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2025-07/povo-tem-que-conhecer-historia-de-luta-diz-lula-sobre-2-de-julho</p>
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		<title>UFC: Rostos de Amanda Nunes e Peña impressionam após luta</title>
		<link>https://portalpeloamordedeus.com/ufc-rostos-de-amanda-nunes-e-pena-impressionam-apos-luta/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redator]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Aug 2022 23:25:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Esportes]]></category>
		<category><![CDATA[Amanda Nunes]]></category>
		<category><![CDATA[Deformada]]></category>
		<category><![CDATA[Luta]]></category>
		<category><![CDATA[UFC]]></category>
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					<description><![CDATA[Esportes &#8211; &#8220;Precisava de cinco rounds, precisava não finalizá-la, precisava provar para ela que sou melhor do que ela. Foi muito importante. Tiveram muitos momentos que eu poderia ter finalizado e eu segurei&#8221;. A frase de Amanda Nunes ao &#8216;Combate&#8217; explica bem por que os rostos da brasileira e da americana Julianna Peña ficaram irreconhecíveis [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Esportes &#8211; &#8220;Precisava de cinco rounds, precisava não finalizá-la, precisava provar para ela que sou melhor do que ela. Foi muito importante. Tiveram muitos momentos que eu poderia ter finalizado e eu segurei&#8221;. A frase de Amanda Nunes ao &#8216;Combate&#8217; explica bem por que os rostos da brasileira e da americana Julianna Peña ficaram irreconhecíveis após a luta do último sábado (30), que valia o cinturão do peso-galo (até 61,2 kg) no UFC.</p>
<p>Amanda Nunes foi superior — não à toa recuperou o título após decisão unânime — e machucou mais a adversária em Dallas (EUA). Peña saiu do octógono direto para o hospital para averiguar a gravidade das lesões, mas descartou cirurgia plástica e pediu uma trilogia. A Leoa, que segurou o ímpeto em certos momentos e arrastou o combate, também saiu deformada.</p>
<p>Durante o disputadíssimo duelo, Amanda Nunes levou 54 golpes no rosto, enquanto Julianna Pena tomou 67, de acordo com o &#8220;UFC Stats&#8221;. O UOL Esporte ouviu cirurgiões plásticos para entender as consequências de uma luta sangrenta como a revanche no peso-galo feminino, quais são as lesões mais comuns entre atletas do MMA, o quanto pode ser perigoso e se é preciso um tempo de recuperação.</p>
<p>&#8220;A gente tem sempre que classificar o tipo de lesão. Lesão em partes moles, lesão em partes ósseas e lesões neurológicas. Falando das neurológicas, podem ser agudas ou crônicas. Neurológica aguda é quando você tem um traumatismo craniano intenso em que você tem repercussões cerebrais. Isso é raro você ver hoje em dia nesse tipo de luta, porque eles usam as luvas e acabam se protegendo&#8221;, afirmou o dr. Wendell Uguetto, cirurgião plástico da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e membro do corpo clínico do Hospital Albert Einstein.</p>
<p>&#8220;Lesões crônicas repetidas têm um aumento de lesões cerebrais como o Alzheimer. Paciente que tem muita contusão cerebral repetida vai ter um Alzheimer precoce&#8221;, acrescentou Wendell Uguetto. O médico usou o boxeador Muhammad Ali como exemplo. &#8220;Era incrível, mas tomava tanta pancada que teve Parkinson precoce.&#8221;</p>
<p>Já o Dr. Leonardo Sauerbronn Muniz, cirurgião plástico em uma clínica no Rio de Janeiro, explica que a gravidade das lesões varia de acordo com a profundidade dos cortes.</p>
<p>&#8220;Existem graus de complexidade das feridas abertas que variam de acordo com a profundidade da ferida, quantidade de tecido perdido e danos a estruturas associadas. Feridas mais superficiais, sem perda de tecido e sem lesão de estruturas associadas, são mais facilmente manejadas do que feridas profundas associadas a fraturas ósseas e de vasos sanguíneos e nervos, por exemplo&#8221;, afirmou o médico, que também é faixa preta em jiu-jitsu.</p>
<p><strong>&#8220;O conselho é para se recuperar bem&#8221;</strong></p>
<p>A dúvida mais comum é sobre quanto tempo uma atleta de alto nível, como Amanda e Julianna Peña, demora para retomar a forma e voltar à ativa. Leonardo Sauerbronn Muniz afirmou que o prazo de recuperação varia, mas disse que &#8216;lesões no rosto tendem a cicatrizar mais rapidamente do que feridas nos pés e nas mãos&#8217;.</p>
<p>Já o médico do Albert Einstein ressaltou que muitas vezes os atletas aceleram o retorno ao octógono e isso acaba sendo prejudicial.</p>
<p>&#8220;Tem que dar um tempo para o corpo dela se recuperar, cicatrizar, as fraturas se consolidarem, para voltar melhor&#8221;, começou Wendell Uguetto. &#8220;Muitas vezes você não faz o seu tratamento de forma adequada porque você quer correr para lutar novamente e aí as lesões podem ser muito mais graves. Você faz uma fratura em cima de uma fratura e isso traz muitos prejuízos lá para frente&#8221;, explicou.</p>
<p>&#8220;O conselho é para se recuperar bem, voltar a treinar e retomar a atividade física quando estiver bem recuperada. Depois, pede a revanche&#8221;, disse Uguetto.</p>
<p>Ele pontuou que cortes em partes moles do rosto exigem suturação, e revelou que fraturas no nariz são as lesões mais comuns entre lutadores.</p>
<p>&#8220;Algumas lacerações de partes moles, que vai precisar de sutura, e uma fratura nasal que você vai precisar reduzir os ossos nasais, vão exigir que você fique um tempo com uma tala cirúrgica, com tampão. Uma semana depois, essas talas são retiradas e o paciente precisa ficar pelo menos dois meses sem trauma na região para não desalinhar esses ossos que foram colocados em posição.&#8221;</p>
<p>Fonte: UOL Esportes</p>
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		<title>Só com luta de negros foi possível abolir escravidão, diz especialista</title>
		<link>https://portalpeloamordedeus.com/so-com-luta-de-negros-foi-possivel-abolir-escravidao-diz-especialista/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redator]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 May 2022 23:56:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Escravidão]]></category>
		<category><![CDATA[Luta]]></category>
		<category><![CDATA[Negros]]></category>
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					<description><![CDATA[Brasil &#8211; O fim da escravidão legalizada no Brasil foi um processo construído por pessoas negras, um ponto que especialistas consideram fundamental ser lembrado no dia 13 de maio, data da abolição da escravidão. “Ao longo das últimas décadas, têm aumentado as percepções sobre a ação política dos escravizados, inclusive o próprio 13 de maio”, [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">Brasil &#8211; O fim da escravidão legalizada no Brasil foi um processo construído por pessoas negras, um ponto que especialistas consideram fundamental ser lembrado no dia 13 de maio, data da abolição da escravidão.</p>
<p>“Ao longo das últimas décadas, têm aumentado as percepções sobre a ação política dos escravizados, inclusive o próprio 13 de maio”, enfatiza o psicólogo Márcio Farias, que coordena a coleção Clóvis Moura na Editora Dandara.</p>
<p>O 13 de maio é alvo de disputas por ser uma data oficial usada como uma espécie de “ação redentora de uma elite, dos setores dominantes, frente ao que foi o horror da escravidão”, diz Farias. Segundo o pesquisador, por isso, os movimentos negros precisaram contestar a celebração no sentido em que a abolição estava sendo apresentada como uma benesse concedida pela monarquia à população negra.</p>
<p>“Talvez seja uma data das mais emblemáticas naquilo que são as disputas de projetos de país colocados, de um lado, por setores das elites dominantes, classes possuidoras de riquezas e poder, e por outro lado também reflete como os setores da classe trabalhadora, ao longo do século 20, foram se posicionando frente a essa data, como uma plataforma de disputa de projeto de sociedade”, comenta.</p>
<p>O historiador Rafael Domingos Oliveira, que faz parte do Núcleo de Estudos e Pesquisas da Afro-América, destaca que a promulgação da Lei 3.353, em 13 de maio de 1888, acontece em um contexto histórico amplo, que envolve séculos de luta das pessoas escravizadas. “O percurso histórico até ela [Lei Áurea] foi muito mais longo e, se quisermos ser rigorosos, começou com a primeira pessoa a ser escravizada e que, certamente, tentou resistir de todas as formas à nova condição a que estava sendo submetida. Desde então, foram muitas as estratégias de resistência &#8212; individual e coletiva – de que as populações escravizadas lançaram mão para conquistar sua liberdade.”</p>
<p><strong>Primeiro movimento social</strong></p>
<p>De acordo com o historiador, a pressão para o fim da escravidão veio de diversas formas, desde a resistência direta até os movimentos que lutavam a partir da imprensa, da política e do Judiciário. “A contribuição dos movimentos abolicionistas foi, sem dúvida, fundamental para isso. Outro fator foi a tensão constante causada pela violência da escravidão, tensão geralmente resumida no medo que a classe senhorial cultivava de que revoltas e rebeliões pudessem eclodir a qualquer momento”, lembra.</p>
<p>“Há uma pesquisa feita pela professora [da Universidade de São Paulo] Angela Alonso que mostra que o primeiro movimento social brasileiro foi o movimento abolicionista. Ela percorre, no livro dele, o período de 1868 a 1888 mostrando as diferentes estratégias e táticas do movimento social abolicionista para que se chegasse em 1888 com a abolição”, acrescenta o sociólogo e curador de conhecimento na Inesplorato, Túlio Custódio.</p>
<p>No entanto, em relação à luta contra a escravidão e pelos direitos da população negra, o sociólogo considera mais importante o 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, data da morte de Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares. “Nós temos o 20 de novembro como uma data mais fundamental, porque é uma data que conecta com a grande luta, ou com uma perspectiva mais ampla da luta contra a escravidão, contra o racismo, contra a situação das pessoas negras em um contexto colonial e racista do Brasil”, enfatiza.</p>
<p>Porém, é preciso, segundo Custódio, lembrar que promulgação da lei que encerrou o período escravista no país não foi uma iniciativa da princesa Isabel, responsável pela assinatura do documento oficial, mas, sim uma luta de muitos anos de figuras negras importantes, como José do Patrocínio, Luiz Gama e André Rebouças.</p>
<p><strong>Sem direitos</strong></p>
<p>Apesar dos esforços dos abolicionistas, o processo de abolição, no entanto, acabou promovendo a desigualdade racial no Brasil pelas décadas seguintes até os dias atuais, diz Domingos Oliveira. “O projeto de redistribuição de terras, defendido por André Rebouças e Joaquim Nabuco, que poderia perfeitamente ser entendido hoje como reforma agrária, estaria associado à emancipação da população escravizada. O projeto, como sabemos, nunca foi para a frente e, até hoje, o Brasil é um dos únicos países de formação agroexportadora que nunca realizou a reforma agrária”, exemplifica Oliveira sobre as propostas que chegaram a ser discutidas à época.</p>
<p>A forma como a abolição foi feita não garantiu, segundo Farias, dignidade e direitos, muito menos reparação às pessoas que sofreram com a escravidão. “Esse projeto foi o vitorioso. Um projeto em que as cidadanias foram mutiladas para que uma nova forma de exploração do trabalho do ponto de vista formal se instaurasse, mas mantendo formas arcaicas de relações sociais”, ressalta.</p>
<p>“É só pensar na [Rua] 25 de Março”, exemplifica Farias, ao falar da região de comércio popular no centro da capital paulista. “Você tem lá toda uma tecnologia disponível para compra, consumo, mas as pessoas que vendem, em geral, estão em condições de trabalho bem precárias. Em uma ponta, o mais alto nível da produção, e em outra, as relações mais arcaicas de trabalho. Essa é uma imagem que retrata quais são os reflexos do 13 de maio ainda hoje. Um projeto que a relação de superexploração da força de trabalho está muito relacionada com o racismo”, ressalta.</p>
<p>Mesmo considerando o contexto adverso, o pesquisador destaca a capacidade de organização dos movimentos negros que mantiveram a luta por direitos no século 20 e continuam nestas primeiras décadas do 21. “A população negra, mesmo colocada em posição de informalidade, perene de superexploração enquanto classe trabalhadora pós-13 de maio, ela se organizou, se associou. Teve espaços de associação que permitiram a ela não só se reconstituir como grupo social, enquanto classe, mas, acima de tudo, reelaborar projetos”, acrescenta Farias.</p>
<p>Fonte: Agência Brasil</p>
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