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	<title>IPCA - Portal Pelo Amor de Deus</title>
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	<title>IPCA - Portal Pelo Amor de Deus</title>
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		<title>BC só publicará nova carta em abril, caso IPCA continue acima do teto</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Jul 2025 20:31:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O Banco Central (BC) só voltará a publicar uma carta aberta no início de abril de 2026, caso a inflação oficial em 12 meses encerre março acima do teto da meta, de 4,5%. A autoridade monetária esclareceu nesta sexta-feira (11) o prazo de divulgação do documento. No fim da tarde de quinta-feira (10), o BC [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div>
<p>O Banco Central (BC) só voltará a publicar uma carta aberta no início de abril de 2026, caso a inflação oficial em 12 meses encerre março acima do teto da meta, de 4,5%. A autoridade monetária esclareceu nesta sexta-feira (11) o prazo de divulgação do documento.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/07/BC-so-publicara-nova-carta-em-abril-caso-IPCA-continue.png?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/07/BC-so-publicara-nova-carta-em-abril-caso-IPCA-continue.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>No fim da tarde de quinta-feira (10), o BC divulgou uma carta aberta para justificar o fato de a inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ter fechado o primeiro semestre em 5,35% no acumulado de 12 meses, acima do teto da meta de 4,5%. Segundo a autoridade monetária, o aquecimento da economia, o preço do café e a bandeira vermelha de energia impulsionaram a inflação na primeira metade de 2025.</p>
<p>A meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) está em 3% no sistema de metas contínuas, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. Na prática, o IPCA em 12 meses pode variar de 1,5% a 4,5%, até o fim do prazo determinado pelo BC.</p>
<p><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaoRTgrInlqYLSk59B2M" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">&gt;&gt; Siga o canal da <strong>Agência Brasil </strong>no WhatsApp</a></p>
<h2>Expectativa</h2>
<p>Inicialmente, havia a expectativa de que o BC tivesse de explicar o descumprimento do intervalo da meta de inflação a cada seis meses, mas<strong> o BC esclareceu nesta sexta que a obrigação vale apenas para a primeira carta após a instituição do modelo de metas contínuas. As demais cartas só serão divulgadas depois do prazo determinado pelo BC.</strong></p>
<p>“Como a carta divulgada em 10/07/2025 indicou o primeiro trimestre de 2026 como prazo para o retorno da inflação ao intervalo de tolerância (1,5% a 4,5%), será necessário publicar nova nota e carta caso esse retorno não se concretize nesse horizonte, ou se o Banco Central considerar necessário atualizar as medidas ou o prazo estipulado”, informou o BC em nota.</p>
<p>Dessa forma, <strong>uma eventual carta só será divulgada no início de abril do próximo ano, caso a inflação oficial feche o primeiro trimestre (março) acima de 4,5% no acumulado de 12 meses. </strong>Eventualmente, o documento poderá ser antecipado ou adiado, caso o Conselho Monetário Nacional fixe uma nova meta ou o BC decida mudar o prazo estabelecido.</p>
<h2>Centro da meta</h2>
<p>Na carta publicada nesta quinta, o BC não informou quando espera que a inflação retorne ao centro da meta, de 3%. <strong>Na nota divulgada nesta sexta, a autoridade monetária informou que a previsão é que a convergência para o centro da meta ocorra no quarto trimestre de 2026, que é o horizonte relevante da política monetária, de 18 meses.</strong></p>
<p>As projeções do boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras e usadas como cenário de referência pelo Banco Central, indicam que o IPCA deve permanecer acima de 3% no fim do próximo ano. Apesar disso, o BC esclareceu que as trajetórias de juros usadas pela autarquia ao definir a Taxa Selic (juros básicos da economia) não necessariamente seguem o cenário-base, determinado pelo Focus.</p>
<p>“Conforme mencionado no parágrafo 22 da carta, se espera que a inflação convirja para a meta de 3% em 2026T4 [quatro trimestre de 2026]. O BC mantém postura monetária que coloque a inflação na meta no horizonte relevante: as trajetórias de juros utilizadas internamente pelo Copom nas decisões de política monetária (que visam garantir a convergência da inflação para a meta no horizonte relevante) não coincidem, necessariamente, com a trajetória da Selic do cenário de referência, que é extraída da pesquisa Focus”, explicou o BC na nota.</p>
<p>      <!-- Relacionada --></p>
<p>            <!-- Relacionada -->
    </div>
<p>Com Informações da Agência Brasil<br />
https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2025-07/bc-so-publicara-nova-carta-em-abril-caso-ipca-continue-acima-do-teto</p>
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		<item>
		<title>IPCA de junho faz Brasil estourar novo modelo de metas de inflação</title>
		<link>https://portalpeloamordedeus.com/ipca-de-junho-faz-brasil-estourar-novo-modelo-de-metas-de-inflacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Portal Pelo Amor de Deus]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Jul 2025 16:46:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Os dados da inflação oficial, divulgados nesta quinta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que o país estourou o teto da meta de inflação pela primeira vez desde que a forma de apuração do resultado acumulado foi modificada pelo Conselho Monetário Nacional, no início deste ano. Antes dessa mudança, que passou a valer [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div>
<p>Os dados da inflação oficial, divulgados nesta quinta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que <strong>o país estourou o teto da meta de inflação pela primeira vez desde que a forma de apuração do resultado acumulado foi modificada pelo Conselho Monetário Nacional, no início deste ano.</strong><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/07/IPCA-de-junho-faz-Brasil-estourar-novo-modelo-de-metas.png?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/07/IPCA-de-junho-faz-Brasil-estourar-novo-modelo-de-metas.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Antes dessa mudança, que passou a valer neste ano, a meta de inflação já havia sido estourada oito vezes.</p>
<p>A meta de inflação determinada pelo CMN é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual (p.p) para mais ou para menos. <strong>O teto, portanto, é de 4,5%, e a inflação acumulada não pode superar esse patamar por seis meses consecutivos.</strong></p>
<p>Como o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) marcou 0,24% em junho, a soma de 5,35% em 12 meses foi a sexta consecutiva acima de 4,5%. </p>
<table border="1" cellpadding="1" cellspacing="1" style="width:500px;">
<caption><strong>IPCA acumulado em 12 meses (IBGE)</strong></caption>
<tbody>
<tr>
<td>Janeiro</td>
<td>4,56%</td>
</tr>
<tr>
<td>Fevereiro</td>
<td>5,06%</td>
</tr>
<tr>
<td>Março</td>
<td>5,48%</td>
</tr>
<tr>
<td>Abril</td>
<td>5,53%</td>
</tr>
<tr>
<td>Maio</td>
<td>5,32%</td>
</tr>
<tr>
<td>Junho</td>
<td>5,35%</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p> </p>
<p>Dentro do IPCA de 12 meses apurado em junho, o grupo de produtos e serviços que mais se destacou na alta foi o de alimentos e bebidas, com elevação de 6,66%.</p>
<h2>Mudança no regime de metas</h2>
<p>Instaurado no país em 1999, <strong>o regime de metas de inflação funcionou, até 2024, considerando apenas o resultado fechado de cada ano, de janeiro a dezembro.</strong> Desse modo, a meta só era estourada se o IPCA chegasse em dezembro fora do intervalo de tolerância.</p>
<p>Em 2023, uma resolução do CMN determinou que, de 2025 em diante, a meta deve ser apurada por um padrão que segue exemplos internacionais e é conhecido como &#8220;meta contínua&#8221;.</p>
<p>Assim, a verificação se desloca ao longo do tempo, não ficando mais restrita ao mês de dezembro de cada ano.</p>
<p>O Conselho Monetário Nacional (CMN) é composto pelos ministros da Fazenda, do Planejamento e o presidente do Banco Central (BC), e cabe ao Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central perseguir a meta.</p>
<p><strong>Segundo o BC, a utilização da meta contínua evita a caracterização de descumprimento em situações de variações temporárias na inflação.</strong> Esse é o caso, por exemplo, de um choque em preços de alimentos ou do petróleo, que façam com que a inflação fique fora do intervalo de tolerância por apenas alguns meses.</p>
<h2>Carta aberta</h2>
<p>Cada vez que o país estoura a meta de inflação, o presidente do BC tem que divulgar, por meio de carta aberta ao ministro da Fazenda, que preside o CMN, a descrição detalhada das causas do descumprimento, as providências para assegurar o retorno da inflação aos limites estabelecidos e o prazo no qual se espera que as providências produzam efeito.</p>
<p><a href="https://www.bcb.gov.br/controleinflacao/metainflacao" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">No site do BC</a>, estão o histórico de cumprimento ou não da meta e as cartas abertas redigidas.</p>
<p><strong>Além do primeiro semestre de 2025, a inflação ficou fora do intervalo de tolerância nos seguintes anos: 2001, 2002, 2003, 2015, 2017, 2021, 2022 e 2024.</strong></p>
<p>Dos nove episódios de estouro, apenas 2017 ficou abaixo do piso, quando o IPCA terminou o ano em 2,95%. O piso determinado era de 3%.</p>
<p>Em 2002, quando o teto da meta era 5,5%, o IPCA alcançou 12,53%, o maior desde a implantação do regime monetário. Em 2021, ano com efeitos da pandemia, chegou a 10,06%.</p>
<h2>Por que perseguir a meta?</h2>
<p><strong>De acordo com o BC, o regime de metas de inflação é o conjunto de procedimentos para garantir a estabilidade de preços nos país.</strong></p>
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        <noscript><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/07/IPCA-de-junho-faz-Brasil-estourar-novo-modelo-de-metas.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília (DF), 27/03/2025 - O presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo participa da apresentação do Relatório de Política Monetária, que substitui o Relatório Trimestral de Inflação. Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil" title="Antônio Cruz/Agência Brasil"/></noscript><br />
    <!-- END scald=418929 --></div>
<p><h6 class="meta">O presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo <strong>Antônio Cruz/Agência Brasil</strong><!--END copyright=418929--></h6>
</p>
</div>
<p>“A meta confere maior segurança sobre os rumos da política monetária, mostrando para a sociedade, de forma transparente, o compromisso do BC com a estabilidade de preços”, diz o BC.</p>
<p>Ainda de acordo com o Banco Central, a previsibilidade “melhora o planejamento das famílias, empresas e governo”.</p>
<p>Se, por um lado, a meta aponta um teto para a subida de preços, por outro, ela também determina que não seja muito baixa.</p>
<p><strong>Inflação muito baixa ou deflação (queda de preços) também pode ser ruim para a economia</strong>, uma vez que, se constante, cria um círculo vicioso que afasta o consumo ─ as pessoas podem evitar fazer compras na expectativa de os preços caírem mais ainda ─ e impacta negativamente o crescimento da economia e a geração de emprego.</p>
<h2>Efeito dos juros</h2>
<p>A principal forma de o BC perseguir a inflação é por meio da taxa básica de juros da economia, a Selic. A elevação da taxa faz com que empréstimos fiquem mais caros – seja para pessoa física ou empresas ─ e haja um freio na atividade econômica, o que tem potencial de conter aumento de preços. Por outro lado, desestimula investimentos e a criação de emprego e renda.</p>
<p>A Selic é determina pelo Copom em reuniões que acontecem a cada 45 dias aproximadamente.</p>
<p>Atualmente, a Selic está em 15% ao ano – o maior ponto da trajetória de alta iniciada em setembro de 2024. O presidente do BC, Gabriel Galípolo, tem dito que a Selic deve ficar alta por tempo prolongado, até conseguir empurrar a inflação para dentro da meta.</p>
<p>      <!-- Relacionada --></p>
<p>            <!-- Relacionada -->
    </div>
<p>Com Informações da Agência Brasil<br />
https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2025-07/ipca-de-junho-faz-brasil-estourar-novo-modelo-de-metas-de-inflacao</p>
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		<item>
		<title>Redução no preço do diesel da Petrobras não chega ao IPCA</title>
		<link>https://portalpeloamordedeus.com/reducao-no-preco-do-diesel-da-petrobras-nao-chega-ao-ipca/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Portal Pelo Amor de Deus]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 17 May 2025 14:24:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Desde janeiro de 2023, o preço do óleo diesel vendido pela Petrobras às distribuidoras de combustíveis caiu R$ 1,22 por litro. Se for levar em consideração a inflação do período, a redução equivale a um alívio de R$ 1,75 por litro. Isso representa queda de 34,9% desde então. Atualmente, o valor cobrado pela estatal é [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div>
<p>Desde janeiro de 2023, o preço do óleo diesel vendido pela Petrobras às distribuidoras de combustíveis caiu R$ 1,22 por litro. Se for levar em consideração a inflação do período, a redução equivale a um alívio de R$ 1,75 por litro. Isso representa queda de 34,9% desde então. Atualmente, o valor cobrado pela estatal é R$ 3,27 por litro, em média.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/05/Reducao-no-preco-do-diesel-da-Petrobras-nao-chega-ao.png?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/05/Reducao-no-preco-do-diesel-da-Petrobras-nao-chega-ao.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>No entanto, esse barateamento não foi sentido pelo consumidor final na mesma magnitude. De acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), índice oficial de inflação apurado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de janeiro de 2023 a abril de 2025, o óleo diesel ficou apenas 3,18% mais em conta.</p>
<ul>
<li>Diesel da Petrobras desde janeiro 2023: -34,9%</li>
<li>Diesel no IPCA desde janeiro 2023: -3,18%</li>
</ul>
<p>O diesel tem peso de 0,25% no IPCA. Porém, é o principal combustível utilizado no transporte terrestre de mercadorias, de forma que tem influência sobre o preço dos alimentos e outros produtos. Ou seja, a queda do preço ajuda o país a combater a inflação, atualmente em 5,53% em 12 meses, acima da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) de até 4,5%</p>
<h2>Olho no repasse</h2>
<p> </p>
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        <noscript><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/05/Reducao-no-preco-do-diesel-da-Petrobras-nao-chega-ao.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Rio de Janeiro (RJ), 27/02/2025 - O dirretor executivo de Logistica da Petrobras, Claudio Schlosser, fala durante coletiva sobre os resultados financeiros da Petrobras de 2024.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil" title="Tânia Rêgo/Agência Brasil"/></noscript><br />
    <!-- END scald=415491 --></div>
<p><h6 class="meta"><!--copyright=415491-->Diretor executivo de Logistica da Petrobras, Claudio Schlosser, constata que redução do preço não está sendo percebido pelo consumidor final &#8211; Foto: <strong>Tânia Rêgo/Agência Brasil</strong><!--END copyright=415491--></h6>
</p>
</div>
<p><strong>A diferença entre o comportamento do preço do diesel que sai das refinarias da Petrobras e o cobrado nos postos tem despertado atenção na companhia estatal.</strong></p>
<p>“A partir de 1º de abril, reduzimos R$ 0,45 no litro do diesel e, infelizmente, esse valor não está sendo percebido pelo consumidor final”, constatou o diretor de Logística, Comercialização e Mercados, Claudio Romeo Schlosser, durante apresentação do balanço da companhia na terça-feira (13).</p>
<blockquote>
<p>“Não temos o controle nem influência sobre como as distribuidoras e os revendedores ajustam os seus preços”, explicou o diretor.</p>
</blockquote>
<p>A redução de R$ 0,45 por litro mencionada por Claudio Schlosser se refere a três reajustes:</p>
<ul>
<li>6 de maio: R$ 0,16 por litro</li>
<li>18 de abril: R$ 0,12 por litro</li>
<li>1º de abril: R$ 0,17 por litro</li>
</ul>
<p>De acordo com acompanhamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), agência reguladora do setor, o preço médio de revenda do óleo nos postos se comportou da seguinte maneira:</p>
<ul>
<li>semana de 23 a 29 de março de 2025 (antes da redução de R$ 0,45): R$ 6,34</li>
<li>semana de 4 a 10 de maio de 2025 (Petrobras fez última redução em 6 de maio): R$ 6,13</li>
</ul>
<p>Nos postos, o combustível ficou apenas R$ 0,21 mais barato. Na comparação, é preciso levar em conta que na última semana de pesquisa de preços da ANP, muitos pontos de venda contavam ainda com estoques adquiridos com valores superiores ao novo patamar da Petrobras.</p>
<h2>Formação de preços</h2>
<p><strong>A ANP explica que os preços dos combustíveis no país são livres, por lei, desde 2002.</strong> </p>
<blockquote>
<p>“Não há preços máximos, mínimos, tabelamento, nem necessidade de autorização da ANP, nem de nenhum órgão público para que os preços sejam reajustados ao consumidor”, frisa a agência.</p>
</blockquote>
<div class="dnd-widget-wrapper context-grande_6colunas type-image atom-align-right">
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    <!-- END scald=255092 --></div>
<p><h6 class="meta"><!--copyright=255092-->Fiscais da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) fiscalizam postos revendedores de combustíveis &#8211; Foto: <strong>Marcelo Camargo/Agência Brasil</strong><!--END copyright=255092--></h6>
</p>
</div>
<p>A diferença entre a magnitude dos preços cobrados pela Petrobras e o exposto nas bombas de combustíveis é explicada por uma série de fatores.</p>
<p>Um deles é que a <strong>Petrobras não detém monopólio da venda de diesel às refinarias</strong>, apesar de ser a principal empresa do setor. </p>
<p>De acordo com a ANP, de 2023 a 2025, a participação da estatal como fornecedora do óleo combustível variou de 75,74% a 78,23%. <strong>Outras refinarias respondem por mais de 20% do mercado.</strong></p>
<p>Outro elemento é a composição do preço do diesel nas bombas:</p>
<ul>
<li>47,4% cabem à remuneração da Petrobras, que vende o diesel A nas refinarias. </li>
<li>Esse produto será ainda misturado ao biodiesel para que seja produzido o diesel B (86% de diesel A e 14% de biocombustível), que abastece os veículos</li>
<li>12,1% são o custo do biodiesel</li>
<li>17,4% do valor cobrado do consumidor final vão para distribuidoras e revendedoras</li>
<li>17,9% são impostos estaduais (ICMS)</li>
<li>5,1% são impostos federais (PIS/Cofins)</li>
</ul>
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<p><h6 class="meta"><!--copyright=287484-->Abastecimento de diesel &#8211; Foto : <strong>José Cruz/Agência Brasil</strong><!--END copyright=287484--></h6>
</p>
</div>
<h2>Política de preços</h2>
<p>Desde 2023, a Petrobras exerce política de preços considerada como “abrasileiramento” dos valores, pois leva em conta fatores como o custo da produção de petróleo no Brasil e a participação da Petrobras no mercado consumidor.</p>
<p><strong>A intenção é não trazer para o consumidor brasileiro as flutuações bruscas dos preços internacionais e manter a estatal competitiva, para não perder mercado para concorrentes.</strong></p>
<p>Segundo a estatal, a política de “abrasileiramento” permitiu que, em 2024, “mesmo com diversos eventos geopolíticos e um mercado internacional bastante volátil”, a Petrobras não repassasse esse “nervosismo” para o mercado brasileiro, mantendo os preços de venda estáveis por mais de 400 dias &#8211; de 27 de dezembro de 2023 a 1º de fevereiro de 2024.</p>
<p>O aumento mais recente do diesel foi em 1º de fevereiro de 2025.</p>
<h2>Cenário internacional</h2>
<p>Ao justificar as reduções recentes, a Petrobras afirma estar “atenta ao contexto de mercado nacional e internacional”.</p>
<blockquote>
<p>“Quando os preços internacionais de petróleo iniciaram trajetória de queda, a Petrobras também reagiu, atuando em prol dos interesses da companhia e da sociedade brasileira”, diz comunicado da empresa enviado à <strong>Agência Brasil</strong>.</p>
</blockquote>
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<p><h6 class="meta"><!--copyright=419632-->Presidente dos EUA, Donald Trump, anuncia medidas tarifárias &#8211; Foto: <strong>Reuters/Carlos Barria/Proibida reprodução</strong><!--END copyright=419632--></h6>
</p>
</div>
<p>Ainda de acordo com a estatal, a queda de preços internacionais do petróleo &#8211; a matéria prima do diesel &#8211; se deve, principalmente, às recentes medidas tarifárias implementadas pelo governo americano, “que sugerem efeitos duradouros na economia mundial”.</p>
<h2>Consumidor</h2>
<p>Na apresentação do balanço contábil do primeiro trimestre de 2025, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, fez coro à constatação de que a redução do diesel não tem chegado aos postos.</p>
<p><strong>Chambriard orientou que os consumidores questionem os pontos de revenda por que a redução “não está chegando na ponta”.</strong></p>
<p>“Pressionem, perguntem por que isso está acontecendo. Qual é o tipo de margem [de lucro], se essa margem é tolerável”, recomendou.</p>
<p>O economista Gilberto Braga, professor do Ibmec, explica que o represamento das reduções de preço mostra uma característica do setor.</p>
<blockquote>
<p>“Na cadeia entre a saída da refinaria até chegar no consumidor final, tendo aí no meio do caminho transportadora, distribuidores e postos de combustíveis, existem margens que estão sendo apropriadas por esses intermediários e não estão chegando para o consumidor final”, analisa.</p>
</blockquote>
<p><strong>Outro fator, segundo o economista, é a oneração de tributos.</strong> Em fevereiro de 2025, por exemplo, ocorreu o aumento do ICMS. A alíquota subiu R$ 0,06, de R$ 1,06 para R$ 1,12 por litro.</p>
<p>O reajuste do ICMS em todo o Brasil foi determinado pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que reúne os secretários de Fazenda dos estados. Pelo modelo em vigor desde o ano passado, as alíquotas de ICMS dos combustíveis passam a ser reajustadas anualmente.</p>
<h2>Marca BR</h2>
<p>A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, lamenta o fato de a companhia não atuar mais na venda direta ao consumidor. De 2019 a 2021, a estatal vendeu a então subsidiária BR Distribuidora, dona dos postos com a bandeira BR. O acordo de privatização permite que a compradora, Vibra Energia, mantenha a bandeira BR nos postos até 2029.</p>
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<p><h6 class="meta"><!--copyright=415487-->Presidente da Petrobras, Magda Chambriard, comenta os resultados financeiros da Petrobras de 2024 &#8211; Foto: <strong>Tânia Rêgo/Agência Brasil</strong><!--END copyright=415487--></h6>
</p>
</div>
<p>“Nos preocupa, sim, ter a nossa marca divulgada e espalhada pelo Brasil, vendendo uma gasolina acima do preço, incorporando margem”, declarou.</p>
<blockquote>
<p>“Infelizmente faz parte de um contrato, e o respeito aos contratos faz parte da nossa crença, então a gente não pode ultrapassar esse limite”, afirmou Chambriard.</p>
</blockquote>
<p><strong>A Vibra Energia é a maior distribuidora do país, com participação de 23% no mercado de diesel em 2024, segundo a ANP.</strong></p>
<h2>Postos</h2>
<p><strong>Os postos de combustíveis que atuam no Brasil rebatem declarações de que são os responsáveis pelos preços altos.</strong></p>
<p>Em fevereiro deste ano, um dia depois de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter dito que o povo é “assaltado pelo intermediário” em relação aos preços, a Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis), instituição que reúne 34 sindicatos patronais e representa os interesses de cerca de 45 mil postos de combustíveis no país, <a href="https://www.fecombustiveis.org.br/noticia/fecombustiveis--nota-de-esclarecimento/260057" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">divulgou uma nota</a> na qual esclarece o &#8220;funcionamento complexo da cadeia de combustíveis&#8221;.</p>
<p><strong>A entidade detalhou que os preços finais contam com parcelas de impostos estaduais e federais e que houve oneração.</strong></p>
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    <!-- END scald=115210 --></div>
<p><h6 class="meta"><!--copyright=115210-->Caminhão tanque abastece posto de combustível &#8211; Foto: <strong>Marcello Casal Jr/Agência Brasil</strong><!--END copyright=115210--></h6>
</p>
</div>
<p>Segundo a Fecombustíveis, as margens brutas da distribuição e revenda, na média, ficam em torno de 15%, retirando o frete.</p>
<blockquote>
<p>“Vale destacar que, dessa margem, são descontados os salários, encargos sociais e benefícios dos funcionários, aluguel (se houver), água, luz, incluindo todas as demais despesas inerentes à manutenção do negócio”, descreve a entidade.</p>
</blockquote>
<p>Os empresários acrescentam que a atividade é “um dos setores que mais contribuem para a geração de empregos, com aproximadamente 900 mil postos de trabalho diretos, além de ter um papel significativo na arrecadação de impostos dos estados e do país”.</p>
<p>Procurada pela <strong>Agência Brasil</strong> para comentar as declarações da presidente da Petrobras, a Vibra Energia preferiu não se manifestar.</p>
<p>      <!-- Relacionada --></p>
<p>            <!-- Relacionada -->
    </div>
<p>Com Informações da Agência Brasil<br />
https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2025-05/reducao-no-preco-do-diesel-da-petrobras-nao-chega-ao-ipca</p>
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