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		<title>Brasileiro está falando menos de política no WhatsApp, mostra estudo</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Dec 2025 11:12:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
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					<description><![CDATA[O compartilhamento de notícias de política está menos frequente em grupos de família, de amigos e de trabalho no WhatsApp. Além disso, mais da metade das pessoas que participam desses ambientes dizem ter medo de omitir opinião. A constatação faz parte do estudo Os Vetores da Comunicação Política em Aplicativos de Mensagens, divulgado nesta segunda-feira (15). [&#8230;]]]></description>
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<p><strong>O compartilhamento de notícias de política está menos frequente em grupos de família, de amigos e de trabalho no WhatsApp. Além disso, mais da metade das pessoas que participam desses ambientes dizem ter medo de omitir opinião.</strong><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/12/Brasileiro-esta-falando-menos-de-politica-no-WhatsApp-mostra-estudo.png?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/12/Brasileiro-esta-falando-menos-de-politica-no-WhatsApp-mostra-estudo.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>A constatação faz parte do estudo <strong><a href="https://internetlab.org.br/wp-content/uploads/2025/12/investigando-os-vetores-de-disseminacao-de-conteudo-eleitoral_Vfinal.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Os Vetores da Comunicação Política em Aplicativos de Mensagens</a></strong>, divulgado nesta segunda-feira (15).</p>
<p>O levantamento foi feito pelo centro independente de pesquisa <a href="https://internetlab.org.br/pt/" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">InternetLab</a> e pela <a href="https://conhecimentosocial.org/" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Rede Conhecimento Social</a>, instituições sem fins lucrativos.</p>
<p>A pesquisa identificou que <strong>mais da metade das pessoas que usam WhatsApp estão em grupos de família (54%) e de amigos (53%). Mais de um terço (38%) participam de grupos de trabalho.</strong></p>
<p><strong>Apenas 6% estão em grupos de debates de política. Em pesquisa realizada em 2020, eram 10%.</strong></p>
<p>Ao se debruçar sobre o conteúdo dos grupos de família, de amigos e de trabalho, os pesquisadores verificaram que, de 2021 a 2024, caiu a frequência dos que aparecem mensagens sobre política, políticos e governo.</p>
<p><strong>Em 2021, 34% das pessoas diziam que o grupo de família era no qual mais apareciam esse tipo de notícias. Em 2024, eram 27%</strong>.</p>
<p>Em relação aos grupos de amigos, a proporção caiu de 38% para 24%. Nos de trabalho, de 16% para 11%.</p>
<p>O estudo apresenta depoimentos de alguns dos entrevistados, sem identificá-los.</p>
<p>“Evitamos falar sobre política. Acho que todos têm um senso autorregulador ali, e cada um tenta ter bom senso para não misturar as coisas”, relata sobre o grupo de família uma mulher de 50 anos, de São Paulo.</p>
<p>As informações foram coletadas de forma <em>online</em> com 3.113 pessoas com 16 anos ou mais, de 20 de novembro a 10 de dezembro de 2024. Foram ouvidas pessoas de todas as regiões do país.</p>
<h2>Receio de se posicionar</h2>
<p>A pesquisa identificou que há receio em compartilhar opiniões políticas. <strong>Pouco mais da metade (56%) dos entrevistados disseram sentir medo de emitir opinião sobre política “porque o ambiente está muito agressivo”.</strong></p>
<p>Foi possível mapear que essa percepção foi sentida por 63% das pessoas que se consideravam de esquerda, 66% das de centro e 61% das de direita.</p>
<p>“Acho que os ataques hoje estão mais acalorados. Então, às vezes você fala alguma coisa e é mais complicado, o pessoal não quer debater, na verdade, já quer ir para a briga mesmo”, conta uma mulher de 36 anos, de Pernambuco.</p>
<p>Os autores do estudo afirmam que se consolidaram os comportamentos para evitar conflitos nos grupos. <strong>Os dados mostram que 52% dos entrevistados se policiam cada dia mais sobre o que falam nos grupos, enquanto 50% evitam falar de política no grupo da família para fugir de brigas.</strong></p>
<p>“As pessoas foram se autorregulando, e nos grupos onde sempre se discutia alguma coisa, hoje é praticamente zero. As pessoas tentam, alguém publica alguma coisa, mas é ignorado”, descreve uma entrevistada.</p>
<p>Cerca de dois terços (65%) dizem evitar compartilhar mensagens que possam atacar os valores de outras pessoas, segundo o levantamento.</p>
<p>Dos respondentes, 29% já saíram de grupos onde não se sentiam à vontade para expressar opinião política.</p>
<p>“Tive que sair, era demais, muita briga, muita discussão, propaganda política, bateção de boca”, conta uma entrevistada.</p>
<h2>Afirmação</h2>
<p>Mas o levantamento identifica também que<strong> 12% das pessoas compartilham algo considerado importante mesmo que possa causar desconforto em algum grupo.</strong></p>
<p>Dezoito por cento afirmam que, quando acreditam em uma ideia, compartilham mesmo que isso possa parecer ofensivo.</p>
<p>“Eu taco fogo no grupo. Gosto de assunto polêmico, gosto de falar, gosto de tacar lenha na fogueira e muitas vezes sou removida”, diz uma mulher de 26 anos de Minas Gerais.</p>
<p>Entre os 44% que se consideram seguros para falar sobre política no WhatsApp, são adotadas as seguintes estratégias:</p>
<ul>
<li>30% acham que mandar mensagens de humor é um bom jeito de falar sobre política sem provocar brigas;</li>
<li>34% acham que é melhor falar sobre política no privado do que em grupos;</li>
<li>29% falam sobre política apenas em grupos com pessoas que pensam igualmente.</li>
</ul>
<p>“Eu gosto de discutir, mas é individualmente. Eu não gosto de expor isso para todo mundo”, revela um entrevistado de 32 anos, do Espírito Santo.</p>
<p>“É como se as pessoas já tivessem aceitado que aquele grupo é mais alinhado com uma visão política específica. Entra quem quer”, define uma mulher, de 47 anos, do Rio Grande do Norte.</p>
<p>O estudo foi apoiado financeiramente pelo WhatsApp. De acordo com o InternetLab, a empresa não teve nenhuma ingerência sobre a pesquisa.</p>
<h2>Amadurecimento</h2>
<p>Uma das autoras do estudo, a diretora do InternetLab, Heloisa Massaro, constata que o WhatsApp é uma ferramenta &#8220;arraigada&#8221; no cotidiano das pessoas. Dessa forma, assim como no mundo &#8220;<em>offline</em>&#8220;, ou seja, presencial, o assunto política faz parte das interações.</p>
<p>O estudo é realizado anualmente, desde o fim de 2020. De acordo com Heloisa, ao longo dos anos, as pessoas &#8220;foram desenvolvendo normas éticas próprias para lidar com essa comunicação política no aplicativo&#8221;, principalmente nos grupos.</p>
<blockquote>
<p>&#8220;Elas se policiam mais, relatam um amadurecimento no uso&#8221;, diz a autora. &#8220;Ao longo do tempo, a gente vai observando essa ética de grupos nas relações dos aplicativos de mensagem para falar sobre política se desenvolvendo&#8221;, completa.</p>
</blockquote>
<p>      <!-- Relacionada --></p>
<p>            <!-- Relacionada -->
    </div>
<p>Com Informações da Agência Brasil<br />
https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2025-12/brasileiro-esta-falando-menos-de-politica-no-whatsapp-mostra-estudo</p>
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