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		<title>Caminhos da Reportagem debate uso excessivo de telas</title>
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<p>O <em>Caminhos da Reportagem</em> inédito que a <strong>TV Brasil</strong> exibe nesta segunda-feira (7), às 23h, discute como o uso exagerado de dispositivos eletrônicos tem afetado a capacidade de atenção. O episódio <em>As telas na era da desconexão</em> debate como as redes sociais capturam o foco e quais os efeitos delas principalmente entre crianças e adolescentes, e <strong>tenta responder a pergunta: é possível ter uma relação saudável com as telas?</strong><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/04/Caminhos-da-Reportagem-debate-uso-excessivo-de-telas.png?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/04/Caminhos-da-Reportagem-debate-uso-excessivo-de-telas.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p><strong>São mais de 480 milhões de dispositivos digitais em uso</strong> – uma média de 2,2 aparelhos por habitante, segundo levantamento da Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgado em junho de 2024. A revolução tecnológica do final do século 20 e início do século 21 colocou em nossas mãos aparelhos que transformaram o modo em que vivemos, mediando praticamente todas as atividades presentes em nossas rotinas.</p>
<p>As telas, presentes em smartphones, tablets e outros dispositivos digitais, nos oferecem um fluxo constante &#8211; quase infinito &#8211; de informações e conteúdos que se renovam a todo momento. <strong>É impossível absorver tudo isso.</strong> </p>
<p>De acordo com o psiquiatra Pedro Pan, “fomos evoluindo como sociedade, nessas últimas décadas, fomos assumindo muitas tarefas e tentando tocar várias coisas ao mesmo tempo. E, na verdade, a percepção é que o cérebro não conseguiu acompanhar toda essa ideia e tudo que a tecnologia trouxe para a gente de possibilidade”.</p>
<p>E as grandes empresas de tecnologia sabem disso. Quanto mais tempo gastarmos com redes sociais, por exemplo, mais fácil para elas de capitalizar. </p>
<blockquote>
<p>“Para você prender cada vez mais a atenção das pessoas, você precisa de produtos que viciam as pessoas. A gente tem que ter em conta que o que as plataformas querem, o principal modelo de negócio das plataformas é o engajamento”, afirma o diretor executivo do Núcleo Jornalismo, Sérgio Spagnuolo.</p>
</blockquote>
<p>A atenção humana é um produto – um negócio bilionário, que acaba por produzir efeitos significativos em nosso cérebro. <strong>Índices de casos de ansiedade explodiram no mundo</strong> – não apenas pelo efeito isolado da revolução digital, é claro, mas eles seguem em paralelo ao aumento do número de dispositivos móveis em nossos bolsos e mãos. A oferta interminável de conteúdo ultrassegmentado e fragmentado vem destruindo nossa capacidade de concentração. Será que conseguimos nos lembrar de algo que nos chamou a atenção na internet hoje? Será que formei alguma memória a respeito do que vi no meu feed na rede social?</p>
<p>Leonardo Ramos é estudante de história e assume que o uso excessivo de telas tem prejudicado sua vida. </p>
<blockquote>
<p>“A gota d’água, quando eu percebi que eu realmente estava dependente, foi na época de vestibular. No segundo ano do Ensino Médio eu estava tentando estudar por fora. E todo dia eu falava: ah, vou estudar física. Quando eu via, meu dia já tinha acabado”, diz. </p>
</blockquote>
<p>O estudante já chegou a ficar 14 horas conectado ao celular, vendo vídeos e redes sociais.</p>
<p>Com os celulares cada vez mais presentes, as telas estão fisgando as crianças cada vez mais cedo, em estágios cruciais para o seu desenvolvimento. Um estudo do Cetic, órgão vinculado ao Comitê Gestor da Internet no Brasil, revelou que quase metade das crianças até 2 anos – 44% delas – já têm acesso à internet. Depois da pandemia da covid-19, o número de crianças com idades entre 6 e 8 anos que têm seu próprio telefone celular quase dobrou. Passou de 18% para 36%.</p>
<p>Esse uso precoce de telas por muitas horas traz preocupação, como ressalta o pediatra e presidente da Associação Brasileira de Pediatria, Clóvis Constantino. </p>
<blockquote>
<p>“Se ela estiver muito exposta às duas dimensões, uma tela, sem oferta da interação social, da interação com os pais, da interação com a natureza, com o meio ambiente, porque ela exagera ou foi ofertado a ela inadequadamente as telas, ela vai ter prejuízo no seu desenvolvimento psíquico, social. Os primeiros anos de vida são fundamentais para que haja um bom desenvolvimento neuromotor ou não. E as telas? Oferecidas de maneira inadequada influenciam negativamente nesse desenvolvimento”, afirma.</p>
</blockquote>
<p>Nas escolas, o uso de celulares distrai e prejudica o aprendizado, ao mesmo tempo em que inibe as experiências de socialização. <strong>Diante desse cenário, especialistas recomendam limites diários no tempo de uso de celulares por crianças e adolescentes</strong> &#8211; alguns defendem até que eles não tenham acesso a dispositivos com redes sociais nessa idade. </p>
<p>No início deste ano, foi sancionada uma lei federal que proíbe o uso de eletrônicos portáteis nas escolas públicas e particulares de ensino – inclusive nos recreios e intervalos entre as aulas. <strong>A medida exige diálogo com a comunidade escolar e adaptações</strong> que não são simples de se implantar, afinal, nossas vidas dependem dos celulares – e os jovens sequer chegaram a conhecer um mundo em que não tivessem todos os recursos eletrônicos à disposição.</p>
<p>Isabella Gobbo estuda em uma escola estadual de São Paulo e tem 17 anos de idade. <strong>Ela assume que o celular nas escolas atrapalhava.</strong> Mas está com dificuldades para limitar o uso quando chega em casa, depois de tantas horas sem o aparelho. </p>
<blockquote>
<p>“Quando eu chego em casa, eu poderia usar aquele tempo para botar, sei lá, matéria em ordem e essas coisas assim, fazer trabalho. Só que como eu fiquei o dia todo sem usar [celular], eu acabo usando esse tempo que eu estou na minha casa para compensar o tempo que eu não fiquei no celular”, confessa.</p>
</blockquote>
<p>Para a diretora de uma escola particular de São Paulo Cláudia Tricate, o <strong>desafio de “desmamar” os adolescentes é um longa tarefa e que impactou tanto os alunos como os pais</strong>. </p>
<blockquote>
<p>“Para mim o maior de todos os efeitos foi perceber o drama que é para os adultos e para crianças e adolescentes não dar notícias. Eu fiquei impactada com o quanto aquilo foi pesado para as famílias e para eles. Porque as famílias, até então, achavam ótimo. Meus filhos vão ficar longe das telas. Mas na hora que aconteceu, eles falavam: mas como que eu falo com eles? Como eu faço agora? Como que eu vou saber se eles não estiverem bem?”.</p>
</blockquote>
<h2>Sobre o programa</h2>
<p>Produção jornalística semanal da <strong>TV Brasil</strong>, o <em>Caminhos da Reportagem</em> leva o telespectador para uma viagem pelo país e pelo mundo atrás de pautas especiais, com uma visão diferente, instigante e complexa de cada um dos assuntos escolhidos.</p>
<p><strong>No ar há mais de uma década</strong>, o <em>Caminhos da Reportagem</em> é uma das atrações jornalísticas mais premiadas não só do canal, como também da televisão brasileira. Para contar grandes histórias, os profissionais investigam assuntos variados e revelam os aspectos mais relevantes de cada assunto.</p>
<p>Saúde, economia, comportamento, educação, meio ambiente, segurança, prestação de serviços, cultura e outros tantos temas são abordados de maneira única. <strong>As matérias temáticas levam conteúdo de interesse para a sociedade pela telinha da emissora pública.</strong></p>
<p>Questões atuais e polêmicas são tratadas com profundidade e seriedade pela equipe de profissionais do canal. <strong>O trabalho minucioso e bem executado é reconhecido com diversas premiações importantes no meio jornalístico.</strong></p>
<p><strong>Exibido às segundas-feiras, às 23h, o <em>Caminhos da Reportagem</em> tem horário alternativo na madrugada para terça-feira, às 4h30.</strong> A produção disponibiliza as edições especiais no site http://tvbrasil.ebc.com.br/caminhosdareportagem e no YouTube da emissora pública em https://www.youtube.com/tvbrasil. As matérias anteriores também estão no aplicativo <strong>TV Brasil Play</strong>, disponível nas versões Android e iOS, e no site http://tvbrasilplay.com.br.</p>
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    </div>
<p>Com Informações da Agência Brasil<br />
https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2025-04/caminhos-da-reportagem-debate-uso-excessivo-de-telas</p>
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