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	<title>Especialista - Portal Pelo Amor de Deus</title>
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		<title>Educação deve ser direito e não herança de classe, diz especialista</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Oct 2025 11:17:33 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A redução das disparidades na aprendizagem de crianças e jovens nas escolas brasileiras passa pela superação de um quadro estrutural no país caracterizado pela &#8220;naturalização das desigualdades&#8221;, avalia o diretor de Políticas Públicas da Fundação Santillana, André Lázaro. Para o especialista, é preciso entender os processos que geram resultados muito ruins no que diz respeito à aprendizagem nas escolas. “Isso [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div>
<p>A redução das disparidades na aprendizagem de crianças e jovens nas escolas brasileiras passa pela<strong> superação de um quadro estrutural no país caracterizado pela &#8220;naturalização das desigualdades&#8221;</strong>, avalia o diretor de Políticas Públicas da Fundação Santillana, André Lázaro.<img decoding="async" src="https://portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/10/Educacao-deve-ser-direito-e-nao-heranca-de-classe-diz.png" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/><img decoding="async" src="https://portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/10/Educacao-deve-ser-direito-e-nao-heranca-de-classe-diz.gif" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Para o especialista, é preciso entender os processos que geram resultados muito ruins no que diz respeito à aprendizagem nas escolas.</p>
<blockquote>
<p>“Isso tem a ver com um problema brasileiro que é a naturalização das desigualdades. Joaquim Nabuco já dizia lá no século 19 que um país que viveu 300 anos com escravidão vai custar muito admitir a igualdade de todos. Estamos na fase em que a igualdade de todos perante a lei ainda está sendo afirmada como um valor”, diz.</p>
</blockquote>
<p>“Lamentavelmente, a educação é ainda hoje uma herança de classe, mas ela tem que ser um direito de todos”, defende.</p>
<p><strong>Considerando a parcela dos 20% mais pobres, apenas 2,4% dos jovens do 3º ano do ensino médio tiveram aprendizagem adequada em matemática e em língua portuguesa, no ano de 2023, enquanto o índice chegou a 16,3% entre os 20% mais ricos. </strong>Os dados são do Anuário Brasileiro da Educação Básica 2025, elaborado pela organização Todos Pela Educação, Fundação Santillana e Editora Moderna, divulgado na semana passada.</p>
<p>“Se você examinar [o recorte da pesquisa] que distingue urbano e rural, e os mais ricos e mais pobres, as diferenças são muito grandes, chegam a 20 pontos percentuais em alguns lugares [do país]”, aponta Lázaro, que foi professor na educação básica.</p>
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        <noscript><img decoding="async" src="https://portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/10/Educacao-deve-ser-direito-e-nao-heranca-de-classe-diz.jpg" alt="Brasília (DF), 30/09/2025 –  André Lázaro.&#13;&#10;Foto: André Lázaro/Arquivo pessoal" title="André Lázaro/Arquivo pessoal"/></noscript><br />
    <!-- END scald=438938 --></div>
<p><h6 class="meta">André Lázaro diz que o problema de aprendizagem não está só na rede pública, mas em escolas privadas também &#8211; <strong>Foto: André Lázaro/Arquivo pessoal</strong><!--END copyright=438938--></h6>
</p>
</div>
<p>Lázaro cita a <strong>questão racial</strong> e a <strong>condição em áreas rurais</strong> como<strong> pontos de atenção para a promoção da equidade na educação</strong>. “A população negra continua vivendo na educação desvantagens inaceitáveis para uma visão republicana. E não podemos ignorar que há 5 milhões de matrículas no campo, são 12% das matrículas nacionais.”</p>
<p>“Entre 2014 e 2024, portanto, o decênio do Plano Nacional de Educação, 16 mil escolas municipais dos anos iniciais foram fechadas no campo. E isso não tem a ver apenas com a dimensão da mudança demográfica, isso é uma pressão para expulsar as famílias do campo”, critica.</p>
<p>Para o especialista, o <strong>país precisa dar atenção às matrículas da educação no campo porque esse também é um direito da população rural.</strong></p>
<p>“Quando o seu filho começa a entrar na juventude, quer dar o melhor para ele, não tem escola [no campo]. Eles têm que ir para a cidade e vender a terra por qualquer preço. A concentração fundiária cresce, e a agricultura familiar perde.”</p>
<p>Entre as ferramentas para combater a educação como uma herança de classe, ele cita o exemplo das políticas afirmativas implementadas no ensino superior.</p>
<blockquote>
<p>“As cotas criaram condições favoráveis para que parte da população jovem negra, estudante de escola pública e pobre pudesse entrar na universidade pública. Isso melhorou muito o debate público, porque hoje você tem intelectuais de grande porte que foram beneficiários de cotas e são vozes importantes no debate nacional.”</p>
</blockquote>
<h2>Públicas x privadas</h2>
<p>O anuário mostra que apenas 4,5% dos jovens do 3º ano do ensino médio de escolas públicas tiveram aprendizagem adequada em matemática e em língua portuguesa, enquanto nas escolas particulares o índice chega a 28%.</p>
<p>Lázaro aponta, no entanto, que o<strong> problema de aprendizagem dos chamados saberes clássicos não está só na rede pública, mas em toda a rede de ensino nacional, incluindo as escolas privadas</strong>. “No final do ensino médio, mesmo as escolas privadas, mesmo os 20% mais ricos, têm aprendizagens insuficientes, proporcionalmente falando.”</p>
<p>“Esse é um problema nacional. Mesmo as escolas privadas têm resultados escolares ruins, quer confrontando com o Pisa [Programa Internacional de Avaliação de Estudantes], quer a partir dos parâmetros que o Todos pela Educação propõe de aprendizagem adequada”, acrescenta.</p>
<h2>Conquistas</h2>
<p>O professor ressalta que historicamente houve conquistas da sociedade no sentido de garantir o direito à educação, como as taxas de inclusão elevadas. De cada 100 crianças, 95 ingressam na pré-escola, tanto na rede pública quanto na privada.</p>
<p>“Os 47 milhões de matrículas de educação básica brasileira nos mostram que temos, na escola, uma nação que é mais populosa do que a Argentina, uma coisa incrível. Se você somar os docentes, que são 2,3 milhões, é uma população escolar brasileira maior do que a da Espanha”, menciona.</p>
<p>“Nós temos um potencial extraordinário. Essa população recebe livros didáticos de qualidade, tem transporte escolar, tem merenda escolar”, ressalta. O anuário mostrou que, <strong>em 2024, o percentual de matrícula para os anos finais do ensino fundamental alcançou o patamar próximo à universalização: foram 97,6% dos jovens de 11 a 14 anos nessa etapa de ensino, 11,3 pontos percentuais acima do índice verificado em 2014.</strong></p>
<p>Nos anos iniciais do fundamental, o índice de matriculados entre as crianças de 6 a 10 anos ficou em 93,3%, sendo o menor da série histórica. Os jovens de 15 a 17 anos matriculados no ensino médio correspondiam a 82,8%, em 2024 – aumento de quase 10 pontos percentuais desde 2014, quando a taxa era de 72,9%.</p>
<h2>Carências</h2>
<p>O professor avalia, no entanto, que <strong>é preciso questionar o que ainda falta educação brasileira, como financiamento, reconhecimento da diversidade e valorização da carreira docente</strong>. “São questões muito articuladas que acabam gerando resultados precários e frustrando os nossos jovens diante do seu direito a uma educação capaz de ser o fator de transformação de que o país precisa.”</p>
<p>Lázaro ressalta que o Brasil passa por um <strong>processo de desprofissionalização da carreira docente</strong>, o que também tem <strong>impactos negativos no sistema de educação</strong>. “O anuário mostra que 49% dos docentes das redes estaduais têm contratos temporários. Imagine você trabalhar numa equipe em que se troca metade das pessoas a cada ano. Qual é o espírito de corpo que você terá? Como se constrói uma unidade [dentro] da escola?”</p>
<p>Para o especialista, a política educacional do país deve reconhecer também o<strong> valor da diversidade entre as regiões e torná-la um ativo para a vida escolar</strong>. “O Brasil está num dilema educacional que eu não acho pequeno, que é: em nome da igualdade, nós estamos gerando uma padronização. A igualdade deveria ser capaz de reconhecer a diversidade, [em vez de] entender que igualdade é que todos façam a mesma coisa ao mesmo tempo, que é um pouco o que a BNCC [Base Nacional Comum Curricular] acabou impondo.”</p>
<p>      <!-- Relacionada --></p>
<p>            <!-- Relacionada -->
    </div>
<p>Com Informações da Agência Brasil<br />
https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2025-09/educacao-deve-ser-direito-e-nao-heranca-de-classe-diz-especialista</p>
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		<item>
		<title>Brasil é referência na alimentação escolar, diz especialista</title>
		<link>https://portalpeloamordedeus.com/brasil-e-referencia-na-alimentacao-escolar-diz-especialista/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Portal Pelo Amor de Deus]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Sep 2025 13:04:55 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[“O Brasil não gosta de se auto elogiar”. É assim que Daniel Balaban, diretor do Programa Mundial de Alimentos da Organização das Nações Unidas (ONU) no Brasil, começa a responder perguntas sobre a política brasileira de alimentação nas escolas. Apesar dessa espécie de modéstia nacional, as Nações Unidas reconhecem o Programa Nacional de Alimentação Escolar [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div>
<p><strong>“O Brasil não gosta de se auto elogiar”. É assim que Daniel Balaban, diretor do Programa Mundial de Alimentos da Organização das Nações Unidas (ONU) no Brasil, começa a responder perguntas sobre a política brasileira de alimentação nas escolas.</strong><img decoding="async" src="https://portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/09/Brasil-e-referencia-na-alimentacao-escolar-diz-especialista.png" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/><img decoding="async" src="https://portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/09/Brasil-e-referencia-na-alimentacao-escolar-diz-especialista.gif" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Apesar dessa espécie de modéstia nacional, as Nações Unidas reconhecem o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) como um “dos maiores e melhores projetos de alimentação escolar do mundo”, disse Balaban. </p>
<p><strong>Oficialmente, o projeto completou 70 anos. Mas, para o representante da ONU, ele ganhou destaque a partir de 2009. Foi quando entrou em vigor a lei que definiu os parâmetros do tipo de comida que deveria estar nas escolas, tirando espaço dos biscoitos açucarados para colocar refeições completas no lugar.</strong></p>
<p>Foi também em 2009 que Fernando Luiz Venâncio deu uma guinada na carreira. O colega que cuidava da cozinha da empresa onde trabalhava saiu de férias e Fernando, até então metalúrgico, se ofereceu para ficar no lugar. Nunca mais saiu de perto das panelas.</p>
<p>Hoje, ele chefia a equipe responsável pelas três refeições servidas todos os dias para os mais de 400 estudantes da Escola Johnson, em Fortaleza, no Ceará. Uma escola de ensino médio em tempo integral. </p>
<p>No cardápio há pratos como baião de dois, carne picadinha, farofa de ovo e o aclamado creme de galinha.</p>
<h2>Peito de galinha</h2>
<blockquote>
<p>“O creme de galinha não posso trocar por nada”, diz Fernando. Feito com peito de galinha desfiado e caldo de legumes, o prato não passa perto de ingredientes como creme de leite.  “Não pode. A gente não usa isso, não usa queijo, nada disso”, diz Fernando.</p>
</blockquote>
<p>A restrição não é aleatória. A comida tem que atender todos os estudantes, incluindo os que têm restrições alimentares. “A gente não pode fazer uma comida para dez e outra para 400. Tem que fazer para todo mundo, todos devem comer, tem que gostar e sem passar mal”, avalia. </p>
<p>Mas não é o Fernando quem define o que entra no cardápio. “A nutricionista passa para a gente e a gente tem que trabalhar em cima do cardápio”, enfatiza.  A presença de nutricionistas no espaço escolar é uma das exigências de uma lei de 2009 que transformou merenda em refeição. Os cardápios precisam atender às necessidades nutricionais, estar conectados à cultura local, priorizar alimentos preparados na própria escola, restringir ao máximo de 15% a presença de ultraprocessados e privilegiar alimentos da agricultura familiar, com no mínimo 30% de alimentos com essa origem. </p>
<h2>Do campo para a escola</h2>
<blockquote>
<p>“De tudo o que eu produzo, 30% vão para a merenda escolar”, afirma Marli Oliveira, agricultora familiar. No sítio de 6,5 hectares, em Ocara, no Ceará, ela cria galinhas caipiras, porcos, ovinos e abelhas. Mel, ovos e carnes que não vão para o Pnae, ficam nas vendinhas do município. Mas a venda garantida para as escolas “faz diferença na vida do agricultor, principalmente nos pequenos municípios, já que a renda é praticamente da agricultura”, explica Marli. </p>
</blockquote>
<p><strong>Um levantamento do Observatório da Alimentação Escolar (OAE) traduziu em números o que é fazer a “diferença”. O estudo mostra que, para cada R$ 1 que o Pnae investe na agricultura e na pecuária familiar, o Produto Interno Bruto (PIB) nacional cresce R$ 1,52 na agricultura e R$ 1,66 na pecuária. </strong></p>
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        <noscript><img decoding="async" src="https://portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/09/Brasil-e-referencia-na-alimentacao-escolar-diz-especialista.jpg" alt="Brasília (DF), 29/09/2025 – Marli Oliveira, agricultora familiar que fornece ovos, mel e carnes de galinha, porco e ovinos para o Pnae no Ceará &#13;&#10; Como o Brasil virou referência na alimentação escolar .&#13;&#10;Foto: Marli Oliveira/Arquivo pessoal" title="Marli Oliveira/Arquivo pessoal"/></noscript><br />
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<div class="dnd-caption-wrapper">
<p><!--copyright=438751-->Marli Oliveira, agricultora familiar, fornece ovos, mel, carnes de galinha, porco e ovinos para o Pnae no Ceará &#8211; Foto: <strong>Marli Oliveira/Arquivo pessoal</strong><!--END copyright=438751--></p>
</div>
</div>
<p>A partir de 2026, a participação da agricultura familiar no Pnae pode chegar a pelo menos 45%.  Alteração aprovada pelo Congresso Nacional pode ser sancionada pelo presidente Lula. Luzia Márcia, que é assentada da reforma agrária e produz castanha de caju em Chorozinho, no Ceará, comemorou a mudança. Ela ainda não fornece para o Pnae. “A gente até concorreu recentemente. Infelizmente, pela questão da pontuação, a gente não passou”, assegura.</p>
<p>Com o aumento da demanda, ela espera conseguir abrir a porta: “o Pnae é muito importante porque o escoamento da produção é um dos maiores gargalos do agricultor hoje. Não é só produzir, mas é onde eu vou colocar minha produção?”.</p>
<h2>Tipo exportação</h2>
<p>Entre os dias 18 e 19 de setembro, o Brasil sediou a 2ª Cúpula da Coalização Global pela Alimentação Escolar, que reuniu representantes de mais de 90 países que se comprometeram a garantir comida de qualidade para mais de 700 milhões de estudantes até 2030. </p>
<p>Foi lá que a ministra da Educação de São Tomé e Príncipe, Isabel Abreu, falou da cooperação com o Brasil. “Nossas nutricionistas foram formadas <em>online </em>com nutricionistas do Brasil e tivemos o apoio de uma nutricionista brasileira que ficou conosco três anos a orientando como confeccionar a refeição”, assegura Isabel. São Tomé também tem sido seguido no princípio de colocar alimentos locais dentro da escola.</p>
<p>Hoje, no Brasil, o Pnae atende 40 milhões de estudantes todos os dias, da creche ao EJA (Educação de Jovens e Adultos.</p>
<blockquote>
<p>“O programa ajudou o Brasil a sair do Mapa da Fome da ONU,” observa Daniel Balaban. “Se você não tivesse comida na escola, você deixaria em insegurança alimentar grande parte desses 40 milhões de alunos. Para muitos, a principal refeição do dia é na escola”, enfatiza.</p>
</blockquote>
<h2>Desafios</h2>
<p>No entanto, apesar dos elogios, tocar o Pnae no dia a dia é tarefa cercada de desafios. Em 2025, o orçamento do programa foi de R$ 5,5 bilhões. O repasse por dia por estudante variou de R$ 0,41 para alunos do EJA até R$ 1,37 para creches e estudantes do ensino integral. Mas, antes do último reajuste, em 2023, os valores ficaram congelados por cinco anos<u>.</u> </p>
<p>Além do repasse federal, estados e municípios precisam complementar o valor com recursos próprios. Mas, nem sempre isso acontece. Segundo o Observatório da Alimentação Escolar, mais de 30% dos municípios das regiões Norte e Nordeste do Brasil não fazem isso. </p>
<p>Em outro levantamento, o OAE ouviu nutricionistas do Brasil para saber se eles conseguem cumprir as exigências nutricionais do programa.</p>
<p>Praticamente a metade (47%) disse que não e apontou os problemas. Entre os mais frequentes estão a falta de estrutura para o preparo da alimentação, a resistência das famílias e dos profissionais de educação, a inflação dos alimentos, o orçamento curto e a falta de profissionais de nutrição e de cozinheiros e cozinheiras. </p>
<h2>Alimentação escolar</h2>
<p>Para Albaneide Peixinho, presidente da Associação Brasileira de Nutrição, esses problemas são reflexo de como os gestores públicos seguem entendendo a alimentação escolar.</p>
<blockquote>
<p>“Infelizmente, a visão que a maioria dos gestores ainda tem é de que o programa se chama ‘merenda’. Ele é apenas um lanche rápido do ponto de vista do conceito da nutrição. [Eles] entendem como um programa assistencialista e acham que é um grande favor que estão fazendo”, acentua. </p>
</blockquote>
<p><strong>Albaneide coordenou o Pnae durante 13 anos e fez parte da equipe que elaborou a lei de 2009 que está tentando enterrar essa ideia da merenda. Se contrapondo a essa noção antiga, ela lembra de outro ingrediente que diferencia o Pnae: “esse é um programa pedagógico de promoção à saúde. A formação de hábitos saudáveis é tão importante quanto a oferta das refeições que contribuem para a melhoria do ensino-aprendizagem”</strong>. E finaliza: “apesar de entender que o Pnae é uma referência mundial, porque está na Constituição, algo que muitos países não têm, ainda há muito a avançar”. </p>
<p><em>* A repórter viajou a convite do MEC</em></p>
<p>      <!-- Relacionada --></p>
<p>            <!-- Relacionada -->
    </div>
<p>Com Informações da Agência Brasil<br />
https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2025-09/brasil-e-referencia-na-alimentacao-escolar-diz-especialista</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>País precisa dar prioridade política à alfabetização, diz especialista</title>
		<link>https://portalpeloamordedeus.com/pais-precisa-dar-prioridade-politica-a-alfabetizacao-diz-especialista/</link>
		
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		<pubDate>Sun, 24 Aug 2025 13:53:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Até o fim de 2025, o Brasil espera que ao menos 64% dos estudantes concluintes do 2º ano do ensino fundamental estejam plenamente alfabetizados. Isso significa serem capazes de ler frases e textos curtos e, ainda, localizar informações explícitas em textos curtos, como os de bilhetes ou crônicas, entre outras habilidades definidas na Base Nacional Comum Curricular [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div>
<p>Até o fim de 2025, o Brasil espera que ao menos 64% dos estudantes concluintes do 2º ano do ensino fundamental estejam plenamente alfabetizados. Isso significa serem capazes de ler frases e textos curtos e, ainda, localizar informações explícitas em textos curtos, como os de bilhetes ou crônicas, entre outras habilidades definidas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC). A meta foi estabelecida no Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA) do Ministério da Educação (MEC), lançado em 2023, que opera em regime de colaboração entre a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios.<img decoding="async" src="https://portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/08/Pais-precisa-dar-prioridade-politica-a-alfabetizacao-diz-especialista.png" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/><img decoding="async" src="https://portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/08/Pais-precisa-dar-prioridade-politica-a-alfabetizacao-diz-especialista.gif" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Para o CEO da Fundação Lemann, Denis Mizne, o país precisa dar prioridade política para a alfabetização e compreender que, apesar de ser considerado um assunto &#8220;velho&#8221; na pauta de educação, o problema ainda não foi superado.</p>
<p>Em entrevista à <strong>Agência Brasil</strong>, ele comentou os desafios a serem superados para que o patamar de 80% das crianças alfabetizadas possa ser alcançado e destacou a necessidade de melhorar a aplicação dos recursos do programa e empenhar esforços para buscar as crianças mais vulneráveis dentro de cada escola e rede de ensino. </p>
<p>Em 2024, a proposta do compromisso nacional foi de ter 60% dos estudantes alfabetizados, mas as redes de ensino &#8220;passaram raspando&#8221;: 59,2% dos 2 milhões de crianças brasileiras avaliadas pelos estados nessa etapa de ensino, em 42 mil escolas brasileiras, alcançaram o Indicador Criança Alfabetizada, ou seja, foram consideradas alfabetizadas. Para 2030, a meta é mais ambiciosa: no mínimo, 80% das crianças brasileiras devem saber ler e escrever ao fim do 2º ano do ensino fundamental.</p>
<p>O Compromisso Nacional Criança Alfabetizada já tem a adesão de todos os estados e de 99% dos municípios, o que foi comemorado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante a entrega do Prêmio MEC da Educação Brasileira, neste mês. Até 2024, apenas o estado de Roraima não havia firmado o CNCA.</p>
<p>A Fundação Lemann compõe, desde 2019, a Aliança pela Alfabetização, juntamente com o Instituto Natura e a Associação Bem Comum. O intuito é apoiar tecnicamente estados e municípios brasileiros no planejamento e na implementação de políticas públicas de alfabetização. O programa já foi implementado em 18 estados, impactando 2,8 milhões de estudantes.</p>
<p>Leia abaixo os principais trechos da entrevista com o especialista:</p>
<p><strong>Agência Brasil</strong>: Como avalia o fato de o Brasil quase chegar à meta do Indicador Criança Alfabetizada para 2024, com 59,2% das crianças alfabetizadas?</p>
<p><strong>Denis Mizne</strong>: A gente esteve muito perto. Pelas nossas medições, a gente já estava capturando que o Brasil tinha avançado. Então, essa é uma boa notícia. Se o Rio Grande do Sul não tivesse tido as enchentes de 2024 e só mantivesse o nível de alfabetização do ano anterior, a gente teria superado a meta como país.</p>
<p><strong>Agência Brasil</strong>:  O que deve ser ajustado nas políticas públicas para que o indicador bata a marca de ter, pelo menos, 80% das crianças brasileiras alfabetizadas até 2030, rumo à universalização?</p>
<p><strong>Denis Mizne</strong>: Precisamos intensificar aquilo que vem sendo feito. A primeira ação é dar prioridade política para a alfabetização. Até pouco tempo atrás, no Brasil, a alfabetização era considerada um assunto velho, que parecia ter sido superado. O que não é verdade. Em 2019, só metade das crianças eram alfabetizadas na idade certa. E na pandemia [da covid-19], somente 31%. Então, a prioridade política dada ao Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, com a liderança de vários governadores, em compromisso com a alfabetização, fez com que o governo federal passasse a investir nisso. Os governos estaduais ajudassem os municípios e esses pudessem ter mais condições de fazer esse trabalho. A segunda dimensão é usar bem os recursos disponíveis. O Compromisso Nacional Criança Alfabetizada disponibiliza bastante dinheiro para os municípios acelerarem a alfabetização, para formar os professores alfabetizadores e para ajudar as crianças que estão com mais dificuldade. Ainda tem muito dinheiro que não está sendo usado. Isso é [fruto da] dificuldade de execução da secretaria [de Educação] lá na ponta. O terceiro [foco] é que a gente siga buscando as crianças com maiores dificuldades. Dentro de cada escola, de cada município, de cada regional [de ensino], de cada estado, há crianças mais vulneráveis e escolas que têm mais dificuldades. A combinação desses esforços gera maiores ganhos na alfabetização de crianças e no progresso dessa meta.</p>
<p><strong>Agência Brasil</strong>: A meta para 2030 é factível em todo o Brasil?</p>
<p><strong>Denis Mizne</strong>: Os 80% de alfabetizados são factíveis, mas acho a meta tímida. Gostaria até de vê-la mais alta, mirando todas as crianças, o que é possível. Uma série de estados superaram a meta, ricos, mais pobres, em regiões diferentes do Brasil, conseguindo fazer um bom trabalho de superação dessas metas.</p>
<p><strong>Agência Brasil</strong>:  O monitoramento do Indicador Criança Alfabetizada ajuda nessa tarefa?</p>
<p><strong>Denis Mizne</strong>: Como todo ano sai o índice, quanto mais a gente acompanhar, gerar responsabilização e estímulos, porque há várias políticas associadas a esses índices, dinheiro do ICMS, apoio para as redes [de ensino], a gente também vai aprendendo o que funciona. Os municípios podem fazer mais trocas entre eles, entre as regionais [de ensino], entre os estados, daquilo que está funcionando e como é que se copia, no bom sentido, e leva para frente.</p>
<p><strong>Agência Brasil</strong>: A fundação considera baixos os parâmetros estabelecidos sobre habilidades básicas de leitura e de escrita a serem desenvolvidas por um estudante alfabetizado? O que esperar do aprendizado de uma criança no fim do segundo ano do ensino fundamental?</p>
<p><strong>Denis Mizne</strong>: É desejável e importante ter uma barra alta [na alfabetização]. Por outro lado, precisa ser uma barra crível, senão as redes [de ensino] vão desistir de perseguir. Historicamente, no Brasil, uma criança de uma família rica tem acesso em casa a livros, materiais de leitura, e o vocabulário é muito amplo, desde a primeira infância. Na pré-escola dessas crianças, já há uma introdução e elas chegam ao primeiro ano, muitas vezes, alfabetizadas. Nos estados com renda mais alta, é comum ter crianças alfabetizadas aos cinco, ou seis anos de idade. Não aos sete anos. Mas, ainda não é possível ser essa barra para o Brasil inteiro. É mais importante ter uma barra que esteja alinhada à Base Nacional Comum Curricular, quando o Brasil diz qual é a expectativa ao fim do segundo ano e que está indo atrás de cumpri-la. Por isso, está certa a meta do Inep de colocar os 743 pontos [na escala Saeb]. Mas, é desejável, daqui a alguns anos, que a gente discuta se não é possível subir um pouco essa barra. Foi o que aconteceu em Sobral, no Ceará. Houve a primeira, a segunda barra e a terceira delas. Conforme foi mostrada a capacidade de entregar, as pessoas iam subindo um pouco a expectativa. Agora, é hora de colocar a alfabetização no centro, medir, saber o que está acontecendo, trocar boas práticas e, gradativamente, ir subindo mais a barra para que essa distância de renda não persista.</p>
<p><strong>Agência Brasil</strong>: As desigualdades socioeconômicas regionais mudam a qualidade da alfabetização na idade certa?</p>
<p><strong>Denis Mizne</strong>: No Brasil, há mais ou menos 500 cidades, ou cerca de 10% dos municípios do país, com mais de 90% de crianças alfabetizadas. Desses municípios, um número grande está entre os menores PIB do Brasil. Então, é possível alfabetizar crianças independentemente do nível socioeconômico. A maior referência de alfabetização no Brasil é Sobral, no Ceará. Não é São Caetano, São Paulo ou Rio de Janeiro, que são cidades muito mais ricas. Municípios muito pobres estão alfabetizando as suas crianças em grandes números. Então, essa desculpa não vale. Temos que saber o que tem de ser feito. Não é a renda das famílias das crianças que impede alguém de ser alfabetizado. Cabe à prefeitura, ao estado, à sociedade civil, apoiar para que essas crianças consigam efetivamente ter esse resultado. </p>
<p><strong>Agência Brasil</strong>: Efetivamente, quais são os prejuízos de uma alfabetização de baixa qualidade ou fora da idade adequada?</p>
<p><strong>Denis Mizne</strong>: A alfabetização é a base de tudo. Se eu não aprender a ler, eu não vou conseguir ler para aprender. A criança que sai do 2º ou do 3º ano [do ensino fundamental] não alfabetizada, o que significa a escola para ela? Como que ela consegue fazer a lição de casa, fazer as provas? Como que ela consegue ler a lousa? Ela não consegue. Então, essa criança não vai abandonar imediatamente a escola, porque é muito pequena, os pais vão mandá-la para a escola. Mas quando chegar à metade do fundamental 2, ou ela vai abandonar ou, se persistir, terá um desempenho muito, muito baixo. </p>
<p><strong>Agência Brasil</strong>: E a médio e longo prazos?</p>
<p><strong>Denis Mizne</strong>: Não é um prejuízo somente para essa criança, é para o Brasil. À medida que as crianças não terminam a escola, diferentemente do esperado, não vão poder contribuir com o país da mesma maneira, não irão para ensino superior, ao ensino técnico, e vão ter muitas limitações. Há décadas, o Brasil paga o preço de não dar atenção total à educação básica. Não é suficiente alfabetizar a criança no segundo ano, mas é uma condição absolutamente necessária para que se possa ter uma educação de qualidade e dar também às escolas essa sensação de que toda criança é capaz de aprender.</p>
<p><strong>Agência Brasil</strong>: Qual o diferencial de Sobral, no Ceará, para ter conquistado bons índices na educação básica?</p>
<p><strong>Denis Mizne</strong>: Prioridade política. Em 2005, Sobral era o município de número 1,5 mil no ranking equivalente do Ideb [Índice de Desenvolvimento da Educação Básica], que avalia o desempenho no fim do 5º ano. Em 2015, Sobral foi o número um, ou seja, subiu 1,5 mil posições em dez anos. Fez isso com trabalho, foco, apoio aos professores, medição para saber o que está acontecendo, e consequências. Se está indo bem, ótimo. Se não está indo bem, o que precisa mudar para ir bem? Lá eles valorizaram se as crianças estavam aprendendo. Porque é para isso que existe a escola, fundamentalmente, para garantir que as crianças consigam se desenvolver, ter seu direito à educação garantido. Aos poucos, isso foi se expandindo a tal ponto que, hoje, Sobral vai bem, não só na alfabetização, mas em todo o fundamental 1, no fundamental 2 e, agora, no ensino médio.</p>
<p><strong>Agência Brasil</strong>: E virou exemplo de excelência.</p>
<p><strong>Denis Mizne</strong>: O Ceará foi o primeiro a pegar a experiência de Sobral e replicar para todos os seus municípios e se comprometeu a apoiá-los. O ministro [Camilo Santana, do Ministério da Educação] foi governador do Ceará, e a Isolda [Cela], que foi secretária-executiva [do MEC], foi secretária de Educação de Sobral e do Ceará, e governadora do Ceará, levaram essa experiência para todo o país, por meio do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada. É preciso sustentar isso no tempo. A gente está só no segundo ano do Índice Criança Alfabetizada. Desejo que isso vire uma política de Estado.</p>
<p><strong>Agência Brasil</strong>: Surpreendem os resultados do Brasil no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), em que crianças que não compreendem leituras, sem falar no aprendizado abaixo da média da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) em matemática e ciências?</p>
<p><strong>Denis Mizne</strong>: Não surpreende, porque não tem milagre. Não há jeito de ignorar os primeiros anos da escola e tentar recuperar tudo aos 15 anos de idade. A aprendizagem é um processo contínuo e que depende de uma coisa para chegar na outra. Se há buracos e eles são ignorados, não tem como desenvolver as próximas habilidades. Então, o descaso com o tema da alfabetização gerou muitos prejuízos. A boa notícia é que não se pode mais falar em descaso, onde todos os governadores estão comprometidos e, praticamente, a totalidade dos municípios fazem a prova do ICA. E ainda, há, agora, incentivos tributários associados à alfabetização, algo que tem muito valor no mundo político, porque ganha-se mais orçamento se eu conseguir fazer bons progressos em alfabetização. O gestor tem apoio do MEC, apoio dos estados, apoio da Fundação Lemann, do Instituto Natura, da Associação Bem Comum, todos trabalhando em direção a garantir a alfabetização. Fizemos uma virada de página importante e vamos colher esses resultados. Não podemos desistir. Ainda tem 40% de crianças não alfabetizadas. Temos que ir atrás e garantir que isso aconteça e, gradativamente, ir melhorando esse processo.</p>
<p><strong>Agência Brasil</strong>: O Indicador Criança Alfabetizada usa uma metodologia censitária que avalia todos os alunos do 2º ano do ensino fundamental 1, por meio das avaliações estaduais da educação básica alinhadas ao MEC. A Fundação Lemann concorda com a substituição do Saeb, que faz avaliações por amostragem, pelo novo indicador?</p>
<p><strong>Denis Mizne</strong>: Concordo. O Saeb do segundo ano tem uma amostra muito pequena e ele trouxe muitos problemas. O Saeb não é feito para avaliar o aluno. Desde que foi criado, 20 anos atrás, a função do Saeb é avaliar o sistema. O Saeb demora muito para sair, acontece a cada 2 anos, mas é divulgado quase um ano depois da prova, o que é um absurdo. Deveria ser muito mais rápido, mas não é. O Saeb não é uma avaliação para dizer se o aluno está indo bem, mas para dizer como está indo a educação no Brasil, no geral. O que é importante e poucos países fazem. O Brasil faz. Mas para dar mais velocidade, priorizar, oferecer suporte e ter consequências, ter incentivos, é preciso ter uma prova em uma frequência menor e que seja censitária. Por isso, o Índice Criança Alfabetizada é uma boa ideia, porque é censitário e acontece todos os anos. Acho que, a cada ano, conforme for se aprimorando, o índice estará melhor. O importante é que ele foi abraçado.</p>
<p> </p>
<p>      <!-- Relacionada --></p>
<p>            <!-- Relacionada -->
    </div>
<p>Com Informações da Agência Brasil<br />
https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2025-08/pais-precisa-dar-prioridade-politica-a-alfabetizacao-diz-especialista</p>
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		<title>Calor prejudica lavoura de café, soja e arroz, diz especialista</title>
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		<pubDate>Sat, 22 Feb 2025 12:59:18 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O excesso de calor dos últimos dias está afetando lavouras de soja, milho e arroz na Região Sul do Brasil e também plantações de café e de frutas na Região Sudeste. A cada ano aumentam os impactos causados pelas mudanças climáticas sobre a produção de alimentos. De acordo com a climatologista Francis Lacerda,  pesquisadora do [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div>
<p>O excesso de calor dos últimos dias está afetando lavouras de soja, milho e arroz na Região Sul do Brasil e também plantações de café e de frutas na Região Sudeste. A cada ano aumentam os impactos causados pelas mudanças climáticas sobre a produção de alimentos.<img decoding="async" src="https://portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/02/Calor-prejudica-lavoura-de-cafe-soja-e-arroz-diz-especialista.png" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/><img decoding="async" src="https://portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/02/Calor-prejudica-lavoura-de-cafe-soja-e-arroz-diz-especialista.gif" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>De acordo com a climatologista Francis Lacerda,  pesquisadora do Instituto Agronômico de Pernambuco, estratégias de agroecologia podem retardar esses efeitos e diminuir a ameaça de insegurança alimentar. Pelo menos por enquanto. &#8220;Existem práticas que podem ainda reduzir esses efeitos. Eu digo ainda porque daqui a pouco não vai poder mais&#8221;, alerta a especialista.</p>
<p>A primeira missão é reflorestar. &#8220;Uma prática que se faz muito na agroecologia é o consórcio. Você planta uma árvore frutífera e, do lado, você planta uma leguminosa, feijão, milho, faz esse plantio todo junto&#8230; E essas plantas vão interagir de uma forma que vão beneficiar umas às outras. Tem uma que vai buscar água lá no fundo, porque a raiz dela é pivotante, mas outra que não consegue. Aquelas plantas que não aguentam muita incidência de radiação ficam melhores [quando] associadas a árvores grandes, que fazem sombra para elas. A gente precisa fazer um reflorestamento e implementar esse modelo do sistema agroflorestal,&#8221; diz a especialista.</p>
<p>Ela acrescenta que a diversificação de culturas favorece a fertilidade e proteção dos solos, além de reduzir os riscos de pragas e doenças, &#8220;contribuindo para a não utilização de agrotóxicos e garantindo ao agricultor vantagens ambientais e financeiras, tais como investimentos mais baixos e colheita de produtos diversificados, evitando riscos econômicos provenientes de condições climáticas extremas&#8221;.</p>
<h2>Mudanças surpreendem agricultores</h2>
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<div class="dnd-atom-rendered"><!-- scald=414706:cheio_8colunas --><br />
            <img decoding="async" src="https://portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/02/Calor-prejudica-lavoura-de-cafe-soja-e-arroz-diz-especialista.jpg" alt="Brasília (DF) 20/02/2025 - A climatologista do Instituto Agronômico de Pernambuco Francis Lacerda.&#13;&#10;Foto: IPA/Divulgação" title="IPA/Divulgação"/><br />
        <noscript><img decoding="async" src="https://portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/02/Calor-prejudica-lavoura-de-cafe-soja-e-arroz-diz-especialista.jpg" alt="Brasília (DF) 20/02/2025 - A climatologista do Instituto Agronômico de Pernambuco Francis Lacerda.&#13;&#10;Foto: IPA/Divulgação" title="IPA/Divulgação"/></noscript><br />
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<p><h6 class="meta"> A climatologista do Instituto Agronômico de Pernambuco Francis Lacerda. Foto: <strong>IPA/Divulgação</strong><!--END copyright=414706--></h6>
</p>
</div>
<p>A climatologista lembra que a grande maioria dos alimentos consumidos pelas famílias brasileiras é produzida por agricultores familiares, que se veem cada vez mais surpreendidos com as mudanças no clima.</p>
<p>&#8220;Porque eles não conseguem mais ter as práticas que  tinham de plantar em tal período, de colher em outro. E geralmente quando a gente tem essas ondas de calor, [o total] de alguns organismos no ecossistema que são mais resilientes &#8211; insetos, fungos e bactérias &#8211; aumenta muito e eles arrasam com a produção&#8221;, acentua.</p>
<p>Por isso, Francis defende também políticas públicas de implementação de tecnologias para que as comunidades consigam captar e armazenar a própria água e gerar a energia consumida, ficando menos vulneráveis aos efeitos climáticos.</p>
<p>Deve-se &#8220;dar autonomia a essas comunidades para produzir o próprio alimento dentro dessas condições, e ainda fazer o reflorestamento da sua propriedade, é possível, é barato e os agricultores querem&#8221;, salienta.</p>
<p>Enquanto isso não é feito em larga escala, a incidência de algumas espécies vegetais endêmicas dos biomas brasileiros está diminuindo, de acordo com a climatologista, &#8220;inclusive espécies adaptadas para se desenvolver em áreas secas e quentes&#8221;.</p>
<h2>Água nas raízes</h2>
<p>&#8220;O umbuzeiro, por exemplo, uma planta que é uma referência para o semiárido. Ela é muito resiliente e guarda água nas suas raízes porque está acostumada a lidar com as secas. Os umbuzeiros estão sumindo da paisagem porque eles não conseguem mais se adaptar a essas variáveis climáticas atuais&#8221;, avalia.</p>
<p>A climatologista do Instituto Agronômico de Pernambuco diz também que essas lições podem ser aplicadas ao meio urbano, “reservando espaços na cidade que possam servir para o cultivo de alimento, como quintais produtivos e farmácias vivas. Mas é preciso ter uma política pública que oriente e que financie. Porque quem tem dinheiro manda buscar a comida, mas sem justiça social não se combate as mudanças climáticas. É preciso pensar em formas inovadoras de produzir e garantir a segurança hídrica, energética e alimentar para as populações do campo e da cidade&#8221;, finaliza.</p>
<p>      <!-- Relacionada --></p>
<p>            <!-- Relacionada -->
    </div>
<p>Com Informações da Agência Brasil<br />
https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2025-02/calor-prejudica-lavoura-de-cafe-soja-e-arroz-diz-especialista</p>
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		<title>Especialista indica como cuidar de finanças em cenário de juros altos</title>
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		<pubDate>Sat, 08 Feb 2025 17:54:59 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Em tempos de juros altos, é preciso ter maior atenção às finanças para não perder o controle sobre o endividamento ou para aproveitar o momento e fazer o dinheiro render. A alta recente do dólar e as incertezas em torno da inflação e da economia global fizeram o Banco Central (BC) aumentar mais uma vez [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div>
<p>Em tempos de juros altos, é preciso ter maior atenção às finanças para não perder o controle sobre o endividamento ou para aproveitar o momento e fazer o dinheiro render.<img decoding="async" src="https://portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/02/Especialista-indica-como-cuidar-de-financas-em-cenario-de-juros.png" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/><img decoding="async" src="https://portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/02/Especialista-indica-como-cuidar-de-financas-em-cenario-de-juros.gif" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>A alta recente do dólar e as incertezas em torno da inflação e da economia global fizeram o Banco Central (BC) aumentar mais uma vez os juros no final de janeiro. O Comitê de Política Monetária (Copom) elevou a taxa Selic, juros básicos da economia, em 1 ponto percentual, agora para 13,25% ao ano.</p>
<p>Para ajudar neste cenário, a educadora financeira e CEO na UjamaaTech, Dina Prates, apresentou uma série de orientações para as pessoas As dicas da especialista dividem-se em três cenários: pessoas que estão endividadas; pessoas não endividadas, mas que estão precisando de recursos; pessoas que têm algum dinheiro sobrando para investir.</p>
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<div class="dnd-atom-rendered"><!-- scald=413077:medio_4colunas {"additionalClasses":""} --><br />
            <img decoding="async" src="https://portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/02/Especialista-indica-como-cuidar-de-financas-em-cenario-de-juros.jpg" alt="Brasília (DF), 05/02/2025 - Dina Prates, Educadora Financeira e CEO na UjamaaTech. Foto: Alisson Batista/Divulgação" title="Alisson Batista/Divulgação"/><br />
        <noscript><img decoding="async" src="https://portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/02/Especialista-indica-como-cuidar-de-financas-em-cenario-de-juros.jpg" alt="Brasília (DF), 05/02/2025 - Dina Prates, Educadora Financeira e CEO na UjamaaTech. Foto: Alisson Batista/Divulgação" title="Alisson Batista/Divulgação"/></noscript><br />
    <!-- END scald=413077 --></div>
<p><h6 class="meta"><!--copyright=413077-->Brasília (DF), 05/02/2025 &#8211; Dina Prates, Educadora Financeira e CEO na UjamaaTech. Foto: <strong>Alisson Batista/Divulgação</strong><!--END copyright=413077--></h6>
</p>
</div>
<p><strong>Agência Brasil: </strong>No atual cenário de juros altos, qual seria a recomendação para as pessoas que estão endividadas, principalmente endividadas no cartão de crédito? Qual o melhor caminho para sair ou diminuir a dívida?<br /><strong>Dina Prates:</strong> Nesse cenário de altas taxas de juros, é fundamental que as pessoas tenham cuidado ao negociar suas dívidas. Dependendo do tipo de dívida, os valores podem aumentar bastante, com parcelas altas que comprometem a capacidade de pagamento e afetando a saúde financeira no longo prazo, podendo gerar até inadimplência de outras contas.</p>
<p>No caso das dívidas de cartão de crédito, é importante evitar o pagamento somente do mínimo mensal ou aceitar os parcelamentos automáticos da fatura. O que isso significa? Muitas vezes, a pessoa paga apenas o valor mínimo e a fatura vai aumentando consideravelmente, pois os juros do crédito rotativo são altos e  impactam o novo total da fatura.</p>
<p>A melhor alternativa é analisar bem o seu orçamento, entender qual é a sua real capacidade de pagamento nos próximos meses e buscar uma negociação que caiba no seu bolso.</p>
<p>Para reduzir o custo com juros, você pode negociar uma entrada para o pagamento da fatura e parcelar o restante. Mas, sempre esteja atento à sua capacidade financeira. O parcelamento da fatura pode ter um custo alto, mas a entrada pode amortizar um pouco os custos. </p>
<p>Outra estratégia para diminuir essa dívida é trocar uma dívida cara por uma mais barata. Se você tem uma dívida no cartão de crédito, pode valer a pena fazer um empréstimo pessoal para quitar a fatura. Assim, você passa a pagar parcelas com juros menores do que os do rotativo do cartão.</p>
<p>Nem sempre essa é a melhor alternativa, mas pode ser um caminho bem interessante para pessoas que não conseguem ter muitas saídas ou acabam tendo uma fatura de cartão de crédito muito alta, porque já estão nesse histórico de pagar o valor menor do que o total da fatura.</p>
<p><strong>Agência Brasil: </strong>Quem não está em dívida, mas está precisando de dinheiro, qual é a melhor opção para empréstimo?<br /><strong>Dina Prates: </strong>Para quem está precisando de dinheiro, as melhores opções de empréstimo, geralmente com taxas de juros mais baixas, são aquelas que têm alguma garantia atrelada. Por exemplo, servidores públicos, aposentados ou pensionistas têm acesso a linhas de crédito com juros menores através do crédito consignado, que é descontado direto na folha de pagamento.</p>
<p>Outra alternativa é para quem possui um imóvel ou outro bem que possa ser usado como garantia. Esse tipo de empréstimo costuma oferecer taxas de juros mais baixas e, muitas vezes, uma liberação de crédito mais rápida ou até valores mais altos, dependendo da situação.</p>
<p>Agora, para quem não tem garantias ou não se encaixa nos perfis anteriores, existem várias fintechs no mercado oferecendo diferentes tipos de crédito. Mas é fundamental ficar atento às taxas de juros.</p>
<p>Se você não sabe se a taxa está justa, pode consultar o site do Banco Central para comparar a média de juros cobrados por outras instituições e ver se a opção escolhida realmente vale a pena. Sempre faça uma boa pesquisa em mais de uma instituição financeira para consultar as taxas de juros e as linhas disponíveis. </p>
<p><strong>Agência Brasil: </strong>Para as pessoas que estão com algum dinheiro sobrando: qual a melhor alternativa para investimento, para aproveitar melhor os juros? <br /><strong>Dina Prates:</strong> Para quem está com algum dinheiro sobrando, uma das melhores alternativas no momento é buscar investimentos em renda fixa. Isso porque o aumento da taxa de juros impacta diretamente a rentabilidade desses investimentos, como o Tesouro Direto, CDBs e LCIs, que tendem a oferecer retornos maiores com a alta da Selic.</p>
<p>Mas é sempre importante lembrar: antes de investir, cada pessoa deve conhecer seu perfil de investidor e entender seu nível de tolerância ao risco. Só depois disso é que vale a pena dar os primeiros passos no mundo dos investimentos. Ainda assim, a renda fixa é uma ótima opção para quem quer ver o dinheiro render mais neste cenário de juros altos.</p>
<p>Se você está investindo pela primeira vez, nossa recomendação é começar com pouco e buscar opções que tenham um retorno financeiro estimado, como as opções da renda fixa.</p>
<p>      <!-- Relacionada --></p>
<p>            <!-- Relacionada -->
    </div>
<p>Com Informações da Agência Brasil<br />
https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2025-02/especialista-indica-como-cuidar-de-financas-em-cenario-de-juros-altos</p>
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