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	<title>ensino - Portal Pelo Amor de Deus</title>
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		<title>Inep emitirá declaração do ensino médio a partir de sexta-feira</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Jan 2026 22:35:32 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Cerca de 100 mil estudantes que fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) com o objetivo de obter a certificação dessa etapa poderão pedir, a partir de sexta-feira (30), a emissão da declaração autenticada de conclusão. O pedido deverá ser feito de forma online, no portal do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), pelos candidatos com 18 [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div>
<p><strong>Cerca de 100 mil estudantes que fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) com o objetivo de obter a certificação dessa etapa poderão pedir, a partir de sexta-feira (30), a emissão da declaração autenticada de conclusão. O pedido deverá ser feito de forma <em>online</em>, no <a href="https://www.gov.br/inep/pt-br" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">portal do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep)</a>, pelos candidatos com 18 anos ou mais que fizeram o Enem e atingiram a pontuação mínima exigida no edital para conquistar o “diploma”.</strong> O endereço para fazer o requerimento no portal do Inep ainda será disponibilizado.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2026/01/Inep-emitira-declaracao-do-ensino-medio-a-partir-de-sexta-feira.png?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2026/01/Inep-emitira-declaracao-do-ensino-medio-a-partir-de-sexta-feira.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<blockquote>
<p>“A partir da sexta-feira [30], quem quiser baixar e imprimir uma declaração do Inep autenticada, dizendo que alcançou a pontuação adequada para a certificação de conclusão e tem mais de 18 anos e, portanto, atende os critérios, terá a documentação afirmando que ele atendeu as condições necessárias”, informou o presidente do Inep, Manuel Palacios, em entrevista à <strong>Agência Brasil</strong>.</p>
</blockquote>
<p>Ele aponta que é bastante comum que as instituições de ensino superior, sobretudo as públicas, aceitem a declaração de conclusão do ensino médio antes do certificado oficial de conclusão. A estratégia busca resolver o impasse dos candidatos que temiam o indeferimento da matrícula por não possuírem o diploma físico ou digital emitido pelas secretarias de Educação.</p>
<p><strong>Sobre o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2026, o presidente do Inep afirmou que as inscrições, encerradas na última sexta-feira (23), não serão reabertas para os candidatos que não se inscreveram por entender erroneamente que precisariam obter antes o certificado de conclusão do ensino médio. Palacios esclareceu que a apresentação do certificado de conclusão do ensino médio não foi necessária para a inscrição no Sisu.</strong></p>
<p>Segundo ele, o sistema de seleção para universidades e institutos federais já foi atualizado com os dados dos candidatos do Enem. Isso significa que aqueles que atingiram as notas mínimas para a certificação do ensino médio via exame já estavam devidamente habilitados no sistema, o que garantiu que pudessem realizar suas inscrições no Sisu dentro do prazo oficial, sem a necessidade de outros documentos.</p>
<p>“O sistema que realiza a distribuição dos estudantes, de acordo com a sua pontuação no Enem para os diferentes cursos das universidades federais e institutos federais, não exige qualquer documento de comprovação de conclusão do ensino médio. O Sisu recebe os nomes daqueles que fizeram o Enem e têm condições de entrar na universidade. O Sisu não exige nenhum tipo de documento de conclusão do ensino médio”, reforçou Palacios, ao negar que haverá o lançamento de um aplicativo para emissão de diploma do ensino médio.</p>
<p>O presidente do Inep explicou que o sistema do Sisu já processou as informações de aproximadamente 100 mil estudantes que já haviam manifestado interesse na certificação durante a inscrição e outros quase 20 mil que, embora não tenham feito a solicitação prévia, atingiram os critérios necessários (ter 18 anos ou mais e obter pelo menos 450 pontos em cada área do conhecimento e 500 na redação).</p>
<p><strong>Com a integração desses dados, o instituto garante que o desempenho desses participantes já estava validado pelo Sisu para fins de ingresso nas faculdades.</strong></p>
<h2>Candidatos aptos</h2>
<p><strong>Nesta quinta-feira (29), o Inep enviará às instituições públicas de ensino superior as listas de classificação dos candidatos aprovados no Enem que se inscreveram no Sisu até a última semana e estão habilitados à matrícula naquela universidade ou instituto federal.</strong><br />O Inep reforça que a divulgação da lista com os nomes dos candidatos aprovados independe de eles terem ou não o certificado de conclusão do ensino médio.</p>
<p>O presidente do Inep acrescentou que, junto com este resultado, os institutos federais e as universidades federais participantes do Sisu já receberam uma circular do Ministério da Educação (MEC) com orientações sobre como o processo ocorre. “A partir desta lista, elas [as instituições públicas de ensino superior] começarão a chamar esses candidatos para que façam a matrícula.”</p>
<h2>Matrícula no ensino superior</h2>
<p><strong>A partir de 2 de fevereiro, a matrícula do Sisu 2025 será realizada diretamente na instituição de ensino superior.</strong> Os candidatos pré-selecionados deverão apresentar a documentação necessária como carteira de identidade, Cadastro de Pessoas Física (CPF), certificado de conclusão do ensino médio, comprovante de residência e, para cotas, comprovação de renda e autodeclaração, conforme exigências de cada universidade.</p>
<p>O presidente do Inep tranquiliza os inscritos no Sisu. “É importante que todos saibam que estão legitimamente habilitados a todos os processos que correm pelo MEC para fins de seleção de quem fez o Enem para as instituições de ensino superior. Não há qualquer restrição. Agora, a matrícula será feita diretamente nas instituições.”</p>
<h2>Certificação digital</h2>
<p><strong>O Inep adiantou que, a partir deste 2026, o certificado de conclusão do ensino médio poderá ser solicitado digitalmente, diretamente na plataforma do instituto, com autenticação do portal Gov.br. A partir de 2 de março, abre-se o prazo para a solicitação deste diploma oficial com validade permanente que passará a ser 100% digital.</strong></p>
<p>A iniciativa acabará com a necessidade de deslocamento físico dos estudantes até escolas ou redes conveniadas para fazer a mesma solicitação.</p>
<p>De acordo com o presidente do Inep, o pedido será encaminhado automaticamente para um dos cinco institutos federais (IFs) parceiros do Inep.</p>
<p>&#8220;É a primeira vez que se faz uma certificação de ensino médio digital. Vai ser um processo bem mais fácil do que era até recentemente.&#8221;</p>
<p>Para evitar sobrecarga no sistema, o Inep está fechando parcerias com cinco institutos federais, sendo um em cada região do país. Atualmente, o Instituto Federal de São Paulo (IFSP) é o responsável por testar a tecnologia que servirá de base para todo o Brasil.</p>
<h2>Prouni</h2>
<p>O documento que certifica a conclusão do ensino médio também não será exigido no processo de inscrição de quem quer se candidatar a uma das vagas do processo seletivo do primeiro semestre de 2026 do Programa Universidade para Todos (Prouni). As inscrições gratuitas estão abertas até quinta-feira no <a href="https://acessounico.mec.gov.br/prouni" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Portal Único de Acesso ao Ensino Superior</a>.</p>
<p>Para auxiliar os estudantes na inscrição, o MEC elaborou um <a href="https://www.gov.br/mec/pt-br/assuntos/noticias/2026/janeiro/prouni-2026-confira-o-passo-a-passo-para-inscricao" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">passo a passo</a> indicando as principais etapas e os documentos necessários.</p>
<p>Com mais de 594 mil bolsas, essa é a maior oferta da história do Prouni. O resultado da primeira chamada será disponibilizado no dia 3 de fevereiro, e o prazo para apresentar as documentações necessárias às universidades e faculdades vai de 3 a 13 de fevereiro de 2026.</p>
<p>      <!-- Relacionada --></p>
<p>            <!-- Relacionada -->
    </div>
<p>Com Informações da Agência Brasil<br />
https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2026-01/inep-emitira-declaracao-do-ensino-medio-a-partir-de-sexta-feira</p>
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		<title>Sisu 2026: inscrições para o ensino superior começam nesta segunda</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Portal Pelo Amor de Deus]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Jan 2026 11:12:58 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[As inscrições para a edição de 2026 do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) começarão nesta segunda-feira (19) e poderão ser feitas até as 23 horas e 59 minutos de sexta-feira (23), no horário de Brasília. O Sisu é o processo seletivo para ingresso em cursos de graduação gratuitos em instituições públicas de educação superior em todo o [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div>
<p>As inscrições para a edição de 2026 do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) começarão nesta segunda-feira (19) e poderão ser feitas até as 23 horas e 59 minutos de sexta-feira (23), no horário de Brasília.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2026/01/Sisu-2026-inscricoes-para-o-ensino-superior-comecam-nesta-segunda.png?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2026/01/Sisu-2026-inscricoes-para-o-ensino-superior-comecam-nesta-segunda.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>O Sisu é o processo seletivo para ingresso em cursos de graduação gratuitos em instituições públicas de educação superior em todo o país.</p>
<p><strong>A novidade desta edição é que o Sisu passará a considerar o resultado das três edições mais recentes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) — 2023, 2024 e 2025 ─</strong> para acesso às vagas ofertadas pelas instituições públicas participantes.</p>
<p>As regras e o cronograma oficial do Sisu 2026 foram publicados pelo Ministério da Educação (MEC) no <a href="https://sisu.mec.gov.br/#/legislacao" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Edital nº 29/2025</a>.</p>
<h2>Inscrições</h2>
<p>Os candidatos devem se inscrever pela internet, exclusivamente por meio do Portal Único de Acesso ao Ensino Superior, <a href="https://acessounico.mec.gov.br/sisu" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">na aba do Sisu</a>. A pessoa interessada poderá se inscrever em até duas opções de cursos superiores. O Ministério da Educação (MEC) alerta que não há cobrança de taxa de inscrição dos candidatos.</p>
<p><strong>Esta edição do Sisu terá somente uma etapa de inscrição.</strong> Dessa forma, os inscritos concorrerão, em um único processo seletivo, às vagas disponibilizadas para todo o ano letivo (primeiro e segundo semestres) pelas universidades públicas.</p>
<p>Ao se inscrever, o candidato deverá, obrigatoriamente, preencher também o cadastro socioeconômico disponível.</p>
<h2>Vagas</h2>
<p>São mais de 274,8 mil vagas em 7.388 cursos, oferecidos por 136 instituições, em 587 municípios do país.</p>
<p>Com isso, <strong>a edição de 2026 é considerada a maior da história do Sisu em quantidade de instituições participantes</strong>, tanto para o primeiro quanto para o segundo semestre de 2026.</p>
<p>Entre as 274 mil vagas disponibilizadas, mais de 73 mil são para cursos de licenciaturas presenciais. Os estudantes que optarem por esses cursos poderão se inscrever no Pé-de-Meia Licenciaturas. A iniciativa do Ministério da Educação (MEC) garante um incentivo financeiro mensal no valor de R$ 1.050.</p>
<p>O MEC avisa que é de responsabilidade do candidato verificar previamente essa informação antes de realizar a inscrição no Sisu 2026, não sendo possível a escolha do semestre de ingresso, o qual será definido de acordo com a nota do candidato.</p>
<h2>Ações afirmativas</h2>
<p>O Sisu considera diferentes modalidades de concorrência, que levam em conta o perfil socioeconômico dos candidatos, de acordo com a Lei de Cotas (<a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12711.htm" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">nº 12.711/2012</a>) e a <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2024/lei/l14945.htm" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Lei nº 14.945/2024</a>, e também de acordo com as ações afirmativas definidas em cada instituição.</p>
<p>No momento da inscrição, caso possua o perfil para concorrer a essas vagas, os candidatos pretos, pardos, indígenas e quilombolas e pessoas com deficiência (PCD), bem como daqueles que tenham cursado integralmente o ensino médio ou fundamental em escola pública deverão, obrigatoriamente, indicar as modalidades de reserva de vagas às quais desejam concorrer.</p>
<p>Será permitida a opção por apenas uma ação afirmativa do tipo bônus e uma ação afirmativa do tipo reserva de vagas.</p>
<p>A oferta de vagas reservadas ocorre somente após a etapa de classificação e observa a proporção de estudantes de escolas públicas, de baixa renda, com deficiência, pretos, pardos, indígenas e quilombolas.</p>
<h2>Seleção</h2>
<p>Todos os candidatos inscritos no Sisu 2026 serão classificados com base no desempenho obtido nas edições do Enem dos anos de 2023, 2024 ou 2025.</p>
<p><strong>Caso o candidato tenha participado de uma ou mais edições do Enem, o sistema de inscrição do Sisu selecionará automaticamente a melhor nota média ponderada das edições do Enem</strong>, levando em conta ações afirmativas e a opção de curso.</p>
<p>Porém, é preciso que o participante tenha tirado nota superior a zero na redação e não tenha sido treineiro (estudante que não terminou o ensino médio e faz o exame para fins de autoavaliação).</p>
<p>O MEC explica que, em caso de empate no uso das médias ponderadas, será considerada a edição do Enem em que obteve a maior nota em uma das disciplinas que têm maior peso para o curso escolhido e conforme a ordem de prioridade.</p>
<h2>Resultado</h2>
<p><strong>O resultado da chamada regular será divulgado no dia 29 de janeiro de 2026.</strong></p>
<p>Todos os estudantes selecionados dentro das vagas disponíveis, tanto na chamada regular quanto por meio da lista de espera, deverão realizar a matrícula na instituição a partir de 2 de fevereiro.</p>
<p>O candidato que não for selecionado na chamada regular poderá manifestar interesse em participar da lista de espera no período de 29 de janeiro a 2 de fevereiro, também pelo <a href="https://acessounico.mec.gov.br/sisu" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Portal Único de Acesso ao Ensino Superior na aba do Sisu</a>.</p>
<p>A lista de espera poderá ser usada pelas instituições de educação superior participantes, durante todo o ano, para preenchimento das vagas eventualmente não ocupadas na chamada regular.</p>
<p><a href="https://www.gov.br/mec/pt-br/sisu" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Saiba mais sobre o Sisu aqui</a>. A central de atendimento do MEC funciona no telefone: 0800-616161. </p>
<p> </p>
<p>      <!-- Relacionada --></p>
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    </div>
<p>Com Informações da Agência Brasil<br />
https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2026-01/sisu-2026-inscricoes-para-o-ensino-superior-comecam-nesta-segunda</p>
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		<title>Escolas de SP usam quadrinhos, conversas para ensino da história afro</title>
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		<pubDate>Sun, 30 Nov 2025 15:41:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Redes de ensino de todo o país adaptaram os currículos e processos formativos para cumprir a  legislação brasileira desde o ano de 2003, que tornou obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira nas escolas da educação infantil ao ensino médio, mas questões religiosas e a falta de diálogo ainda representam um entrave, mesmo com mais [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div>
<p><strong>Redes de ensino de todo o país adaptaram os currículos e processos formativos para cumprir a </strong> <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/l10.639.htm" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">legislação brasileira desde o ano de 2003</a>, que tornou obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira nas escolas da educação infantil ao ensino médio<strong>, mas questões religiosas e a falta de diálogo ainda representam um entrave, mesmo com mais de 20 anos</strong>. <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/11/Escolas-de-SP-usam-quadrinhos-conversas-para-ensino-da-historia.png?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/11/Escolas-de-SP-usam-quadrinhos-conversas-para-ensino-da-historia.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Em pleno mês da Consciência Negra, por exemplo, uma escola da rede pública paulista presenciou a entrada de policiais armados após um pai ter chamado os agentes pelo fato de a filha ter feito um desenho de orixá em uma atividade escolar. O caso foi criticado pelos pais, comunidade escolar e políticos.</p>
<p>Para atender à legislação, as escolas na capital paulista são abastecidas om obras com temática étnico-racial. Segundo a Secretaria Municipal de Educação de São Paulo, foram adquiridos 700 mil exemplares em 2022, entre obras infantis, juvenis e adultas.</p>
<p>As unidades também passam por processos formativos e contam com documentos de referência, como o documento “Orientações Pedagógicas: Povos Afro-brasileiros”, que traz diretrizes para subsidiar práticas de valorização das histórias e culturas afro-brasileiras, indígenas e migrantes. </p>
<p>“As ações são acompanhadas pelo Núcleo de Educação para as Relações Étnico-Raciais (NEER), responsável por apoiar as unidades educacionais na implementação de práticas antirracistas e na integração desse acervo ao Currículo da Cidade”, informou a secretaria à <strong>Agência Brasil</strong>, em nota.</p>
<p>No âmbito estadual, as orientações ao corpo docente ocorrem pelo Programa Multiplica Educação Antirracista, conduzido pela Coordenadoria de Educação Inclusiva (COEIN) e da EFAPE (Escola de Formação e Aperfeiçoamento dos Profissionais da Educação). Desde 2024, 6,8 mil professores passam pela formação sobre cultura e religiosidade africanas. </p>
<p>“Essa implementação assegura que os conteúdos sejam incorporados à rotina escolar como parte essencial da formação histórica e cultural dos estudantes”, explicou a Seduc-SP. </p>
<h2>&#8220;Eu não trabalho religião, eu ensino cultura&#8221;</h2>
<p>Há mais de duas décadas, a professora Núbia Esteves leciona geografia para estudantes dos ensinos fundamental e médio. Premiada por sua atuação na preservação da memória escolar e do bairro onde se localiza a EMEF Solano Trindade, no Jardim Boa Vista, periferia da zona oeste de São Paulo, ela aplica o ensino da cultura afrodescendente em sua disciplina e em projetos interdisciplinares.</p>
<blockquote>
<p>“Eu não trabalho religião. Eu trabalho os orixás fora da questão religiosa, considerando a questão cultural. Abordo os arquétipos culturais, a mitologia, com uma mitologia comparada”, explica.</p>
</blockquote>
<p>Nas aulas da docente, os alunos aprendem como os orixás expressam características humanas e comparados a símbolos de outras crenças, como a proximidade entre Iansã e a deusa grega Atena, entre Oxum e Afrodite, entre Xangô e Zeus.</p>
<p>“Acabo fazendo um debate, porque povos tão diferentes criam mitos tão parecidos. E incluo o tema na concepção que estes povos têm sobre, por exemplo, a importância da preservação do meio ambiente e da importância que ele tem para a humanidade. Mostro como orixás que protegem o mar (Iemanjá), as matas (Oxóssi) e outros elementos da natureza”. </p>
<p>Outra estratégia da docente é o uso de quadrinhos ou registros audiovisuais. “Dá para trabalhar com literatura, ler trechos de Pierre Verger ou Reginaldo Prandi, por exemplo, e aí criar quadrinhos e cordéis. Uma vez um aluno criou um quadrinho que era um orixá, conversando com um deus grego. É dessa maneira que eu começo a trabalhar, uso os quadros do Caribé, de mestre Didi e aí eu vou trazendo isso, sem trabalhar necessariamente a relação deles com as religiões”, conta a professora.</p>
<p>Rodas de conversa também fazem parte do currículo, momento de reflexão dos alunos sobre ética, convivência e valores individuais.</p>
<p>No entanto, a professora Núbia Esteves relata que já foi questionada por estudantes, por estaria tratando de religião em sala. </p>
<p>“Falo para eles que não é essa questão, que o trabalho com os orixás é uma forma cultural e não religiosa. Apresento eles como parte da história, da arte, da literatura, da formação do Brasil, e que é uma herança que veio do continente africano, junto com as pessoas. Do mesmo jeito que a escola estuda a mitologia grega, as lendas indígenas, os santos em festas populares, também a gente pode trabalhar com os símbolos africanos, e que isso (essa resistência) foi construído nas pessoas na questão racial, dentro do racismo, que foi um projeto para que a gente demonizasse tudo que é africano, o que a gente não pode fazer”, pondera.</p>
<p>A cultura de origem religiosa é central para construção de uma educação antirracista, destaca.</p>
<p>“Eu posso trabalhar São João nas festas juninas, dentro de uma cultura popular, Santo Antônio também, nas obras barroco, isso não significa que eu estou falando de religião. Posso falar de todos esses símbolos e não necessariamente falar de religião, e que é importante a gente conhecer, porque a gente vai conhecendo a cultura de um outro povo, a gente vai descolonizando e vai desmistificando e vai sendo menos racista”, conclui a docente. </p>
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<p>Com Informações da Agência Brasil<br />
https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2025-11/escolas-de-sp-usam-quadrinhos-conversas-para-ensino-da-historia-afro</p>
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		<title>Escola Mundo do Saber em Manaus integra acolhimento emocional e ensino acadêmico pós-pandemia</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Nov 2025 15:02:59 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Quatro anos após a pandemia, escolas brasileiras ainda registram impactos na saúde emocional das crianças. Estudos apontam aumento de ansiedade, dificuldades de socialização e mudanças de humor, reforçando a necessidade de práticas que considerem a criança integralmente. Em Manaus, a Escola Mundo do Saber se destaca ao integrar de forma estruturada o trabalho socioemocional, socioambiental [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div>
<p>Quatro anos após a pandemia, escolas brasileiras ainda registram impactos na saúde emocional das crianças. Estudos apontam aumento de ansiedade, dificuldades de socialização e mudanças de humor, reforçando a necessidade de práticas que considerem a criança integralmente.</p>
<p>Em Manaus, a Escola Mundo do Saber se destaca ao integrar de forma estruturada o trabalho socioemocional, socioambiental e o ensino acadêmico desde a Educação Infantil. De acordo com a diretora geral, Jeane Lima, “quando existe acolhimento, a criança se expande. Ela está segura, feliz e aberta para aprender com mais amplitude”.</p>
<p>O projeto da escola inclui rotinas que fazem cada criança se sentir vista e amparada, atividades semanais para desenvolver empatia e autorregulação, e projetos como hortinha, cultura maker, desfralde e alimentação saudável. O currículo também abrange aulas de inglês, robótica e práticas de pensamento lógico e criatividade.</p>
<p>Além disso, a psicóloga Anna Flávia Azevedo reforça a importância do acompanhamento contínuo, fortalecendo vínculo, autoconhecimento e expressão emocional, com orientação próxima às famílias. Pais relatam melhorias significativas no comportamento, segurança emocional e autonomia das crianças.</p>
<p>O Centro Educacional Mundo do Saber, que atende do Berçário ao Ensino Fundamental I, oferece ambiente seguro, afetivo e estimulante. A instituição integra rigor acadêmico com desenvolvimento socioemocional. Por fim, a escola também promove saúde emocional e aprendizado integral, preparando as crianças para etapas futuras com confiança, equilíbrio e propósito.</p>
</div>
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		<title>Renda e cor são determinantes para não concluir ensino médio no país</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Portal Pelo Amor de Deus]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Nov 2025 11:41:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Estudo feito pela organização Todos pela Educação concluiu que a quantidade de estudantes que concluíram o ensino fundamental e o ensino médio no país avançou nos últimos dez anos, com aumento considerável da inclusão, porém ainda insuficiente para diminuir a disparidade, tanto considerando critérios raciais quanto de renda. A pesquisa avaliou os índices de conclusão da educação [&#8230;]]]></description>
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<p>Estudo feito pela organização Todos pela Educação concluiu que a quantidade de estudantes que concluíram o ensino fundamental e o ensino médio no país avançou nos últimos dez anos, com aumento considerável da inclusão, porém ainda insuficiente para diminuir a disparidade, tanto considerando critérios raciais quanto de renda.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/11/Renda-e-cor-sao-determinantes-para-nao-concluir-ensino-medio.png?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/11/Renda-e-cor-sao-determinantes-para-nao-concluir-ensino-medio.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>A pesquisa avaliou os índices de conclusão da educação básica na idade correta (16 anos para o fundamental e 19 para o médio), comparando os dados de 2015 e de 2025, com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) e do seu Módulo Educação, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). </p>
<p><strong>Entre as conclusões apontadas pela pesquisa estão o avanço no ensino fundamental, no qual o número de concluintes até 16 anos passou de 74,7% em 2015 para 88,6% em 2025, um crescimento de 13,9 pontos percentuais. No ensino médio. o avanço foi ainda maior: de 54,5% para 74,3%, com aumento de 19,8 pontos percentuais.</strong></p>
<blockquote>
<p>&#8220;Esse avanço nós podemos atribuir a uma série de fatores. Houve melhorias no ensino ao longo da última década, políticas importantes, pedagógicas, na base de formação de professores, que melhoram o ensino de fato, disse Manoela Miranda, gerente de Políticas Educacionais do Todos pela Educação.</p>
</blockquote>
<p><strong>Para ela, há outras hipóteses, mais em relação aos últimos anos, que podem ser consideradas, como por exemplo as aprovações durante o período pandêmico (que diminuíram a distorção idade-série).</strong> Pode também, acrescentou, ser um reflexo ao longo das últimas décadas de maior acesso, pois são mais estudantes indo à escola na educação básica, o que é muito positivo&#8221;, explicou Manoela.</p>
<p><strong>Cruzando os dados de conclusão em critérios de diferenças raciais, de gênero e de renda, o fator mais determinante ainda é a renda</strong>. No ensino médio, a diferença na taxa de conclusão entre os 20% mais pobres e os 20% mais ricos caiu 15,2 pontos percentuais ao longo da década, passando de 49,1 em 2015 (36,1% versus 85,2%) para 33,8 em 2025 (60,4% versus 94,2%). Ou seja, ambos os grupos avançaram, porém a disparidade ainda é considerável. Hoje, entre os 20% mais pobres, a quantidade dos que se formam no ensino médio ainda é 25% menor do que aqueles que se formavam, entre os 20% mais ricos, há dez anos. Essa diferença indica que, mantido o ritmo atual, os jovens mais pobres só terão as mesmas chances que os mais ricos de concluir o ensino médio em mais de duas décadas.</p>
<p><strong>Embora menos determinante, o critério de raça ou cor ainda é importante e não deve ser desconsiderado.</strong> Segundo o resumo do estudo, a<em> </em>análise por recortes de cor ou raça também ressalta diferenças nas taxas de conclusão entre estudantes brancos e amarelos e pretos, pardos e indígenas (PPI). Em 2025, a taxa de conclusão foi de 81,7% para brancos/amarelos e 69,5% para PPI, uma diferença de 12,2 pontos percentuais, quase um terço da diferença entre os mais ricos e mais pobres.</p>
<p>Mesmo entre os mais pobres, a questão racial é determinante. Ao comparar os homens mais pobres, os PPIs têm taxa de conclusão hoje de 78,6%, a menor entre os segmentos. Jovens do sexo masculino pobres, porém, fora do critério de PPI, têm média de 86% de conclusão. O inverso ocorre entre as meninas, pois para elas as 20% mais pobres entre os PPIs têm 86,5% de taxa de conclusão, ante 85,5% de brancas e orientais. Na outra ponta, mulheres entre os PPIs têm 100% de taxa de conclusão, e as de descendência branca ou asiática, 99,3%. Homens brancos ou asiáticos têm taxa de 99,1% de conclusão, enquanto homens PPIs têm 93,2%. </p>
<p><strong>A disparidade regional também permanece relevante. Segundo o estudo, no ensino médio as maiores evoluções na década ocorreram nas regiões Norte (com alta de 25,7 pontos percentuais, passando de 43,4% em 2015 para 69,1% em 2025) e Nordeste (com avanço de 23 pontos percentuais, de 46,3% para 69,3% no mesmo período)</strong>. Apesar dos aumentos, as taxas ainda estão bem distantes do Sudeste, com 79,6% de conclusão, do Centro-Oeste, com 75,4%, e do Sul, com 73,6% de concluintes dentro da idade correta.</p>
<blockquote>
<p>&#8220;A gente tem que olhar para esse território, para as igualdades regionais que se refletem em outros indicadores também da educação básica. Então é muito importante olhar para políticas que possam avançar nesse sentido e, intencionalmente, para as desigualdades, olhando para as particularidades, principalmente no Norte e Nordeste, onde os estudantes mais precisam&#8221;, avalia Manoela.</p>
</blockquote>
<p>Os resultados do estudo também indicam que é preciso ampliar e acelerar os esforços, principalmente para evitar evasão escolar e o atraso na conclusão dos ciclos de ensino. Entre as soluções consideradas está a ampliação de políticas de apoio à continuidade de estudos, inclusive políticas de complementação de renda, e o uso do ensino integral como política pedagógica de fomento. </p>
<blockquote>
<p>&#8220;Pesquisas recentes em alguns estados brasileiros já apontam uma redução da evasão no ensino médio quando o estudante está no ensino médio integral, comparado ao ensino médio regular.</p>
</blockquote>
<p>Para a gerente da organização Todos pela Educação, políticas de recomposição das aprendizagens também são muito importantes. &#8220;E, claro, políticas que visam à redução das desigualdades, tanto socioeconômicas, quanto raciais ou regionais. Então, é muito importante que cada estado tenha um bom diagnóstico e entenda os maiores motivos e as causas desse abandono na sua rede de ensino para pensar uma combinação de ações e políticas de permanência que façam mais sentido para o seu território&#8221;, afirma. </p>
<p>      <!-- Relacionada --></p>
<p>            <!-- Relacionada -->
    </div>
<p>Com Informações da Agência Brasil<br />
https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2025-11/renda-e-cor-sao-determinantes-para-nao-concluir-o-ensino-medio-no-pais</p>
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		<title>Metade dos envolvidos com tráfico de drogas não chega ao ensino médio</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Portal Pelo Amor de Deus]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Nov 2025 22:13:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A conclusão do ensino médio é a uma realidade para somente dois em cada dez entrevistados em um estudo divulgado nesta segunda-feira (17) com respostas de quase 4 mil pessoas envolvidas com o tráfico de drogas. Para mais que a metade, a frequência escolar termina antes do ensino médio. A baixa escolaridade declarada pelos entrevistados é um dos [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div>
<p>A conclusão do ensino médio é a uma realidade para somente dois em cada dez entrevistados em um estudo divulgado nesta segunda-feira (17) com respostas de quase 4 mil pessoas envolvidas com o tráfico de drogas. <strong>Para mais que a metade, a frequência escolar termina antes do ensino médio.</strong><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/11/Metade-dos-envolvidos-com-trafico-de-drogas-nao-chega-ao.png?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/11/Metade-dos-envolvidos-com-trafico-de-drogas-nao-chega-ao.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>A baixa escolaridade declarada pelos entrevistados é um dos pontos que mais chama a atenção na pesquisa Raio-X da Vida Real, realizada pelo Instituto Data Favela, da Central Única das Favelas (Cufa).</p>
<p>&gt;&gt; Leia também: Quase 60% sairiam do tráfico caso tivessem renda, aponta pesquisa</p>
<p>O estudo analisou as respostas de 3.954 pessoas envolvidas com o tráfico de drogas. As entrevistas foram feitas pessoalmente, nos locais de atividade criminosa, no período entre 15 de agosto de 2025 e 20 de setembro de 2025, em favelas de 23 estados brasileiros.</p>
<p><strong>Nível de escolaridade declarado pelos entrevistados:</strong></p>
<ul>
<li>Ensino médio completo: 22%;</li>
<li>Ensino médio incompleto: 16%;</li>
<li>Ensino fundamental completo: 13%;</li>
<li>Ensino fundamental incompleto: 35%;</li>
<li>Sem instrução: 7%.</li>
</ul>
<p><strong>O questionário trazia ainda a pergunta &#8220;Olhando para trás na sua vida, o que você teria feito de diferente?&#8221;, e 41% relataram que teriam estudado ou se formado formado.</strong></p>
<blockquote>
<p>“Além da importância da renda e de programas de empregabilidade dessas pessoas, elas reconhecem que o estudo teria sido o fator de mudança na sua vida. Elas teriam estudado mais e se formado no seu passado”, ressaltou o copresidente Data Favela e presidente da Cufa Global, Marcus Vinícius Athaye.</p>
</blockquote>
<p>“Programas e incentivos trabalhistas precisam vir aliados à Educação, principalmente, aliados aos tão jovens que já se arrependem de não ter estudado”, apontou ele durante entrevista coletiva em que os dados foram apresentados.</p>
<p>Ainda no tema educação, o curso de nível superior que mais interessava aos entrevistados era Direito, que seria a escolha de 18% deles.</p>
<p>Além disso, 13% escolheriam Administração; 11%, Medicina/Enfermagem; 11%, Engenharia/ Arquitetura; e 7%, Jornalismo/Publicidade.</p>
<p>De acordo com a pesquisa, a falta de acesso à educação e a oportunidades de qualidade no mercado de trabalho são causas para que entre 6 ou 7 em cada 10 dessas pessoas não consigam ganhar acima de dois salários-mínimos de renda mensal.</p>
<h2>Famílias</h2>
<p><strong>Sobre os arranjos familiares, 35% dos entrevistados declararam que foram criados em famílias tradicionais</strong>, e 38%, em famílias monoparentais ─ das quais 79% são lideradas pelas mães, conforme constatam os números do Censo Demográfico IBGE 2022.</p>
<p>A Pesquisa Raio-X da Vida Real identificou uma grande diversidade de modelos familiares baseados, especialmente, nas figuras femininas como as mães, tias e avós.</p>
<p>Para os entrevistados, as pessoas mais importantes são a mãe (43%), os filhos (22%), a avó (7%) e o pai (7%). Além disso, 4% contaram não ter ninguém importante, e 6% não responderam.</p>
<h2>Sonho de consumo</h2>
<p><strong>Para 28%, o maior sonho de consumo é ter uma casa</strong>. Em seguida, aparece o grupo de 25% que gostaria de comprar uma casa para a família, o que mostrou a preocupação dos entrevistados em ver a casa como ponto de segurança patrimonial da família.</p>
<p>Os que têm entre 22 e 26 anos são os que mais gostariam de comprar uma casa para a família, com o percentual em 35%. A intenção cai para 27%, dos 27 aos 31 anos, e permanece até os maiores de 50 anos, com 30% preservando esse mesmo desejo.</p>
<p>A ceo do Data Favela, Cléo Santana, disse que este sonho não é diferente do que tem o brasileiro médio sem nenhum tipo de envolvimento com o universo do crime.</p>
<blockquote>
<p>&#8220;O sonho da casa própria, o desejo de ter onde se instalar e para onde voltar, também é o principal sonho das pessoas que estão em situação de crime”, destacou.</p>
</blockquote>
<h2>Saúde mental</h2>
<p><strong>Outro fator que chama atenção na pesquisa são os problemas de saúde mental. Veja os mais frequentes:</strong></p>
<ul>
<li>Insônia: 39%;</li>
<li>Ansiedade: 33%;</li>
<li>Depressão: 19%;</li>
<li>Alcoolismo: 13%;</li>
<li>Crises de pânico: 9%.</li>
</ul>
<p>Entre os que sofrem de ansiedade, 70% ganham até um salário mínimo. Além disso, conforme aumenta o nível de escolaridade, o grau de ansiedade também sobe.</p>
<p>“A prova disso é que 72% daqueles que iniciaram o ensino superior, mas não o concluíram, sofrem com ansiedade”, indicou a pesquisa. </p>
<p>Além da questão econômica marcada pela baixa remuneração, o alcoolismo, as drogas e a violência doméstica, apontados por 13% dos entrevistados, são motivos para a entrada no crime, de acordo com a pesquisa. </p>
<p>Segundo a coordenadora de pesquisas do Data Favela, Bruna Hasclepildes, a pesquisa concluiu ainda que a vida no crime é um reflexo da ausência de políticas públicas e de desigualdades, que há décadas atravessam pessoas negras e favelas do Brasil. “São estruturas que ainda se mantêm”, completou.</p>
<p><strong>Bruna destacou ainda que, diante da pergunta &#8220;Você sente orgulho do que faz?&#8221;, 68% responderam negativamente. </strong></p>
<p>&#8220;É para desbancar mais uma vez o imaginário [de que gostam de se envolver com o crime]. Eles não sentem orgulho algum do que fazem. Essas pessoas não entram para este contexto porque querem, mas por necessidade”, explicou. “Eles têm a consciência de que exercem uma atividade que não é legal”</p>
<h2>Problemas do Brasil</h2>
<p>Ao identificarem os principais problemas do Brasil, os entrevistados apontaram, em primeiro lugar, a pobreza e as desigualdades, opinião de 42%, seguida pela corrupção, citada por 33%.</p>
<p>A violência foi citada por 11%, e a falta de acesso à educação e à saúde, por 7% e 4%, respectivamente.</p>
<p>      <!-- Relacionada --></p>
<p>            <!-- Relacionada -->
    </div>
<p>Com Informações da Agência Brasil<br />
https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2025-11/metade-dos-envolvidos-com-trafico-de-drogas-nao-chega-ao-ensino-medio</p>
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		<item>
		<title>STF suspende leis que proibiram ensino de gênero nas escolas</title>
		<link>https://portalpeloamordedeus.com/stf-suspende-leis-que-proibiram-ensino-de-genero-nas-escolas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Portal Pelo Amor de Deus]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Oct 2025 20:18:10 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira (15) suspender leis que proibiram o ensino de matérias sobre identidade de gênero e orientação sexual nos municípios de Tubarão (SC), Petrolina e Garanhuns, em Pernambuco.  A decisão foi tomada a partir do julgamento de duas ações protocoladas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e pelo PSOL. As [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div>
<p><strong>O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira (15) suspender leis que proibiram o ensino de matérias sobre identidade de gênero e orientação sexual nos municípios de Tubarão (SC), Petrolina e Garanhuns, em Pernambuco. </strong><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/10/STF-suspende-leis-que-proibiram-ensino-de-genero-nas-escolas.png?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/10/STF-suspende-leis-que-proibiram-ensino-de-genero-nas-escolas.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>A decisão foi tomada a partir do julgamento de duas ações protocoladas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e pelo PSOL.</p>
<p><strong>As leis municipais vetaram o ensino de gênero em disciplinas obrigatórias, em materiais didáticos e nos espaços escolares. Além disso, a lei de Petrolina ainda proibiu a permanência de livros sobre o tema nas bibliotecas das escolas do município.</strong></p>
<h2>Votos </h2>
<p>Durante o julgamento, o ministro Alexandre de Moraes defendeu o combate ao discurso de ódio contra a população LGBTIQIA+ e disse que a educação contra discriminação deve ser incentivada.</p>
<blockquote>
<p>&#8220;Ninguém defende que não se deva preservar a infância, mas preservar a infância não significa esconder a realidade, omitir informações sérias e corretas sobre identidade de gênero&#8221;, disse.</p>
</blockquote>
<p>O ministro Flávio Dino disse que a cultura da sociedade mudou e não existe somente o modelo de &#8220;família tradicional&#8221;. Dino também argumentou que somente uma lei federal pode tratar de assuntos ligados à educação.</p>
<blockquote>
<p>&#8220;O ato de ensinar e aprender é submetido a uma lei, que é a LDB [Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional], argumentou.</p>
</blockquote>
<p>Nunes Marques também acompanhou a maioria para suspender as leis, mas ponderou que é necessário que a exposição do tema ocorra conforme a idade dos alunos.</p>
<blockquote>
<p>“Preservar a infância não é conservadorismo. É reconhecer que toda liberdade genuína nasce da maturidade e que apressar esse processo significa limitar a liberdade futura do adulto que essa criança se tornará&#8221;, completou. </p>
</blockquote>
<h2>LGBTIQIA+</h2>
<p>O Grupo Arco-Íris, um dos principais grupos do movimento LGBTIQIA+, participou do julgamento e citou que o impedimento do ensino de gênero nas escolas tem sido recorrente em diversos estados e municípios.</p>
<p><strong>O advogado Carlos Nicodemos afirmou que a Constituição e normas internacionais garantem que toda pessoa tem direito de ser protegida contra qualquer tipo de discriminação.</strong></p>
<p>&#8220;É necessário, hoje, no dia 15 de outubro, Dia do Professor, debater a criação de leis municipais que tentam afetar a liberdade de cátedra na construção de um olhar diverso, plural e inclusivo da educação”, comentou. </p>
<p>      <!-- Relacionada --></p>
<p>            <!-- Relacionada -->
    </div>
<p>Com Informações da Agência Brasil<br />
https://agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noticia/2025-10/stf-suspende-leis-que-proibiram-ensino-de-genero-nas-escolas</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>Governo cria mais de 6,7 mil vagas na rede federal de ensino superior</title>
		<link>https://portalpeloamordedeus.com/governo-cria-mais-de-67-mil-vagas-na-rede-federal-de-ensino-superior/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Portal Pelo Amor de Deus]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Oct 2025 19:46:20 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O governo federal criou 6.737 cargos de professores e técnicos-administrativos em universidades e institutos federais, conforme portaria publicada nesta quarta-feira (15).  De acordo com o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) e o Ministério da Educação (MEC), desde 2023, cerca de 15 mil novas vagas foram abertas nas instituições federais de ensino. [&#8230;]]]></description>
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<p><strong>O governo federal criou 6.737 cargos de professores e técnicos-administrativos em universidades e institutos federais</strong>, conforme <a href="https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-conjunta-mgi-n-70-de-8-de-outubro-de-2025-662766718" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">portaria</a> publicada nesta quarta-feira (15). <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/10/Governo-cria-mais-de-67-mil-vagas-na-rede-federal.png?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/10/Governo-cria-mais-de-67-mil-vagas-na-rede-federal.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>De acordo com o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) e o Ministério da Educação (MEC), desde 2023, cerca de 15 mil novas vagas foram abertas nas instituições federais de ensino. As medidas visam ampliar e modernizar a rede federal de ensino superior. </p>
<p>Os novos cargos são para<strong> banco de professor-equivalente de magistério superior</strong>, que contempla professor efetivo e contratação de substitutos e visitantes. Entre as áreas de ensino a serem beneficiadas estão engenharia, saúde e tecnologia. </p>
<p>Parte das vagas é destinada a <strong>banco de professor-equivalente da carreira do ensino básico, técnico e tecnológico</strong>, distribuídas entre professores efetivos, substitutos e visitantes. O <strong>profissionais irão atuar em curso de base tecnológica e novos campi dos institutos federais</strong>. </p>
<p>Há também vagas para atualização do quadro de técnico-administrativos. </p>
<p>A quantidade de vagas foi estabelecida a partir das demandas de cada instituição e atendendo critérios técnicos definidos pelos ministérios. </p>
<p> </p>
<h2>. </h2>
<p>      <!-- Relacionada --></p>
<p>            <!-- Relacionada -->
    </div>
<p>Com Informações da Agência Brasil<br />
https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2025-10/governo-cria-mais-de-67-mil-vagas-na-rede-federal-de-ensino-superior</p>
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		<title>Ensino superior no Brasil pode mais que dobrar salário</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Portal Pelo Amor de Deus]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Sep 2025 12:32:27 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[No Brasil, ter um diploma de ensino superior faz diferença: aumenta as chances de ter um emprego e melhores salários, que chegam a mais que o dobro daqueles que têm formação até o ensino médio. Mesmo assim, um em cada quatro estudantes abandona os estudos depois de cursar apenas um ano. As informações estão no relatório Education [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div>
<p>No Brasil, ter um diploma de ensino superior faz diferença: aumenta as chances de ter um emprego e melhores salários, que chegam a mais que o dobro daqueles que têm formação até o ensino médio. Mesmo assim, um em cada quatro estudantes abandona os estudos depois de cursar apenas um ano.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/09/Ensino-superior-no-Brasil-pode-mais-que-dobrar-salario.png?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/09/Ensino-superior-no-Brasil-pode-mais-que-dobrar-salario.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>As informações estão no relatório <em>Education at a Glance</em> (<em>EaG</em>) <em>2025</em>, da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), que reúne as principais e mais ricas economias do mundo.</p>
<p><strong>O documento traz dados educacionais como desempenho dos estudantes, taxas de matrícula e organização dos sistemas educacionais dos 38 países-membros da organização, além de Argentina, Bulgária, China, Croácia, Índia, Indonésia, Peru, Romênia, Arábia Saudita, África do Sul e Brasil – que é parceiro-chave da OCDE.</strong></p>
<p>Neste ano, o relatório tem como foco principal o ensino superior. Os dados mostram que brasileiros de 25 a 64 anos que concluem o ensino superior ganham, em média, 148% a mais do que aqueles que têm ensino médio. Essa diferença é maior do que a média dos países da OCDE, que é de um salário médio 54% maior. </p>
<p><strong>O Brasil fica atrás apenas da Colômbia, onde concluir o ensino superior proporciona, em média, um salário 150% maior do que ter apenas o ensino médio, e África do Sul, onde esse percentual é 251%. </strong></p>
<p>Mas, essa etapa de ensino não chega a todos. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apenas um a cada cinco, ou seja, 20,5% dos brasileiros de 25 anos ou mais têm ensino superior, conforme dados de 2024.</p>
<p><strong>O relatório da OCDE traz outra preocupação. Quase um quarto (24%) dos jovens de 18 a 24 anos no Brasil, não estão empregados nem em educação ou treinamento (NEET na sigla em inglês)</strong>. Essa taxa é maior que a média da OCDE, de 14%. Além disso, há uma diferença entre homens e mulheres, com 29% das mulheres e 19% dos homens sendo NEET em 2024 no Brasil. As taxas de NEET para homens e mulheres tendem a ser semelhantes na maioria dos outros países da organização.</p>
<h2>Abandono dos estudos</h2>
<p>Entre aqueles que entram no ensino superior, no Brasil, 25% abandonam os estudos após o primeiro ano do bacharelado. Entre os países da OCDE, a média é 13%. Mesmo após três anos do fim do período esperado para a conclusão do curso, menos da metade, 49%, dos ingressantes conclui os estudos. Entre os países da OCDE, essa média é 70%.</p>
<p><strong>Diante desse cenário, no Brasil, apenas 24% de todos os jovens de 25 a 34 anos de fato concluem o ensino superior, o que representa pouco menos da metade da média da OCDE de 49%.</strong></p>
<p>Segundo o relatório, as altas taxas de evasão no primeiro ano “podem sinalizar um descompasso entre as expectativas dos alunos e o conteúdo ou as exigências de seus programas, possivelmente refletindo a falta de orientação profissional para futuros alunos ou apoio insuficiente para novos ingressantes”, diz o texto.</p>
<p><strong>O relatório mostra ainda que, em todos os países, as mulheres que iniciam o bacharelado têm maior probabilidade do que os homens de concluir os estudos ou no tempo esperado ou em até três anos após esse período</strong>. No Brasil, a diferença de gênero é de 9 pontos percentuais, 53% para mulheres em comparação com 43% para homens. Essa diferença é menor do que a média da OCDE, de 12 pontos percentuais.</p>
<h2>Estudar em outros países</h2>
<p>Segundo o EaG, entre os países da OCDE, a mobilidade internacional de estudantes no ensino superior aumentou. Em média, 6% de todos os estudantes do ensino superior na OCDE eram estudantes internacionais ou estrangeiros em 2018. Esse percentual passou para 7,4% em 2023. O Brasil foi um dos poucos países sem aumento, com a proporção permanecendo constante em apenas 0,2%.</p>
<p>Investimentos</p>
<p>Em relação aos investimentos do país em ensino superior, no Brasil os gastos governamentais chegam a US$ 3.765 por aluno, em valores de 2022, o que equivale a cerca de R$ 20 mil. Já a média da OCDE é de US$ 15.102, ou cerca de R$ 80 mil. Embora, em valores, o investimento seja inferior, quando comparado ao Produto Interno Bruto (PIB) – que é a soma de todas as riquezas produzidas pelo país -, o investimento governamental no Brasil é semelhante ao da média da OCDE, 0,9% do PIB- Produto Interno Bruto &#8211; no ensino superior, incluindo os investimentos em pesquisa e inovação.  </p>
<p><strong>Para a OCDE, é preciso melhorar os indicadores não apenas no Brasil, mas em todo o conjunto de países, para que tanto a formação seja melhor, quanto para que os investimentos tenham mais retorno.</strong> Na publicação, o secretário-geral da OCDE, Mathias Cormann, diz que as baixas taxas de conclusão do ensino superior são &#8220;desafio que prejudica o retorno do investimento público, agrava a escassez de competências e limita o acesso a oportunidades”.</p>
<p>Entre as ações possíveis destacadas por ele estão o fortalecimento da preparação acadêmica e da orientação profissional no ensino médio, bem como a concepção de programas de ensino superior com sequências de cursos claramente definidas e medidas de apoio para aqueles em risco de atraso.</p>
<blockquote>
<p>“Também são necessárias opções de ensino superior mais inclusivas e flexíveis. Estas devem incluir programas personalizados para estudantes do ensino profissional, processos de admissão que reconheçam melhor os diversos perfis de alunos e ofertas mais curtas e direcionadas”, defende.</p>
</blockquote>
<p><strong>A OCDE também chama a atenção para a qualidade dos cursos de ensino superior</strong>. Outra pesquisa conduzida pela organização mostra que mesmo entre aqueles com diploma, há dificuldades até mesmo para ler textos complexos. A Pesquisa de Competências de Adultos 2023 mostra que nos 29 países e economias da OCDE participantes, em média 13% dos adultos com ensino superior não atingiram sequer o nível básico de proficiência em alfabetização, o que significa que conseguiam compreender apenas textos curtos sobre temas familiares.</p>
<blockquote>
<p>“Isso ilustra a necessidade de os países expandirem o acesso ao ensino superior e aumentarem a qualidade e a relevância da educação oferecida”, diz Cormann.</p>
</blockquote>
<p>      <!-- Relacionada --></p>
<p>            <!-- Relacionada -->
    </div>
<p>Com Informações da Agência Brasil<br />
https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2025-09/ensino-superior-no-brasil-pode-mais-que-dobrar-salario</p>
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		<title>Estudantes do ensino integral têm notas maiores no Enem, diz estudo</title>
		<link>https://portalpeloamordedeus.com/estudantes-do-ensino-integral-tem-notas-maiores-no-enem-diz-estudo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Portal Pelo Amor de Deus]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 Aug 2025 11:54:46 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Uma pesquisa do Instituto Sonho Grande aponta que estudantes de escolas estaduais com oferta de ensino médio integral (EMI) tiveram desempenho geral no Exame Nacional do ensino Médio (Enem) de 2024 mais alto do que o de alunos de unidades de turno parcial. Para ser considerada como escola com EMI, a carga horária deve ser [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div>
<p><strong>Uma pesquisa do Instituto Sonho Grande aponta que estudantes de escolas estaduais com oferta de ensino médio integral (EMI) tiveram desempenho geral no Exame Nacional do ensino Médio (Enem) de 2024 mais alto do que o de alunos de unidades de turno parcial.</strong> Para ser considerada como escola com EMI, a carga horária deve ser igual ou superior a sete horas diárias ou 35 horas semanais. <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/08/Estudantes-do-ensino-integral-tem-notas-maiores-no-Enem-diz.png?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/08/Estudantes-do-ensino-integral-tem-notas-maiores-no-Enem-diz.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>A partir da análise dos microdados da edição de 2024 do exame, que é aplicado anualmente pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o levantamento revelou que a maior diferença está entre as notas da prova de redação do Enem.<strong> Em média, estudantes de escolas que oferecem tempo integral tiveram 12 pontos a mais na prova discursiva, que vai de 0 a 1.000 pontos.</strong> A diferença sobe para 27 pontos, quando consideradas as escolas em que 100% das matrículas são na modalidade integral. O desempenho também foi superior na área de matemática e suas tecnologias: cinco pontos a mais em relação a escolas regulares.</p>
<div class="dnd-widget-wrapper context-medio_4colunas type-image atom-align-left">
<div class="dnd-atom-rendered"><!-- scald=435024:medio_4colunas {"additionalClasses":""} --><br />
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        <noscript><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/08/Estudantes-do-ensino-integral-tem-notas-maiores-no-Enem-diz.jpeg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília (DF) 27/08/2025 - Diretora-executiva do Instituto Sonho Grande, Ana Paula Pereira. Foto: Ana Paula Pereira/Arquivo Pessoal" title="Ana Paula Pereira/Arquivo Pessoal"/></noscript><br />
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<p><!--copyright=435024-->Diretora-executiva do Instituto Sonho Grande, Ana Paula Pereira. Foto: <strong>Arquivo Pessoal</strong><!--END copyright=435024--></p>
</div>
</div>
<p><strong>A diretora-executiva do Instituto Sonho Grande, Ana Paula Pereira, defendeu que a maior oferta de educação integral implica em melhores resultados e gera mais oportunidades. </strong>“Esses dados vão ao encontro ao que já vínhamos observando em outras pesquisas: estudantes do ensino médio integral aprendem mais, quando comparados aos de tempo parcial”, afirmou em entrevista à <strong>Agência Brasil</strong>. A entidade atua, em parceria com estados, para melhorar a qualidade de aprendizagem de jovens do ensino médio público brasileiro. </p>
<h2>Força no Nordeste</h2>
<p>O <a href="http://https://download.inep.gov.br/censo_escolar/resultados/2024/apresentacao_coletiva.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Censo Escolar 2024</a> indica que as cinco maiores proporções de alunos em tempo integral matriculados na rede pública de ensino médio estão no Nordeste: Pernambuco (69,6%); Ceará (54,6%); Paraíba (54,5%); Piauí (54,1%) e Sergipe (35,2%). Na outra ponta, o Distrito Federal (6,4%) e Roraima (8,1%) têm as menores proporções.</p>
<p>Na região Nordeste, as escolas que ofertam o integral têm médias mais altas na prova de redação e nas quatro áreas do conhecimento avaliadas no Enem: linguagens, códigos e suas tecnologias, ciências humanas e suas tecnologias, ciências da natureza e suas tecnologias e matemática e suas tecnologias. </p>
<p>A média da nota geral dos estudantes de ensino integral no Enem na região supera a de estudantes de turno parcial em 18 pontos. Na prova de redação, essa diferença é de 48 pontos.</p>
<p>Em Pernambuco, o estudo indica que a performance dos estudantes na prova de redação, no caso das escolas com oferta 100% integral, é 68 pontos mais alta do que os demais. Ana Paula Pereira acredita que o bom rendimento dos estudantes pernambucanos é resultado do pioneirismo da rede estadual na implantação do modelo integral em suas escolas. Atualmente, a política já está consolidada na rede, com grande parte das escolas funcionando em horário ampliado.</p>
<p>Já no Ceará, a diferença aumenta para 134 pontos. Entre as 100 escolas cearenses de ensino médio com maiores notas no Enem 2024, 98 delas contam com oferta de ensino médio integral. Padrão semelhante ao que ocorreu em Pernambuco (89 escolas com EMI) e na Paraíba (84 com EMI).</p>
<p>Em relação ao Ceará, Ana Paula Pereira lembra que o estado também investe há anos na ampliação das jornadas escolares. Para ela, nas duas redes, foi dada prioridade política ao modelo ao longo dos anos. “Os governadores colocaram o integral como agenda central, garantindo planejamento consistente, formação de professores e acompanhamento pedagógico contínuo. Com isso, o modelo deixou de ser uma experiência pontual e se consolidou em larga escala, o que gera impacto coletivo”, avaliou.</p>
<h2>Maior participação no Enem</h2>
<p>Já o estudo intitulado &#8220;Efeitos do Ensino Médio em Tempo Integral sobre os Indicadores Educacionais dos Alunos&#8221;, dos economistas Naercio Menezes Filho e Luciano Salomão, realizado em parceria com o Instituto Natura, mostrou que alunos de escolas de ensino médio em tempo integral têm 16,5% mais participação no Enem do que os demais Neste levantamento, que leva em conta dados de 2017 a 2019, as notas dos alunos de escolas de ensino médio em tempo integral também são mais altas do que os estudantes de meio período,  principalmente em redação, com 29 pontos a mais.</p>
<p>A superintendente de Políticas Educacionais para o Brasil do Instituto Natura, Maria Slemenson, defende que o ensino médio integral é a política pública em andamento no Brasil que tem mostrado maior potencial de transformação. Ela afirma que o modelo é um caminho promissor para o país avançar na construção de uma sociedade mais próspera e justa.</p>
<p>A diretora do Instituto Sonho Grande destaca que, para além da aprendizagem, estudos indicam que a educação em tempo integral melhora o futuro profissional, uma vez que os alunos destas unidades têm maior chance de entrar no ensino superior e no mercado de trabalho, além de alcançarem salários mais altos e empregos mais qualificados. Há, também, a redução da violência, dos casos de desnutrição, anemia, transtornos de comportamento, gravidez na adolescência e abuso de substâncias, indicam as pesquisas. </p>
<blockquote>
<p>&#8220;Quando olhamos para esse conjunto de evidências, fica claro que o Ensino Médio Integral não é apenas uma política educacional, mas uma estratégia de desenvolvimento social e econômico para o Brasil&#8221;, disse. </p>
</blockquote>
<h2>Desafios</h2>
<p><strong>Segundo dados do Censo Escolar, entre 2022 e 2024, considerando todas as etapas da educação básica (educação infantil, ensinos fundamental e médio), houve um aumento no percentual de matrículas em tempo integral de 18,2% para 22,9%.</strong></p>
<p>Mesmo com o crescimento, o resultado ficou abaixo da meta do Plano Nacional de Educação (PNE), que estabeleceu para 2024 um patamar de 25% das matrículas da educação básica em tempo integral.</p>
<p>Se considerada apenas a evolução da proporção de alunos em tempo integral matriculados no ensino médio, entre 2020 e 2024, o Brasil saltou de 14,1% para 24,2%.</p>
<p>A diretora-executiva do Instituto Sonho Grande, Ana Paula Pereira, apontou os três principais desafios para a consolidação da política de ampliação do ensino integral. O primeiro deles é o financiamento público contínuo &#8211; seja por meio de programas federais, como o &#8216;Escola em Tempo Integral&#8217;, seja por mecanismos como o do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), que prevê repasses diferenciados para matrículas em tempo integral.</p>
<p>Outro fator importante apontado pela especialista é a necessidade de apoio direto aos estudantes em situação de maior vulnerabilidade socioeconômica, com benefícios financeiros que estimulem a atração e a permanência dos alunos nas escolas. Ela mencionou o Programa Pé-de-Meia, do Ministério da Educação (MEC), e outras iniciativas estaduais que permitem aos jovens maior dedicação aos estudos.</p>
<p>Por fim, ela explica que as redes estaduais de educação devem planejar e reorganizar suas estruturas para ampliar a oferta de escolas e vagas de forma consistente. Para Ana Paula, a continuidade da expansão depende de governadores e secretários de educação manterem uma agenda estratégica, garantindo consistência ao longo do tempo. &#8220;É um processo gradual e cada estado parte de um ponto diferente, com contextos e capacidades distintas.&#8221;</p>
<h2>Escola em tempo integral</h2>
<p>O <a href="https://www.gov.br/mec/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/institucionais/escola-em-tempo-integral.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Programa Escola em Tempo Integral</a>, lançado pelo MEC em 2023, tem a meta de registrar, até o fim de 2026, cerca de 3,2 milhões de nova matrículas nesta modalidade de ensino em todas as etapas da educação básica. O objetivo da política pública é promover o desenvolvimento dos estudantes  e melhorar os indicadores nacionais de aprendizagem.</p>
<p>Para alcançar o objetivo, o governo federal oferece apoio técnico e financeiro a estados e municípios para a ampliação do tempo integral em todas as etapas da educação básica, com jornada educacional igual ou superior a sete horas diárias ou 35 horas semanais.</p>
<p>A representante do instituto entende que o programa federal é responsável por espalhar a referência de ensino integral pelo país, antes restrita a algumas redes.</p>
<blockquote>
<p>&#8220;Essas políticas públicas são fundamentais porque dão estabilidade à educação integral, ajudando a transformar o modelo em política de Estado, menos sujeita à descontinuidade. Ao mesmo tempo, posiciona o integral como prioridade nacional e viabiliza a adoção de políticas públicas robustas por redes com diferentes perfis e disponibilidade de recursos&#8221;, afirmou.</p>
</blockquote>
<p>Porém, ela defende que a meta brasileira estabelecida para o ensino em tempo integral para 2035 seja mais ambiciosa. &#8220;No mínimo 50% das matrículas na educação em tempo integral e 70% das escolas em tempo integral. E que essa expansão venha acompanhada de duas premissas: alcançar estudantes historicamente mais vulnerabilizados e assegurar diretrizes pedagógicas que garantam o desenvolvimento integral.&#8221;</p>
<p>A especialista destaca ainda que o modelo deve ir além da simples ampliação da jornada. &#8220;A carga horária estendida sem revisão de modelo pedagógico não produz resultados melhores. O foco deve estar em como esse modelo pedagógico cria um ambiente mais acolhedor, no qual o jovem se reconhece e encontra sentido para aprender.&#8221;</p>
<p> </p>
<p> </p>
<p> </p>
<p>      <!-- Relacionada --></p>
<p>            <!-- Relacionada -->
    </div>
<p>Com Informações da Agência Brasil<br />
https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2025-08/estudantes-do-ensino-integral-tem-notas-maiores-no-enem-diz-estudo</p>
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