<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>desigualdade - Portal Pelo Amor de Deus</title>
	<atom:link href="https://portalpeloamordedeus.com/palavras-chaves/desigualdade/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://portalpeloamordedeus.com</link>
	<description>Com Nonato Silva</description>
	<lastBuildDate>Tue, 16 Dec 2025 11:22:19 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.0</generator>

<image>
	<url>https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2026/04/logo-2026pad.webp?fit=32%2C32&#038;ssl=1</url>
	<title>desigualdade - Portal Pelo Amor de Deus</title>
	<link>https://portalpeloamordedeus.com</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
<site xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">195120778</site>	<item>
		<title>Antropólogo discute riqueza e desigualdade no DR com Demori</title>
		<link>https://portalpeloamordedeus.com/antropologo-discute-riqueza-e-desigualdade-no-dr-com-demori/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Portal Pelo Amor de Deus]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Dec 2025 11:22:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Antropólogo]]></category>
		<category><![CDATA[Demori]]></category>
		<category><![CDATA[desigualdade]]></category>
		<category><![CDATA[discute]]></category>
		<category><![CDATA[Manaus]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portal Pelo Amor de Deus]]></category>
		<category><![CDATA[portalpeloamordedeus]]></category>
		<category><![CDATA[riqueza]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://portalpeloamordedeus.com/antropologo-discute-riqueza-e-desigualdade-no-dr-com-demori/</guid>

					<description><![CDATA[O antropólogo Michel Alcoforado é o próximo convidado do programa DR com Demori desta terça-feira (16) Na conversa, o autor do livro Coisa de Rico: a Vida dos Endinheirados Brasileiros detalha o conceito de riqueza no Brasil e no mundo. Além disso, o especialista comenta as relações entre a classe trabalhadora e a elite do país. A atração [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div>
<p><strong>O antropólogo Michel Alcoforado é o próximo convidado do programa<em> DR com Demori</em> desta terça-feira (16) Na conversa, o autor do livro <em>Coisa de Rico: a Vida dos Endinheirados Brasileiros</em> detalha o conceito de riqueza no Brasil e no mundo. Além disso, o especialista comenta as relações entre a classe trabalhadora e a elite do país. A atração vai ao ar às 23h, na TV Brasil.</strong><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/12/Antropologo-discute-riqueza-e-desigualdade-no-DR-com-Demori.png?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/12/Antropologo-discute-riqueza-e-desigualdade-no-DR-com-Demori.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p><em>Coisa de Rico: a Vida dos Endinheirados Brasileiros</em> é um dos livros mais vendidos no Brasil em 2025. Michel Alcoforado é também colunista da Rádio CBN, criador do <em>podcast É Tudo Culpa da Cultura</em>, palestrante e conhecido como “antropólogo de luxo”, em razão de seu trabalho como pesquisador das elites brasileiras.</p>
<p>Por mais de 15 anos,<strong> o escritor investigou como vivem os super-ricos no Brasil, pesquisa que resultou em seu mais recente livro.</strong> No bate-papo com Demori, Alcoforado explica que, no país, a riqueza não é uma condição e sim “uma relação”. “Depois que o cara ganha dinheiro, ele precisa batalhar para adquirir uma série de comportamentos e dominar muitos códigos para convencer os outros de que é rico”, afirma.</p>
<p> </p>
<div class="dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image">
<div class="dnd-atom-rendered"><!-- scald=446239:cheio_8colunas --><br />
            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/12/Antropologo-discute-riqueza-e-desigualdade-no-DR-com-Demori.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="São Paulo SP 26/11/2025 Antropologo e escritor, MIchel Alcoforado ,convidado do programa DR com Demori na Empresa Brasil de Comunicação (EBC).&#13;&#10;&#13;&#10;Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil" title="Paulo Pinto/Agência Brasil"/><br />
        <noscript><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/12/Antropologo-discute-riqueza-e-desigualdade-no-DR-com-Demori.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="São Paulo SP 26/11/2025 Antropologo e escritor, MIchel Alcoforado ,convidado do programa DR com Demori na Empresa Brasil de Comunicação (EBC).&#13;&#10;&#13;&#10;Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil" title="Paulo Pinto/Agência Brasil"/></noscript><br />
    <!-- END scald=446239 --></div>
<p><h6 class="meta">Antropólogo e escritor Michel Alcoforado é o convidado do programa <em>DR com Demori</em> &#8211; <strong>Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil</strong><!--END copyright=446239--></h6>
</p>
</div>
<p>Nesse sentido,<strong> o antropólogo comenta que há diferentes tipos de ricos, principalmente em função do contexto geográfico do Brasil.</strong> “O novo rico faz muita questão de contar a própria história, né: ‘eu era pobre, estudei em escola pública e aí consegui construir um negócio e ganhei muito dinheiro’. Ele faz questão de deixar isso dentro de uma névoa, como se fosse um evento natural”, conta.</p>
<p>Em comparação, Alcoforado defende que os “ricos tradicionais também se inventaram”. “O trabalho das elites tradicionais é tentar naturalizar aquilo que foi construído socialmente, para que ninguém questione [&#8230;]. É por isso que é tão difícil no Brasil, entre outros fatores, falar de taxação de ricos”, aponta.</p>
<p>Para o autor, a desigualdade social brasileira é percebida pelas elites como um problema. “Essencialmente, a grande maioria entende que essa é uma questão para o Estado resolver, para os governantes, mas não acredita que seja parte do problema”, comenta.</p>
<p>Após a exibição na<strong> TV Brasil</strong>, o <em>DR com Demori</em> também fica disponível, na íntegra, no YouTube e no aplicativo da TV Brasil Play. O programa é transmitido em áudio, simultaneamente, na <strong>Rádio MEC</strong>, e as entrevistas ficam disponíveis em formato de <em>podcast</em> no Spotify.</p>
<h2>Sobre o programa</h2>
<p>O programa <em>Dando a Real</em> com Leandro Demori, ou simplesmente <em>DR com Demori</em>, traz personalidades para um bate-papo direto e aprofundado na tela da<strong> TV Brasil</strong>.</p>
<p>Já passaram pela mesa nomes como o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes; a deputada federal Erika Hilton; o ex-ministro José Dirceu, o ator Caio Blat, a cantora Zélia Duncan; e o fundador da banda Pink Floyd, Roger Waters.</p>
<h2>Ao vivo e on demand</h2>
<p>Acompanhe a programação da <strong>TV Brasil</strong> pelo canal aberto, TV por assinatura e parabólica. Sintonize: <a href="https://tvbrasil.ebc.com.br/comosintonizar" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">https://tvbrasil.ebc.com.br/comosintonizar</a>.</p>
<p><strong>Serviço</strong></p>
<p>DR com Demori – Michel Alcoforado<br />Terça-feira, 16 de dezembro, às 23h, na <strong>TV Brasil </strong>e<strong> Rádio MEC</strong><br />Quarta-feira, 17 de dezembro, às 4h30, na <strong>TV Brasil</strong></p>
<h2><strong>TV Brasil</strong> na internet e nas redes sociais</h2>
<p>Site – <a href="https://tvbrasil.ebc.com.br" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">https://tvbrasil.ebc.com.br</a><br />Facebook – <a href="https://www.facebook.com/tvbrasil" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">https://www.facebook.com/tvbrasil</a><br />Instagram – <a href="https://www.instagram.com/tvbrasil" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">https://www.instagram.com/tvbrasil</a><br />YouTube – <a href="https://www.youtube.com/tvbrasil" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">https://www.youtube.com/tvbrasil</a><br />X – <a href="https://x.com/TVBrasil" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">https://x.com/TVBrasil</a><br />TikTok – <a href="https://www.tiktok.com/@tvbrasil" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">https://www.tiktok.com/@tvbrasil</a><br />TV Brasil Play &#8211; <a href="http://tvbrasilplay.com.br" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">http://tvbrasilplay.com.br</a> </p>
<p>      <!-- Relacionada --></p>
<p>            <!-- Relacionada -->
    </div>
<p><script async src="//www.instagram.com/embed.js"></script><script async src="//www.tiktok.com/embed.js"></script></p>
<p>Com Informações da Agência Brasil<br />
https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2025-12/antropologo-discute-riqueza-e-desigualdade-no-dr-com-demori</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">105038</post-id>	</item>
		<item>
		<title>“Desigualdade no Brasil é a menor da história”, diz Lula</title>
		<link>https://portalpeloamordedeus.com/desigualdade-no-brasil-e-a-menor-da-historia-diz-lula/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Portal Pelo Amor de Deus]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Dec 2025 00:33:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[desigualdade]]></category>
		<category><![CDATA[diz]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Lula]]></category>
		<category><![CDATA[Manaus]]></category>
		<category><![CDATA[menor]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portal Pelo Amor de Deus]]></category>
		<category><![CDATA[portalpeloamordedeus]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://portalpeloamordedeus.com/desigualdade-no-brasil-e-a-menor-da-historia-diz-lula/</guid>

					<description><![CDATA[O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, na noite deste domingo (30), que a desigualdade do Brasil é a menor da história. Em cadeia de rádio e televisão, ele falou à população sobre a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e o aumento da taxação para altas rendas. [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div>
<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, na noite deste domingo (30), que a desigualdade do Brasil é a menor da história. <strong>Em cadeia de rádio e televisão, ele falou à população sobre a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e o aumento da taxação para altas rendas.</strong> Ambas medidas valerão a partir de janeiro.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/11/Desigualdade-no-Brasil-e-a-menor-da-historia-diz-Lula.png?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/11/Desigualdade-no-Brasil-e-a-menor-da-historia-diz-Lula.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>A sanção ocorreu na última quarta-feira (26), em Brasília. <strong>O pronunciamento na noite de hoje dá mais publicidade ao cumprimento de um dos principais objetivos definidos na campanha de 2022.</strong></p>
<p>Em sua fala, de aproximadamente seis minutos, ele também citou a criação dos programas Pé-de-Meia, Luz do Povo e Gás do Povo, dentre outras medidas tomadas pelo seu governo.</p>
<blockquote>
<p>“Graças a essas e outras políticas, a desigualdade no Brasil é hoje a menor da história. Mesmo assim, o Brasil continua a ser um dos países mais desiguais do mundo. O 1% mais rico acumula 63% da riqueza do país, enquanto a metade mais pobre da população detém apenas 2% da riqueza”, disse.</p>
</blockquote>
<p>“A mudança no Imposto de Renda é um passo decisivo para mudar essa realidade, mas é apenas o primeiro. Queremos que a população brasileira tenha direito à riqueza que produz, com o suor do seu trabalho. Seguiremos firmes combatendo os privilégios de poucos, para defender os direitos e as oportunidades de muitos”, completou.</p>
<h2>Economia</h2>
<p>Lula mostrou cálculos para que os beneficiados pela medida tenham uma noção mais real de quanto poderão economizar ao não pagar mais Imposto de Renda. “Com zero de imposto de renda, uma pessoa com salário de 4800 pode fazer uma economia de 4 mil em um ano. É quase um décimo quarto salário”.</p>
<p><strong>Lula lembrou que a compensação para os cofres do Estado virá sobre a taxação dos super-ricos</strong>, de pessoas que ganham “vinte, cem vezes mais do que 99% do povo brasileiro”. Serão 140 mil super-ricos incluídos na cobrança de 10% de imposto sobre a renda.</p>
<p><strong>Segundo ele, o dinheiro extra nas mãos dos beneficiados deve injetar R$ 28 bilhões na economia.</strong></p>
<h2>Tabela do IR</h2>
<p>A nova lei não faz, entretanto, uma correção da tabela do IR. A novidade é apenas a aplicação da isenção e descontos para essas novas faixas de renda. <strong>Então, quem ganha mais de R$ 7.350 continuará pagando 27,5% de Imposto de Renda.</strong></p>
<p>Uma eventual correção de toda a tabela custaria mais de R$ 100 bilhões por ano, segundo cálculos do governo.</p>
<p>Desde 2023, o governo tem garantido a isenção de Imposto de Renda para quem ganha até dois salários mínimos, mas isso só beneficia a faixa inferior da tabela. No total, a tabela tem cinco alíquotas: de zero, 7,5%, 15%, 22,5% e 27,5%.</p>
<h2>Mais ricos</h2>
<p>Para compensar a perda de arrecadação, <strong>o texto prevê uma alíquota extra progressiva de até 10% para aqueles que recebem mais de R$ 600 mil por ano (R$ 50 mil por mês)</strong>, cerca de 140 mil contribuintes. Para quem já paga 10% ou mais, não muda nada.</p>
<p>Hoje, contribuintes pessoas físicas de alta renda recolhem, em média, uma alíquota efetiva de 2,5% de IR sobre seus rendimentos totais, incluindo distribuição de lucros e dividendos. Enquanto isso, trabalhadores em geral pagam, em média, 9% a 11% de IR sobre seus ganhos.</p>
<p>Alguns tipos de rendimentos não entram nessa conta, como ganhos de capital, heranças, doações, rendimentos recebidos acumuladamente, além de aplicações isentas, poupança, aposentadorias por moléstia grave e indenizações. A lei também define limites para evitar que a soma dos impostos pagos pela empresa e pelo contribuinte ultrapasse percentuais fixados para empresas financeiras e não financeiras. Caso isso ocorra, haverá restituição na declaração anual.</p>
<p>      <!-- Relacionada --></p>
<p>            <!-- Relacionada -->
    </div>
<p>Com Informações da Agência Brasil<br />
https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2025-11/desigualdade-no-brasil-e-menor-da-historia-diz-lula</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">103849</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Pesquisa aponta desigualdade da conexão digital no país</title>
		<link>https://portalpeloamordedeus.com/pesquisa-aponta-desigualdade-da-conexao-digital-no-pais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Portal Pelo Amor de Deus]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Sep 2025 18:34:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[aponta]]></category>
		<category><![CDATA[Conexão]]></category>
		<category><![CDATA[desigualdade]]></category>
		<category><![CDATA[digital]]></category>
		<category><![CDATA[Manaus]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[País]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[Portal Pelo Amor de Deus]]></category>
		<category><![CDATA[portalpeloamordedeus]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://portalpeloamordedeus.com/pesquisa-aponta-desigualdade-da-conexao-digital-no-pais/</guid>

					<description><![CDATA[Pesquisa da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e do Instituto de Defesa de Consumidores (Idec) aponta a desigualdade na conexão digital no Brasil. Um destaque do estudo é o tempo sem internet móvel devido à falta de franquia de dados. O levantamento revela que 35% das pessoas com renda de até 1 salário mínimo e [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div>
<p>Pesquisa da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e do Instituto de Defesa de Consumidores (Idec) aponta a desigualdade na conexão digital no Brasil. Um destaque do estudo é o tempo sem internet móvel devido à falta de franquia de dados.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/09/Pesquisa-aponta-desigualdade-da-conexao-digital-no-pais.png?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/09/Pesquisa-aponta-desigualdade-da-conexao-digital-no-pais.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>O levantamento revela que 35% das pessoas com renda de até 1 salário mínimo e 35,6% das que recebem entre 1 e 3 salários mínimos ficaram sete dias ou mais sem acesso à internet móvel nos 30 dias anteriores ao estudo. Esse cenário se agrava para os consumidores de menor renda: 11,6% ficaram mais de 15 dias sem acesso, valor quase seis vezes maior do que o observado entre aqueles com renda superior a 3 salários mínimos (2,2%).</p>
<blockquote>
<p>“Outro ponto de atenção é que, por estar sem a franquia de dados no celular e sem acesso ao Wi-Fi, 63,8% dos brasileiros deixaram de utilizar serviços bancários ou financeiros; 56,5% deixaram de acessar plataformas de serviços do governo; 55,2% deixaram de estudar; e 52,3% deixaram de acessar serviços de saúde”, destacam a Anatel e o Idec.</p>
</blockquote>
<p>A pesquisa aborda ainda o impacto da publicidade no consumo de dados. A percepção de que vídeos de publicidade aparecem com muita frequência (“sempre” ou “muitas vezes”) ultrapassa os 50% em todas as faixas de renda investigadas. </p>
<p>Também há disparidade na compra de celulares por faixa de renda. Entre os indivíduos com renda de até 1 salário mínimo, 51% declararam ter aparelhos celulares com valor de compra inferior a RS 1 mil. Em contrapartida, nas faixas de renda mais elevadas, predominam os aparelhos mais caros, evidenciando a influência da barreira financeira no acesso a dispositivos mais modernos.</p>
<p>Apesar dessa diferença de valor, mais de 50% dos entrevistados em todas as faixas de renda têm o aparelho celular há menos de dois anos, o que indica que a maioria da população dispõe de celulares relativamente novos.</p>
<p>Por outro lado, o estudo revela que entre as pessoas que afirmaram não ter computador de mesa ou portátil, quase metade (47,3%) informou que o principal motivo para não ter o equipamento é o alto custo de aquisição. Outros dois motivos para não ter computador estão inter-relacionados e somam quase 30% dos entrevistados: falta de interesse e não saber utilizar.</p>
<blockquote>
<p>“Essa lacuna na posse de computadores contrasta com o fato de que as pessoas geralmente preferem usá-los, em vez do celular, para tarefas essenciais, como acessar serviços do governo, bancos, atendimento médico e fazer compras online”, diz o estudo.</p>
</blockquote>
<p>O levantamento avaliou o nível de satisfação dos consumidores em quatro aspectos: dispositivo, infraestrutura (serviços de internet fixa e móvel), habilidades digitais e atendimento das necessidades de conexão. As notas médias nacionais da avaliação dos consumidores foram:</p>
<ul>
<li>Aparelho celular: 8,3</li>
<li>Habilidades digitais: 8,2</li>
<li>Infraestrutura (internet fixa e móvel): 7,6</li>
<li>Atendimento às necessidades de conexão: 7,8</li>
</ul>
<p>Embora as notas de satisfação com o aparelho celular e as habilidades digitais sejam elevadas, a pesquisa aponta que a satisfação com as habilidades digitais é significativamente menor entre os mais vulneráveis, como pessoas com renda de até 1 salário mínimo e idosos.O estudo também sugere um possível descasamento entre a autopercepção do nível de habilidades digitais e a existência real dessas habilidades, indicando que as pessoas podem se considerar mais aptas a lidar com o mundo digital do que de fato estão.</p>
<p>Segundo o coordenador do programa de Telecomunicações e Direitos Digitais do Idec, Luã Cruz, os dados da pesquisa escancaram que a desigualdade também é perpetuada por desafios à conectividade, como apontam os números sobre custos e o impacto das limitações na franquia</p>
<blockquote>
<p>“A partir disso, porém, vemos um necessário caminho: a promoção de conectividade significativa é essencial para a defesa e a promoção de direitos fundamentais”, afirma Luã Cruz.</p>
</blockquote>
<p>O advogado do programa de Telecomunicações e Direitos Digitais do Idec, Lucas Marcon, destaca que a maior parte dos brasileiros precisa acessar a internet por celular e que mais de um terço dos pesquisados ficou sem internet por falta de dados móveis no final do mês.</p>
<blockquote>
<p>“A desigualdade também é refletida no setor de telecomunicações. A gente precisa ter uma política mais ampla de acesso à banda larga e outros meios de conexão que não sejam limitadas”, diz Marcon.</p>
</blockquote>
<p>Para a conselheira diretora da Anatel Cristiana Camarate, “os resultados da pesquisa apontam caminhos para aperfeiçoar iniciativas específicas de desenvolvimento da conectividade significativa, visando à inclusão digital de todos os cidadãos”.</p>
<h2>Metodologia</h2>
<p>A pesquisa, realizada entre agosto de 2023 e junho de 2024, foi feita por telefone, com 593 pessoas, utilizando o método CATI (Computer Assisted Telephone Interviewing), e teve abrangência nacional. Foram entrevistados usuários dos serviços de telefonia celular (pré e pós-paga) ou banda larga fixa, com mais de 18 anos.</p>
<p>      <!-- Relacionada --></p>
<p>            <!-- Relacionada -->
    </div>
<p>Com Informações da Agência Brasil<br />
https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2025-09/pesquisa-aponta-desigualdade-da-conexao-digital-no-pais</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">98456</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Desigualdade salarial se mantém com mulheres recebendo 20% menos</title>
		<link>https://portalpeloamordedeus.com/desigualdade-salarial-se-mantem-com-mulheres-recebendo-20-menos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Portal Pelo Amor de Deus]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Apr 2025 17:25:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[desigualdade]]></category>
		<category><![CDATA[Manaus]]></category>
		<category><![CDATA[Mantém]]></category>
		<category><![CDATA[menos]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portal Pelo Amor de Deus]]></category>
		<category><![CDATA[portalpeloamordedeus]]></category>
		<category><![CDATA[recebendo]]></category>
		<category><![CDATA[Salarial]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://portalpeloamordedeus.com/desigualdade-salarial-se-mantem-com-mulheres-recebendo-20-menos/</guid>

					<description><![CDATA[As mulheres brasileiras receberam salários, em média, 20,9% menores do que os homens em 2024 em mais de 53 mil estabelecimentos pesquisados com 100 ou mais empregados. A diferença salarial se manteve praticamente estável em relação à 2023, quando foi registrado que as mulheres recebiam 20,7% a menos que os homens. Em 2022, as mulheres [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div>
<p>As mulheres brasileiras receberam salários, em média, 20,9% menores do que os homens em 2024 em mais de 53 mil estabelecimentos pesquisados com 100 ou mais empregados.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/04/Desigualdade-salarial-se-mantem-com-mulheres-recebendo-20-menos.png?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/04/Desigualdade-salarial-se-mantem-com-mulheres-recebendo-20-menos.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p><strong>A diferença salarial se manteve praticamente estável em relação à 2023, quando foi registrado que as mulheres recebiam 20,7% a menos que os homens. Em 2022, as mulheres recebiam 19,4% a menos. </strong></p>
<blockquote>
<p>“Na remuneração média, os homens ganham R$ 4.745,53, enquanto as mulheres ganham R$ 3.755,01. Quando se trata de mulheres negras, o salário médio vai para R$ 2.864,39”, diz o 3ª Relatório de Transparência Salarial e Igualdade Salarial.</p>
</blockquote>
<p>O levantamento foi divulgado nesta segunda-feira (7) pelos ministérios da Mulher e do Trabalho e Emprego (MTE). Foram analisados, ao todo, 19 milhões de empregos, um milhão a mais que no relatório de 2023.</p>
<p><strong>Em relação às mulheres negras, a média salarial é 52,5% menor que a dos homens não negros. Em 2023, mulheres negras recebiam 49,7% a menos que os homens não negros.</strong></p>
<h2>Alta gestão</h2>
<p><strong>Nos cargos de alta gestão, de diretoras e gerentes, a diferença salarial é ainda maior, com mulheres recebendo 26,8% a menos que os homens. Se comparadas as mulheres com nível superior, a diferença em relação aos homens com mesmo nível de escolaridade é ainda maior, com mulheres com diplomas recebendo 31,5% a menos.</strong></p>
<p>A ministra da Mulher, Cida Gonçalvez, considerou que a desigualdade entre mulheres e homens persiste porque ainda é necessário que se sejam feitas mudanças estruturais na sociedade.</p>
<blockquote>
<p>“Desde a responsabilidade das mulheres pelo trabalho do cuidado à mentalidade de cada empresa, que precisa entender que ela só irá ganhar tendo mais mulheres compondo sua força de trabalho, e com salários maiores”, disse a ministra.</p>
</blockquote>
<p><strong>Os estados como Acre, Santa Catarina, Paraná, Amapá, São Paulo e Distrito Federal foram os que registraram as menores desigualdades salariais</strong>.</p>
<h2>Mais mulheres no mercado</h2>
<p>Os ministérios envolvidos na pesquisa destacaram como positivo o fato de ter caído o número de empresas com menos de 10% de mulheres negras contratadas, de 21,6 mil para 20,4 mil.</p>
<blockquote>
<p>“Houve um crescimento na participação das mulheres negras no mercado de trabalho. Eram 3,2 milhões de mulheres negras e passou para 3,8 milhões. Outra boa notícia é que aumentou o número de estabelecimentos em que a diferença é de até 5% nos salários médios e medianos para as mulheres e homens”, informaram as pastas.</p>
</blockquote>
<h2>Desigualdade estável</h2>
<p><strong>A porcentagem da massa de todos os rendimentos do trabalho das mulheres, entre 2015 e 2024, variou de 35,7% para 37,4%, segundo dados do MTE.</strong></p>
<p><strong>A subsecretária de Estatísticas do Trabalho do MTE Paula Montagner avaliou que, apesar das mulheres estarem mais no mercado de trabalho, o rendimento delas se manteve estável entre 2015 e 2024.</strong></p>
<blockquote>
<p>“Essa relativa estabilidade decorre das remunerações menores das mulheres, uma vez que o número delas no mercado de trabalho é crescente”, afirmou.</p>
</blockquote>
<p>O número de mulheres empregadas aumentou de 38,8 milhões em 2015 para 44,8 milhões em 2024, crescimento de mais de 6 milhões de vagas ocupadas por mulheres. O de homens empregados cresceu no mesmo período em 5,5 milhões, chegando a 53,5 milhões no ano passado.</p>
<p>Caso as mulheres ganhassem igual aos homens na mesma função, R$ 95 bilhões teriam entrado na economia em 2024, apontou o relatório.</p>
<p>      <!-- Relacionada --></p>
<p>            <!-- Relacionada -->
    </div>
<p>Com Informações da Agência Brasil<br />
https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2025-04/desigualdade-salarial-se-mantem-com-mulheres-recebendo-20-menos</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">92577</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Justiça tributária: mudança no IR pode reduzir desigualdade no Brasil</title>
		<link>https://portalpeloamordedeus.com/justica-tributaria-mudanca-no-ir-pode-reduzir-desigualdade-no-brasil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Portal Pelo Amor de Deus]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 22 Mar 2025 11:41:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[desigualdade]]></category>
		<category><![CDATA[Justiça]]></category>
		<category><![CDATA[Manaus]]></category>
		<category><![CDATA[mudança]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[pode]]></category>
		<category><![CDATA[Portal Pelo Amor de Deus]]></category>
		<category><![CDATA[portalpeloamordedeus]]></category>
		<category><![CDATA[reduzir]]></category>
		<category><![CDATA[tributária]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://portalpeloamordedeus.com/justica-tributaria-mudanca-no-ir-pode-reduzir-desigualdade-no-brasil/</guid>

					<description><![CDATA[O projeto de lei (PL) que prevê a isenção do imposto de renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil e a taxação de pessoas que recebem mais de R$ 50 mil por mês, se aprovado pelo Congresso Nacional, aproxima o Brasil do sistema tributário de países mais igualitários, como França e Alemanha. A avaliação [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div>
<p><strong>O projeto de lei (PL) que prevê a isenção do imposto de renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil</strong> e a taxação de pessoas que recebem mais de R$ 50 mil por mês, se aprovado pelo Congresso Nacional, <strong>aproxima o Brasil do sistema tributário de países mais igualitários, como França e Alemanha</strong>. A avaliação é da professora de economia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Clara Zanon Brenck.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/03/Justica-tributaria-mudanca-no-IR-pode-reduzir-desigualdade-no-Brasil.png?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/03/Justica-tributaria-mudanca-no-IR-pode-reduzir-desigualdade-no-Brasil.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<blockquote>
<p>“Países mais igualitários, como os mais desenvolvidos da Europa, tendem a tributar de maneira mais progressiva. O Brasil, fazendo essa mudança, vai se aproximar desses países”, disse à <strong>Agência Brasil</strong>.</p>
</blockquote>
<p>Na última terça-feira (18), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva entregou ao Congresso o PL. Além de isentar do imposto de renda o trabalhador que recebe até R$ 5 mil mensais, o texto cria descontos na tributação para a faixa entre R$ 5 mil e R$ 7 mil.</p>
<p>Em contrapartida, a proposta cria alíquota de cobrança de imposto para pessoas com renda superior a R$ 600 mil anuais – média de R$ 50 mil mensais. Essa cobrança dos mais ricos proporciona o que os especialistas chamam de neutralidade fiscal, ou seja, o que <strong>o governo deixará de arrecadar das pessoas com menores renda será compensando cobrando dos ricos</strong>.</p>
<p><strong>&gt;&gt; Entenda aqui a reforma do imposto de renda enviada ao Congresso</strong></p>
<p>Nas contas do Ministério da Fazenda, <a href="https://www.gov.br/fazenda/pt-br/central-de-conteudo/publicacoes/apresentacoes/2025/marco/brasil-mais-justo-isencao-do-imposto-de-renda-para-quem-ganha-ate-5-mil-18-03-2025" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">10 milhões de brasileiros vão parar de pagar IR</a>, o que representa uma renúncia fiscal prevista em R$ 25,84 bilhões.</p>
<p>Esse valor será compensado com a cobrança de imposto de 141,3 mil pessoas. Na base de cálculo da renda desses contribuintes serão incluídos rendimentos atualmente isentos, como dividendos (distribuição de lucros de empresas).  </p>
<p>Ainda segundo a Fazenda, <strong>nove em cada dez brasileiros que pagam IR terão isenção total ou parcial</strong>. Dos declarantes do IR, mais de 26 milhões (65%) não vão pagar nada. Já a tributação sobre altas rendas atingirá 0,13% dos contribuintes e 0,06% da população.  </p>
<h2>Justiça tributária</h2>
<p><strong>A economista Clara Brenck explica que justiça tributária é a ideia de que “quem recebe mais vai pagar mais proporcionalmente à sua renda”.</strong></p>
<p>Ela exemplifica que, se uma pessoa recebe R$ 5 mil e paga R$ 500 de imposto de renda, isso representa 10% da renda. Se uma pessoa que ganha R$ 500 mil paga R$ 50 mil, isso também representa 10%, e é um caso em que não há justiça tributária.</p>
<p>“Você tem as pessoas pagando o mesmo tanto de imposto, independentemente da sua renda”, aponta a professora, que também é pesquisadora do Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades (Made) da Faculdade de Administração, Economia e Contabilidade (FEA) da Universidade de São Paulo (USP).</p>
<p><strong>Segundo ela, ao lado de políticas de distribuição de renda, a justiça tributária é um elemento “muito importante” para a redução da desigualdade de um país.</strong></p>
<h2>Cobrança no topo</h2>
<p>Para a professora, as mudanças propostas caminham para redução da desigualdade, mas ainda não são suficientes. Cálculos do Made apontam maior efetividade caso a alíquota dos ricos ficasse próxima de 15%. Isso faria com que os mais ricos e a maior parte da população que paga imposto sentissem no bolso a mesma carga tributária efetiva ─ o que a pessoa realmente paga de imposto no fim das contas.</p>
<p>Ao defender a proposta, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tem demonstrado que a alíquota efetiva da classe média é de cerca de 10%.</p>
<p>“O grande mérito dessa proposta é que ela abre uma avenida para a gente discutir justiça tributária”, afirmou Haddad na quinta-feira (20), em entrevista ao programa <em>Bom Dia, Ministro</em>, transmitido pelo <strong>Canal Gov</strong>, da <strong>Empresa Brasil de Comunicação (EBC)</strong>.</p>
<p>A professora Brenck avalia que é adequado determinar o piso de renda de R$ 50 mil mensais como alvo da tributação progressiva, mas acha que não são necessariamente super-ricos. “A gente não pode chamá-los de super-ricos”, diz, antes de emendar: “é mais do que justo essas pessoas passarem a pagar mais e ir aumentando progressivamente”.</p>
<p>Outro fator que impede mais igualdade, diz a professora da UFMG, é a tributação indireta, que faz com que consumidores paguem imposto na hora de comprar produtos e serviços. Isso faz com que pessoas de baixa renda paguem, proporcionalmente, mais imposto que os ricos.</p>
<p>Clara Brenck afirma que a primeira parte da reforma tributária, que unificou tributos e teve a regulamentação sancionada no começo deste ano, não resolveu o problema pelo fato de os dois temas terem sido tratados separadamente.</p>
<p>“A partir do momento em que você separa a reforma indireta da reforma da renda, você mantém a proporção da reforma indireta na carga tributária total, e é esse o problema”, avalia.</p>
<p>“Tinha que mexer nessa composição do quanto [da arrecadação] que vem do imposto direto da renda e quanto que vem do indireto. Fazendo as duas reformas separadas, você não consegue mudar as proporções”, complementa.</p>
<p>A economista defende também que haja, ao longo do tempo, a correção pela inflação do valor das faixas de renda que sofrem a tributação. “Para continuar atingindo os estratos de renda que a gente quer. O que chamamos de super-ricos hoje vai ser diferente daqui a 10 anos”.  </p>
<h2>Desigualdade de renda</h2>
<p><strong>No Brasil, a renda dos 10% mais ricos é 14,4 vezes superior à dos 40% mais pobres</strong>, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O esforço para reduzir a desigualdade é uma das bandeiras do governo para convencer o Congresso a aprovar o projeto de lei.</p>
<blockquote>
<p>“Nós figuramos entre as dez piores distribuições de renda do mundo. É isso que nós temos que explicar para a sociedade. O Brasil está entre os dez países com pior distribuição de renda do mundo”, citou Haddad no <em>Bom Dia, Ministro</em>.</p>
</blockquote>
<p>“Tem muita gente que tem renda que concorda com a justiça social. Não é porque a pessoa tem renda que ela vai deixar de votar em um projeto justo. Você pode ter certeza, muita gente ali [representada no Congresso], empresário, fazendeiro, vai votar a favor desse projeto porque sabe que ele é justo”, espera.</p>
<h2>Tramitação</h2>
<p>O texto enviado pelo governo ao Congresso passará a valer se for aprovado na Câmara dos Deputados e no Senado. Nesse caminho, a matéria pode sofrer alteração por parte dos parlamentares.</p>
<p>O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse que o Congresso terá a sensibilidade para ver o alcance social da proposta, mas não descartou alterações no sentido da melhoria das medidas.</p>
<p>O analista da Tendências Consultoria, João Leme, disse à <strong>Agência Brasil</strong> que o PL “pode ser considerado um avanço em termos de justiça tributária” e corrigir algumas distorções próprias da dinâmica brasileira, como o fato de os estratos mais ricos terem a maior parte da renda isenta, como no caso de dividendos.</p>
<p>Mas ele adverte que há o risco de, no Congresso, não haver a aprovação da parte que trata da tributação dos mais ricos.</p>
<blockquote>
<p>“Há risco de que esses mecanismos de contrapartida fiscal acabem sendo diluídos ou excluídos durante a tramitação legislativa, o que tornaria a medida um tiro no pé, dado que o custo fiscal não seria propriamente equalizado, aumentando a incerteza fiscal, deteriorando expectativas e complicando o frágil equilíbrio político e econômico do governo”, analisa. “A expectativa é que as equipes de articulação do governo pressionem pela manutenção desses contrapesos”.</p>
</blockquote>
<h2>Extremos da pirâmide social</h2>
<p>O pesquisador Marcos Hecksher, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), órgão ligado ao Ministério do Planejamento e Orçamento, considera que a parte mais importante e desafiadora do PL é fazer com que os que ganham mais de R$ 50 mil mensais em média passem a pagar mais imposto.</p>
<p>Para ele, tornar a tributação mais progressiva, sem tantas isenções e desonerações para os mais ricos, é essencial para a redução das desigualdades, de forma &#8220;que permita ao país cumprir um de seus objetivos fundamentais estabelecidos no Artigo 3º da Constituição Federal de 1988, que é reduzir as desigualdades sociais e regionais”.</p>
<p>Hecksher, especialista em desigualdade de renda, adverte que a proposta governista beneficia diretamente “quem está no meio da distribuição de renda, não na base”. Dessa forma, ele chama atenção para a parte do Orçamento dos governos dedicada a programas de transferência de renda, como o Bolsa Família.</p>
<p>“A redução das desigualdades de renda realizada de 2001 a 2014 foi muito concentrada em aumento de gasto público destinado aos mais pobres”, cita.</p>
<p>      <!-- Relacionada --></p>
<p>            <!-- Relacionada -->
    </div>
<p>Com Informações da Agência Brasil<br />
https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2025-03/justica-tributaria-mudanca-no-ir-pode-reduzir-desigualdade-no-brasil</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">91334</post-id>	</item>
	</channel>
</rss>
