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		<title>Maranhão: buscas por crianças em Bacabal completam 30 dias sem avanços</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Feb 2026 22:04:32 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Após 30 dias da última vez que  Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos, foram vistos pela família, não há suspeitos de envolvidos no desparecimento dos irmãos. As autoridades policiais afirmam que ainda não foram encontradas provas que indiquem crime Os dois foram vistos pela última vez em 4 de janeiro, no quilombo [&#8230;]]]></description>
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<p><strong>Após 30 dias da última vez que  Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos, foram vistos pela família, não há suspeitos de envolvidos no desparecimento dos irmãos. As autoridades policiais afirmam que ainda não foram encontradas provas que indiquem crime</strong><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2026/02/Maranhao-buscas-por-criancas-em-Bacabal-completam-30-dias-sem.png?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2026/02/Maranhao-buscas-por-criancas-em-Bacabal-completam-30-dias-sem.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Os dois foram vistos pela última vez em 4 de janeiro, no quilombo São Sebastião dos Pretos em Bacabal, no Maranhão, quando foram brincar em uma área de mata com o primo Anderson Kauan, de 8 anos. Kauan foi encontrado por carroceiros em uma estrada no povoado Santa Rosa, vizinho ao povoado de onde saiu.</p>
<p>Depois de 14 dias internado no hospital geral do município para tratamento médico, Kauan recebeu alta. Após sair do hospital, o menino mostrou aos policiais o caminho que percorreu com os primos até uma cabana abandonada, próxima às margens do Rio Mearim. Aos profissionais ele afirmou ter deixado os dois primos no local da casa caída enquanto buscava ajuda.</p>
<h2>Buscas</h2>
<p>As buscas estão concentradas na mata e na outra margem do Rio Mearim, onde cães farejadores sentiram o cheiro das crianças. Até o momento, não há novos indícios do paradeiro que as crianças poderiam ter tomado.</p>
<p>Desde a semana passada, a Polícia Civil do Maranhão intensificou o trabalho de investigação do desaparecimento dos irmãos.</p>
<p>“As buscas pelas duas crianças continuam em áreas de mata, rios e lagos, em paralelo a uma investigação rigorosa”, disse o secretário de Segurança Pública do Maranhão, Maurício Martins, em uma rede social. </p>
<p>O secretário informou ainda que os detalhes das investigações não são divulgados para não comprometer o trabalho policial e que as informações que puderem ser divulgadas pela investigação serão comunicadas oportunamente.</p>
<p>Na segunda-feira (26), Martins também se manifestou a respeito de uma denúncia de que os irmãos teriam sido vistos em São Paulo. O secretário disse que a notícia era falsa e criticou a disseminação de fake news sobre o caso.</p>
<p>“Foi verificada a denúncia sobre o possível paradeiro das crianças em São Paulo. Uma equipe da comissão de investigação foi deslocada e atuou em cooperação com a Polícia Civil do estado, mas a informação não se confirmou”, disse.</p>
<p>Ainda de acordo com a Secretaria de Segurança Pública, todas as pessoas ouvidas até o momento foram chamadas na condição de testemunhas e que qualquer informação diferente disso é falsa.</p>
<p>Desde o desaparecimento, a área de buscas, de cerca de 54 Km², é marcada por mata de vegetação fechada, terreno é irregular, com poucas trilhas, difícil acesso, açudes, pelo Rio Mearim e por lagos.</p>
<p>Militares da Marinha estão usando o equipamento de sonar para fazer a varredura em trecho de 3 km do Rio Mearim em busca de vestígios das crianças. O equipamento mapeia áreas submersas, produzindo imagens do fundo do rio ou do mar, mesmo em locais com pouca visibilidade.</p>
<p>      <!-- Relacionada --></p>
<p>            <!-- Relacionada -->
    </div>
<p>Com Informações da Agência Brasil<br />
https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2026-02/maranhao-buscas-por-criancas-em-bacabal-completam-30-dias-sem-avancos</p>
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		<title>Cotas raciais da Uerj completam 22 anos e mudam trajetórias de vida</title>
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		<pubDate>Sat, 06 Dec 2025 11:46:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[&#8220;Eu tenho muita clareza de que a cota transforma”, afirmou Henrique Silveira, ex-estudante cotista da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj). “Ela me permitiu deixar de ser um menino atrás de uma carroça, um burro sem rabo, para hoje estar à frente da gestão pública&#8221;, completou Henrique, atual subsecretário de Tecnologias Sociais da prefeitura do Rio. [&#8230;]]]></description>
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<p>&#8220;Eu tenho muita clareza de que a cota transforma”, afirmou Henrique Silveira, ex-estudante cotista da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj). “Ela me permitiu deixar de ser um menino atrás de uma carroça, um burro sem rabo, para hoje estar à frente da gestão pública&#8221;, completou Henrique, atual subsecretário de Tecnologias Sociais da prefeitura do Rio.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/12/Cotas-raciais-da-Uerj-completam-22-anos-e-mudam-trajetorias.png?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/12/Cotas-raciais-da-Uerj-completam-22-anos-e-mudam-trajetorias.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Foi refletindo sobre a própria trajetória que ele, nascido em Imbariê, um distrito pobre, na Baixada Fluminense, fez um balanço sobre a importância em sua vida da política de ação afirmativa da Uerj. <strong>Com mais de duas décadas de existência, o sistema de cotas da universidade passará por uma segunda revisão legislativa em 2028</strong>, quando vence a lei aprovada em 2018.</p>
<p><strong>A instituição discute uma nova fase da medida, conectando egressos e mapeando a trajetória profissional deles</strong>. Por isso, na última semana de novembro, reuniu ex-estudantes na reitoria da instituição.<strong> A Uerj foi pioneira na adoção de cotas sociais e raciais no vestibular, em 2003.</strong></p>
<p><strong>Henrique estava entre esses jovens. Ele é egresso do curso de geografia, que iniciou em 2006. E, assim como outros, avaliou a política como determinante.</strong></p>
<p>&#8220;Eu sou esse sujeito pobre, da baixada, como tantos outros aqui, que sempre trabalhou ajudando o pai em tudo, mas com a clareza da necessidade de estudar&#8221;, disse. Ao ter a oportunidade de entrar na universidade, se agarrou a ela. </p>
<blockquote>
<p>&#8220;Eu sou o tipo de transformação, de mobilidade social, que essa política é capaz de dar, de tirar um cara de trás de uma carroça, colocar na universidade e oferecer-lhe uma vida melhor&#8221;, contou Henrique. Quando menino, ele usava a carroça trabalhando com entrega de material de construção.</p>
</blockquote>
<p><strong>No evento da Uerj, a dentista Maiara Roque lembrou o dia que passou no vestibular, em 2013, e os desafios iniciais de uma cotista negra</strong>. Antes, a bolsa estudantil era curta, não podia ser acumulada com outros benefícios, e os auxílios, mais restritos.</p>
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<p><h6 class="meta">A dentista Maiara Roque participa do 1º Encontro de Cotistas Egressos da Uerj &#8211;<strong> Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil</strong><!--END copyright=446401--></h6>
</p>
</div>
<p>Mesmo tendo ingressado dez anos depois da primeira turma, ela ainda enfrentou questionamentos. &#8220;Depois que você entra, você adquire um sentimento de pertencimento, que você merece esse lugar&#8221;, disse. &#8220;Eu pensava: &#8216;não queriam que eu estivesse aqui, mas estou, vou fazer valer'&#8221;, contou. No início, a política de cotas raciais nas universidades sofreu críticas e questionamentos sobre a capacidade dos alunos. Depois, pesquisas mostraram que não havia diferença de rendimento entre os estudantes cotistas e não cotistas.</p>
<p>As cotas também aceleraram a redução da diferença entre pretos, pardos e brancos com ensino superior. <strong>Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 11,7% dos estudantes pretos e 12,3% dos pardos tinham nível superior, em 2022. As taxas cresceram, mas ainda são menos da metade da observada entre pessoas brancas, 25,8%.</strong></p>
<p>Maiara cursou quatro anos de odontologia, curso com dedicação integral, com o apoio da mãe, cuidadora de idosos. Ela afirmou que o ingresso na Uerj transformou sua forma de ver o mundo e moldou sua atuação profissional. Depois de ter atendido no sistema prisional e na rede básica de saúde, a dentista montou um consultório, na Penha, onde se criou.</p>
<blockquote>
<p>&#8220;Eu acho que, de certa forma, estou devolvendo para minha comunidade essa oportunidade&#8221;, disse. &#8220;E a gente encontra pessoas muito à vontade com uma doutora que é negra, que é do bairro e que não faz julgamentos&#8221;, afirmou Maiara.</p>
</blockquote>
<p><strong>Na Universidade Estadual do Rio de Janeiro, ao contrário das federais, a política de ingresso para cotistas negros cruza os dados de autodeclaração racial com os socioecônomicos</strong>. A intenção é permitir que pessoas de camadas sociais menos favorecidas acessem o ensino superior. Por esse modelo, 32 mil estudantes ingressaram na instituição.</p>
<p>Com o passar dos anos, no entanto, <strong>os estudantes avaliam que o recorte socioeconômico é uma barreira que precisa ser derrubada</strong>. Hoje, o corte é R$ 2.277 de renda bruta por pessoa na família e é considerado um valor muito baixo, sobretudo, para cursos de pós-graduação.</p>
<p>Também oriundo de um pré-vestibular popular, David Gomes ingressou por cotas, em história, na Uerj, em 2011. Ele disse que, para um aluno de escola pública, morador do Complexo da Penha – região onde uma operação policial deixou 122 mortos em outubro –, a oportunidade significou uma perspectiva de  vida.</p>
<blockquote>
<p>&#8220;Eu vejo que algumas pessoas que cresceram onde eu cresci não têm uma vida como eu tenho, fizeram caminhos diferentes, enfim, vejo o que eu consegui aprender aqui, o estudo me fez trilhar uma trajetória acadêmica e profissional que significou outras oportunidades&#8221;, destacou o ex-cotista.</p>
</blockquote>
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<p>O historiador David Gomes participa do 1º Encontro de Cotistas Egressos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) &#8211; Foto: <strong>Fernando Frazão/Agência Brasil</strong><!--END copyright=446406--></p>
</div>
</div>
<p>Ativista pelos direitos humanos, <strong>David defende que a Uerj abandone a exigência de critério socioeconômico para ingresso por cotas</strong>. &#8220;A grande questão hoje, na pós-graduação, é o recorte de renda. Temos que enfrentar essa discussão, porque a pessoa, por exemplo, que se forma, em direito, medicina, até uma professora, na verdade, ela não se encaixa nesse recorte, é baixo&#8221;, explicou. Ele ponderou, no entanto, que, na graduação, opiniões são divergentes, tanto para considerar um recorte maior quanto para levar em conta a inscrição do candidato no Cadastro Único de Programas Sociais.</p>
<p>Como primeiro passo para discutir a política de cotas na Uerj, egressos defendem a coleta e a difusão de dados sobre o impacto da política, o que começa por meio da montagem da rede de ex-alunos, como faz a universidade. <strong>Como geógrafo, Henrique ressaltou a importância dos dados para definir políticas públicas</strong>.</p>
<p>Ele pediu também a redução da burocracia para comprovar o perfil socioeconômico, além do apoio a pré-vestibulares populares, projeto que conhece de perto. Além de ter sido aluno, ele ajudou a financiar uma rede de cursinhos na baixada, quando coordenou a organização da sociedade Casa Fluminense.</p>
<p>&#8220;O pré-vestibular foi o local que eu tive clareza da minha condição de negro&#8221;, disse, ao acrescentar que, &#8220;no Brasil, você não nasce negro, você torna-se negro”. “Fiz vestibular em 2005, era um daqueles &#8216;não quero cota&#8217;, mas ali eu tomei consciência que era meu direito&#8221;, completou.</p>
<p><strong>A política de ações afirmativas da Uerj foi definida pela Lei 8.121, de 2018. Ela destina 20% das vagas dos cursos de nível superior para cotas raciais, contemplando também indígenas e quilombolas. Já para concorrer na cota para estudantes de escolas públicas, outros 20% das cotas, é preciso ter concluído o ensino médio integralmente na rede.</strong></p>
<p>A lei também permite acumular a bolsa-auxílio com outras, como a bolsa de iniciação científica, o que, na avaliação dos egressos, melhorando as condições de permanência.</p>
<p>      <!-- Relacionada --></p>
<p>            <!-- Relacionada -->
    </div>
<p>Com Informações da Agência Brasil<br />
https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2025-12/cotas-raciais-da-uerj-completam-22-anos-e-mudam-trajetorias-de-vida</p>
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