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		<title>Brasil no Mundo recebe o cientista político Miguel Lago</title>
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		<pubDate>Sat, 06 Dec 2025 14:27:18 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A TV Brasil leva ao ar uma edição inédita do programa Brasil no Mundo neste domingo (07), às 19h30. No estúdio no Rio de Janeiro, os jornalistas Cristina Serra, Jamil Chade e Yan Boechat recebem o cientista político Miguel Lago. Miguel Lago é diretor executivo do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS) desde 2019. Foi co-fundador e [&#8230;]]]></description>
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<p><strong>A TV Brasil leva ao ar uma edição inédita do programa Brasil no Mundo neste domingo (07), às 19h30. No estúdio no Rio de Janeiro, os jornalistas Cristina Serra, Jamil Chade e Yan Boechat recebem o cientista político Miguel Lago</strong>.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/12/Brasil-no-Mundo-recebe-o-cientista-politico-Miguel-Lago.png?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/12/Brasil-no-Mundo-recebe-o-cientista-politico-Miguel-Lago.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p><strong>Miguel Lago é diretor executivo do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS) desde 2019</strong>. Foi co-fundador e diretor-presidente das organizações não-governamentais Meu Rio e do Nossas. Foi professor na Sciences Po Paris, na School of International and Public Affairs da Universidade de Columbia e na T.H. Chan School of Public Health da Universidade de Harvard. É co-autor dos livros <em>Linguagem da Destruição</em> com Heloisa Starling e Newton Bignotto e <em>Do que falamos quando falamos de Populismo</em> com Thomás Zicman de Barros.</p>
<h2>Sobre a produção</h2>
<p><strong>O programa Brasil no Mundo se dedica a destrinchar os grandes acontecimentos globais com a profundidade que cada tema exige</strong>. Conduzido pelos jornalistas especialistas Cristina Serra, Jamil Chade e Yan Boechat, apresenta análises consistentes e, a cada edição, recebe um convidado que contribui para ampliar a compreensão do cenário internacional e de seus reflexos na sociedade.</p>
<p><strong>Com exibição semanal na TV Brasil sempre aos domingos, às 19h30, o programa tem duração de uma hora</strong>.</p>
<p>Cristina Serra atua como jornalista há cerca de 40 anos, tendo trabalhado na Globo por 26 anos, como correspondente em Nova Iorque, entre outras funções. O jornalista Jamil Chade trabalha há duas décadas como correspondente de diversos veículos no escritório da Organização das Nações Unidas em Genebra, período em que contribuiu com BBC, CNN, Guardian e veículos brasileiros. Já Yan Boechat cobre conflitos internacionais há 20 anos para diversos veículos, como Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo. Já fez reportagens in loco na África, Oriente Médio, Rússia e América Latina.</p>
<p>O programa já entrevistou personalidades como a ministra do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, Marina Silva; o embaixador André Correa do Lago, presidente da COP30 e o geógrafo Elias Jabbour.</p>
<h2>Ao vivo e on demand</h2>
<p>Acompanhe a programação da <a href="https://tvbrasil.ebc.com.br/comosintonizar" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow"><strong>TV Brasil</strong></a> pelo canal aberto, TV por assinatura e parabólica. Sintonize: <a href="https://tvbrasil.ebc.com.br/comosintonizar" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">https://tvbrasil.ebc.com.br/comosintonizar</a>.</p>
<p>Seus programas favoritos estão no <a href="http://tvbrasilplay.com.b" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow"><strong>TV Brasil Play</strong></a>, pelo site ou por aplicativo aplicativo no smartphone. O app pode ser baixado gratuitamente e está disponível para Android e iOS. Assista também pela <a href="https://tvbrasil.ebc.com.br/webtv" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">WebTV</a>.</p>
<p><strong>Serviço</strong><br />Brasil no Mundo – domingo, dia 30/11, às 19h30, na <strong>TV Brasil</strong><br />Brasil no Mundo – madrugada de domingo, dia 30/11, para segunda, dia 1º/12, às 2h, na <strong>TV Brasil</strong></p>
<p><strong>TV Brasil na internet e nas redes sociais</strong><br /><strong>Site</strong> – <a href="https://tvbrasil.ebc.com.br" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">https://tvbrasil.ebc.com.br</a><br /><strong>Instagram</strong> – <a href="https://www.instagram.com/tvbrasil" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">https://www.instagram.com/tvbrasil</a><br /><strong>YouTube</strong> – <a href="https://www.youtube.com/tvbrasil" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">https://www.youtube.com/tvbrasil</a><br /><strong>X</strong> – <a href="https://x.com/TVBrasil" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">https://x.com/TVBrasil</a><br /><strong>Facebook</strong> – <a href="https://www.facebook.com/tvbrasil" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">https://www.facebook.com/tvbrasil</a><br /><strong>TikTok</strong> –<a href="http://https://www.tiktok.com/@tvbrasil" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow"> https://www.tiktok.com/@tvbrasil</a><br /><strong>TV Brasil Play</strong> &#8211; <a href="http://tvbrasilplay.com.b" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">http://tvbrasilplay.com.b</a></p>
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    </div>
<p><script async src="//www.instagram.com/embed.js"></script><script async src="//www.tiktok.com/embed.js"></script></p>
<p>Com Informações da Agência Brasil<br />
https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2025-12/brasil-no-mundo-recebe-o-cientista-politico-miguel-lago</p>
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		<title>Cientista político vê onda bolsonarista enfraquecida após condenação</title>
		<link>https://portalpeloamordedeus.com/cientista-politico-ve-onda-bolsonarista-enfraquecida-apos-condenacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Portal Pelo Amor de Deus]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 27 Sep 2025 13:58:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
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					<description><![CDATA[No movimento agitado das marés políticas, a onda bolsonarista estaria perto de virar espuma. A metáfora expressa a visão do cientista político Gabriel Rezende, que caracteriza o fenômeno político liderado nos últimos anos pelo ex-presidente Jair Bolsonaro como “populismo de direita”. Em análise histórica mais ampla, o Brasil teria vivido quatro ondas populistas, e a [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div>
<p>No movimento agitado das marés políticas, a onda bolsonarista estaria perto de virar espuma. A metáfora expressa a visão do cientista político Gabriel Rezende, que caracteriza o fenômeno político liderado nos últimos anos pelo ex-presidente Jair Bolsonaro como “populismo de direita”. <strong>Em análise histórica mais ampla, o Brasil teria vivido quatro ondas populistas, e a mais recente delas mostra sinais de enfraquecimento.</strong><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/09/Cientista-politico-ve-onda-bolsonarista-enfraquecida-apos-condenacao.png?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/09/Cientista-politico-ve-onda-bolsonarista-enfraquecida-apos-condenacao.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Doutor pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), Gabriel lançará, no início de outubro, o livro <em>A ascensão do populismo de direita no Brasil,</em> pela Editora Appris. A obra trata o populismo como um fenômeno político e uma ferramenta de representação, que emerge sempre em momentos de crise.</p>
<p>Em entrevista por telefone à <strong>Agência Brasil</strong>, o autor defende que as crises política, econômica e social brasileiras, entre 2013 e 2016, formaram a “tempestade perfeita” para ascensão da onda bolsonarista. <strong>Entre as características principais, esse novo populismo de direita teria se apresentado com um líder carismático central, discursos que opõem “o povo” a uma “a elite da velha política&#8221;, narrativas nacionalistas e religiosas, e o uso estratégico das mídias sociais.</strong></p>
<p>Nesse sentido, Gabriel Rezende entende que a tentativa fracassada de golpe de Estado pelo núcleo bolsonarista e o papel do Judiciário no enfrentamento das tendências autoritárias colocam o populismo de direita em rota decrescente.</p>
<p> </p>
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<p><h6 class="meta">Gabriel Rezende, cientista político, lança livro sobre populismo de direita. <strong>Gabriel Rezende/Arquivo Pessoal</strong><!--END copyright=438660--></h6>
</p>
</div>
<h2>Confira a entrevista</h2>
<p><strong>Agência Brasil:</strong> Poderia falar, em linhas gerais, o que motivou a pesquisar o “populismo de direita” e como o tema é abordado no livro que está prestes a lançar?</p>
<p><strong>Gabriel Rezende:</strong> O livro é fruto da minha tese de doutorado. O que despertou a minha curiosidade foi perceber a emergência de líderes populistas pelo mundo. Primeiro, em 2016, com Donald Trump, nos Estados Unidos; Kaczyński, na Polônia; Beppe Grillo, na Itália; Viktor Orbán, na Hungria; e Jair Bolsonaro, no Brasil. Isso me mostrou a necessidade de estudar o fenômeno.</p>
<p>Busquei identificar, no meu livro, quais foram os fatores estruturais para a ascensão desse tipo de populismo no Brasil, entre 2016 e 2022. A partir daí, compreendi o bolsonarismo como movimento político. E que o Brasil sempre viveu ondas populistas.</p>
<p>A primeira onda populista foi da década de 30 até a década de 60; a segunda onda populista, nos anos 90, a chamada onda populista neoliberal, com o Fernando Collor como protagonista; a terceira onda, que foi a rosa, o populismo de esquerda, que, além do Brasil, também se fez presente na América Latina com Evo Morales [Bolívia], Chávez [Venezuela] e Kirchner [Argentina]; e a quarta, que estamos vivendo agora, paralela à onda populista de direita que também acontece na Europa e nos Estados Unidos.</p>
<p><strong>Agência Brasil:</strong> Populismo é um termo com muitos sentidos, disputado por diferentes teóricos e movimentos políticos. Pode ser visto como pejorativo ou fenômeno positivo de inclusão maior das demandas populares. Como você caracteriza esse conceito na sua obra?</p>
<p><strong>Gabriel Rezende:</strong> Não entendo o populismo como ideologia ou regime político, uma vez que não pode ser atribuído a ele um conteúdo programático específico. Ele regimenta um conjunto de questões ideológicas dentro de um centro.</p>
<p>Ele é um fenômeno político que sempre surge em processos de crise da democracia. Também pode ser visto como uma ferramenta de política de representação, seja da direita ou da esquerda. Para ser caracterizado assim, precisa de alguns elementos.</p>
<p>Primeiro, uma figura central, um líder carismático que vai amalgamar todas as insatisfações sociais. E, quando ele faz isso, se funda a partir do antagonismo, da diferenciação entre “nós” e o “outro”, ou melhor, entre o povo e a elite. Ou seja, ele trabalha numa ordem dicotômica. Ele procura fazer uma distinção entre o povo, que é a massa, e aqueles que dominam essas massas. No populismo de direita, por exemplo, o inimigo pode ser o imigrante, os membros da classe política. Bolsonaro usou muito essa retórica sobre a velha política e a nova política.</p>
<p><strong>Agência Brasil:</strong> Quais seriam as diferenças entre os populismos de direita e os de esquerda?</p>
<p><strong>Gabriel Rezende:</strong> No caso do populismo de direita, se trabalha muito a narrativa nacional nativista, por exemplo, caso do Trump com o lema <em>Make America Great Again </em>[Faça a América grande de novo, em inglês]. Essa ideia de América fortalecida. O segundo elemento muito comum é a religião. No caso do Brasil, nós somos uma nação mais de 60% cristã. Então, o populismo usa a narrativa conservadora e moral.</p>
<p>No caso do Brasil, em 2018, a direita conseguiu mobilizar isso, porque quem estava no poder até então era um partido de esquerda, o PT. E a direita batia muito nessa questão antissistema.</p>
<p>Já o populismo de esquerda é diferente. Ele busca uma ampliação das lacunas da vida social, por exemplo, questões mais progressistas em relação aos direitos das minorias. Ele busca amalgamar essas pessoas à margem e o discurso vai ser um elemento aglutinador delas.</p>
<p>As pautas vão ser voltadas para a democracia, para questões de liberdade moral. Por exemplo, a grande crítica do populismo de direita no Brasil foram questões liberais em relação à população LGBT, ao aborto, etc.</p>
<p><strong>Agência Brasil:</strong> Quais particularidades envolvem o populismo de direita protagonizado pelo bolsonarismo?</p>
<p><strong>Gabriel Rezende:</strong> Bolsonaro foi eleito porque conseguiu mobilizar cinco elementos. Primeiro, a questão do lavajatismo. Lembrando que o próprio Sérgio Moro foi ministro no governo dele. Bolsonaro vai na esteira da questão moral e ética na política.</p>
<p>O segundo pilar estrutural foi a questão dos evangélicos. Apesar de se dizer católico, ele foi muito ágil em lidar com essas lideranças religiosas por meio do discurso, com o próprio, “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”. E os evangélicos conseguem mobilizar um eleitorado muito expressivo.</p>
<p>O terceiro elemento é o agronegócio, setor que mais cresce no Brasil, que abrange uma fatia expressiva do PIB. O agronegócio, de fato, abraçou a campanha do Bolsonaro por várias questões. Para citar um exemplo, o respaldo em relação à invasão de terras. O governo tinha a Teresa Cristina no Ministério da Agricultura, uma figura importante do agronegócio.</p>
<p>Outro elemento importante são as mídias digitais. O bolsonarismo foi muito habilidoso nas redes sociais, com uma série de representantes que ajudaram muito na mobilização das pautas e do eleitorado.</p>
<p>E o último elemento é a aproximação com os militares, como forma de moralizar a política. Eles, inclusive, fizeram parte dos escalões da Esplanada dos Ministérios e estão envolvidos nessa condenação recente por golpe de Estado.</p>
<p> </p>
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        <noscript><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/09/Cientista-politico-ve-onda-bolsonarista-enfraquecida-apos-condenacao.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília (DF) 14/09/2025 Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro em frente ao hospital onde ele se internou nessa manhã  Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil" title="Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil"/></noscript><br />
    <!-- END scald=437176 --></div>
<p><h6 class="meta">Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro em frente ao hospital onde ele se internou em 14 de setembro <strong>Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil</strong><!--END copyright=437176--></h6>
</p>
</div>
<p><strong>Agência Brasil:</strong> E como você analisa o Judiciário nesse contexto de atuação do populismo de direita. Vimos alguns juízes do Supremo serem caracterizados pelos bolsonaristas como inimigos dos seus interesses.</p>
<p><strong>Gabriel Rezende:</strong> O STF, no caso do Brasil, cumpre papel de guardião da Constituição, segundo estabelecido em 1988. Nos últimos anos, o Poder Judiciário foi crescendo por receber demandas que eram próprias do Executivo ou do Legislativo, mas que estes não conseguiam responder. Então, muitos processos foram judicializados. Na minha visão, o que se vê é um Judiciário responsivo, que é levado a se posicionar diante de demandas muito complexas.</p>
<p>A preocupação por parte do populismo de direita é tentar mitigar o poder do judiciário, porque ele foi o único no Brasil que conseguiu se contrapor ao governo de Bolsonaro. E que atuou, com muitas aspas, como poder moderador.</p>
<p>Temos as questões recentes de projetos de anistia e a PEC da Blindagem, que foram respostas desse bolsonarismo ao julgamento da Primeira Turma do STF aos acusados por tentativa de golpe de Estado. São respostas da extrema direita para tentar mostrar que eles têm poder para medir com o Judiciário.</p>
<p>Só que o efeito foi contrário. O que aconteceu foi que a PEC da Blindagem não foi bem recebida socialmente. A PEC é um vazio argumentativo, porque vai contra o que esses próprios congressistas pregavam quando foram eleitos. A pauta da moral, da lei e da ordem.</p>
<p><strong>Agência Brasil:</strong> Você falou em ondas populistas, o que significa que elas têm movimentos de início e fim. O que podemos esperar a partir de agora em relação a esse populismo de direita? É possível projetar se ele está mais próximo de um enfraquecimento ou de um fortalecimento?</p>
<p><strong>Gabriel Rezende:</strong> Por algum tempo, nossas instituições não foram muito hábeis para lidar com esse movimento de extrema direita autoritário. Por exemplo, a Procuradoria-Geral da República não conseguiu ou não quis levar à frente questões em relação ao governo Bolsonaro. O Judiciário foi quem mais atuou nesse sentido.</p>
<p>Com a condenação dele recentemente, há um enfraquecimento no sentido político. Apoiadores fiéis a ele perdem uma base, uma referência mais concreta. A proibição de ele dar entrevista enfraquece muito. Imagine um populismo de direita em que a principal figura não pode falar.</p>
<p>Temos visto outras pessoas querendo assumir essa posição. O [pastor Silas] Malafaia, a Michelle Bolsonaro [ex-primeira dama], os filhos dele, o Tarcísio [de Freitas, governador de São Paulo]. Abre-se um flanco muito grande de quem vai disputar o legado desse populismo. Nesse sentido, podemos falar que existe um enfraquecimento do populismo. Estão mensurando o quanto a imagem do bolsonarismo está danificada e se é possível um rearranjo em relação à figura política principal.</p>
<p>Ao mesmo tempo, o [presidente] Lula não conseguiu ainda construir uma sucessão, uma outra figura que assuma o seu legado. Quem será o candidato que vai conseguir amalgamar todos esses princípios em relação à esquerda, caso o próprio Lula não possa ou não queira se reeleger?</p>
<p>O momento é de rearranjo político. Na política, uma semana é um mundo. Podem acontecer mil coisas antes da eleição de 2026.</p>
<p>      <!-- Relacionada --></p>
<p>            <!-- Relacionada -->
    </div>
<p>Com Informações da Agência Brasil<br />
https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2025-09/cientista-politico-ve-onda-bolsonarista-enfraquecida-apos-condenacao</p>
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		<title>Natureza, agricultura e produtores têm que ser aliados, diz cientista</title>
		<link>https://portalpeloamordedeus.com/natureza-agricultura-e-produtores-tem-que-ser-aliados-diz-cientista/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Portal Pelo Amor de Deus]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Mar 2025 13:23:13 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Com um currículo repleto de prêmios – entre eles, o Nobel da Paz de 2007, pelos trabalhos feitos em parceria com o ex-presidente norte-americano Al Gore –, o “cientista do solo” Rattan Lal diz que, ao contrário do que muitos pensam, a agricultura tem muito a contribuir para amenizar os efeitos danosos das mudanças climáticas, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div>
<p>Com um currículo repleto de prêmios – entre eles, o Nobel da Paz de 2007, pelos trabalhos feitos em parceria com o ex-presidente norte-americano Al Gore –, o “cientista do solo” Rattan Lal diz que, ao contrário do que muitos pensam, a <strong>agricultura tem muito a contribuir para amenizar os efeitos danosos das mudanças climáticas, ao mesmo tempo em que pode garantir alimento à população como um todo.</strong><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/03/Natureza-agricultura-e-produtores-tem-que-ser-aliados-diz-cientista.png?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/03/Natureza-agricultura-e-produtores-tem-que-ser-aliados-diz-cientista.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<blockquote>
<p>&#8220;No entanto, isso só será possível caso os produtores sigam alguns princípios básicos”, diz o premiado cientista paquistanês.</p>
</blockquote>
<p>Para ele, o que importa não é a quantidade de terra utilizada para a produção, mas a qualidade técnica adotada para o cultivo.</p>
<p>Em visita a Brasília, onde participa de um evento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) sobre cooperações no setor agrícola entre Brasil e África, Rattan Lal disse à <strong>Agência Brasil</strong>, que <strong>natureza, agricultura e produtores</strong> <strong>não estão necessariamente em campos opostos</strong>.</p>
<p>“Podem e devem trabalhar juntos, um em favor do outro. Até porque a atividade agrícola também retira carbono da atmosfera”, argumentou o pesquisador.</p>
<h2>Cinco princípios</h2>
<p>Segundo o pesquisador, a garantia de uma produção suficiente de alimentos não está relacionada ao tamanho, mas à forma como a terra é usada. Para que isso seja possível, é necessário que os produtores tenham, em mente, <strong>cinco princípios básicos</strong>.</p>
<blockquote>
<p>“O primeiro é o de não arar terra. Isso é péssimo. Esta é uma técnica antiga, que prejudica muito a qualidade do solo”, explicou. O segundo princípio citado por Lal é deixar a cobertura vegetal protegendo a terra, após a colheita. “Isso garante a proteção do solo.”</p>
</blockquote>
<p><strong>Em terceiro lugar está a gestão integrada de nutrientes para o solo. “Fertilização química só se faz quando ela é realmente necessária”. O quarto princípio a ser seguido pelos produtores é a rotação de culturas.</strong></p>
<p>Por fim, <strong>em quinto lugar, está a integração, em um mesmo ambiente, entre lavoura, pecuária e florestas</strong>, complementou Lal, que considera “fundamental” a preservação de florestas como a Amazônica e a do Congo, no centro do continente africano, para garantir a retirada de carbono da atmosfera.</p>
<p><strong>“Para que essas florestas sejam mantidas, é também importante remunerar as populações locais, para manter as árvores em pé”, acrescentou o cientista, ao defender políticas que estimulem a produção sustentável nessas regiões.</strong></p>
<h2>África</h2>
<p>Sobre as parcerias entre Brasil e África – construídas com o objetivo de, com a <em>expertise</em> brasileira, melhorar a produção de alimentos nos países daquele continente –, Lal diz que serão positivas para ambas as partes.</p>
<p>Para os países africanos, a parceria representa acesso a conhecimentos que ajudarão no combate à fome. Para o Brasil, representa, além de empregos, a ampliação do conhecimento.</p>
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<p>“O Brasil tem muito a aprender por lá para, depois, aplicar aqui, uma vez que Savana e Cerrado têm muitas similaridades. São solos considerados impuros, mas que podem ser trabalhados para a produção”, complementou.</p>
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<h2>Metade é suficiente</h2>
<p><strong>Rattan Lal lembra que há, no planeta, cerca de 8,2 bilhões de pessoas, e que, em 25 anos, esse número chegará a cerca de 10 bilhões. “Agricultura, nesse contexto, não é problema, mas solução porque todos precisam de alimentos”, argumentou.</strong></p>
<p>Segundo o pesquisador, a área total utilizada para agricultura é de 5,2 bilhões de hectares, sendo 1,5 bilhão usado para a produção de alimentos e 3,7 bilhões de hectares, para a pecuária.</p>
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<p>“Com a adoção de tecnologias já conhecidas, precisamos apenas da metade disso para garantir produção de grãos suficiente para alimentar toda a população do planeta”, acrescentou o cientista paquistanês, ao informar que, cerca de 35% de todo alimento produzido acaba sendo jogado fora.</p>
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<h2>Produção urbana</h2>
<p>Segundo Rattan Lal, há, nas grandes cidades, uma tendência cada vez maior da chamada agricultura urbana, que pode resultar em uma produção de alimentos saudáveis sem uso de terra, por meio de técnicas como as hidropônicas e as aeropônicas, que são feitas por meio da aplicação de nutrientes via água ou névoa.</p>
<p>Ele ressalta que 1 milhão de pessoas em cidades consomem 6 mil toneladas de comida por dia. </p>
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<p>“Imagine uma cidade de 15 milhões de habitantes. Com a agricultura urbana há potencial para atender 20% da demanda por comidas frescas, como legumes, vegetais e ervas. São comidas saudáveis. E alimento saudável, todos sabemos, é medicina”, argumentou.</p>
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<h2>Paz e solo</h2>
<p>Rattan Lal é, atualmente, professor emérito da Universidade de Ohio, nos Estados Unidos. Ele conquistou, além do Nobel da Paz com a equipe do ex-vice-presidente americano Al Gore, prêmios como o World Food Prize e o Arrell Global Food Innovation Award, em 2020, e o Japan Prize, em 2019.</p>
<p>Perguntado sobre o que, em sua área de atuação, possibilitou agregar a essa lista de premiações o Nobel da Paz, Rattan Lal é sucinto: <strong>“há uma relação direta entre paz e uso do solo, em especial para a produção de alimentos. Sem terra, povos e pessoas brigam. É, portanto, um assunto político, além de científico”.</strong></p>
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<p>Com Informações da Agência Brasil<br />
https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2025-03/natureza-agricultura-e-produtores-tem-que-ser-aliados-diz-cientista</p>
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