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		<title>No STF, plataformas negam vínculo; trabalhadores alegam precarização</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Oct 2025 22:49:53 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou o julgamento sobre a validade do vínculo de emprego entre motoristas e os aplicativos.  A controvérsia é conhecida como “uberização” das relações de trabalho. Os ministros ouviram nesta quarta-feira (1°) as primeiras sustentações das partes envolvidas no julgamento. Outras sustentações estão previstas para amanhã. A data da votação da [&#8230;]]]></description>
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<p><strong>O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou o julgamento sobre a validade do vínculo de emprego entre motoristas e os aplicativos.  A controvérsia é conhecida como “uberização” das relações de trabalho.</strong><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/10/No-STF-plataformas-negam-vinculo-trabalhadores-alegam-precarizacao.png?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/10/No-STF-plataformas-negam-vinculo-trabalhadores-alegam-precarizacao.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Os ministros ouviram nesta quarta-feira (1°) as primeiras sustentações das partes envolvidas no julgamento. Outras sustentações estão previstas para amanhã. A data da votação da questão ainda será definida pela Corte. </p>
<p>São julgadas duas ações relatadas pelos ministros Edson Fachin e Alexandre de Moraes e que chegaram ao Supremo a partir de recursos protocolados pelas plataformas Rappi e Uber. As empresas contestam decisões da Justiça do Trabalho que reconheceram o vínculo empregatício com os motoristas e entregadores.</p>
<h2>Plataformas</h2>
<p>Durante a sessão, o Rappi se manifestou por meio do advogado Márcio Eurico Vitral Amaro. <strong>O defensor sustentou que a empresa é uma plataforma digital, que faz a &#8220;união digital&#8221; entre quem quer vender um serviço e quem quer comprar.</strong></p>
<p>Além disso, o advogado disse que as entregas são feitas pelos entregadores autônomos, e não pela empresa.</p>
<blockquote>
<p>&#8220;Não há relação de emprego no caso. Não há os pressupostos legais de uma relação de emprego. Não há o elemento que define o vínculo de emprego, a subordinação&#8221;, afirmou.</p>
</blockquote>
<p><strong>A advogada Ana Carolina Caputo Bastos disse que a Uber é uma empresa de tecnologia e faz uma &#8220;intermediação tecnológica&#8221; com os motoristas, que são responsáveis pelas corridas.</strong></p>
<p>Segundo a representante da plataforma, o reconhecimento do vínculo poderia reduzir o ganho dos motoristas.</p>
<blockquote>
<p>&#8220;Se nos for imposto um modelo estranho ao modelo de negócio, reduziríamos 52% desses postos de trabalho. Aumentaríamos 34% no preço médio das viagens, e reduziríamos 30,7% na massa de renda desses motoristas&#8221;, afirmou.</p>
</blockquote>
<h2>Trabalhadores </h2>
<p>Representante da Associação dos Trabalhadores por Aplicativo Motociclistas do Distrito Federal Entorno (Atam-DF),  Gustavo Ramos destacou que a modalidade de trabalho é precarizada e disse que não pode ser criada uma &#8220;casta&#8221; de trabalhadores sem direitos.</p>
<blockquote>
<p>&#8220;Os grandes casos de acidentes são de motoristas de aplicativos. Isso fica às custas do SUS. Apenas 1% desses trabalhadores recolhe INSS. Nós temos a precarização da remuneração. No Brasil, se chega a cobrar uma taxa de 60% dos motoristas de aplicativos, e as custas do veículo ficam totalmente com o trabalhador&#8221;, afirmou.</p>
</blockquote>
<p>O advogado-geral da União, Jorge Messias, também se manifestou durante o julgamento e defendeu que os trabalhadores devem ter direitos básicos assegurados. </p>
<p><strong>Messias defendeu a regulamentação pelo Congresso de um piso salarial para a categoria, limites de horas de conexão nas plataformas, recolhimento de contribuições previdenciárias, seguro de vida, garantia de representação sindical, além de espaços de descanso. </strong></p>
<blockquote>
<p>&#8220;É necessária a garantia de proteção contratual e social aos prestadores de serviço por aplicativos, sem deixar de se preservar o ambiente de inovação tecnológica e de oportunidades de trabalho e renda&#8221;, afirmou. </p>
</blockquote>
<p><strong>A decisão que será tomada pela Corte terá impacto em 10 mil processos que estão parados em todo o país à espera do posicionamento do plenário sobre a questão. </strong></p>
<p>      <!-- Relacionada --></p>
<p>            <!-- Relacionada -->
    </div>
<p>Com Informações da Agência Brasil<br />
https://agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noticia/2025-10/no-stf-plataformas-negam-vinculo-trabalhadores-alegam-precarizacao</p>
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		<title>Julgamento: advogados alegam cerceamento de defesa e falta de provas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Portal Pelo Amor de Deus]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Mar 2025 18:27:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
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					<description><![CDATA[Os advogados fizeram nesta terça-feira (25) as sustentações orais no julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete civis e militares, todos acusados de participar do planejamento e da execução de um golpe de Estado mal sucedido.  Em comum, os defensores [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div>
<p>Os advogados fizeram nesta terça-feira (25) as sustentações orais no julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete civis e militares, todos acusados de participar do planejamento e da execução de um golpe de Estado mal sucedido. <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/03/Julgamento-advogados-alegam-cerceamento-de-defesa-e-falta-de-provas.png?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/portalpeloamordedeus.com/wp-content/uploads/2025/03/Julgamento-advogados-alegam-cerceamento-de-defesa-e-falta-de-provas.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Em comum, <strong>os defensores afirmaram que a PGR não conseguiu especificar os atos criminosos</strong>. <strong>Eles também reclamaram de cerceamento de defesa,</strong> sobretudo por não terem acesso à íntegra das provas utilizadas pela acusação e pelo prazo curto recebido para analisar dezenas de milhares de documentos que embasaram a denúncia. </p>
<p>As oito defesas do chamado “núcleo crucial” do golpe foram ouvidas na manhã desta terça na Primeira Turma do Supremo, colegiado composto por cinco dos 11 ministros do Tribunal e onde tramita a denúncia sobre o golpe. </p>
<p>Antes, foi a vez de o procurador-geral da República, Paulo Gonet, reiterar sua denúncia, reafirmando que Bolsonaro liderou uma organização criminosa com o objetivo de se manter no poder mesmo com derrota em sua tentativa de reeleição. </p>
<p><strong>Para o PGR, o planejamento e a execução do golpe começaram em meados de 2021 e tiveram fim somente em 8 de janeiro de 2023, quando apoiadores de Bolsonaro invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes, em Brasília</strong>.  </p>
<h2>Cerceamento de defesa</h2>
<p><strong>A maior parte dos advogados reclamou de não poder acessar os arquivos brutos do que foi extraído dos celulares apreendidos</strong>, por exemplo, de modo a poderem construir a própria narrativa, destacando fatos que julgassem importantes para inocentar seus clientes. </p>
<blockquote>
<p>“Temos tudo que a denúncia e o relatório da Polícia Federal citaram, mas esse é o recorte da acusação. Com todo respeito, a defesa tem o direito de fazer o próprio recorte”, disse o advogado Celso Vilardi, que defende Bolsonaro. “Eu não tenho a completude, eu não tenho os telefones, eu não tenho as mídias.”</p>
</blockquote>
<p>Para o advogado Matheus Milanez, que representa o general da reserva Augusto Heleno, ex-ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República, a denúncia apresentada é um esforço para comprovar uma narrativa previamente preparada pela PGR, num esforço similar ao de pessoas que acreditam que a Terra é plana e buscam evidências para isso. </p>
<p><strong>Milanez citou, por exemplo, que a acusação contra seu cliente se baseia sobretudo em anotações encontradas numa agenda</strong>, cujas páginas que basearam a denúncia foram anexadas aos autos, mas não a íntegra da própria agenda.</p>
<blockquote>
<p>“Cadê a íntegra da suposta agenda? Foram colacionadas páginas da agenda, mas não tem a ordem. As páginas estão na ordem? Não tenho como dizer”, exemplificou. </p>
</blockquote>
<p><strong>A posição foi reforçada pelo advogado José Oliveira Lima, defensor do general da reserva Walter Braga Netto</strong>. “A defesa não está na mesma situação que a acusação. A defesa está com sua atuação cerceada”, avaliou. </p>
<p>Outra estratégia dos investigadores para cercear a defesa, acusou Lima, foi despejar centenas de milhares de documentos nos autos do processo, de modo a impedir que os advogados tivessem tempo hábil para extrair uma narrativa própria entre o que foi coletado pela PF.</p>
<blockquote>
<p>“A defesa não teve a menor condição de analisar o que foi colhido”, afirmou. </p>
</blockquote>
<h2>“Non sense”</h2>
<p><strong>O advogado Demóstenes Torres, que representa o almirante Almir Garnier, também acusou a PGR e a PF de terem excluído do processo fatos que poderiam desmentir a narrativa de acusação. </strong>Ele afirmou, por exemplo, que os “romancistas” da PF não levaram em consideração contradições como o fato de seu cliente não estar em Brasília em datas nas quais os investigadores o acusam de participar de atos golpistas. </p>
<p>Para Torres, a PGR não apontou nenhuma ligação entre as condutas de Garnier e os ataques de 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes, em Brasília, foram invadidas e depredadas por apoiadores de Bolsonaro. O defensor afirma que imputar ao almirante crimes relacionados ao episódio “é um non sense [afirmação sem sentido], não existe nada”. </p>
<p>O mesmo alegou o advogado Eumar Novacki, defensor do ex-ministro da Justiça Anderson Torres, para quem a PF tenta transformar a atuação profissional de seu cliente em condutas criminosas. <strong>Ele negou que seu cliente tive ciência de qualquer plano golpista e apenas assessorou o presidente quando solicitado</strong>.</p>
<blockquote>
<p>“Se trata de conduta profissional, do exercício de suas funções”, disse. </p>
</blockquote>
<p>Andrew Farias, advogado do general da reserva e ex-ministro da Defesa Sergio Nogueira, também acusou a PGR de ter ignorado evidências sobre a inocência de seu cliente. Uma dessas provas seria o relato do delator do plano golpista Mauro Cid, o tenente-coronel e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, segundo quem Nogueira avisou Bolsonaro sobre não haver fraudes nas urnas eletrônicas e também manifestou medo que o ex-presidente assinasse uma “doideira” para dar um golpe. </p>
<blockquote>
<p>“Vão fazer vista grossa, não vale essa parte [do depoimento]?”, indagou Farias. “A história não fecha, porque a prova dos autos é contundente em demonstrar a inocência”, afirmou o defensor, que chamou a denúncia da PGR de “ilação”. </p>
</blockquote>
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<p><h6 class="meta"><!--copyright=418500-->Brasília (DF) 25/03/2025 &#8211; O Supremo Tribunal Federal (STF) começa a julgar, o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete denunciados pela trama golpista vão se tornar réus na ação. O caso será julgado pela Primeira Turma da Corte, colegiado formado por cinco dos 11 ministros que compõem o tribunal. Foto: Antonio Augusto/STF &#8211; <strong>Antonio Augusto/STF</strong><!--END copyright=418500--></h6>
</p>
</div>
<h2>Colaboração premiada</h2>
<p><strong>A maior parte das defesas insistiu também na anulação da colaboração premiada de Mauro Cid, que disseram ter sido obtida sob coação, com a ameaça de que a família do tenente-coronel fosse presa.</strong> “Cabe ao Poder Judiciário analisar a regularidade”, disse o advogado José de Oliveira Lima. </p>
<p>“O delator disse que foi coagido pela Polícia Federal, isso está nos autos”, destacou Lima, citando um áudio publicado pela revista Veja em que Cid relata a um interlocutor ter sido intimidado pelos investigadores a relatar acontecimentos dos quais não sabia. Ele afirmou que o tenente-coronel “é mentiroso, ele mente”. </p>
<p>Em sua sustentação oral, o advogado de Cid, Cezar Bittencourt, disse não ter “muita coisa a falar” sobre a participação dele na trama golpista, a não ser “sua participação nos fatos como testemunha, como intermediário, como assessor que foi do presidente, que tinha conhecimento dos fatos, dos aspectos que se desencadearam”.</p>
<h2>Julgamento</h2>
<p><strong>A Primeira Turma julga nesta terça-feira (25) se recebe ou não a parte denúncia referente ao chamado “núcleo crucial” do golpe, composto por oito dos 34 denunciados pela tentativa de golpe.</strong></p>
<p>Após a leitura do relatório e da sustentação oral de acusação e defesas, o julgamento foi interrompido para um intervalo de almoço, sendo retomado à tarde. Agora, os ministros devem votar as questões preliminares apresentadas pelas defesas, antes de passarem ao mérito da denúncia. </p>
<p><strong>A previsão é de que o julgamento sobre o eventual recebimento da denúncia termine somente na tarde de quarta-feira (26). </strong></p>
<p>&gt;&gt; Clique aqui e saiba qual foi a participação de cada um dos 34 denunciados na tentativa de golpe</p>
<p>&gt;&gt; Saiba o rito a ser seguido durante o julgamento sobre o recebimento da denúncia. </p>
<p>&gt;&gt;&gt;Conheça os detalhes sobre a denúncia da PGR sobre o golpe de Estado</p>
<p>      <!-- Relacionada --></p>
<p>            <!-- Relacionada -->
    </div>
<p>Com Informações da Agência Brasil<br />
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